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21ª EDIÇÃO

Festival de Inverno de Bonito terá Daniel, Ira! e Majur entre as atrações

Tradicional festival será realizado de 25 a 28 de agosto e terá diversas atrações culturais

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O governo de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta quarta-feira (27), parte da programação da 21ª edição do Festival de Inverno de Bonito.

Todas as atividades são gratuitas ao público.

O evento será realizado entre os dias 25 e 28 de agosto, em Bonito, e terá como tema proporcionar “um mergulho no imaginário” por meio da arte e da cultura.

A programação conta com atrações de 12 estados brasileiros, 122 convidados, sendo 93 sul-mato-grossenses, 10 palestras, 18 oficinas e atividades variadas ao longo dos quatro dias de evento.

Quanto aos shows musicais, entre as atrações que irão se apresentar no Palco das Águas estão o cantor sertanejo Daniel, Gaby Amarantos, Vanessa da Mata e a banca de rock Ira!.

Já no planco do Centro de Múltiplo Uso, haverá apresentações do trio instrumental Macaco Bong, cantora Majur, rapper e poeta Rincon Sapiência, também conhecido como Manicongo.

De Mato Grosso do Sul, o primeiro grupo de rap indígena do País, Bro MCs , marcam presença, assim como o perfomer Júlio Ruschel e a slammer Alê Coelho.

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), destacou a importância da realização do tradicional do evento depois de dois anos sem edição, devido a pandemia de Covid-19.

"Vai ter uma diversidade de atrações, tenda da cidadania indígena, cultural, artesanato, dança, teatro e música, e vai unir ali toda uma região. É muito bom retomar os festivais", disse.

" Todas essas festas tradicionais tem a presença muito grande do público, e isso era vontade que essas pessoas tinham de confraternizar, de ter um entretenimento. Então, não tenho dúvida que do dia 25 a 28 de agosto nós teremos momentos muito emocionantes e de grande projeção cultural na cidade de Bonito", acrescentou o governador.

O prefeito do município, Josmail Rodrigues, disse que a expectativa é que seja "o melhor festival da história" e que movimente a economia.

"O festival não fica só na cidade, ele vai contemplar a comunidade local e fomentar a arte, a cultura. Quem ganha com isso é o comércio e o turismo, Bonito é mundialmente como o melhor destino de ecoturismo do Brasil", afirmou.

Atividades culturais

No centro da cidade, a Praça da Liberdade terá o Palco das Artes Cênicas, onde serão realizadas apresentações teatrais.

O Grupo Maria Cotia (MG) leva ao palco a versão teatral para “O Auto da Compadecida”, clássico de Ariano Suassuna, enquanto a Casa de Zoé (RN) apresenta  “Sinapse Darwin”, em que o espectador é conduzido por uma viagem circense alegórica pela memória e história do evolucionista britânico Charles Darwin. 

Também se apresentam a Cia. ETC (PE), Balangandança Cia. (SP), Cia. Miragem (DF) e o convidado argentino Sebastian Godoy, além de mais quatro grupos do Estado.

Na Praça da Liberdade, serão 12 espaços com várias modalidades da cultura.

Na Tenda Espaço Criativo, haverá exposição de itens da gastronomia, feira de artes visuais, exposição de moda e produtos literários. 

Na Tenda do Artesanato estão previstas a exposição de trabalhos de artesãos do Ceará e de Mato Grosso do Sul.

A Galeria das Artes vai abrigar uma exposição de obras selecionadas pelo Museu Arte Contemporânea (MARCO-MS) e a Tenda dos Saberes Indígenas promete inovar nesta edição.

Na Tenda da Cidadania, público terá informações sobre projetos do governo ligados a cultura-cidadã desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura (Secic).

Também na Praça da Liberdade, será montada uma cozinha show, com oficinas de gastronomia.

Os chefs Edu Rajala, Sylvio Trujillo, Patrícia Ayres Marques, Leonardo Zonitta, Letícia Krause e Paulo Machado ensinarão receitas sul-mato-grossenses nos dias 26 e 27.

A moda também estará presente, com coleções de diversos estilistas do Estado e desfile das peças com modelos bonitenses, além rodada de negócios, em parceria com o Sebrae.

As peças poderão ser adquiridas aós os desfiles.

Dezoito oficinas, de diversos temas, acontecem durante o festival, entre elas:

  • Dança Vivência para a Infância (Georgia Lengos-SP)
  • Oficina Educação Patrimonial Espeleológico e o Turismo Sustentável em Cavernas (Lívia Cordeiro-MS)
  •  Realizando Filmes com Celular (Marcelo Lin-MG e Rodrigo Meireles-MG)
  • Oficina de Cinema (Marinete Pinheiro-MS e Israel Miranda-MS)
  • Oficina de Teatro (Ramona Rodrigues-MS)
  •  Oficina de Pop Up (Carol Jordão-MS)
  • Oficina de Xilogravura (Cláudio Alessandro de Souza-MS)
  • Animação e Brinquedos Ópticos (Raquel Alvarenga-MS)
  • Educomunicação (Carlos Lima-SP)
  • Modelagem em Biscuit Bichos do Pantanal (Ana Elizabete Martines-MS)
  • Criação de Bijuterias com Biojoias (Arthemis Leone "Papai Noel"-MS) 
  • Cerâmica Terena (Rosenir Batista-MS)
  • Yoga, com Márcio Yoga-MS
  • Oficina voltada para o patrimônio imaterial (A Construção do Espaço Sagrado) comandada pelo renomado Estúdio Sarasá (SP).

No Distrito de Águas de Miranda, a 70 km de Bonito, também haverá atividades, com oficinas e apresentações artísticas.

Voltada à literatura, a programação será no sábado, na Praça da Liberdade, com contação de histórias, lançamento de livro e encontro entre o ativista e escritor guarani Olívio Jekupé (PR) e a autora e multiartista guató Gleycielli Nonato (MS), com debate sobre a história, a memória e a oralidade na literatura escrita pelos povos indígenas.

No sábado (27/08), o Coletivo Bixa Pare (SP) realiza o “Sarau Bixaria Literária” na Praça da Liberdade, em um espaço de troca da cultura LGBTQIA+.

Ainda na representatividade LGBTQIA+, haverá show da Beca & A Gaia Arte (MS).

No encerramento do festival, no domingo (28/08), evento reunirá vários artistas ligados a cultura de rua e arte de diversos artistas registrada em um muro de 10x3 metros.

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Coluna Entre Costuras e CuLtura: quando a collab vira estratégia

No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

26/04/2026 15h00

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz Foto: Divulgação

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Se antes as colaborações eram um recurso pontual de marketing, hoje elas se consolidam como uma estratégia poderosíssima de vendas. Mais do que produto, a collab virou estratégia e talvez seja esse o seu maior valor.

Não por acaso, vemos um boom de parcerias que atravessam não só marcas, mas também personas. No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

É o caso da colaboração entre Silvia Braz e Riachuelo, que reforça um fenômeno interessante: a estética aspiracional traduzida para o fast fashion. Silvia não entrega apenas roupa entrega estilo. O closet da influenciadora vira estratégia de marca, e o resultado é previsível (e eficaz): desejo imediato e prateleiras esvaziadas.

Mas há um ponto mais profundo nessa equação: a collab não gera valor apenas para marca e influenciadora ela também reposiciona a experiência de consumo para o público.

No caso de Silvia e Riachuelo, há um acesso claro a uma moda com códigos mais sofisticados, normalmente associados a um circuito mais exclusivo, agora traduzidos em preço e escala. É a sensação de pertencimento a um universo mais aspiracional, sem a barreira tradicional de entrada.

E é justamente aí que entra uma das engrenagens mais eficientes e menos discutidas das collabs: a construção de uma certa exclusividade calculada. Drops limitados, sensação de urgência e peças que desaparecem rápido criam a impressão de raridade, mesmo dentro de uma lógica de produção em escala.

Não se trata exatamente de exclusividade no sentido clássico, mas de uma escassez coreografada, que transforma acesso em conquista e acelera o consumo.

No eixo celebridade + marca, o exemplo de Amir Slama e Jade Picon (já na terceira edição) mostra outro caminho: a continuidade. Em vez de um drop isolado, a collab vira plataforma. Jade não é só rosto é extensão de lifestyle, ajudando a reposicionar o olhar sobre a marca.

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia BrazCollab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz - Divulgação

Já no cenário internacional, a parceria entre H&M e Stella McCartney (e tantas outras ao longo dos anos) consolidou um modelo híbrido que poderíamos chamar de “fast fashion de luxo”. Aqui, o valor está na democratização simbólica: comprar não apenas uma peça, mas um fragmento de capital de moda.

Esse mesmo raciocínio aparece em collabs mais “inesperadas”, como Farm com Matte Leão ou ainda a união entre Farm e Dengo, que mistura moda e gastronomia com forte carga de brasilidade. Nessas interseções, o produto quase se torna secundário: o que se vende é experiência, identidade e pertencimento.

Porque, no fundo, collabs são sobre isso: criar comunidades temporárias. Quando duas marcas (ou uma marca e um influenciador) se encontram, somam não apenas públicos, mas universos simbólicos. E é nesse cruzamento que mora o desejo e essa sensação de novidade, conexão e exclusividade. 

Mas há um ponto de atenção: nem toda parceria sustenta valor no longo prazo. Collabs precisam ser episódicas, com começo, meio e fim, caso contrário, deixam de fortalecer a marca e passam a substituí-la.

Talvez seja esse o maior desafio da moda atual: equilibrar a velocidade das parcerias com a construção de identidade. Porque, entre costuras e cultura, uma coisa é certa, a collab só funciona quando costura algo maior do que roupa.

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia BrazRenner em collab com a influnciadora de moda Livia - Divulgação

Dicas práticas para não perder (nem se perder):

Acompanhe redes sociais e newsletters das marcas, ative notificações para drops e, principalmente, filtre pelo seu repertório, porque, na era das collabs, comprar tudo é impossível, mas escolher bem virou posicionamento.

@gabrielarosastyle

 

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Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

A Dra. em psicologia Vanessa Abdo fala sobre o assunto na coluna desta semana

26/04/2026 14h30

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero? Foto: Divulgação

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A justiça deve decidir com quem fica um pet após a separação de um casal? Para alguns, isso soa como exagero. Para outros, é o reconhecimento de um vínculo legítimo. Nos últimos tempos, a chamada guarda compartilhada de animais de estimação tem provocado debates intensos e dividido opiniões.

Existe um argumento frequente de que "é só um animal" e que o sistema judiciário não deveria se ocupar disso. Mas essa visão ignora uma transformação importante: os pets passaram a ocupar um lugar afetivo central nas famílias. Eles não são mais acessórios da vida doméstica. São presença, companhia e, muitas vezes, parte da estrutura emocional de quem cuida.

Por outro lado, também é preciso cuidado para não romantizar tudo. Quando a justiça entra em cena, geralmente é porque o diálogo já falhou. E, em muitos casos, o pet deixa de ser apenas um vínculo afetivo e passa a ser instrumento de disputa. Não é sobre o bem-estar do animal, mas sobre quem "ganha" a relação. E isso, sim, é preocupante.

A questão talvez não seja se é exagero ou não, mas o que nos trouxe até aqui. Por que adultos não conseguem construir acordos sobre algo que envolve cuidado? Por que o conflito precisa escalar a ponto de exigir intervenção jurídica? Essas perguntas dizem mais sobre a qualidade das relações do que sobre o papel da justiça.

Reconhecer a importância emocional dos pets é um avanço. Transferir para o judiciário a responsabilidade de mediar vínculos afetivos pode ser um sinal de que ainda temos dificuldade em sustentar conversas difíceis e acordos maduros.

No fim, não se trata apenas de quem fica com o animal. Trata-se de como lidamos com o fim, com o outro e com aquilo que construímos juntos.

E talvez a pergunta mais honesta seja: estamos preparados para assumir, de forma adulta, os vínculos que escolhemos criar?

Vamos desatar esses nós?

@vanessaabdo7

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