Correio B

ENTREVISTA

Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso, fala sobre a parceria e a amizade com os companheiros

Diretamente de Salvador, onde mora atualmente, Bi Ribeiro, baixista d'Os Paralamas do Sucesso, fala sobre a parceria e a amizade com os companheiros de banda e sobre a influência do reggae em sua formação

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Já são quase quatro anos sem tocar em Mato Grosso do Sul. A última vez foi em 2019, pelo Festival América do Sul Pantanal, em Corumbá. Como será o show desta sexta-feira em Campo Grande?

A gente não volta para Campo Grande há um tempão mesmo, talvez uns 10 anos. Também teve a pandemia, né? Logo depois da última vez que a gente foi. A gente deixou de gravar disco por muito tempo, mas a banda nunca parou. Me lembro bem sim do festival em Corumbá. Ali era outro show, de lançamento do disco anterior (“Sentidos do Sim”, de 2017).

Essa turnê que a gente está fazendo, a “Paralamas Clássicos”, tem sido um reconhecimento muito grande em todo lugar que a gente tem ido. É um roteiro que passa por toda a nossa carreira, desde o primeiro disco até o último, e é um show grande, hein? 

Foi difícil tirar as músicas e conseguir fazer um roteiro mais enxuto para ser uma coisa que tivesse um fim. São umas 30 músicas, basicamente só Paralamas. A única cover que tem, pode-se dizer que é quase uma música nossa, que é “Você”, do Tim Maia, que a gente regravou em 1986 e nos apropriamos dela como se fosse nossa. Não chega a ser um cover, é uma regravação, uma interpretação nossa.

É difícil acreditar nisso, mas em 1986, quando lançou essa música, pouca gente ouvia Tim Maia. Na verdade, era off, ele estava por baixo. Não tinha ainda recebido essa consagração que lhe é de direito. 

Não estou dizendo que foi a gente que fez esse revival, mas nós fomos uma das pessoas que levantaram ele. A gente regravou “Você”, começou a tocar muito no rádio e aí começou a se ouvir mais Tim Maia, e hoje em dia ele é essa referência que é. Então, a gente é quase parceiro.

Como é compor, ensaiar, gravar e se apresentar por tanto tempo?

O que era para a gente uma conquista, um sonho, quando gravamos o primeiro disco, há quarenta anos, se apresentar no Circo Voador, fazer show com o Lulu Santos… Era um sonho e acabou virando o nosso modo de vida mesmo. A gente nunca planejou o passo seguinte. Ou melhor, a gente só planejou o passo seguinte. Nunca imaginamos que dois anos depois estaríamos fazendo isso, ou quarenta anos depois, como agora estamos comemorando essa data. Foi muito passo a passo. 

No começo, a gente queria tocar no Circo Voador, tocar na Rádio Fluminense, que era uma rádio que tocava música independente. Esse foi o primeiro passo. E tivemos tanta sorte também, a gente nem procurou uma gravadora.

Naquela época, depois que a Blitz estourou, as gravadoras estavam catando as bandas que poderiam dar uma sequência àquilo ali e começaram a nos assediar. A gente escolheu uma gravadora e conseguiu gravar um disco muito rápido. 

Em agosto de 1983, estávamos lançando o primeiro disco (“Cinema Mudo”), e o passo seguinte foi… Não ficamos felizes com esse disco, não gostamos da experiência e partimos para gravar outro disco (“O Passo do Lui”, 1984), e aí veio o Rock in Rio (1985). Sempre assim, com passos muitos breves.

Quando vimos, já tinha passado 10 anos, depois 20, e a gente na nossa rotina do que a gente mais gosta, que é tocar no palco. Tudo que a gente faz, gravar disco, tocar na televisão, fazer entrevista, enfim, tudo com o objetivo sempre de estar no palco, tocando o que a gente gosta. Tem sido uma realização mesmo, algo impensável no tempo de adolescentes.

Ter uma banda com 40 anos de estrada, não existia um paralelo assim no Brasil. Mas estamos nós aqui. Não que a gente tenha influenciado, mas apontamos para uma direção que depois outras bandas seguiram, como Nação Zumbi e Skank. 

Em “Bora Bora” (quarto álbum, de 1988, lançado após “Selvagem?”), entraram os metais, era uma coisa muito diferente para banda, a forma de comunicação. E a gente nunca mais largou.

Já pensou em “pendurar” o contrabaixo?

Não. Naquela época do acidente do Herbert, em 2001, que foi um baque na nossa vida e na carreira, perguntavam: “Vocês ainda vão tocar?”. Primeiro, eu nunca deixei de ter esperança de que o Herbert voltaria. Era uma coisa impensável os Paralamas não voltarem à ativa, sempre foi uma coisa que eu tive como norma, apesar de, naquela época, ser uma coisa muito arriscada, ninguém tinha certeza de nada, mas a gente não conseguia aceitar. 

Eu dizia: “Eu não sou músico, eu sou um Paralama”. É o que me considero. Com o tempo você vai vendo que você depende mesmo. Da banda, da música. Nunca pensei em largar os Paralamas. Tive uma banda de reggae, que chamava Reggae B, há uns 20 anos atrás. A gente seguiu com ela até quando deu. Porque era muita gente, cada um tinha seu trabalho. Nunca mais a gente conseguiu reeditar.

Como se descobriu em relação ao instrumento? Quais baixistas curte ouvir?

Começou por uma sugestão do Herbert. Porque nós morávamos em Brasília, ele foi no ano de 1977 morar no Rio e eu fui no ano seguinte. A gente fez vestibular em 1978 e, nessa ida para lá, nos vimos muito isolados. Em Brasília, tínhamos uma turma grande, um monte de amigos, andávamos de skate e tal. Todos adolescentes com uns 16 anos, e a gente custou a engrenar uma turma de amizade, a gente ficava muito unido. 

Ele já tocava guitarra muito bem e eu tocava violão muito mal (risos). Ele falou: “Arranja um baixo para a gente tocar junto, pelo menos a gente fica trocando ideia”, então comprei um baixo e comecei a tocar. Ele me ensinava umas coisas, eu tirava as músicas que gostava. Foi mais para socializar que veio a música para mim, e acabou que me encontrei.

Comecei a gostar de reggae, onde o baixo manda, e aí eu fui me encontrando e me realizando, e acho que realmente é meu instrumento. Tenho um baixo acústico, mas nunca toquei à vera, só em casa, de brincadeira. É um instrumento muito bacana, muito bom. Mas nunca experimentei tocar nem nos Paralamas nem em outras situações. Não ousei ainda me apresentar.

Quase não estudo em casa, sabe? Não fico tocando horas em casa, porque acho que vai tirar a espontaneidade, sei lá. Se eu vou com as poucas armas que tenho, acho que me viro bem.

Temos grandes baixistas, como por exemplo o Liminha, que produziu alguns de nossos álbuns. O Lee Marcucci, que era do Tutti-Frutti. O Jamil Joanes. O Arthur Maia (1962-2018). São até contemporâneos meus. Mas o que me influencia mais como baixista são os baixistas de reggae. Baixistas jamaicanos, principalmente o que se chama Robbie Shakespeare (1953-2021).

Que fazia dupla com o Sly Dunbar…
Exatamente. Esse aí. Esse cara é quem lê a música do modo mais interessante. Durante muito tempo, é claro que você vai pegando a sua forma de se manifestar e de interpretar, mas eu pensava assim na hora de compor: “Como é que Robbie Shakespeare tocaria essa música?”. É uma referência e uma influência muito grande. Mas você vai pegando a sua própria linguagem e acaba tendo a sua personalidade.

Por que usa o mesmo instrumento há tanto tempo?

É um baixo americano que se chama Factor, uma fábrica pequena. Achei ele em 1986 e é o que eu tenho usado. Passei por outros, voltei e não abro mão mais. Eu trouxe muita coisa do reggae para o Paralamas, o meu jeito de tocar, que é muito inspirado nisso, e acaba que puxo um pouquinho para esse lado. Nós todos gostamos. É uma forma boa de dar roupa às composições.

O que mais gosta de fazer?

Tem meu lado rural (risos). Eu fazia Zootecnia na faculdade quando comecei a banda e larguei antes da formatura. Mas eu tenho um sítio (em Mendes, no estado do Rio) e gosto de criar ovelha, tenho uma plantação de cacau. Coisa pequena, mas gosto desse lado rural.

O que mais aprecia nos companheiros de banda?

O Herbert e o João são extremamente virtuosos. Eles tocam muito, sabem muita música. Eu aprendi muito com eles e agradeço muito a paciência que eles tiveram de me assistir aprendendo ali e errando, tentando acompanhar. 


Somos muito amigos, e a amizade nesses 40 anos trabalhando juntos vai se transformando em uma irmandade, em uma coisa maior, em um universo. Sempre que a gente toca com outras pessoas, acho estranho. A mágica só acontece mesmo quando juntamos nós três (continua na página B4).

“Tenho boas ideias graças ao reggae”

A banda mantém a estampa de trio, mas a “família” Paralamas costuma ser mais numerosa no palco... O João Fera (tecladista), por exemplo, pode ser visto como um quarto Paralamas.

Ele vestiu a camisa há muito tempo. Ele era músico de banda de baile que toca covers. O João Barone conhecia ele desde pequeno e ensinava os colegas a tocar violão e tal. Ele não conhecia nada das coisas que a gente ouvia, as músicas e bandas da África, da Jamaica, e fui mostrando para ele entender como era o nosso modo musical. 

E ele pegou isso de uma forma única e virou uma referência. Dos anos 1980, quando o reggae cresceu muito no Brasil, ele é uma referência. Ninguém toca como ele toca. O jeito e a visão que ele tem do reggae e da parte dele no reggae viraram referência. É nosso irmão. Um Paralama honorário.

O músico que está há menos tempo com a gente é o trombonista João Bidu, que está há 26, 27 anos. O João Fera está há 36, 37 anos. Então, todo mundo entra aqui e não sai. Vira família, e a gente toca muito, toda semana. É uma convivência muito intensa. Tem aquelas brincadeiras, parece turma de escola.

O que os levou a prosseguir com a banda após o acidente do Herbert?

Nunca passou pela nossa cabeça outra possibilidade. Tínhamos certeza de que o Herbert e o Paralamas voltariam. Tudo foi relativamente muito breve. O Herbert ficou 40 dias em coma. Dois meses depois, a gente já estava no estúdio tocando juntos (“Um Longo Caminho”, de 2002, é o primeiro disco lançado após o acidente de ultraleve, em fevereiro de 2001, que deixou Vianna paraplégico e com perda parcial de memória). 

A gente viu isso como uma forma de ajudá-lo naquela volta. Você não sabe quem é você, o que está falando ali. E vai voltando, vai voltando. E ele voltou tocando logo. Queria tocar, queria tocar, e, tocando juntos, ajudaria a memória a voltar.

O projeto que a gente tinha antes de o acidente acontecer era fazer um disco de trio. As músicas que estavam em andamento foram pensadas com arranjos simples, básicos, de trio. Mas o acidente mudou tudo, e a gente fez questão que todo mundo participasse. Estava todo mundo naquela onda de tocar o barco para frente, todo mundo junto, e acabou que fizemos essas músicas depois com arranjos para todos. Mas a ideia original era essa.

Graças a Deus, ele está ótimo. Foi bem branda essa pneumonia recente. Quando fui visitá-lo no hospital, ele estava superbem já, louco para sair para a gente tocar. Os primeiros shows foram em Curitiba e no Rio, no Festival de Inverno, no fim de semana agora. O festival do Rio foi maravilhoso, um daqueles especiais. Mostrou que a banda está em plena forma, com vontade.

Ele tem comorbidade, está na cadeira de rodas, sofreu um acidente muito grave. Então, o médico, o mesmo que cuidou dele na época do acidente, dr. Pantoja, pneumologista, achou que era mais interessante ele receber um antibiótico na veia, com horário certo e tal. Uma coisa mais confiável, e dar alta com a plena certeza de que estaria curado.

“Os Sentidos do Sim”, último álbum de estúdio, foi lançado em 2017. Vem disco novo por aí ou outras novidades?

Não tem nada que nos obrigue a gravar. A gente quer gravar porque é uma necessidade artística. A vontade de entrar no estúdio e fazer coisas novas, mostrar coisas que a gente está compondo. Daqui para o fim do ano a gente vai se encontrar, trocar ideias, e acho que no próximo ano a gente vai apresentar alguma coisa. Não é promessa, não é compromisso.

Conta um pouco mais da tua ligação com o reggae.

O reggae me pegou quando eu estava aprendendo a tocar, ouvindo coisas diferentes. Tinha a geração dos pós-punk inglês, que estava começando a misturar o reggae com o punk, e aquilo pegou a gente de jeito. Eu já conhecia reggae desde os anos 1970. 

O irmão do Herbert, o (antropólogo) Hermano (Vianna), tinha mostrado para a gente Bob Marley e tal. Eu até, em uma primeira prospecção, não gostei. Porque eu gostava de rock e achei aquilo devagar. Não curti não (risos).

Já nos anos 1980, principalmente conhecendo os toasters, que seriam os rappers do reggae, como Yellowman, esses caras, fui me encantando. E eu levava as coisas que ia conseguindo escutar para eles (Barone e Herbert). 

Ao mesmo tempo, meu pai morava no Chile e, não sei porque, lá tem uma frequência de discos da África muito grande. Tinha um selo francês. Nessa época, no Brasil, não chegavam coisas diferentes assim. Só as bandas grandes. Do reggae, tinha Bob Marley.

Eu era muito curioso e me apaixonei. No reggae, a base do negócio é o baixo. A linha do baixo dá uma personalidade à música muito grande. A cara da música no reggae é o que o baixo está fazendo ali junto com a voz. Sei que não sou um grande instrumentista, mas sei que tenho boas ideias. E muito graças ao reggae e às melodias que o baixo segura.

Diálogo

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (26)

26/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Leandro Karnal - Escritor brasileiro

"Pessoas elevadas falam de ideias; pessoas medianas falam de fatos; pessoas vulgares falam de pessoas”.

FELPUDA

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de andar com os olhos bem abertos. Adversários da esquerda já estão batendo às portas da Justiça Eleitoral para denunciar propagandas dos desafetos. Entre as reclamações estão até painéis com dimensões consideradas fora do padrão. A disputa parece ter ganho um novo instrumento: a fita métrica eleitoral. Pelo jeito, tem gente procurando milímetro por milímetro “irregularidade monumental”. E na eleição, até o tamanho do painel pode virar munição para uma boa briga jurídica.

Diálogo

Romaria

O escritório político de Reinaldo Azambuja tem recebido uma sucessão de lideranças interessadas em reafirmar apoio à candidatura ao Senado. Prefeitos e outras figuras políticas vêm passando pelo local em demonstrações públicas de alinhamento com o projeto eleitoral.

Mais

A movimentação revela uma campanha que procura consolidar apoios antes da reta decisiva. Azambuja, experiente na política, evita adotar o discurso de vitória antecipada. Sabe que alianças e pesquisas ajudam, mas é o último voto depositado na urna que efetivamente define o resultado.

Diálogo Luciene Orsi Abdul Ahad e Jorge Abdul Ahad - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoIzabella Andrade - Foto: Arquivo Pessoal

Poço

Em MS, tem candidato a deputado disputando eleição como se o orçamento público fosse um poço sem fundo. Na falta de propostas realmente novas, aparecem promessas para todos os gostos. O problema é que boa parte delas depende de recursos, convênios e liberações que não acontecem simplesmente porque o candidato prometeu. Há projetos que exigem longa peregrinação pelos gabinetes. Portanto...

Cobrança

O deputado estadual Pedro Caravina colocou na pauta um problema ambiental que vem preocupando, há muito tempo, municípios da região do Rio Pardo: a proliferação de macrófitas aquáticas. A cobrança é por explicações sobre a abertura das comportas da Usina Mimoso e o deslocamento da vegetação para áreas de Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Caravina quer saber quais critérios técnicos foram utilizados para a operação e se os impactos ambientais estão sendo considerados. 

Aqui, não!

Moradores e comerciantes do Bairro Amambaí lotaram audiência pública promovida pela Câmara Municipal  de Campo Grande, para discutir a instalação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua na região. A proposta prevê a mudança para o antigo prédio da Secretaria de Assistência Social. Durante a audiência, moradores protestaram e manifestaram preocupação com a segurança e os possíveis impactos.

ANIVERSARIANTES 

  • Carlos Alberto Peratelli,
  • Dr. Luiz Antônio Saab,
  • Dra. Isabella Miotello Ferrão, 
  • Dr. Oclécio Assunção Júnior, 
  • Yuri Andreis Boeira, 
  • Antônio Benjamim Correa da Costa,
  • Clóvis Martins,
  • Edgar Andrade D´Avila,
  • Eloina Yanez Brites,
  • Moezis José dos Santos,
  • Jorge Ono,
  • Inêz Geralda de Magalhães Madureira,
  • Marli Gauto Viliagra,
  • Edson Sanches,
  • Christian Maluf Victório,
  • Aroldo José de Lima,
  • Gilberto Veiga de Souza,
  • Tauana Montier Onça Bortolini, 
  • Tatiana Decarli,
  • José Roberto Tedeschi,
  • Dra. Rejane Alves de Arruda,
  • Aloysio Moreira Salles,
  • Caetano Rottilli, 
  • Thiago Rieger Silverio dos Santos,
  • Afonso Basso,
  • Dr. Hélinton Moura Lutz, 
  • Francisco Carlos Brasil Leite,  
  • Suely Aparecida Morilla Alves,
  • Eduardo Ferreira dos Santos,
  • Maria de Fátima Vieira Andrade,
  • Seiki Miiji, 
  • Antônio Cavalcante, 
  • Hélvio Rodrigo Gonçalves,
  • Alexandre Morais Cantero, 
  • Ricardo Aparecido da Silva,
  • Silvia Regina da Silva,
  • Laura Menzio,
  • Sérgio Retumba Carneiro Monteiro,
  • Moacir da Silva Queiroz,
  • Janethe Leite Cardoso,
  • Maria de Fátima de Souza,
  • Genésio Rodrigues Corrêa,
  • Aristides Brun,
  • Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão, 
  • Karla Marchitto Jacob Farias, 
  • Sônia Virgínia Moreira,
  • Pedro Franco Neto,
  • Vera Lúcia Nogueira,
  • Alcides Landfelt da Silva,
  • Sueli Alves Braga,
  • Altevir Soares de Alencar,
  • Sônia Maria Avelino Duarte,
  • Luiz Ferreira de Alencastro, 
  • Elizabeth Kioko Kohatsu,
  • Lutiane Machado Romero,
  • Dr. Benjamin Ramos, 
  • Maria de Fátima Camparin,
  • Sirley de Albuquerque,
  • Ricardo Luiz Silveira,
  • Luiza Francisca Oliveira,
  • Wilson de Paula Souza,
  • Bruno Vieira Antunes,
  • Clóvis Trindade Rocha,
  • João Tadeu Gonçalves,
  • Maria Luiza Pereira Franco,
  • Francisca da Silva Tôrres, 
  • Eliane Yamazato,
  • Danilo Mandetta Júnior, 
  • Dr. Agliberto Marcondes Rezende,
  • Kleber Pinheiro da Silva,
  • Ramão Gilberto Valiente,
  • Mauricio Vieira Gama,
  • Edson Andrade da Vila,
  • Victor Scarpellini,
  • Luiz Braz de Oliveira,
  • Francisco Muniz Soares,
  • Francisco Silva de Freitas,
  • Julio Cesar Gonçalves da Silva,
  • Adelaide Fernandes,
  • Eva Maria Barbosa,
  • Evelin Flávia Alves da Silva, 
  • Zeferina de Souza Montenegro 
  • de Camargo,
  • Alberto Magno Ribeiro Vargas,
  • Michelly de Souza Andrino,  
  • Neuri Paulo Gasparetto,
  • Ligia Toma,
  • Anna Cristina Barros Toledo Giurizatto,
  • Paulo Ricardo de Oliveira Reghin,
  • Luiz Yasunaka,
  • Glória Segrillo Faker,
  • Gustavo Rodrigues Nacasato,
  • Dr. Marcelo Oliveira dos Santos,
  • Márcio Rômulo dos Santos Saldanha, 
  • Valéria Martins dos Santos,
  • Ariane Marques de Araújo,
  • Elaine Maria dos Santos,
  • Arlindo Murilo Muniz,
  • Camila Morena Kudo da Silva,
  • Ana Paula Gaspar Melim,
  • Daniel Martins Ferreira Neto,
  • Armando de Oliveira, 
  • Regina Célia Goya,
  • Ana Cristina Castilho Sanchez,
  • Roberto Lorenzoni Neto,
  • Carlos Cesar Girardi Ferreira,
  • Norma Aquino Castro,
  • Arildo Loper.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Cultura

Show do pagodeiro Ferrugem abre a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito

Evento começa amanhã e vai até domingo, reunindo shows nacionais, teatro, dança, cinema, artes visuais, artesanato e atrações regionais em uma edição que celebra os 25 anos do festival

25/08/2026 08h30

Ferrugem

Ferrugem Foto: Divulgação

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De amanhã até domingo, Bonito recebe a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB), que neste ano aposta em uma programação diversificada, gratuita e espalhada por diferentes espaços da cidade.

Celebrando um quarto de século de história, o festival reunirá grandes nomes da música brasileira, espetáculos de dança e teatro, exposições, feira de artesanato, atividades formativas, cinema e atrações voltadas para toda a família.

A proposta é transformar novamente o principal destino de ecoturismo do Estado em um grande palco a céu aberto, onde a arte dialoga com a natureza, a memória e a identidade cultural brasileira.

O cantor Ferrugem abre a sequência de grandes shows nesta quinta-feira. Considerado um dos principais representantes do samba e do pagode da atualidade, o artista carioca deve levar ao palco sucessos como “Pirata e Tesouro”, “Pra Você Acreditar”, “Climatizar” e “Até que Enfim”.

No dia seguinte, será a vez de Léo Foguete. O pernambucano se tornou um dos fenômenos mais recentes da música brasileira após o sucesso de “Última Noite”, em parceria com Nattan, que dominou as plataformas digitais em 2024. Com apenas 22 anos, o cantor conquistou milhões de ouvintes e figura entre os artistas mais populares do País.

Encerrando a programação nacional já anunciada, Seu Jorge sobe ao palco neste sábado. Dono de uma carreira consolidada na música e no cinema, o artista é reconhecido por misturar samba, soul, MPB e ritmos afro-brasileiros em um repertório que reúne sucessos como “Burguesinha”, “Mina do Condomínio”, “Carolina” e “Amiga da Minha Mulher”.

ALÉM DOS SHOWS

Ao longo de sua trajetória, o Festival de Inverno de Bonito se consolidou justamente por oferecer uma programação que contempla diversas linguagens artísticas. Neste ano, essa característica será mantida com uma agenda que pretende ocupar diferentes espaços da cidade.

O público poderá acompanhar apresentações de dança, espetáculos teatrais, intervenções artísticas, exposições de artes visuais e atividades ligadas à cultura popular. A programação também contará com oficinas e ações formativas voltadas para artistas, estudantes e interessados em produção cultural.

Outra atração confirmada é uma edição especial do Cine Câmara, iniciativa que amplia o diálogo entre o audiovisual e a comunidade por meio da exibição de filmes e debates.

A tradicional feira de artesanato também retorna ao festival, reunindo artesãos de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. O espaço costuma ser uma vitrine para trabalhos que valorizam matérias-primas locais, saberes tradicionais e a identidade cultural sul-mato-grossense.

As atividades destinadas ao público infantil e familiar também devem ocupar lugar de destaque na programação.

ARTE LOCAL

Outra característica que faz do Festival de Inverno de Bonito uma referência nacional é a valorização da produção cultural sul-mato-grossense.

A presença dos artistas locais não apenas fortalece a cena cultural do Estado, como também promove intercâmbio entre diferentes linguagens e gera oportunidades de circulação para profissionais da cultura.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é de que a edição comemorativa seja uma das maiores da história do festival.

“O Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é de receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul”, afirma.

25 anos 

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a produção artística regional, o Festival de Inverno de Bonito tornou-se uma das principais vitrines culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Ao longo de 25 edições, o evento recebeu artistas de diferentes gerações e estilos, promoveu encontros entre criadores de diversas áreas e ajudou a consolidar Bonito não apenas como destino de natureza, mas também como referência cultural.

A edição deste ano traz como conceito a ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta de diferentes formas, conectando pessoas, territórios e histórias.

A proposta aparece também na identidade visual do festival, que tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave típica da região e associada à biodiversidade local.

A escolha reforça a relação entre cultura e meio ambiente, uma das principais características do evento desde sua criação.

TURISMO

Além do impacto cultural, o Festival de Inverno de Bonito é um dos períodos mais movimentados do ano para a economia local.

Durante os dias de programação, hotéis, pousadas, restaurantes, bares, agências de turismo e o comércio registram aumento na demanda, impulsionando a geração de renda e empregos temporários.
Para o prefeito de Bonito, o festival fortalece uma vocação que já faz parte da identidade do município.

“Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade”, destaca.

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