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Cinema Correio B+ - Especial

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável

De The Guys a Voo United 93, obras que reconstruíram o trauma e as consequências de um dia que ainda não terminou

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Durante algum tempo, o cinema não soube o que fazer com o 11 de Setembro. As imagens reais já eram tão violentas, tão repetidas e tão profundamente gravadas na memória coletiva que qualquer tentativa de reproduzi-las parecia correr o risco de transformar trauma em espetáculo.

Primeiro, Hollywood retirou as Torres Gêmeas de cartazes, trailers e filmes já concluídos. Depois, aos poucos, começou a tentar entender não apenas o que aconteceu naquela manhã, mas o mundo que surgiu depois dela.

Vinte e cinco anos mais tarde, não existe uma única obra capaz de explicar o 11 de Setembro, porque o atentado não produziu apenas uma história.

Há a história das vítimas, dos sobreviventes e de suas famílias; a dos bombeiros e policiais; a das falhas dos serviços de inteligência; a das guerras iniciadas em seguida; a da islamofobia, da tortura e da vigilância autorizadas pelo medo.

Os melhores filmes, séries e documentários são justamente aqueles que resistem à tentação de reunir tudo em uma resposta simples.

The Guys e a reconstrução pela palavra

The Guys ocupa um lugar especialmente pessoal nessa lista porque nasceu da experiência de Anne Nelson, minha professora e mentora na Universidade de Columbia. Pouco depois dos atentados, Anne foi procurada por um capitão do Corpo de Bombeiros de Nova York que precisava escrever os discursos fúnebres de oito homens de sua equipe mortos no World Trade Center. Ele conhecia cada um deles, mas não conseguia transformar a dor em palavras.

Anne o ajudou a reconstruir quem eram aqueles homens para além dos uniformes e dos números. A peça estreou no Flea Theater em 4 de dezembro de 2001, menos de três meses depois dos ataques, com Sigourney Weaver e Bill Murray. Em 2002, foi transformada em filme, dirigido por Jim Simpson e estrelado por Weaver e Anthony LaPaglia.

Não é um filme sobre a queda das torres, mas sobre o trabalho silencioso de devolver individualidade às vítimas. Como falar sobre alguém quando a dimensão coletiva da tragédia ameaça apagar sua história particular? Em The Guys, a linguagem não resolve o luto, mas oferece uma forma de atravessá-lo.

The Looming Tower e tudo o que veio antes

Se The Guys trata das consequências humanas imediatas, a minissérie The Looming Tower procura entender o que aconteceu antes. Baseada no livro de Lawrence Wright, acompanha a ascensão da Al-Qaeda e, principalmente, a rivalidade entre FBI e CIA nos anos que antecederam os ataques.

Com Jeff Daniels, Peter Sarsgaard e Tahar Rahim, a série mostra como informações fragmentadas, disputas institucionais e egos contribuíram para impedir que as autoridades percebessem a ameaça que se organizava diante delas.

Não apresenta uma conspiração capaz de explicar tudo, mas algo talvez ainda mais perturbador: pessoas que possuíam partes importantes da verdade e instituições incapazes de reuni-las.

Voo United 93 e a experiência do tempo real

Em Voo United 93, Paul Greengrass reconstrói o sequestro do avião que caiu na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes reagiram contra os terroristas. O filme evita o heroísmo convencional e trabalha com a confusão de quem ainda não compreendia a dimensão do ataque.

Nós sabemos o que está acontecendo porque conhecemos a história. Eles, não. Recebem informações incompletas por telefonemas, percebem que outros aviões foram usados como armas e entendem, aos poucos, que o voo provavelmente também tem um alvo.

É essa diferença entre o conhecimento do espectador e a descoberta dos passageiros que torna o filme tão angustiante.

Greengrass não oferece alívio, discurso patriótico ou vitória reconfortante. O que existe é um grupo de pessoas tentando agir quando todas as possibilidades já são terríveis.

Voo United 93 e a experiência do tempo real - Divulgação

Os documentários que preservaram aquela manhã

Entre os registros mais importantes está 9/11, dos irmãos Jules e Gédéon Naudet com James Hanlon. O projeto começou como um documentário sobre um bombeiro novato, mas acabou registrando a rotina de um quartel durante os ataques. Jules filmou uma das raras imagens do primeiro avião atingindo a Torre Norte e entrou no complexo com os bombeiros.

102 Minutes That Changed America reconstrói o período entre o primeiro impacto e o colapso da segunda torre a partir de imagens feitas por jornalistas, moradores e pessoas nas ruas. A ausência de uma narração dominante preserva a desorientação daquele momento, quando ninguém ainda tinha uma narrativa pronta para explicar o que via.

Já 9/11: One Day in America reúne depoimentos de sobreviventes, socorristas e testemunhas, reconstruindo os acontecimentos em ordem cronológica. O documentário devolve dimensão humana a imagens que, de tão repetidas, correm o risco de se transformar apenas em símbolos históricos.

A cidade ferida de A Última Noite

Nem todos os filmes importantes sobre o 11 de Setembro falam diretamente sobre os ataques. Lançado em 2002, A Última Noite (25th Hour), de Spike Lee, conta a história de um homem que passará sete anos na prisão e vive suas últimas horas de liberdade em Nova York.

A trama não é sobre terrorismo, mas a cidade está ferida. O vazio deixado pelas torres aparece na paisagem e no comportamento dos personagens. Spike Lee foi um dos primeiros cineastas a olhar diretamente para aquela ausência, sem precisar transformá-la no centro da narrativa. Seu filme entende que Nova York continuava vivendo, mas já era outra cidade.

O mundo que veio depois

Com o passar dos anos, o cinema começou a olhar para as consequências políticas e morais dos atentados. A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) acompanha a perseguição a Osama bin Laden, mas provocou discussão sobre a maneira como representou a tortura e sua suposta eficácia.

O Relatório (The Report) examina justamente o programa de interrogatórios e tortura conduzido pela CIA depois do 11 de Setembro. O Mauritano (The Mauritanian) mostra o caso de Mohamedou Ould Slahi, mantido durante anos em Guantánamo sem acusação formal. São filmes sobre o momento em que o medo passou a justificar práticas que as democracias afirmavam condenar.

Quanto Vale? (Worth) segue o advogado Kenneth Feinberg na criação do fundo de indenização às famílias das vítimas. Sua pergunta é cruel, mas inevitável: como estabelecer financeiramente o valor de uma vida? O filme mostra o conflito entre fórmulas jurídicas e histórias que não cabem em cálculos.

Há ainda Top of the World, documentário de Julie Cohen e Betsy West sobre os funcionários do Windows on the World, o restaurante que funcionava no alto da Torre Norte.

Ao recuperar suas trajetórias, a obra retorna ao princípio que também orienta The Guys: antes de serem números associados a uma tragédia, aquelas pessoas tinham trabalhos, famílias, ambições e rotinas.

Uma história que ainda não terminou

O cinema demorou a compreender que não precisava recriar o impacto dos aviões para falar sobre o 11 de Setembro. Em muitos casos, as obras mais poderosas são aquelas que olham para o que aconteceu antes, para as ausências deixadas depois e para as decisões tomadas em nome de um medo que atravessou fronteiras e gerações.

Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro ainda divide a história entre um antes e um depois. Esses filmes, séries e documentários não conseguem explicar completamente o inexplicável, mas ajudam a preservar as pessoas que estavam por trás das imagens e a entender como aquela manhã continua presente no mundo em que vivemos.

Diálogo

"Em alguns gabinetes de eleitos e derrotados, a conta ainda não fechou..." Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (1)

02/11/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Ernest Hemingway - Escritor americano

"Um idealista é um homem que, partindo do fato de que uma rosa cheira melhor que uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor”

FELPUDA

Em alguns gabinetes de eleitos e derrotados, a conta ainda não fechou. Os chefes continuam tentando recalcular os gastos excessivos diante do pouco retorno obtido. Dizem que alguns investiram valores exorbitantes, mas mesmo assim não conseguiram entregar o resultado esperado. Teve até quem alardeasse liderança, prometendo adesões de incontáveis eleitores, mas nadica de nada aconteceu. De duas, uma: ou parte dos recursos ficou pelo caminho, ou os “senhores dos votos” descobriram que, hoje em dia, nem dinheiro compra o eleitorado, já cansado das falsas promessas.

Diálogo

Tom

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez que poderá disputar a Presidência da República em 2030. Em entrevista publicada pelo Estadão, ele afirmou que concluir bem o segundo mandato “obviamente abre uma possibilidade” de concorrer ao Planalto.

Mais

A declaração representa uma mudança de tom, já que o governador vinha evitando falar abertamente sobre o assunto. Tarcísio abordou a situação fiscal do País e cobrou ajustes nos gastos. Pelo visto, a disputa de 2030 já começou a aparecer no retrovisor, mesmo com a largada bem distante.

Diálogo
Yasmin Torres
Diálogo
Marina Ruy Barbosa

Não e não!

A senadora Tereza Cristina bateu o pé e foi contra a decisão do seu partido, o PP, de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Ela afirmou que vai para o embate contra Alcolumbre e está conversando com as lideranças do PL para reforçar a sua pretensão. Mas há quem diga que o líder do PL, senador Rogério Marinho, é o nome do bolsonarismo para desafiar o atual presidente. E também há quem afirme que Tereza e Marinho vêm seguindo juntos nessa “empreitada”

Custo

Um levantamento divulgado pelo perfil @feconsultoria_23 no Instagram atribui aos oito deputados federais e aos três senadores de Mato Grosso do Sul um total de 265 assessores, com R$ 1,82 milhão por mês em salários-base. Segundo a publicação, feita a partir dos portais oficiais de transparência, são 174 na Câmara e 91 no Senado. Os valores não incluem eventuais gratificações e não representam o custo completo das equipes.

Lista

No recorte apresentado pelo perfil, Nelson Trad Filho (PSD) aparece com 59 assessores e R$ 522,5 mil mensais em salários-base. Tereza Cristina (PP) vem depois, com 15 assessores e R$ 222,7 mil, seguida de Soraya Thronicke (PSB), com 17 e R$ 209 mil. Entre os deputados, as maiores somas apontadas são as de Rodolfo Nogueira (PL), com 23 assessores e R$ 131,3 mil, e Dagoberto Nogueira (PP), com 24 e R$ 125,6 mil... Nada como viver num país rico e sem problemas!...

Aniversariantes

  • Therezinha de Jesus dos Santos Samways,
  • Dr. Nelson Mendes Fontoura Júnior,
  • Marinho Cogo,
  • Sílvio Eduardo Orro da Silva,
  • Paulo Sérgio Ota,
  • José Carlos Garcia,
  • Maria Inês Queiroz Tomaz,
  • Felipe Jorge Saab,
  • Neusa Kamiya,
  • Patricia Correa Peixoto de Azevedo,
  • Lucas Lemos Navarros,
  • José Marcos Queiroz Junior,
  • Nilvana Silveira Moreno Mujica,
  • Jhonny Luis de Souza,
  • João Evângelo Vavas,
  • Dr. Carlos Augusto Longo Pereira,
  • João Baptista Pinto de Arruda,
  • Wilson Berton,
  • João Carlos Leite Nogueira,
  • Lincoln Pereira Mendes,
  • Fernanda Cristieli Pupim,
  • Ruy Otonni de Mendonça,
  • Bruno Pedrossian Dorileo,
  • Dr. Felipe Marcelo Gimenez,
  • Yolanda Pinheiro,
  • Gleidy Garcia Antero da Silva,
  • Pedro Celestino Ângelo de Oliveira,
  • José Atanásio Lemos Neto,
  • Raquel de Figueiredo Rocha,
  • José Henrique da Silva Vigo,
  • Juliane Perondi,
  • Maria Cristina Monteiro Nascimbeni,
  • Eudi Vitorino Bachiega,
  • Adailton Castilhas,
  • Ilson Rossini Vilanova,
  • Jurema Marques de Arruda,
  • Dr. Oswaldo Rodrigues,
  • José Ricardo Soares,
  • Sérgio Bianchi Mascarenhas,
  • Oneide Terezinha Mozzo,
  • Lênio Ben Hur,
  • Carolina Resende Matias,
  • Noêmia Gonçalves dos Santos,
  • Generci Cantu Silva,
  • Alberto Saburu Kanayama,
  • Nelsi Francisco de Oliveira,
  • Alcides Sussumu Oguma,
  • Flaviano Cantacini,
  • Dra. Marlene Lemos,
  • Marle Karnopp,
  • Luiz Antonio Lemes Tenório,
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  • Francisco Luis Nanci Fluminhan,
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  • Marilza Massae Matida Kubota de Freitas,
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  • Lilian Greyce Souza,
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  • Moacir Castro Lopes,
  • Maria Emília Rodrigues,
  • Roberta Correia de Paula.

Colaborou Tatyane Gameiro

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Entrevista exclusiva com a arquiteta Nauíra Cordeiro. A arte de viver com identidade e elegância

Ela compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer

01/11/2026 17h00

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância Foto: Divulgação

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À frente da NG Home, a arquiteta e empreendedora Nauíra Cordeiro vem construindo uma trajetória marcada pela criatividade, pelo olhar apurado e pela valorização do design autoral brasileiro.

Com experiência no universo da arquitetura, do mobiliário de alto padrão e do design italiano, ela encontrou no desenvolvimento de produtos uma nova forma de expressar sua identidade criativa, unindo estética, funcionalidade e pesquisa de materiais.

Suas criações propõem um novo olhar sobre os objetos do cotidiano, transformando-os em peças que carregam personalidade e elegância.

Em novembro, Nauíra participa do evento Sobre a Mesa, idealizado por Silmara Kassab, nos dias 17 e 18, em São Paulo, encontro que celebra a conexão entre mesa posta, design e gastronomia.

A agenda também inclui uma produção especial de mesa posta para o almoço de amigo secreto de Carol Bassi, dando continuidade a uma parceria que valoriza encontros, experiências e composições cheias de estilo.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como começou sua trajetória na arquitetura e em que momento surgiu a ideia de criar a NG Home? O que motivou essa transição para o universo do design e da decoração?
NC -
 Minha trajetória começou na arquitetura, mas sempre tive uma relação muito próxima com o design de produto. Em 2013, tive a oportunidade de trabalhar com importantes marcas italianas de mobiliário, experiência que ampliou meu olhar sobre o design autoral. A NG Home nasceu desse desejo de criar peças próprias, explorando a relação entre forma, matéria e função, com um olhar especial para a arte de receber.

CE -  A moda e a arquitetura têm algo em comum: ambas comunicam identidade. Como você enxerga essa relação entre a maneira como nos vestimos e os ambientes que escolhemos habitar?
NC -
 Acredito que tanto a moda quanto a arquitetura são extensões da nossa personalidade. A maneira como nos vestimos e os espaços que habitamos revelam nossas referências, escolhas e valores. Em ambos os universos, a verdadeira elegância está na autenticidade.

CE - O conceito de atemporalidade está cada vez mais presente na moda e no design. O que torna uma peça ou um ambiente verdadeiramente atemporal?
NC -
 Para mim, a atemporalidade está na capacidade de transcender tendências sem perder relevância. Uma peça atemporal tem identidade, qualidade e proporções bem resolvidas. É aquilo que continua fazendo sentido e despertando interesse independentemente da época.

CE - Você acredita que a elegância de uma casa está mais relacionada ao investimento financeiro ou à sensibilidade estética e ao repertório cultural de quem a habita?
NC - 
Sem dúvida, à sensibilidade e ao repertório. O investimento pode proporcionar acesso a materiais e peças excepcionais, mas não garante elegância. Uma casa verdadeiramente sofisticada é aquela que revela personalidade, histórias e escolhas feitas com intenção.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaTalento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como a cultura brasileira influencia suas escolhas criativas? Existe alguma característica do nosso design que você considera especialmente valiosa?
NC -
 O design brasileiro tem uma riqueza extraordinária, especialmente na relação com os materiais, na expressividade das formas e na valorização do fazer artesanal. Admiro essa liberdade criativa e a capacidade de unir sofisticação e espontaneidade, características que considero muito próprias da nossa cultura.

CE - Em tempos de tendências rápidas e excesso de referências nas redes sociais, como encontrar uma identidade própria na decoração?
NC -
 Acredito que o primeiro passo seja desenvolver o próprio olhar. Buscar referências na arte, nas viagens, na literatura e nas experiências pessoais, e não apenas nas redes sociais. A identidade surge quando deixamos de reproduzir fórmulas e passamos a fazer escolhas que realmente nos representam.

CE - A arte de receber também comunica valores, cuidado e comportamento. Qual é o papel da mesa posta e dos pequenos rituais na construção de uma experiência elegante e acolhedora?
NC -
 Receber é, acima de tudo, um gesto de generosidade. A mesa posta e os pequenos rituais demonstram cuidado e atenção aos detalhes, transformando encontros cotidianos em momentos especiais. Acredito que a elegância está muito mais na intenção de acolher do que na formalidade.

CE - Que conselho você daria a alguém que deseja transformar sua casa em um espaço mais sofisticado, acolhedor e com personalidade, sem necessariamente realizar grandes investimentos?
NC -
 Começaria pelos detalhes. Flores frescas, uma iluminação acolhedora, livros, objetos afetivos e pequenas mudanças na composição dos ambientes podem transformar completamente a atmosfera de uma casa. Sofisticação não está necessariamente em ter mais, mas em saber escolher e valorizar aquilo que temos.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

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