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A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar

Como carta regente, a Rainha de Ouros sinaliza uma fase favorável para cultivar prosperidade, fortalecer a estabilidade emocional e investir no seu bem-estar de forma prática e consistente

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A Rainha de Ouros rege a semana, trazendo uma energia de prosperidade, acolhimento e construção consciente. Sua presença sugere um período em que o foco se volta para aquilo que sustenta a vida de forma concreta: os relacionamentos que oferecem segurança, os projetos que amadurecem com o tempo, o conforto do lar, o cuidado com o corpo e a valorização das conquistas já alcançadas.

Curiosamente, essa energia dialoga de maneira muito harmoniosa com os acontecimentos que marcam este período do ano: o início da Copa do Mundo, as celebrações juninas e o Dia dos Namorados. Embora pareçam temas distintos, todos falam, em alguma medida, sobre pertencimento, afeto, abundância e a capacidade de compartilhar experiências significativas com outras pessoas.

Os primeiros dias da semana favorecem boas notícias, encontros agradáveis, oportunidades de crescimento e momentos de celebração compartilhada. Há uma atmosfera de entusiasmo e expansão que convida à convivência, ao fortalecimento dos vínculos e à criação de novas memórias.

O início da Copa do Mundo acrescenta uma camada simbólica interessante a esse cenário. Quando pensamos em grandes competições esportivas, normalmente associamos o evento à disputa e ao desempenho. A Rainha de Ouros, porém, convida a observar outro aspecto igualmente importante: a capacidade que esses eventos têm de reunir pessoas.

Ela está presente na família que se organiza para assistir aos jogos, nos amigos que se encontram para torcer juntos, na mesa preparada para receber convidados e nos pequenos rituais que transformam uma partida em uma experiência compartilhada.

Este Arcano revela que as pessoas se sentem bem-vindas em sua presença, seguras ao seu lado e confiantes em você. Seu valor é inestimável.

A Rainha nos lembra que o verdadeiro valor de muitos acontecimentos não está apenas no resultado final, mas nas memórias construídas ao longo do caminho.

Os aspectos astrológicos desta sexta-feira (12/6), Dia dos Namorados, estimulam a coragem emocional e a comunicação franca. É uma excelente oportunidade para revelar o que sente, esclarecer mal-entendidos e fortalecer relacionamentos por meio da autenticidade.

A Rainha de Ouros não personifica o amor idealizado dos contos de fadas. Seu amor é terreno, sólido e verdadeiro. Ele se expressa por meio do cuidado, da escuta, do apoio e da construção diária de segurança e confiança.

Enquanto outras energias celebram a intensidade da paixão, a Rainha ensina que o amor também se revela nos pequenos gestos de dedicação e presença. Sua pergunta não é "Quanto eu amo?", mas sim: "Como posso tornar a vida de quem amo melhor?"

Por isso, nesta semana, muitas demonstrações de amor podem surgir através de pequenos gestos cotidianos: preparar uma refeição especial, ajudar alguém em uma dificuldade prática, organizar planos em conjunto ou simplesmente reservar tempo para estar verdadeiramente presente.

Amor e Relacionamentos

Nos relacionamentos, a Rainha de Ouros sugere uma fase de conforto, cumplicidade e apreciação das conquistas construídas a dois. É uma energia que valoriza o compromisso, o cuidado mútuo e os prazeres simples da vida compartilhada.

Para quem está solteiro(a), a carta sugere um momento de autovalorização. Você reconhece seu próprio valor e compreende que merece uma relação sólida e equilibrada. Por isso, tende a ser mais seletivo(a) em suas escolhas, buscando alguém que realmente agregue à sua vida e compartilhe dos mesmos valores.

Dinheiro e Carreira

Na vida profissional, a Rainha de Ouros é um excelente presságio. Ela simboliza competência, organização, visão prática e capacidade de transformar esforço em resultados concretos. É a energia de quem administra recursos com sabedoria e constrói o sucesso de forma consistente e sustentável.

No campo financeiro, a carta aponta prosperidade, estabilidade e independência. Os investimentos e decisões tomadas com responsabilidade tendem a produzir bons resultados. Embora permita desfrutar de conforto e qualidade de vida, a Rainha de Ouros também ensina a importância de gastar com consciência, priorizando aquilo que realmente tem valor e durabilidade.

Esta é uma ótima oportunidade para se permitir alguns confortos e desfrutar das coisas que lhe trazem satisfação, sem culpa ou excessos. Aproveite os prazeres da vida, valorize suas conquistas e lembre-se: você também merece receber o cuidado e a abundância que tanto oferece aos outros.

Como arquétipo, a Rainha de Ouros é uma das figuras mais acolhedoras do Tarô. Ela representa a capacidade de criar estabilidade sem perder a sensibilidade, de administrar recursos sem esquecer as pessoas e de construir prosperidade sem abrir mão do prazer de viver.

Sentada em seu jardim fértil, ela contempla a moeda que repousa em seu colo — símbolo dos frutos de seus esforços. Seu olhar não está voltado para aquilo que ainda falta, mas para aquilo que já foi construído.

A Rainha de Ouros também nos ensina a valorizar os prazeres simples da vida. Ela nos convida a perceber o conforto da própria casa, o sabor de uma refeição preparada com atenção, o calor de uma conversa sincera, a beleza de uma tradição compartilhada e a segurança dos vínculos construídos ao longo do tempo.

Sua prosperidade vai muito além do dinheiro. Ela está na sensação de pertencimento, nos relacionamentos confiáveis, na estabilidade emocional e na capacidade de apreciar aquilo que já existe.

A Rainha de Ouros nos lembra que a verdadeira prosperidade não está apenas naquilo que conquistamos, mas naquilo que escolhemos cultivar todos os dias. Sonhos, relacionamentos, projetos e até a própria felicidade exigem presença, atenção e dedicação.

Nesta semana, a Rainha de Ouros convida cada um de nós a reconhecer o valor das pequenas coisas que sustentam a vida diariamente: a mesa ao redor da qual as pessoas se reúnem, os vínculos que permanecem, as tradições que atravessam gerações e os gestos silenciosos de cuidado que tornam o mundo um lugar mais acolhedor.

Tanto as festas juninas quanto a Copa do Mundo compartilham um elemento essencial que dialoga profundamente com a energia desta carta: o poder de reunir pessoas. Seja ao redor de uma fogueira, de uma mesa farta ou diante da televisão para torcer pelo mesmo time, esses momentos fortalecem laços, criam memórias afetivas e reforçam o sentimento de pertencimento que a Rainha de Ouros tanto valoriza.

Entre bandeirinhas coloridas, jogos de futebol, declarações de amor e encontros familiares, a Rainha de Ouros nos lembra que muitos dos maiores tesouros da vida já estão presentes ao nosso redor. Basta desacelerar o suficiente para percebê-los e agradecer por tudo aquilo que continua florescendo.

Uma boa semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Pet Correio B+

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo

Especialista recomenda preparar um ambiente seguro para reduzir o estresse dos animais causado pelo excesso de ruídos de fogos de artifício, buzinas, cornetas, entre outros

18/07/2026 15h00

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo Foto: Divulgação

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A animação dos torcedores durante os jogos, campeonatos e final de Copa do Mundo tende ao final da mesma. Toda essa empolgação, porém, pode representar momentos de tensão para os pets. Fogos de artifício, buzinas e reuniões com grande concentração de pessoas costumam provocar medo, estresse e até sofrimento nos animais e isso exige atenção especial.

O professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Gabriel Marques Bastos de Faria, médico veterinário e pós-graduado em Neurologia de cães e gatos, dá dicas aos tutores para esse período, entre elas, a recomendação para que preparem um ambiente seguro e tranquilo, com antecedência, para os animais.

“A principal dica é não deixar para pensar nisso na hora do jogo. Muitos bichos de estimação ficam assustados com gritos, buzinas e fogos, então é importante preparar um ambiente com segurança e calmo para eles antes que toda a movimentação comece”, explica o veterinário.

O professor da UMC ensina que o tutor pode separar um cômodo mais sossegado da casa para os pets e, no local, deixar água, cama, brinquedos e objetos que o animal já conhece: “Fechar portas e janelas e deixar uma música tocando ou a televisão ligada também pode ajudar a diminuir os ruídos que vêm de fora”, ressalta Gabriel.

Sintomas e cuidados

O veterinário reforça que os tutores devem estar atentos ao comportamento dos companheiros de quatro patas nesses momentos de tensão: “Se o pet apresenta sinais mais intensos, como tremores constantes, falta de apetite, muita agitação, tentativas de fuga, respiração acelerada ou qualquer comportamento diferente do habitual, a orientação veterinária é fundamental. Animais com histórico de epilepsia exigem atenção redobrada durante períodos de maior estresse”, alerta o professor.

Gabriel explica ainda que brinquedos interativos, mordedores e atividades que envolvam petiscos costumam funcionar muito bem para distrair o animal, pois direcionam a atenção do pet para algo agradável em vez de barulhos externos.

O médico veterinário diz que o mais importante é manter a calma, não brigar e não forçar o animal a enfrentar aquilo que está causando medo:

“Evite levá-lo para perto da confusão. Cada pet reage de uma forma, então é preciso respeitar o espaço dele. O tutor transmite segurança ao animal. Quanto mais tranquilo estiver o ambiente e as pessoas ao redor, menor tende a ser o impacto dos barulhos e da movimentação típica dos dias de jogo. Vale ressaltar ainda a atenção com as portas e janelas para evitar fugas”, conclui o especialista.

Cinema Correio B+

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero

Christopher Nolan transforma um dos textos fundamentais da humanidade em um épico acessível, visualmente espetacular e profundamente interessado no preço de ser um herói

18/07/2026 13h00

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero Foto: Divulgação

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Existe algo quase imprudente na decisão de Christopher Nolan de filmar A Odisseia. Não porque o diretor não tenha experiência em grandes produções, mas porque algumas histórias são tão importantes que parecem resistir à própria ideia de adaptação.

O poema atribuído a Homero atravessou quase três mil anos, ajudou a estabelecer arquétipos, estruturas narrativas e personagens que continuam reaparecendo em praticamente tudo o que contamos e, de alguma maneira, já faz parte da cultura mesmo de quem jamais leu uma única página do texto original.

A jornada do herói está ali, assim como a guerra e suas consequências. Há o desejo de voltar para casa, a sedução do poder, a culpa, o luto, a identidade, a fidelidade, a espera, o medo do desconhecido e a percepção de que ninguém retorna de uma experiência devastadora exatamente como partiu também estão ali.

Adaptar A Odisseia, portanto, não significa apenas filmar monstros, deuses e aventuras, mas tentar encontrar uma forma contemporânea para uma história que está na origem de grande parte da maneira como ainda organizamos nossas próprias narrativas. Christopher Nolan consegue.

Mas aqui vem minha ressalva: seu filme não é perfeito e não considero A Odisseia o melhor de sua carreira, nem necessariamente o melhor filme deste ano. Existe algo admirável no tamanho do desafio que ele aceita e, principalmente, na clareza com que consegue apresentar esse universo a um público que não precisa conhecer Homero para acompanhá-lo, que talvez seja um dos maiores triunfos da adaptação.

A Odisseia continua sendo A Odisseia. Os monstros estão ali, assim como as provações, os perigos e a dimensão fantástica da viagem, e o espectador não precisa chegar ao cinema com uma formação clássica para compreender o que está acontecendo.

Nolan transforma uma das obras fundamentais da cultura ocidental em um grande espetáculo popular sem tratá-la como uma peça de museu.

E, no centro de tudo, existe Matt Damon. É difícil imaginar o filme funcionando sem ele.

Damon precisa fazer com que Ulisses seja simultaneamente um grande líder e um homem profundamente falível. Precisa transmitir a confiança capaz de convencer outros homens a segui-lo e, ao mesmo tempo, carregar no corpo o peso das mortes que acontecem durante essa jornada.

O personagem é um herói, mas Nolan parece particularmente interessado em perguntar o que essa palavra realmente significa quando as decisões de um homem têm consequências para todos ao seu redor. Matt Damon compreende essa ambiguidade e sustenta o filme com uma das atuações mais fortes de sua carreira.

Há autoridade em seu Ulisses, mas também cansaço, inteligência e arrogância. Há coragem, mas também culpa. Ele é o homem que ajudou a vencer uma guerra e destruir uma cidade, mas que descobre que a vitória não encerra aquilo que a guerra provocou. Esse talvez seja o aspecto mais interessante do filme.

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a HomeroA Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero - Divulgação

A jornada de volta para casa é também uma longa convivência com as consequências de suas decisões. O que poderia ser apenas a história de um homem enfrentando monstros se transforma na história de alguém tentando sobreviver ao que fez, ao que perdeu e ao que se tornou, porque se a guerra termina no campo de batalha, seus efeitos continuam dentro de quem volta.

Talvez por isso alguns dos melhores momentos de A Odisseia estejam próximos do terror e Nolan entende que o fantástico não precisa ser tratado como fantasia leve. Há momentos em que a beleza das imagens quase aumenta a vulnerabilidade daqueles homens, porque deixa evidente o quanto são pequenos diante do mundo que atravessam.

A fotografia de Hoyte van Hoytema é extraordinária. Filmado em lugares como Grécia, Marrocos, Itália, Islândia e Escócia, o longa aproveita a geografia real para construir uma viagem que precisa parecer longa, difícil e imprevisível. Nolan não usa as paisagens apenas como decoração e cada lugar parece apresentar uma nova ameaça, uma nova promessa ou uma nova etapa da transformação de Ulisses.

A trilha de Ludwig Göransson é igualmente importante e o compositor, que já venceu três Oscars, cria uma música que atravessa o filme sem simplesmente anunciar ao público o que deve sentir. A trilha cresce com o espetáculo, mas também sabe trabalhar a inquietação e a espera. Depois de Pantera Negra, Oppenheimer e Pecadores, Göransson certamente volta a entrar na conversa da temporada de premiações.

Nem tudo, porém, funciona com a mesma força.

Curiosamente, em um filme com um dos elencos mais impressionantes reunidos nos últimos anos, é justamente o conjunto que produz algumas das minhas maiores ressalvas. Como falei, Matt Damon é o grande destaque, e Himesh Patel também encontra um registro muito convincente ao seu lado.

Samantha Morton, como sempre, precisa de pouco tempo em cena para criar presença. Mas algumas das estrelas mais conhecidas do filme não alcançam o mesmo resultado.

Anne Hathaway me parece irregular. Há momentos em que sua Penélope se aproxima de um registro teatral, outros em que a atriz procura uma delicadeza quase excessivamente calculada e outros em que tenta uma interpretação mais íntima. As diferentes escolhas nem sempre parecem pertencer à mesma personagem.

Tom Holland também ficou abaixo do que esperava, como ele mesmo já admitiu. É uma ressalva que nasce justamente da admiração por um ator que já demonstrou ser capaz de trabalhos muito mais complexos do que sua fama como Homem-Aranha poderia sugerir.

Seu Telêmaco, porém, não desaparece completamente dentro daquele universo. Em alguns momentos, tive a desconfortável sensação de assistir ao Homem-Aranha transportado para uma saga grega.

Robert Pattinson está bem como vilão, função que ele desempenha com reconhecida habilidade e frequência, mas existe um fenômeno curioso em sua carreira. Depois de passar anos tentando provar que era muito mais do que o galã de Crepúsculo, Pattinson construiu uma sequência de personagens deliberadamente estranhos, perturbadores e excêntricos.

Mudam o cabelo, a voz, a postura e o olhar, mas a própria estranheza começa a se tornar uma assinatura. O que antes era surpreendente corre o risco de se transformar em uma nova repetição.

Sim, Pattinson funciona no filme, mas não me pareceu excepcional diante de tantas outras variações desse mesmo registro que já apresentou.

O desfile de estrelas também pode produzir um efeito curioso. Zendaya, Charlize Theron, Elliot Page, Travis Scott e outros nomes aparecem ao longo do filme, e muitas vezes o reconhecimento do ator chega antes da percepção do personagem. São participações que não necessariamente prejudicam a narrativa, mas que tampouco têm sempre o peso esperado diante da dimensão dos talentos envolvidos.

Dito isso, essas ressalvas não diminuem o tamanho da realização de Christopher Nolan. A Odisseia é cinema em escala monumental e, ao mesmo tempo, uma demonstração da razão pela qual certos textos sobrevivem durante milênios.

Podemos trocar os navios, as guerras, os reis e os deuses. Podemos substituir monstros mitológicos por medos contemporâneos, mas continuamos tentando voltar para casa depois de experiências que nos transformaram.

Continuamos tomando decisões bem-intencionadas que machucam outras pessoas. Continuamos tentando descobrir se somos responsáveis apenas pelo que desejávamos fazer ou também pelas consequências daquilo que fizemos.

O grande mérito não está apenas em ter filmado uma obra considerada “essencial”. Está em fazer com que uma história contada há quase três mil anos possa ser vista hoje por alguém que nunca leu Homero e ainda assim seja imediatamente reconhecível. Afinal A Odisseia não sobreviveu todo esse tempo apenas por ser um clássico, mas porque, de alguma maneira, ainda estamos todos tentando voltar para casa.

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