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Capa B+: Em entrevista exclusiva o ator Velson D'Souza fala sobre seu retorno ao SBT após 13 anos

Após voltar ao Brasil para dar vida a Silvio Santos no teatro, o ator volta também a integrar o time da emissora com papel de destaque em "A Infância de Romeu e Julieta", nova novela de Íris Abravanel.

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Com uma trajetória toda entrelaçada com o SBT e a família Abravanel, o ator Velson D’Souza se orgulha de ter a emissora de Silvio Santos por trás de muitos de seus trabalhos.

O artista, que começou profissionalmente nos palcos sob a direção da filha nº1, Cíntia Abravanel, no antigo Teatro Imprensa, e dividindo cena com o amigo Tiago Abravanel em espetáculos como ‘Avoar’ e ‘A Sessão da Tarde ou Você não soube me amar’, acabou conquistando seu espaço também na TV, nas primeiras novelas de Íris Abravanel, para onde retornou após 13 anos com “A infância de Romeu e Julieta”, inspirada na obra de William Shakespeare e recém estreada na TV aberta e no streaming.

Depois de viver o próprio Silvio Santos na comédia musical “Silvio Santos Vem Aí’, motivo pelo qual aceitou retornar ao Brasil após 10 anos de morada nos Estados Unidos, ele encara agora o desafio de dar vida a Fred, seu novo personagem nesta que é a primeira produção do SBT em coprodução com o Prime Video.

“Voltar de fato ao SBT, depois de 13 anos, é um tanto quanto surreal. Eu não sei nem explicar a felicidade que tenho de estar de volta. Estou encontrando pessoas que não via todo esse tempo, que me conheceram quando eu era um garoto, desde quando fiz minha primeira participação em novela, ‘Cristal’ (2006), que aliás, o SBT reprisou recentemente, e também conhecendo muitas pessoas incríveis agora. Eu me sinto em casa lá, e sempre fui tratado como um membro da família. Todos da família SBT criam um ambiente muito gostoso, acolhedor, confortável de trabalhar, e isso faz uma diferença incrível”, celebra. 

Ainda em fase de gravação, Velson se anima com cada novidade no roteiro, repleto de capítulos que considera divertidos e dinâmicos, e que destaca como um ponto alto do projeto, pelos diversos temas relevantes a serem abordados ao longo da trama, prevista para durar dois anos, como inclusão e diversidade, e que acredita serem um diferencial dentro da teledramaturgia brasileira, considerando que tudo vem sendo pensado para comunicar especialmente com crianças e jovens. "Tratar desses temas para um público em formação, é fundamental”, reflete ele, que tem conquistado fãs de todas as idades. 

Velson interpretando Silvio Santos no Teatro - Foto: Andy Santana

Mas antes mesmo que a estreia acontecesse, o artista já pôde ser visto no time de celebridades do Bake Off Brasil Mão na Massa, reality culinário do SBT apresentado pela chef confeiteira Beca Milano e pelo chef Carlos Bertolazzi, onde testou suas habilidades na cozinha em desafios até então, inimagináveis - e se superou em vários programas, chegando inclusive a conquistar o avental de Mestre Confeiteiro - na mais recente temporada da atração, comandada também por Nadja Haddad.

E entre muitas receitas de doces e gravações da novela, o artista encontrou ainda um tempo para revisitar o divertido texto do musical “Silvio Santos Vem Aí”, produzido pela Paris Cultural e responsável por trazer o artista de volta ao país, bem como ao seu universo cultural.

Escolhido à convite para dar vida ao dono da emissora que têm, carinhosamente, como uma segunda casa, Velson esteve à frente de todas as temporadas do espetáculo, incluindo as quatro apresentações especiais realizadas no último mês de abril.

Por sua interpretação, desprendida de qualquer imitação caricata, e capaz de conquistar o aval de todo clã Abravanel, recebeu indicações de Destaque Ator no Prêmio Destaque Imprensa Digital e também de Melhor Ator no Prêmio Bibi Ferreira, os dois mais importantes do gênero no país.

Outra atividade que vem ocupando parte do tempo do artista, em paralelo ao cronograma de gravações e ensaios, é a de empresário e arte-educador, função dupla que desempenha no seu Espaço Co.Lab, localizado em São Paulo, e tocado em sociedade com Daniela Stirbulov; é neste “palco” que ele ministra aulas de interpretação para atores profissionais e jovens atores iniciantes, abordando técnicas especiais que foram aprendidas no seu mestrado, em Nova York, focado em TV e Cinema, e das quais não abre mão de aplicar em nenhum de seus trabalhos, incluindo os atuais e os que deseja realizar em breve, tanto nos palcos como no audiovisual.

Velson é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Osmar Lucas - Diagramação/Capa: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você está de volta ao SBT, como funcionário, após 13 anos. Qual é a sensação?
VS - 
Voltar ao Sbt depois de 13 anos é um tanto quanto surreal. Eu não sei nem explicar a felicidade que tenho de estar de volta.

Estou encontrando pessoas que não via todo esse tempo, que me conheceram quando eu era um garoto, desde quando fiz minha primeira participação em novela, Cristal (2006). Aliás, o SBT reprisou essa novela há pouco tempo. Eu me sinto em casa lá, e sempre fui tratado como um membro da família.

Foi muito gostoso retornar e ser tão bem recebido pelas pessoas que estão lá desde quando iniciei, e também pelas pessoas que estou conhecendo agora. O clima é muito gostoso. Todos da família SBT criam um ambiente muito acolhedor, confortável de trabalhar, e isso faz uma diferença incrível. 

CE - Você fez parte das primeiras novelas de Íris Abravanel e agora retorna para sua nova produção. Como acha que será essa nova experiência, considerando as anteriores?  O que acha que será mais diferente?
VS - 
Desde 'Revelação' eu já amava o texto escrito pela Íris e sua equipe, e com esse não foi diferente. Os capítulos são incríveis, divertidíssimos, dinâmicos, muito, muito bons. Essa novela tem falado e ainda vai falar sobre algumas questões muito importantes para a nossa sociedade, como a inclusão e diversidade, que serão um divisor de águas na teledramaturgia brasileira.

E é maravilhoso que isso seja dito para o público infantil. Apesar de que acredito que não são somente os jovens que estão se identificando com essa história. Mas tratar desses temas para um público em formação, é fundamental. E eu me sinto honrado como artista de poder fazer parte de um projeto tão importante quanto esse. 

O que acaba sendo mais diferente para mim, é o fato de que estou mais experiente, afinal, agora "sou pai" né haha - na ficção, mas não somente nessa questão. Eu amadureci muito como ator e como pessoa, e minha forma de ver o mundo é bem diferente atualmente. Acho que tudo acaba pesando no dia a dia das gravações. Mas há algo que não tem como deixar de dizer: esse é meu primeiro papel cômico na televisão. Eu amo fazer comédia, e fiz muito no teatro. Porém, em todas as novelas que fiz no SBT, os papéis puxavam para o lado do drama. Já o Fred… 

Velson no Bake Off Brasil - Foto: Divulgação SBT

CE - Fale um pouco sobre o Fred e sua trama.
VS - 
O Fred é tio do Romeu. Ele é casado com Gláucia, vivida por Karin Hils, que é irmã de Bernardo, pai de Romeu. Ele é um homem que evita conflitos, está sempre tentando agradar ao sogro, Leandro, conquistar a confiança, o que muitas vezes o leva a dizer ou fazer coisas sem muito "filtro" (risos).

CE - Sobre a construção do personagem, o que buscou para compor o perfil/personalidade dele? Possuem semelhanças e diferenças que se destaquem?
VS -
 Eu acho que o Fred é muito do bem, tem um bom coração e quer o bem dos outros. Isto, somado ao fato dele evitar conflitos, são as coisas que mais temos em comum. A parte da bajulação já é o oposto… eu odeio bajulação ou pessoas que puxam saco sabe? Ou aquelas pessoas que ficam buscando validação ou aprovação a todo custo. Mas, claro que sempre tem alguém que a gente busca a aprovação na nossa vida, e eu tento usar esse meu lado e só amplificá-lo para compor essa característica peculiar do Fred. 

CE - Na trama seu personagem tem família formada e é pai de dois filhos, uma vivência que você ainda não tem. Como tem sido essa experiência? É algo que planeja para sua "vida real"?
VS - 
Tem sido maravilhoso. Eu adoro os atores que são meus filhos, o Samuel e o Lukas. Eles são muito divertidos e muito inteligentes. Talentosíssimos. 
Com certeza, ter uma família está nos planos. Quero muito ser pai, mas quero esperar ainda alguns anos. 

CE - Pode-se dizer que sua carreira de ator começou com trabalhos voltados para o público infantil, em peças de teatro. Como tem sido reencontrar este público? 
VS - 
Verdade. Meu primeiro grande trabalho foi o musical infantil “Avoar”, de Vladimir Capella, produzido por Cintia Abravanel, minha madrinha no teatro, e que ficou em cartaz no Teatro Imprensa.

Trabalhei muito com teatro infantil, com a Cia da Revista fizemos o projeto “Clássicos para Menores”, apresentando Shakespeare, Moliere e Commedia Dell’Arte para crianças. Eu amo o fascínio que as crianças tem quando entram em contato com a arte.

E acho esse trabalho fundamental. É na criança que tudo começa, as grandes mudanças da sociedade. Acredito que a cultura tem um papel extremamente importante na formação do ser humano e na evolução da sociedade. E estou extremamente feliz em poder fazer parte dessa novela que falará sobre inclusão, sobre diversidade, sobre amor,  justamente para o público infantil. 

O ator no Jogo dos Pontinhos - Foto: Divulgação

CE - Há poucos meses a novela "Cristal" foi reprisada na emissora. Conte um pouco sobre como foi fazer esse trabalho. Gosta de se ver em cena?
VS -
 Faz tanto tempo que fiz ‘Cristal’ hehe, foi meu primeiro trabalho na televisão, minha primeira participação. Pra ser muito sincero, eu era muito imaturo como ator, mas foi uma experiência muito importante na minha vida. Eu me lembro de estar muito nervoso em todas as cenas que gravei haha e olha que só fiz o último mês de novela. Mas tudo tem um começo, não é mesmo? 

CE - Em paralelo às gravações da novela, você esteve na última edição no Bake Off Celebridades. Como foi essa participação? Como era/é sua relação com a cozinha?
VS -
 Eu absolutamente AMEI participar do Bake Off. Fui muito bem recebido por todos da equipe e o elenco está sensacional! Eu peguei um gosto muito grande por fazer bolos e doces. Aprendi muita coisa, me superei demais. Nunca imaginei que conseguiria fazer as coisas que fiz ali… Eu sempre cozinhei, e gosto muito, mas nunca tinha feito doces… muito menos bolos de confeitaria haha, mas levando em consideração que cheguei a ganhar até o avental do Mestre Confeiteiro, acho que posso dizer que me saí bem ao longo do processo…

CE - Qual foi o maior desafio dessa experiência?
VS - 
O maior desafio foi aprender muita coisa em um curto espaço de tempo. E as provas técnicas, que a gente teve que replicar o doce da Beca (Millano), meu Deus! Essas provas foram uma loucura!!! 

CE - Como você avalia o seu momento profissional?
VS - 
Não posso reclamar. De um ano para cá eu abri meu estúdio, o Espaço Co.Lab, onde dou aulas de interpretação para atores profissionais e jovens atores iniciantes, abordando técnicas que aprendi no meu mestrado em NY e focado em TV e Cinema.

Fiz mais uma temporada do musical “Silvio Santos Vem Aí” - que foi um tremendo sucesso e sempre pode ganhar novo fôlego. Fui convidado para participar do Bake Off Celebridades, e depois fechei um contrato para retornar à família SBT e estar nessa novela “A Infância de Romeu e Julieta”, que é mais um acerto da emissora.

Eu me sinto abençoado. Sinto que começou o tempo da colheita, e acredito que os próximos meses vão nessa mesma direção. É tempo de colher tudo que foi plantado nos últimos anos, desde o meu retorno para o Brasil.

O ator é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Osmar Lucas - Diagramação/Capa: Denis Felipe e Denise Neves

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

10/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães Foto: Divulgação

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Moda Correio B+ - Especial Dia das Mães

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher. Gabriela Rosa dá dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem. 

10/05/2026 15h00

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma Foto: Divulgação

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O Dia das Mães costuma chegar envolto em flores, homenagens e imagens idealizadas de plenitude. Mas existe uma camada silenciosa da maternidade que raramente aparece nas campanhas: o momento em que uma mulher percebe que já não se reconhece completamente diante do espelho.

Não é apenas o corpo que muda. Mudam os ritmos, os desejos, as prioridades e, sobretudo, a forma como ela passa a ocupar o próprio espaço no mundo. O guarda-roupa, antes extensão natural da personalidade, pode se transformar em um território estranho. Algumas roupas deixam de servir fisicamente; outras deixam de fazer sentido emocionalmente.

E talvez uma das maiores delicadezas da maternidade seja justamente essa: compreender que ela não devolve a mesma mulher de antes. Ela inaugura outra.

No imaginário coletivo, ainda existe uma expectativa quase cruel sobre a mulher-mãe. Espera-se que ela permaneça bonita, produtiva, disponível, equilibrada e, de preferência, rapidamente “recupere” sua antiga versão. Como se a maternidade fosse apenas um capítulo e não uma transformação inteira.

Mas entre o romantismo das celebrações e a realidade do puerpério existe uma travessia emocional profunda. E ela também passa pelas roupas.

A moda, tantas vezes reduzida à superficialidade, é uma ferramenta íntima de construção de identidade. Escolher o que vestir nunca foi apenas sobre tecido. É linguagem. É pertencimento. É a forma como afirmamos presença mesmo nos dias em que nos sentimos invisíveis.

Por isso, quando uma mulher sente que perdeu o próprio estilo depois da maternidade, o que desaparece não é apenas uma estética é uma referência de si mesma.

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesmaNossa colunista Gabriela Rosa com os filhos Mássimo e Mila - Foto: Divulgação

No consultório de imagem, também nas histórias que escuto diariamente e também por experiência própria, percebo quantas mães carregam culpa ao voltar a desejar vaidade, beleza ou prazer em se vestir. Como se o autocuidado competisse com a maternidade. Como se olhar para si fosse egoísmo.

Mas reencontrar a própria imagem não é um gesto fútil. É um processo de reconexão emocional.

A roupa pode funcionar como abrigo em períodos de vulnerabilidade. Pode ajudar a reorganizar afetos, reconstruir autoestima e devolver pequenas doses de identidade em meio à exaustão da rotina materna.

Não se trata de perseguir tendências nem de tentar “voltar ao corpo de antes”. Trata-se de compreender quem é essa mulher agora.

Talvez o verdadeiro amadurecimento feminino esteja justamente em abandonar versões antigas de si mesma sem interpretar isso como fracasso. Algumas roupas deixam de caber porque algumas identidades também já não cabem mais.E existe beleza nisso!

Neste Dia das Mães, mais do que flores ou presentes, talvez muitas mulheres precisem de permissão: permissão para mudar, desacelerar, amadurecer e experimentar novas versões de si sem culpa.

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher.

Separei dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem: 

  1. Reorganize o guarda-roupa sem apego à versão antiga do corpo.
  2. Priorize conforto sem abrir mão de peças que expressem personalidade.
  3. Monte combinações simples que facilitem a rotina e aumentem a sensação de pertencimento.
  4. Evite consumir tendências impulsivamente durante fases de transição emocional.
  5. Procure referências de mulheres reais em diferentes fases da maternidade.
  6. Considere consultorias de imagem humanizadas, focadas em identidade e não em padrões.
  7. Reserve pequenos rituais de autocuidado, vestir-se também pode ser um gesto de afeto consigo mesma.

 

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