Correio B

LUTO NO CINEMA

Ator Chadwick Boseman, protagonista de 'Pantera Negra', morre aos 42 anos

O ator morreu em sua casa, na região de Los Angeles, ao lado da mulher e outros familiares

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Morreu na sexta-feira, 29, aos 42 anos, o ator americano Chadwick Boseman. Mais conhecido por protagonizar os filmes do 'Pantera Negra', da Marvel Studios, Boseman também interpretou o músico James Brown e o jogador de beisebol Jackie Robinson no cinema. 

Seu empresário informou que ele não resistiu ao tratamento de um câncer de cólon.

O ator foi diagnosticado com câncer há quatro anos, afirmou a família em um comunicado. "Um verdadeiro batalhador, Chadwick resistiu durante todo o processo e levou a vocês muitos filmes que vieram a amar", afirma a nota. 

"Vários filmes foram gravados durante e entre muitas cirurgias e tratamentos de quimioterapia. Foi a honra de sua carreira dar vida ao King T'Challa em 'Pantera Negra'", disse a família.

Boseman nunca falou publicamente sobre a doença. O ator morreu em sua casa, na região de Los Angeles, ao lado da mulher e outros familiares. Ele completaria 43 anos em 29 de novembro.

DIÁLOGO

As sérias pesquisas eleitorais estão servindo como "cadeado" na boca... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (23)

23/03/2026 00h02

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Mario Sergio Cortella - escritor brasileiro

"Um poder que se serve,
em vez de servir,
é um poder que não serve”

Felpuda

As sérias pesquisas eleitorais estão servindo como “cadeado” na boca de esquerdistas, principalmente parlamentares cá dessas bandas. O silêncio chega a ser quase sepulcral diante dos escândalos que estão “saindo pelo ladrão” (ops!) e deixando certas figurinhas carimbadas quietinhas que só.

Por enquanto, a galerinha anda coçando a cabeça para achar narrativa que possa desviar a atenção, colocando o abacaxi para outros descascarem. O problema de quem tem mandato é que não dá mais para jogar no “colo” de Bolsonaro tanta sujeira político-administrativa espalhada. Ui!

Projeto

Ampliação à cobertura do salário-maternidade para garantir o pagamento do benefício a avós, bisavós ou irmãos maiores de idade que assumam a responsabilidade pela criança em caso de falecimento da mãe é o que estabelece projeto de lei na Câmara dos Deputados

Mais

A legislação prevê a transferência do benefício prioritariamente ao cônjuge ou companheiro sobrevivente. O novo texto estende esse direito a outros familiares próximos, desde que detenham a guarda, tutela ou curatela reconhecida judicialmente.

Heitor Miranda Guimarães, comemorando 50 anos hoje
Andresa Rech

Bamburrou

O PL passa a ter a maior bancada no Legislativo estadual, conforme havia sido publicado pelo Diálogo há dias. Do ninho tucano estão chegando Mara Caseiro e José Teixeira. Além deles, Márcio Fernandes deverá deixar o MDB e ingressar nas hostes liberais, e Lucas de Lima que estava sem partido depois do imbróglio vivido com sua antiga sigla, o PDT. Há ainda a possibilidade da filiação do também tucano Paulo Corrêa. Esse time se juntará aos deputados Coronel David, que é líder do G12, e Neno Razuk.

Maioria

O governador Eduardo Riedel chegará ao fim do seu mandato, em 31 de dezembro, com praticamente uma base de apoio formada pela maioria dos 24 deputados estaduais. Oposição à sua administração, apenas os três parlamentares do PT, e João Henrique Catan, do Novo. Como se vê, o cenário na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, portanto, é de céu de brigadeiro para Riedel, que terá todo esse time também atuando para a sua reeleição.

Alegria, alegria!

Para agradar Lula, os vereadores Jean Ferreira e Landmark Rios conseguiram que seus colegas da Câmara Municipal aprovassem projeto de decreto legislativo concedendo o título de visitante ilustre a ele. Sua vinda à Capital está prevista para a COP15, que acontecerá a partir de hoje até o dia 29. E como ninguém é de ferro, também fizeram o mesmo para homenagear a ministra Marina Silva.

Aniversariantes

  • Heitor Miranda Guimarães,
  • Miguel Kabad Filho,
  • Dra. Ísis Maria Morais Santos Goya,
  • Luiz Antônio Saad,
  • Adriana Gomes,
  • Liberato Rodrigues,
  • Grace Georges Bichar,
  • Wilson Mutatsu Taira,
  • Cesar Sanches,
  • Devanir Rodrigues Pereira,
  • Tereza de Mattos Guedes,
  • Zeni Tomigawa,
  • Elza de Almeida,
  • José Silvino,
  • José Cândido de Moura,
  • Olavo Antonio de Oliveira,
  • Lorildes Maria Baseggio,
  • Laerte Perdomo Dias,
  • Marcelo Loureiro,
  • Patricia Balbuena de Oliveira Bello,
  • Edimilson José Santos,
  • Ana Paula Zanquetta,
  • Enilze Carpes Ramos Proença,
  • Dr. José Roberto Jorge Karmouche,
  • Daniela Teixeira Nahas,
  • Dr. Sebastião Paulo da Silva Filho,
  • Dr. Antônio de Souza Ramos Filho,
  • Neilton Silva Santos,
  • José Ireno Ayala,
  • Taciana Machado Simões,
  • Alessandra Proença Leite,
  • Kátia Meudau Lemos,
  • Jorge Ribeiro Brandão,
  • Vitor Moreno de Alcântara Moura,
  • Lêda Ribeiro,
  • Laís Saad Arakaki,
  • José Guilherme Ribas,
  • Aikel Wilson Gazal,
  • Maria Regina Golegã,
  • Alceu Leite de Mello,
  • Lamartine Fernandes,
  • Ariany Arima de Almeida,
  • Cássia Rita Ricci,
  • Oneme de Souza,
  • Robson Kalil Pinheiro,
  • Ezoir Aquino Braga,
  • Nivaldo Gerotti,
  • Ynara Barcelos Arruda,
  • Nelson Cabreira Lopes,
  • Christiane Cardoso da Silva,
  • Manoelina Neves Serafin,
  • Paulo Henrique Miyahira,
  • Sonia Pereira dos Santos,
  • Ana Luzia de Jesus Souza,
  • Edivaldo Luis Silva Ferreira,
  • Edson José Borges,
  • Valter Ribeiro de Araújo,
  • Forentina Delong Favaro,
  • Marilza Helena Diniz Cabreira,
  • Milton Medeiros Saratt,
  • Paulo Yamashita,
  • Rosilene Francisca da Silva,
  • Ivone Fernandes de Barros Araújo,
  • Aguinaldo Cardoso,
  • Marilene dos Passos Nantes,
  • Ademar Mariano Ribas,
  • Maria Neusa de Souza,
  • Sidney Miranda da Silva,
  • Paulo Hissao Shiota,
  • Adriana Bertoni,
  • Jorge Higa,
  • Osmar Papalia,
  • João Aparecido Bezerra de Paula,
  • Kely Cristina da Silva,
  • Liamar Magda Soler,
  • Vitalino Franco,
  • Luis Roberto Martins de Araújo,
  • Jorge Luis Watthier,
  • Mauricio Fernandes Bueno Filho,
  • Yeda Mara Garcia Ferreira,
  • Alice Conceição Silva Barreto,
  • Nalzira Carmelita de Alencar Menezes,
  • Gilberto Biagi de Lima,
  • Nei Rodrigues Ferreira,
  • Priscila Ziada Camargo Fernandes,
  • Ademar Quadros Mariani,
  • Marcelo Rodrigues Silva,
  • Manoel Lacerda Lima,
  • Janaina Artigas Figueiredo,
  • Marla Diniz Brandão Dias,
  • Maria Gisele Scavone de Mello,
  • Antonio Wanderley Albieri,
  • Izabel Cristina Pereira,
  • Luiz Henrique Ramalho,
  • Tania Alves da Silva,
  • Lenira de Melo,
  • Helena Garcia Lopes,
  • Mário Henrique de Abreu,
  • Maria Elisa Dutra Oliveira,
  • Luiza Barbosa Ribeiro,
  • Ronaldo Silva Brito,
  • Mário Márcio Braga Ferreira,
  • Vânia Francisca de Araújo,
  • Luiz Claudio de Arruda,
  • Rodrigo Tolentino,
  • Tânia Maria de Barros Cardoso,
  • Eduardo Alencar Lima,
  • Carmem Laura Mello,
  • Laura Helena Nunes,
  • Luiz Henrique dos Santos,
  • Carolina Pereira Fernandes.

* Colaborou Tatyane Gameiro

Capa da semana Correio B+ - Com exclusividade

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner"

"Camilla é o oposto de mim e isso foi o que mais me atraiu. Ela carrega uma narrativa pública muito consolidada, mas o meu trabalho foi investigar a mulher por trás do julgamento. Eu não podia suavizá-la, nem caricaturá-la".

22/03/2026 21h00

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner" Foto: Divulgação

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Giselle de Prattes começou no teatro antes mesmo de compreender que aquilo poderia se tornar profissão. Aos sete anos, insistiu para entrar em uma companhia infantil que funcionava atrás de sua casa, em Niterói. Pouco depois, já integrava o elenco fixo. Aos 11, acumulava recortes de jornal suficientes para garantir seu DRT. A infância e a adolescência foram atravessadas por ensaios, temporadas e pelo convívio cotidiano com o palco.

“Eu comecei muito pequena, sem qualquer manual ou referência dentro de casa. Fui a primeira artista da família. Não existia estratégia, existia vocação. Durante muitos anos vivi equilibrando sobrevivência e ofício — mas nunca permiti que as circunstâncias definissem quem eu era como artista. Eu sempre soube que talento exige disciplina e que paixão, sozinha, não sustenta uma trajetória. Foi o estudo constante que me manteve de pé.”

Criada pela mãe e pelo avô — um homem erudito, profundamente ligado à ópera e às operetas — cresceu em um ambiente onde música e dramaturgia faziam parte da rotina doméstica.

Estudou no Conservatório de Música de Niterói, aprendeu partitura, flauta transversa e desenvolveu um ouvido musical apurado. Mais tarde, consolidou sua formação na CAL e na Faculdade da Cidade. O aprimoramento nunca cessou: cursos, preparadores e investigação técnica permanente.

A maternidade chegou aos 17 anos e tornou-se parte estruturante de sua trajetória. Ao contrário do que muitos poderiam prever, não interrompeu o caminho artístico — redimensionou-o. “Ser mãe tão jovem me obrigou a amadurecer antes do tempo. Enquanto muitas pessoas estavam começando a descobrir quem eram, eu já precisava sustentar decisões, sustentar uma casa e sustentar um sonho. A maternidade não diminuiu a minha ambição artística — ela aprofundou o meu senso de responsabilidade. Eu nunca quis que meus filhos crescessem acreditando que eu havia desistido de mim.”

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner"Foto: Carlos Costa

O primogênito, Nicolas, hoje ator reconhecido nacionalmente, cresceu acompanhando ensaios, coxias e bastidores. Anos depois, a família se ampliaria com a chegada de Maria Fernanda, consolidando uma estrutura afetiva que sempre caminhou paralelamente à construção profissional da mãe. A arte, no entanto, sempre foi anterior aos vínculos públicos que hoje acompanham seu nome.

Entre estudos dentro e fora do país, ensaios e trabalhos como backing vocal — inclusive ao lado de Tim Maia e Jorge Ben Jor — Giselle conciliava palco e maternidade. No fim da década de 1990, foi aprovada no concurso Garotas do Zodíaco e passou a integrar o elenco do programa Planeta Xuxa (1999/2000), ampliando sua projeção nacional em um dos maiores fenômenos televisivos da época. Houve períodos de maior visibilidade e, por outro lado, fases de recolhimento, inclusive dedicadas à formação em Psicologia, etapa que hoje reconhece como decisiva para ampliar sua escuta e sua compreensão do comportamento humano — elementos que atravessam sua atuação.

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner"Giselle em "Diana" - Divulgação

Durante muitos anos, sua carreira concentrou-se no teatro e na música. A partir de 2015, o audiovisual passou a ocupar espaço central, inaugurando uma nova etapa profissional. As participações em novelas e séries como Babilônia, Rock Story, Tempo de Amar, Verão 90, Malhação - Seu Lugar no Mundo, e Reis, além de filmes como O Segredo de Davi, O Melhor Verão das Nossas Vidas, Depois do Universo e Perdida, ampliaram seu repertório e demandaram outro tipo de precisão técnica — mais econômica, mais contida, mas igualmente intensa.

No palco, porém, permanece aquilo que define como “presença absoluta”. Ao longo dos anos, esteve em montagens como Para Sempre Abba, Os Saltimbancos Trapalhões, no papel da Gata Karina, Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera e, mais recentemente, deu vida a Carmem Miranda em Chatô e os Diários Associados. É justamente no teatro musical, no entanto, que vive hoje um dos maiores desafios da carreira: interpretar Camilla Parker Bowles na montagem brasileira de “Diana – A Princesa do Povo”, que estreia a partir de 27 de fevereiro, com temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“Camilla é o oposto de mim e isso foi o que mais me atraiu. Ela carrega uma narrativa pública muito consolidada, mas o meu trabalho foi investigar a mulher por trás do julgamento. Eu não podia suavizá-la, nem caricaturá-la. Precisei encontrar humanidade na dureza, vulnerabilidade na força. Construí um novo eixo corporal, um padrão vocal mais aterrado, outra lógica emocional. É um processo que ainda está acontecendo — e talvez nunca termine.”

Para a construção da personagem, Giselle mergulhou em biografias raras, pesquisou subtextos históricos e buscou referências dramáticas na literatura clássica para compreender tensões de poder, desejo e ambiguidade moral.

A composição vocal e corporal foi minuciosa, respeitando o contexto inglês sem recorrer a modelos replicados. Para ela, maturidade artística está justamente na capacidade de sustentar camadas e ambiguidades sem recorrer a soluções fáceis.

Paralelamente ao teatro, integra o elenco do filme “Minha Vida com Shurastey”, produção inspirada em um fenômeno contemporâneo que mobilizou milhões de pessoas. No longa, interpreta a tia de Jesse — personagem real, ligada diretamente à memória afetiva do público. O projeto traz ainda um encontro simbólico: mãe e filho dividindo a cena.

“Entrar em ‘Minha Vida com Shurastey’ foi dialogar com uma história que já pertencia ao público. Existe uma responsabilidade diferente quando você interpreta uma memória coletiva. E dividir a cena com meu filho foi algo profundamente simbólico. Não foi apenas um encontro profissional, foi um encontro de trajetórias. Quando arte e afeto se encontram, o resultado ganha uma camada que vai além da técnica.”

Hoje, sua relação com a escolha de projetos é consciente. Se no início aceitava oportunidades movida pela urgência de estar em cena, agora prioriza densidade, coerência e complexidade feminina. Busca personagens que provoquem reflexão e exijam maturidade emocional.

Ao olhar para o futuro, Giselle se vê em plena expansão. Deseja consolidar sua presença em grandes produções de teatro musical, ampliar o espaço no audiovisual e, eventualmente, participar da criação de projetos culturais desde sua origem. Reconhece o valor da crítica especializada e do reconhecimento institucional como consequência de uma trajetória consistente — nunca como ponto de partida.

Entre palcos e telas, Giselle de Prattes vive uma fase que não representa começo nem recomeço, mas consolidação. Uma artista que atravessou diferentes etapas da vida sem abandonar o ofício — e que hoje ocupa, com maturidade e consistência, o espaço que construiu ao longo do tempo. Se pudesse sintetizar sua história, escolheria uma ideia simples e firme: “Eu não acredito em tempo certo para dar certo. Acredito em tempo de amadurecer, de reconstruir e de florescer. A minha história não é sobre atalhos, é sobre permanência”, finaliza.

A atriz é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre trabalhos, carreira, escolhas, família e novos projetos.

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner"A atriz Giselle Prattes é a Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Baia - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flavia Viana

CE - Olhando para o início da sua trajetória, o que te levou, de fato, a escolher a atuação como caminho — houve um momento de decisão ou foi algo que se construiu aos poucos?
GP -
Foi algo que se construiu muito cedo, quase de forma intuitiva. Eu comecei aos 7 anos no teatro infantil, em Niterói, e desde o início já existia um encantamento muito grande com aquele universo. Não foi uma decisão racional, foi uma necessidade de expressão. Com o tempo, aquilo que começou como encantamento foi ganhando forma de profissão. A vida foi me colocando dentro desse caminho e eu fui ficando.

CE - Nos primeiros anos de carreira, quais foram os aprendizados mais determinantes para a artista que você se tornaria depois?
GP -
 Disciplina e resiliência. Começar muito jovem, sem referências dentro da família, me fez aprender na prática. O teatro infantil, naquela época, era muito intenso ensaios, apresentações, críticas, rotina. E depois vieram os desafios da vida pessoal, que também foram grandes. Isso tudo me ensinou que talento sozinho não sustenta uma carreira. É preciso constância, estudo e muita persistência.

CE - Ao longo do tempo, sua carreira passou por diferentes fases e linguagens. Houve algum ponto de virada em que você percebeu uma mudança mais clara no seu posicionamento como atriz?
GP -
Sim, principalmente no meu retorno ao teatro musical em uma fase mais madura da vida. Quando você volta com mais vivência, mais repertório emocional, a forma de atuar muda completamente. Você deixa de apenas executar e passa a construir com mais consciência. Esse foi um ponto de virada importante para mim.

CE - Em que momento você sentiu que deixou de apenas aceitar oportunidades para começar a fazer escolhas mais conscientes sobre os projetos que queria construir?
GP -
Isso veio com o tempo e com a maturidade. No início, eu aceitava as oportunidades porque queria trabalhar, aprender, me manter ativa. Mas depois de viver algumas pausas e recomeços, passei a olhar para os projetos de outra forma. Hoje eu penso no que aquele trabalho representa dentro da minha trajetória. Se ele me desafia, se me acrescenta, se faz sentido para o momento que estou vivendo.

CE - Sua trajetória transita entre teatro musical, televisão e cinema. O que cada uma dessas experiências foi te ensinando ao longo do caminho?
GP -
 Cada linguagem ensina algo muito específico. O teatro me ensinou presença, escuta e entrega. É um espaço onde você precisa estar inteira o tempo todo.

A televisão me ensinou precisão e sutileza. A câmera exige economia e consciência de cada gesto. E o cinema me trouxe um mergulho mais íntimo, mais interno, uma construção mais silenciosa da emoção. Todas essas experiências se complementam e me ajudam a construir personagens de forma mais completa.

CE - O teatro musical ocupa um lugar importante na sua carreira. O que te faz retornar a essa linguagem mesmo depois de experiências no audiovisual?
GP -
 O teatro musical reúne muito do que eu amo na arte. Ele exige técnica, disciplina, emoção e presença. É uma linguagem muito completa, que envolve corpo, voz e interpretação de forma simultânea. E existe também a troca com o público, que é imediata e muito potente. Isso me move muito.

CE - Ao longo dos anos, você percebe uma mudança no tipo de personagem que passou a te interessar? O que hoje se tornou essencial para que um papel faça sentido para você?
GP - 
Sim, completamente. Hoje eu me interesso por personagens que tenham camadas, que tragam contradições, conflitos humanos reais. Mulheres complexas, que não sejam óbvias. O essencial para mim hoje é que o papel me provoque. Que me tire da zona de conforto e me faça crescer como atriz.

CE - Chegando ao momento atual, você está em cartaz com “Diana – A Princesa do Povo”. O que esse trabalho representa dentro da sua trajetória?
GP -
 Esse trabalho representa um momento de aprofundamento. É um espetáculo que exige muito de mim tecnicamente e emocionalmente. E também representa um encontro com uma fase mais madura da minha carreira, em que consigo acessar a personagem com mais consciência e repertório.

CE - A construção de Camilla Parker Bowles traz uma complexidade emocional e histórica. Como tem sido esse processo e em que ele dialoga com a atriz que você se tornou hoje?
GP -
 Tem sido um processo intenso. Camilla é uma figura carregada de julgamento, e isso exige um cuidado muito grande na construção.

Eu precisei tirar o julgamento e buscar compreender a mulher por trás da imagem pública. Esse processo dialoga muito com a atriz que eu acredito, com o trabalho que busca diariamente descobrir e melhorar ,  exige maturidade, escuta e profundidade emocional.

Entrevista com a atriz Giselle Prattes, destaque no filme "Minha Vida com Shurastey" e "Tina Turner"A atriz Giselle Prattes é a Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Baia - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flavia Viana

CE - Paralelamente, você integra o elenco do filme “Minha Vida com Shurastey”. Como esse projeto se encaixa nesse momento da sua carreira?
GP -
 Esse projeto chega em um momento muito bonito, porque amplia meu olhar para o audiovisual. É uma história que já carrega uma conexão emocional muito forte com o público, e poder fazer parte disso foi muito especial. Ele dialoga com esse momento de expansão da minha carreira.

CE - Trabalhar ao lado do seu filho nesse filme adiciona uma camada pessoal à experiência. Como essa relação atravessa sua trajetória artística ao longo do tempo?
GP -
 A arte sempre esteve muito presente na nossa relação. Meu filho começou no palco muito cedo, em um espetáculo que eu produzia e no qual também atuava. Então existe uma história artística entre nós. Trabalhar juntos hoje foi um encontro muito simbólico. Existe troca, cumplicidade e um entendimento muito profundo do que é esse caminho.

CE - Depois de uma carreira marcada por diferentes fases, linguagens e recomeços, como você definiria o momento que vive hoje — mais como continuidade ou como um novo capítulo? E já existem planos futuros?
GP -
 Eu vejo como um novo capítulo. A minha trajetória sempre teve recomeços, e hoje eu sinto que estou em um momento de expansão e mais consciência artística. Quero continuar transitando entre o teatro musical e o audiovisual, buscar personagens cada vez mais complexas e, quem sabe, também começar a desenvolver projetos como produtora. Eu me sinto em movimento e isso, para mim, é essencial.


 

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