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Voo 447: corpos em pior estado ficam no mar, decide França

Voo 447: corpos em pior estado ficam no mar, decide França

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A Justiça francesa decidiu limitar o resgate dos corpos das vítimas do voo AF 447 da Air France, que caiu na madrugada de 31 de maio para 1ºde junho de 2009 no meio do Atlântico com 228 pessoas a bordo, informou a mídia francesa nesta terça-feira (10). O acidente aconteceu durante um voo entre Rio de Janeiro e Paris e não deixou sobreviventes. Entre as vítimas estavam 59 brasileiros, sendo 58 passageiros e um tripulante.

Segundo o jornal Le Figaro, nem todos os corpos serão resgatados, por determinação de dois juízes parisienses, Sylvie Zimmermann e Yann Daurelle.

Eles decidiram preservar "o respeito e a dignidade" das vítimas que estiverem em estado avançado de decomposição.

A decisão dos juízes diz que, “contrariamente às declarações públicas citadas em vários veículos de mídia, é preciso compreender que os corpos das vítimas que repousam no fundo do mar estão inevitavelmente em estado de deterioração depois do choque violento, do tempo decorrido e do ambiente”.

A operação destinada a recuperar os corpos começou na semana passada, e os restos mortais da primeira vítima foram resgatados na última quinta-feira.

Os corpos de alguns passageiros foram encontrados flutuando no oceano pouco depois do acidente, mas a maioria das vítimas nunca havia sido localizada. No último sábado foi resgatado o segundo corpo, que estava preso nos destroços da aeronave, encontrados no fundo do mar.

Esta é a quinta fase de buscas por destroços e corpos do acidente, em uma área situada a cerca de 1.100 km da costa brasileira.

Resgate divide famílias das vítimas

Antes do início da operação de resgate, os envolvidos já se mostravam preocupados com o estado dos corpos depois de tanto tempo após o acidente. Na semana passada, uma fonte ligada à missão se disse preocupada com os resultados da tarefa, destacando em particular o tempo de imersão dos corpos das vítimas da tragédia aérea, ocorrida no dia 1º de junho de 2009.

A retirada dos corpos do fundo do mar divide opiniões entre familiares das vítimas. Na última quinta-feira (5), após o resgate do primeiro corpo, Sylvie Mello, uma brasileira que perdeu o irmão e a cunhada no avião, disse ao R7 que içar os corpos do fundo do mar só vai prolongar a sua dor.

"É como colocar o dedo na ferida. Eu e minha família não queremos. Eles (corpos) estavam lá quietos, não tinha por que mexer".

Já o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, Nelson Faria Marino, defende os trabalhos. Para ele, o resgate dos corpos ajudará as famílias a resolver processos burocráticos e a "fechar um ciclo". Muitos não conseguiram obter a certidão de morte presumida das vítimas.

"Muitas famílias ficaram mais confortáveis agora, pois poderão finalizar esse processo, fechar um ciclo. Além disso, poderão obter a certidão, que é um documento indispensável e é bem complicado para conseguir. Com o reconhecimento dos corpos, o procedimento fica muito mais fácil".

espaço

Nasa divulga imagens da Terra feitas da missão Artemis II

A Artemis II tornou-se a primeira missão tripulada rumo ao satélite natural desde o fim do programa Apollo, em 1972

03/04/2026 22h00

Foto: Divulgação / Nasa

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A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, 3, imagens do planeta Terra em alta resolução feitas pelos integrantes da missão Artemis II. Uma das fotos foi capturada da cabine da espaçonave Órion e mostra uma visão parcial do nosso planeta. O fotógrafo é o capitão da missão, o astronauta Reid Wiseman.

A segunda imagem mostra a Terra inteira. A Nasa descreveu a fotografia dessa forma: "Vemos nosso planeta natal como um todo, iluminado em tons espetaculares de azul e marrom. Uma aurora boreal verde chega a iluminar a atmosfera. Somos nós, juntos, assistindo aos nossos astronautas em sua jornada rumo à Lua".

O astronauta Jeremy Hansen mencionou "uma vista impressionante". "Nada te prepara para a emoção que te invade" no momento, confessou posteriormente sua colega Christina Koch.

Durante uma entrevista ao vivo concedida pela tripulação a emissoras de televisão e transmitida pelo sinal oficial da Nasa, ele descreveu uma Terra "iluminada como se fosse dia e banhada pelo brilho da Lua".

Acionamento de motores

Os quatro astronautas da missão Artemis II acionaram nesta quinta-feira, 2, os motores da nave e deixaram a órbita terrestre, onde permaneceram por quase um dia, para seguir rumo à Lua. É um feito inédito para a Nasa em mais de meio século.

"A humanidade voltou a mostrar do que somos capazes", disse o canadense Hansen, que embarcou na missão juntamente com três americanos.

Durante quase seis minutos, a nave Orion gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e seguir rumo à Lua.

Com o impulso potente, a Artemis II tornou-se a primeira missão tripulada rumo ao satélite natural desde o fim do programa Apollo, em 1972.

A presença humana no espaço estava limitada, desde então, às imediações da Terra, principalmente na Estação Espacial Internacional (ISS).

Localizada a mais de 384 mil quilômetros de distância, a Lua está mil vezes mais longe da Terra do que a ISS. A missão levará entre três e quatro dias para chegar ao satélite natural da Terra.

A Artemis II busca abrir caminho para um retorno à superfície lunar em 2028, mais de meio século depois das missões Apollo.

A tripulação não vai pousar, e sim orbitar a Lua, passando por trás de seu lado oculto na próxima segunda-feira, dia 6 antes de retornar para a Terra, no próximo dia 10.

(Com agências internacionais)

igreja católica

Encenação da Via Sacra chega à 38ª edição nas Moreninhas marcada por emoção de atores e fiéis

Centenas de pessoas acompanharam a tradicional encenação da Paixão de Cristo, em Campo Grande

03/04/2026 18h00

Encenação da Via Sacra reuniu centenas de fiéis nas Moreninhas

Encenação da Via Sacra reuniu centenas de fiéis nas Moreninhas Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A tradicional encenação da Via Sacra chegou a 38ª edição neste ano na Paróquia Nossa Senhora Aparecida das Moreninhas e reuniu centenas de pessoas na tarde desta sexta-feira (3), em Campo Grande. Atores e a comunidade católica definiram o momento como de fé e emoção.

Os ensaios começaram no mês de janeiro, com cerca de 30 voluntários, segundo a organização. A solenidade começou com a celebração da Paixão de Cristo, às 15h, sendo seguida pela Via Sacra, encenada no pátio da paróquia.

Gustavo de Oliveira, 22 anos, participa da encenação há 9 anos e este foi o primeiro em que interpretou Jesus.

"É muita emoção, é muito gratificante fazer a encenação. Hoje é um dos dias mais especiais para mim, que é interpretar um papel tão importante para mostrar para o povo um pouco da história de Jesus", disse.

"Eu moro na Moreninha, faço parte da paróquia e comecei fazendo papel de discípulo, depois comecei a me interessar mais, quis aprofundar e ter papel com falas, já fui Caifás, já fui Pilatos, já fui soldado, e sendo Jesus é um papel muito importante que é emocionante também", acrescentou.

Solange Araújo é evangélica e pela primeira vez participou de uma celebração católica para apoiar a filha, que participou da encenação da Paixão.

"Minha filha está começando a frequentar a igreja católica, vai fazer o papel no teatro e eu vim prestigiar, só sei que é a mulher que chora, aí a gente veio prestigiar, e bom incentivar os jovens hoje em dia a realmente seguir a vida cristã, muito bom esse legado", afirmou.

Solange acrescentou que a para os evangélicos a data também é importante, representando o renascimento. "A importância é o amor entre família, a convivência, o respeito entre todos", concluiu.

O padre Irineu Vieira Lima explicou a importância da Semana Santa para a Igreja Católica.

"É um tríduo, hoje se celebra o memorial da Paixão, da morte de Jesus Cristo. Nós vivemos com muita fé e fazemos memória, não é um teatro, a gente faz memória de Cristo, da morte dele, para culminar na sua ressurreição. Então hoje é um momento de muita fé, de saber que aquele que nos amou em primeiro morreu pelos nossos pecados, principalmente num mundo tão dilacerado pela discórdia, violência, ganância, Jesus nos mostra que para vencer esse mundo você tem que ser humilde, bom, simples. Então a importância de hoje é saber que o amor não foi acolhido, mas que precisa ser trazido todos os dias de volta, o amor é Deus, Deus é Jesus", disse o padre.

O líder religioso destaca ainda que a Sexta-Feira Santa faz memória de toda a trajetória de Jesus até a cruz, mas ressalta a importância da ressurreição, celebrada no Domingo de Páscoa.

"Ele morreu, mas não ficou na cruz, Ele morreu e ressuscitou, nossa fé é embasada na ressurreição. A cruz é o extremo da dor, da humilhação, porque Jesus foi humilhado em todos os aspectos, é na cruz que ele nos ora e nos perdoa, mas é na gruta, quando ele ressuscita, que ele nos mostra que a vida não é aqui, aqui é bom viver, mas o melhor ainda está por vir", acrescente padre Irineu.

Semana Santa

A Semana Santa celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo e se inicia no Domingo de Ramos e termina com a ressurreição de Jesus, no Domingo de Páscoa.  

Na Igreja Católica, o Tríduo Pascal teve início na Quinta-feira Santa (2), lembrando a última ceia de Jesus com seus discípulos, quando Ele anuncia que será morto.  

Na Sexta-feira Santa (3) Jesus é crucificado. Motivo de luto, esse é o único dia do ano que não se celebra missa, apenas se faz a celebração da morte com a Celebração da Paixão do Senhor, às 15h.

No Sábado (4), é celebrada a Missa Solene Vigília da Páscoa na Ressurreição.

A Semana Santa encerra com o Domingo de Páscoa (5), dia em que Jesus ressuscitou, segundo a crença cristã. Páscoa significa “passagem” da morte para a vida.

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