Correio B

Diálogo

As sucessivas operações do Gaeco envolvendo agentes públicos deixam... Leia na coluna de hoje

Leia a Coluna Diálogo desta terça-feira (21)

Continue lendo...

Hannah Arendt - escritora alemã

"Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”.

FELPUDA

As sucessivas operações do Gaeco envolvendo agentes públicos deixam um retrato preocupante de Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, investigações alcançaram diferentes esferas do poder, reforçando a sensação de que a corrupção insiste em mudar apenas de endereço. Em muitos casos, a impressão é de que alguns ainda seguem a velha marchinha de Carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí!”. Enquanto isso, a conta continua sendo paga com o meu, o seu, o nosso dinheirinho e a sociedade fica na esperança que a Justiça cumpra seu papel até o fim.

De olho

O Tribunal de Contas de MS resolveu apertar o cerco e fiscalizar, em várias frentes, a aplicação dos recursos públicos, especialmente nos contratos de prestação de serviços.

Mais

A iniciativa busca garantir transparência e eficiência, onde as verbas costumam despertar maior cobiça. Em tempos de escândalos de corrupção, fiscalização nunca é demais.

Foto: Divulgação

Gramado segue colecionando credenciais além das hortênsias e do chocolate. O município gaúcho é o único destino brasileiro selecionado para a fase de diagnóstico técnico da Rede Ibero-americana de Destinos Turísticos Inteligentes (RIDTI), iniciativa financiada pelo Fonplata para impulsionar turismo mais inovador e sustentável na América Latina. A cidade será avaliada em cinco áreas estratégicas, como governança, sustentabilidade, tecnologia, inovação e acessibilidade,  por meio de 80 requisitos e 153 indicadores internacionais. O processo, que durará um ano, é resultado de trabalho iniciado em 2023, quando Gramado passou a integrar a Estratégia Nacional de Destinos Turísticos Inteligentes do Ministério do Turismo.

Dr. Luizito Anzoategui e Marize Anzoategui Dr. Luizito Anzoategui e Marize Anzoategui - Foto: Studio Vollkopf

 

Maria Helena TahanMaria Helena Tahan Farina - Foto: Arquivo Pessoal

Começou...

A temporada de convenções partidárias, iniciada ontem (20), promete agitar os bastidores da política de MS até 5 de agosto. Nesse período, serão oficializados os candidatos ao Governo do Estado, vice, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. É a fase em que alianças surgem, discursos mudam de tom e antigas convicções descobrem novas afinidades. Nos palanques, tudo é harmonia. Depois das convenções, a realidade cuida do restante.

Sem rumo?

Depois de ser repudiada por parte da direita, sob a acusação de ter “traído” Jair Bolsonaro, agora é o PT de MS que acompanha, com certa cautela, os próximos movimentos da senadora Soraia Tronicke. Ela faz questão de destacar a boa relação com Lula e com Geraldo Alckmin, mas ainda não divulgou qual caminho seguirá em 2026.  Conversa com um, com outro, e há quem afirme que cada interlocutor sai acreditando ter ouvido uma promessa diferente.

Saiu da toca

Apontado como pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Fábio Trad enfim começou a divulgar, com mais frequência, suas propostas para MS. A equipe de comunicação intensificou o envio de material à imprensa, numa tentativa de ampliar a visibilidade do petista. Em pré-campanha, aparecer é quase tão importante quanto convencer. Agora, resta saber se a estratégia será suficiente para tirar os números da inércia nas pesquisas de intenção de voto. Afinal, release abre espaço, mas voto exige algo mais.

Aniversariantes

Marcelo Duailibi Bicca,
Dr. Dorival Renato Pavan,
Jéssica Buainain de Castro,
Dagoberto Nogueira Filho,
Amilton Fernandes Alvarenga,
Bernardo Hokama,
Danilo Francisco Zmijevski,
Maria Otília Corrêa Rinaldi,
Semi Salomão Saigali,
Ariedna Serra,
Teodomiro Iberg,
Daniel Flores,
Edésio Rafael da Silva,
João Carlos Souza Matos,
Abinur Leopoldo de Campos,
Carlos Alberto Giugni de Oliveira,
Eder Prudencio de Oliveira Ribas,
Rober Matheus Leite Torres Fremiot,
Teriomar Casal Alves,
Oleir Martins Rodrigues,
Carlos Carrion Alonso,
José Francisco Filho,
Mário Sérgio de Abreu,
Maria Rita Trombini Garcia,
Dr. Djalma Ferreira de Rezende,
Sidney Delvizio Freire,
Sandra Nantes,
Celso Eite Mamba,
Nelson Paulo de Medeiros,
Neusa Maria de Moura Santos,
Márcio Martins Medeiros,
Elizeu Alves Mota,
Eliene da Fonseca Menezes,
Nelson Duarte do Prado,
Pedro Puttini Mendes,
Renato dos Santos Cavalcante,
Mara Lúcia Ovando Fraiha,
Breno de Oliveira Moraes Loureiro,
Liliane dos Santos Nascimento,
Antônio Edson Pires Pereira,
Milton Aires Viana Filho,
Aral Garcia Perrupato,
Hortência Espíndola Alves,
Alvaro Luiz Coelho Netto,
Ione Pereira Andrade,
Dra. Lindalva Arakaki Yamamoto,
Huster Maiolino de Oliveira,
Acácia Gimenez Barreto,
Clóvis Machado Villela,
Diana Lourdes Lima do Couto,
Antônio Victor de Rezende,
Felizarda Oliveira Carneiro,
Luiz Sérgio Fraga Freitas,
José Roberto Alves,
Beatriz Paulina Curvo dos Santos,
Shirlei Aparecida Bini,
Angélica Sueli de Oliveira Cassaro,
Amanda Molina Garcia,
Cláudio Antônio Modesto,
Estevão Moraes de Palma,
Renato Gomes Lustosa,
Gilda Lúcia da Silva,
Rowerton Ferreira,
Wilson Carlos Barbosa,
Mara Aparecida Gomes,
Lucila Oliveira Monteiro,
Regina Maria Scatena,
Sílvia Rodrigues Maia,
Hudson Wanderlei Rocha Saldanha,
Márcio Souza Lemes,
Silas Moreira Xavier,
Maria Oliva Cardoso,
Dinah Cardoso Lima,
Carlos Delgado,
Olga Kuseliauskas Martins,
Nivalda Silva Oliveira,
Marisete Rosa da Costa Escobar,
Terezinha Francisca Rodrigues,
José Carlos Ferreira,
Placedes Sanches Silva,
David de Souza Jeovani,
Frederico Marcondes Neto,
Leonor Aparecida Gomes,
Elisabete Cortabitart,
Alcibiades Matoso de Oliveira,
Robson Queiroz de Rezende,
Ramão Araujo Ferreira,
Thiago Pinto de Andrade,
Adriane Teodora de Paula,
Daniel Valdez,
Camillo Coury,
Camilla Cavalli Gaudensi,
José Antonio Barreiros,
Marcelo Panho,
Elza Leal Camargo,
João Vilas Gonçalves,
Geraldo Magela Filho,
Alyne Quintas de Souza,
Ibio Antonio Corrêa,
Márcio Allaman,
Eleor Sontag,
Idalino Almeida Moura,
José Napoleão Gatti Camacho,
Júlio Arantes Varoni,
Wandir Sidronio Batista Palheta,
Juscielle Aparecida Fragnan da Silva,
Divaldo Costa,
Mário César Moreira,
Maria Luisa Torres Mendes,
Larissa Teixeira Nunes.

Colaborou Tatyane Gameiro

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

Continue Lendo...

No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).