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Capa B+: Entrevista exclusiva com a Chef carioca Mariele Horbach nossa nova colunista do Correio B+

"A coluna PANELANDO NO B+ será leve, divertida, e quero que tenha muita participação do público. Estou muito feliz!". A Rainha dos Botecos de São Paulo estreia ao lado de convidados especiais com receitas deliciosas.

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Mariele Horbach é Chef do Grupo Hungry, holding do setor de alimentos. Fora da cozinha, é também empresária, mãe e esposa. Nascida na cidade de Encantado no interior do Rio Grande do Sul, ela mora em São Paulo, e hoje, aos 39 anos, é sócia – proprietária com seu marido André Silveira de uma rede de bares/botecos que reverenciam a cultura e boemia carioca na capital paulista onde administra e assina todos os cardápios das casas.

“Se você quer abrir o seu próprio negócio, invista, tenha paciência e resiliência. Na maioria das vezes, o começo não é fácil, mas quando os resultados começam a aparecer, toda a dedicação passa a valer a pena”. Leonina com espírito de liderança, a Chef conhecida como a Rainha dos Botecos de São Paulo, usa da sua profissão e posição como uma mulher toda de botecos para proporcionar algo de positivo na vida das pessoas, seja gerenciando carreiras ou histórias de vida.

“Uma das minhas maiores satisfações e que me inspiram todos os dias, é de ter a certeza que a consequência de tudo isso é a felicidade de quem frequenta os meus bares, dos funcionários que trabalham comigo e tudo mais que eu puder proporcionar inspirando e incentivando outras pessoas com o minha história e trajetória que construo um pouco todos os dias, eu sou realmente grata e isso me dá a certeza de que estou no caminho certo”.

A Chef carioca estreia sua coluna de gastronomia no Correio B+ - Panelando no B+ hoje, e em estrevista exclusiva ao Caderno ela fala sobre sua escolha pela culinária, ser empreendedora, linha licenciada e o que vamos ver em sua coluna do jornal que você poderá assistir em nosso canal do YouTube, Portal e Redes Sociais.

A Chef  Mariele Horbach é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Daniele Akime - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves  

CE - Mari, quando você descobriu a culinária?
MH -
Eu acho que eu não descobri a culinária, eu fui descoberta por ela.
Comecei muito cedo! Sou descendente de italianos e vim de uma família do Rio Grande do Sul, e lá a gente já, desde pequena, aprendia a cozinhar, fazer pão, fazer bolo... Então muito nova tive contato com a cozinha, tipo cinco, seis anos, eu ficava na cozinha com a minha avó, com a minha mãe, e a culinária sempre esteve dentro das nossas raízes. As meninas aprendiam a cozinhar muito cedo aonde eu morava, então, eu tive que aprender a cozinhar, a mexer no fogão. Meus pais trabalhavam, minha irmã também tinha que trabalhar, e eu tinha que me virar...

CE - Quando decidiu que cozinhar e empreender seria o seu caminho?
MH -
Aos 18 anos, quando eu cheguei no Rio, comecei a ser inserida nesse meio de restaurante da minha irmã e da família dela, e eu vi que essa era uma grande oportunidade da minha vida, talvez a única naquele momento, que era empreender, cozinhar, então, eu tinha que ir.

Eu sempre brinco que, na minha vida, dificilmente, tudo que acontece, eu nunca tenho um plano B, por isso, eu me agarro tanto no plano A e tenho que fazer certo sempre, porque não existia o meu plano B, e foi a oportunidade que eu vi ali também, de empreender, cozinhar e de mudar de vida, crescer e ser alguém. Á partir do momento que eu fui inserida nesse meio de restaurante, eu falei, “Essa é a minha chance!”. Ou eu agarro e faço uma cápsula dentro dela e não deixo escapar, ou eu não sei o que vai acontecer. Então, eu agarrei com todas as minhas força!


CE - Cozinhar e empreender sempre caminharam juntos? 
MH -
Sim, cozinhar e empreender sempre caminham lado a lado! Como eu já tinha esse know-how de bar e restaurante da família da minha irmã, quando eu cheguei no Rio de Janeiro, essa sementinha já estava plantada em mim, eu não tinha como não cuidar de umas das áreas mais importantes de um restaurante que é a cozinha. Então, como eu falei anteriormente, eu vi como uma oportunidade de mudar de vida e de crescer. Como eu já dominava essa área da cozinha, eu já tinha entendido que esse era o meu dom, minha paixão, e o que eu gostava de fazer.

Quando eu cheguei em São Paulo e montei meu primeiro restaurante com o André, meu sócio e marido, e como ele ficava boa parte do tempo fora na agência (ele é publicitário e trabalhava em agência nessa época) eu assumia o Garota da Vila inteiro, da cozinha ao administrativo, ambos ficavam nas minhas mãos.

Cheguei a contratar um chef de cozinha porque eram inúmeras coisas para resolver, mas felizmente ele não certo, porque aí mais uma vez estava a oportunidade de uma me aprofundar na cozinha e na culinária da qual sou a responsável até hoje em todos os meus bares que são um sucesso, até porque, mais uma vez eu só tinha o plano A para executar na minha vida, e mais uma vez deu certo!

Mari recebeu convidados em sua estreia na coluna PANELANDO NO B+ - Foto: Glauco Epov

CE - Como é ser mulher é dona de bares? 
MH -
Eu deixo sempre muito claro que é uma grande honra poder levantar essa bandeira em ser uma das pioneiras de ser não dona de bar, mas sim dona de boteco. Eu de fato coloquei a cara de ser dona de botecos raíz mesmo, com aquela essência botecão.

Eu acho que as pessoas notam o meu orgulho de defender essa bandeira que eu quero levantar a bola e dizer para fazermos esse movimento das donas de botecos, mas que estejam de fato à frente, não apenas de figuração e acho que eu sou a pessoa que está levantando a bandeira e falando que é muito legal ser dona de boteco. O Grupo Hungry tema minha cara, porque são quatro botecos que fazem parte dele, e eu tenho orgulho e sou muito grata por tudo!

CE - Qual é o segredo dos seus cardápios? 
MH -
Bom, quem chega em qualquer um dos meus botecos, você vê muito da minha identidade e do André (meu marido e sócio), você de fato vê a gente ali, e esse é o segredo, é toda essa essência, a comida afetiva, as receitas de família como a carena assada e o sanduíche feito com ela também “inventado” pelo meu filho mais velho José.
No cardápio dos botecos do Grupo Hungry estão a nossa verdade, identidade e personalidade, é esse o segredo.

CE - Porque a escolha da cultura carioca?
MH -
Porque fui morar no Rio de Janeiro muito nova, aos 10 anos e o André sendo carioca não tinha como a gente não escolher a cultura carioca. E nós não somos tipo carioca, a gente é carioca de verdade. Tudo em nossos botecos são carioca raiz, o carioca do subúrbio, temos em nossas casas elementos do subúrbio, da zona sul onde o André morava também. É a nossa verdade, essência e personalidade, do cardápio, a ambientação até o tratamento com nossos clientes que viram nossos amigos.

Mari no Bar Jobim, um dos botecos cariocas do Grupo Hungry - Foto: Glauco Epov

CE - Entre os pratos nos botecos o que é mais pedido e porque?
MH –
Os clássicos são os mais pedidos como: Osvaldo Aranha, Picadinho Carioca, Vinícius de Moraes e Filé à Francesa, nossos carros chefes. As pessoas entram no nosso bar falando que veio só pra experimentar o Osvaldo Aranha dos nossos botecos, porque ele é muito famoso e muito divulgado também. O prato que a gente mais vende de fato é o Osvaldo Aranha, mas isso também se aplica para o cardápio clássico carioca.

CE - Os botecos viraram uma holding, como foi esse processo? 
MH –
Os botecos se tornaram uma holding pela necessidade de profissionalização e amadurecimento, onde à partir de agora vão vir mais bares e projetos. Foi assim que o Grupo Hungry nasceu, porque dentro dele temos não só os botecos, mas também produtos.

CE - O que mais gosta de cozinhar?
MH –
O que eu mais gosto de cozinhar é comida salgada, principalmente as comidas de boteco, as comidas do Rio de Janeiro. O doce é algo que me deixa desconfortável, mas estou mudando isso, saindo da minha zona de conforto e deixando acontecer, me desafiando porque sei fazer inúmeras coisas ou absorvo muito rápido aquilo que me é pedido ou proposto, mas eu adoro mesmo é fazer pratos salgados. Mas quem sabe na próxima entrevista eu tenho mudado de ideia (risos).

Mari em gravação com a apresentador Amaury Jr - Foto: Divulgação

CE - Como é conciliar a vida de empresária, mãe, Chef...
MH -
Pra mim é tudo muito orgânico, e é tudo uma mistura que pra mim não é difícil. As pessoas que me veem, minhas amigas, as pessoas de fora me perguntam como eu dou conta, mas eu respondo que é o meu dia a dia e os meus filhos fazem parte de todo esse processo também, eles estão sempre com a gente. Pra mim é muito orgânico eu conciliar essas coisas. Claro que tem dias que o filho fica doente, minhas ajudantes faltam e os dias ficam mais pesados, mas eu estou tão acostumada com isso, eu não divido isso em áreas diferentes da minha vida, e tudo está linkado e aí parece ser fácil.

CE - Porque Rainha dos Botecos?
MH –
 A Rainha dos Botecos começou como uma brincadeira, e depois que eu comecei a ter mais de um bar as minhas amigas começaram a falar:”Llá vem a rainha”, e aí começou com essa identidade de Rainha dos Botecos. E eu gostei da ideia porque como eu disse, quero levantar a bandeira de ser dona de boteco como eu sou, e assim ficou e imprimiu essa identidade e virou agora minha marca pessoal, a Rainha dos Botecos de São Paulo.

Cozinhando com o apresentador Edu Guedes - Foto: Divulgação

CE - Como foi esse lançamento da sua primeira linha de produtos? 
MH –
Foi mais uma coisa na vida que eu nunca pensei que fosse acontecer assim como foi. Nunca pensei que eu fosse ter uma linha de tiaras, que é uma marca minha desde a infância. É muito apego e memória afetiva, porque eu uso desde que pequena.

Está sendo muito gratificante e emocionante ter uma linha com o meu nome e de algo que faz parte da minha história. Estar ao lado de uma empresária como a Fernanda Fernandes CEO da Ellos Semijóias é ver nascer uma parceria linda da qual tenho orgulho e admiração e temos muitos planos futuros. Então assim, é inexplicável falar sobre essa linha de produtos licenciados, é muito mais do que eu sempre sonhei.

CE - O que podemos esperar da sua coluna no Correio do Estado?
MH -
Gente, vocês podem esperar tudo de melhor! Vai ser muito legal, vai ser muito maravilhosa o Panelando com o B+ dentro do Caderno B+. Vou fazer pratos, mas teremos também dicas, segredos para você reproduzir com fidelidade na sua casa.

A ideia é que a coluna seja leve, espontânea e com a participação de todos vocês, SEMPRE! Além disso, vou cozinhar algumas vezes com convidados que também trarão suas dicas e receitas para fazermos todos juntos. Então as expectativas para a coluna são as melhores e eu estou muito feliz e animada. Obrigada Correio do Estado pela parceria, que seja de longa data e que todos gostem e fiquem felizes como eu estou.

Mari e André Silveira, sócio e marido recebem o apresentador Ronnie Von e a esposa Cris em um de seus botecos o GAROTA DA VILA - Foto: Divulgação

CE - Planos para 2024?
MH -
Meus planos para 2024 é que eu fortaleça ainda mais a minha imagem como Chef, mulher e dona de boteco, mas também como mulher à frente de boteco com força e orgulho. E eu quero cada vez mais inspirar mais mulheres a irem em frente e acreditarem como eu.

Que o Grupo Hungry cresça e sua expansão se concretize e eu só posso agradecer 2023. E aproveito para agradecer também ao Correio do Estado pela oportunidade de parceria que pra mim é uma alegria imensa entrar o ano ao lado de vocês.

Mari ao lado da também empresária Fernanda Fernandes em lançamento da sua primeira linha de produtos licenciadas com a Ellos Semijoias - Foto: Divulgação

 

Em gravação da coluna no Pocketstudio - Foto: Divulgação

 

Com os filhos José e Francisco em campanha de Dia das Mães - Foto: Glauco Epov

 

Diálogo

A campanha eleitoral também produz situações que não estavam previstas... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (25)

25/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Haruki Murakami - Escritor japonês

Mesmo se nós pudéssemos voltar atrás, provavelmente nunca terminaríamos onde começamos”.]

FELPUDA

A campanha eleitoral também produz situações que não estavam previstas no cardápio de propostas. Levantamento do Correio do Estado mostra que 15 candidatos de MS mudaram a autodeclaração de cor ou raça em relação a 2022. Entre as mudanças, oito candidatos passaram a se declarar pardos, seis brancos e um amarelo. O levantamento cruzou os registros oficiais de 2022 e 2026, com base nos dados do TSE e pelo CPF dos candidatos. A chamada metamorfose eleitoral chama atenção. Resta saber se, depois das urnas, essas mudanças produzirão algum efeito prático além da estatística.

Memória

O jornalista, poeta e historiador Edson Contar, o AlKontar, aproveita a proximidade do aniversário de Campo Grande para divulgar e resgatar histórias e curiosidades sobre a “Cidade Morena”. 

Mais

Ele faz questão de corrigir uma confusão recorrente: Campo Grande comemora sua emancipação, e não “fundação”. Com textos de memória e informação, AlKontar ajuda a preservar a história da Capital.

DiálogoFoto: Divulgação

A Dra. Cristiane Tripoli Paes Barbosa integrou a equipe responsável pelo caso clínico reconhecido como Melhor Caso de Paciente em Crescimento da América Latina, na categoria Projeto Universidades, durante o LATAM Invisalign Summit 2026. Especialista e mestre em Ortodontia,ela  teve participação direta no acompanhamento e cuidado da paciente que protagonizou o caso premiado. O trabalho foi orientado pela  Dra. Paula Oltramari,  e faz parte do Programa UNOPAR–UNIDERP de ensino com alinhadores na Pós-Graduação. A premiação é resultado de um trabalho coletivo envolvendo alunos, professores, colaboradores e pacientes, além da parceria com a Align Technology por meio do Projeto Universidades.

DiálogoDra. Sabrina Bronoski - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoVictor Vasconcellos - Foto: André Ligeiro

De fora

Nos meios políticos, chama atenção o fato de alguns candidatos de esquerda e direita estarem deixando de fora dos seus “santinhos” nomes que disputam cargos majoritários. A ausência não passou despercebida. Afinal, se a união é tão forte como anunciada nos palanques, por que alguns companheiros não aparecem na foto? O detalhe pode ser apenas estratégia eleitoral ou revelar que a propalada união não está tão afinada assim. Na política, até o espaço reservado no santinho pode significar muito.

Espaço

Até o início do horário eleitoral gratuito, em 28 de agosto, as redes sociais são o principal espaço de campanha dos candidatos. O Instagram lidera entre os concorrentes à Câmara Federal, com 5.973 contas declaradas ao TSE. Ao todo, 5.493 dos 7.679 candidatos utilizam a plataforma, o equivalente a 72%. Depois aparecem Facebook, TikTok, YouTube. No ranking de seguidores, o PL lidera com 110,5 milhões, seguido por PSD, MDB e Podemos. Entre os partidos de esquerda, o PT está no topo, com quase 30 milhões de seguidores.

Desafio

Nos bastidores, o comentário é que Capitão Contar chega à disputa pelo Senado com um desafio nada pequeno: a dificuldade de apresentar aos prefeitos uma relação dos benefícios destinados aos municípios. A questão poderá pesar quando os prefeitos  definirem seus apoios para a corrida eleitoral. Depois do encontro que reuniu prefeitos em torno de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, o cenário pareceu ainda um tanto quanto incerto para Contar.

ANIVERSARIANTES 

  • Paulo César de Matos Oliveira, 
  • Karenluci Mamede Oliveira, 
  • Gustavo Alcântara de Carvalho,
  • Líbera Copetti de Moura Truzzi,
  • José Maciel Sousa Chaves, 
  • Odracir Juares Hecht,
  • Dr. Aluizio Villa Maior dos Santos,
  • Jaime Khalil Jacob,
  • Perceu Jorge Bartolomeu 
  • Monteiro Ronda,
  • Luiz Neves de Azevedo,
  • Maria Auxiliadora Almeida Garcia,
  • Estella Fernandes Novais,
  • Milton Luiz Marques,
  • Luiz Cardozo de Souza,
  • Clea Ceres Ramires Vilarga,
  • Marcos Mendonça Ferreira Gonçalves,
  • Alesandra Ayres Cordeiro,
  • Bernardino Alce Chaves,
  • Marlene Figueira da Silva,
  • Mitiru Asami,
  • Aroldo José de Lima,
  • Anees Salim Saad Filho, 
  • Dr. Renê Neder, 
  • Henrique Attilio, 
  • Maryleiza Migueis Cunha, 
  • José Francisco Veloso Ribeiro, 
  • Dr. Inácio Guitte Melges,
  • Fábio Luis Botelho de Arruda,
  • Edson Taira,
  • Admir Acunha de Oliveira,
  • Sergio de Araujo Philbois,
  • Stephanny Alexandre da Rocha,
  • Sueli Alves Queiroz Aquino,
  • Luiz Nogueira do Carmo,
  • Luis Lima Shirata,
  • Alyne Goulart do Nascimento,
  • Marcus Vinicius Garcia Júnior,
  • Daniel Pereira Lescano,
  • Maristela da Silva Alves,
  • Sebastião Nunes da Silva,
  • Mara Luiza Castro Lemos,
  • Keite Mattioli de Souza,
  • Wilson Borges de Barros Filho,
  • Luiz Yassumoto, 
  • Dra. Helenita Maria de Oliveira Liberatti, 
  • Mário Eduardo Ennes de Miranda Bortotto Garcia, 
  • Antônio Nogueira Filho,
  • Luiz Carlos Freitas,
  • Sueli Camilo Lukenezuk,
  • Marilene Oliveira,
  • Afonso Galvão Serra,
  • Juracy Leite da Silva,
  • Meire Lourdes da Rocha,
  • José Nelson Martins Júnior,
  • Lourisval Pereira de Morais,    
  • Orlando Figueiredo Júnior,
  • Neuza Fiorda Chacha,
  • Ricardo Souza,
  • Luiz Augusto de Moraes,
  • Enilda Gonçalves Duque,
  • Francisco do Amaral Pereira,
  • Elizabeth de Abreu Deotti,
  • Mário Dantas,
  • Adolfo Maciel Rezende,
  • Prenda Zucarelli Silveira,
  • Rodrigo Jacobina Stephanini, 
  • Dra. Nayara de Castro Wiziack,
  • Vânia Verardino Silvestre, 
  • Geralmir Carlos de Souza,
  • Dr. Carlos Filinto de Almeida, 
  • Laurenir Bezerra Chaves.
  • Tânia Regina Martins da Silveira Weissinger,
  • Ivaldino Poletto,
  • Edison Lourival Pontieri,
  • Kemila Tomissini da Silva,
  • Gilberto Tezza Rosso,
  • Fábio Camargo Dorta,
  • Gerson Walber,
  • Agostinho Tonezi da Penha,
  • Donizete Pinheiro,
  • Roberto Teruya, 
  • Lúcio Augusto Castro,
  • Dr. Jeferson Baggio Cavalcante,
  • José Ferreira Lima Netto,
  • Waldir Barbosa de Freitas,
  • Luciano Fernandes Paes 
  • de Almeida, 
  • Dr. Edys Yukinori Tamazato, 
  • Zilda da Penha da Silva Santos,
  • Bruno Martins Ayres Ferreira,
  • Marcos Alexandre Belatti,
  • Thiago Suekane,
  • Hélio Cavalli Gonçalves,     
  • Adriana Damico Bezerra,    
  • Daniel Gaban Damião,     
  • Caio Dalbert Cunha de Avellar,
  • Anselmo Mateus Vedovato Júnior,
  • Marcelino César Medeiros Oliveira,
  • Elza Maria de Queiroz Venâncio 
  • de Paula,
  • Luiz Massaharu Yassumoto,
  • Marcos César Garcia Gasperini,
  • Elenita Mendes Volpato,
  • Fábio Riami Bressa,
  • Fabiano Gonçalves Dias Gregório,
  • Silvano Cargnin Belle,
  • Frank Laurence Henrique Gomes.

Colaborou com Tatyane Gameiro

literatura

Loyola Brandão participa de palestra da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Imortal da Academia Brasileira de Letras será atração do Chá Acadêmico de agosto, que reúne literatura, música e artes visuais nesta segunda-feira

24/08/2026 13h33

Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão Divulgação

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O escritor Ignácio de Loyola Brandão participa, nesta segunda-feira (24), do Chá Acadêmico promovido pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL). Ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras (ABL), o escritor será o convidado do ciclo 2026 do projeto “ABL na ASL: Palestras Imortais”, em uma programação que também reúne música e artes visuais.

O encontro será realizado excepcionalmente nesta segunda-feira, em razão das comemorações pelo aniversário de Campo Grande. A programação começa às 19h30, no auditório da ASL, localizado na Rua 14 de Julho, nº 4653, nos Altos do São Francisco. A entrada é gratuita.

Com o tema “Conversa Literária”, Loyola Brandão deverá abordar sua trajetória na literatura e sua relação com a escrita, em um formato que privilegia o diálogo e a aproximação com o público. O encontro integra uma iniciativa que busca trazer a Mato Grosso do Sul integrantes da Academia Brasileira de Letras para compartilhar experiências e reflexões sobre literatura.

Para o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, a presença de Loyola Brandão representa uma oportunidade de aproximar a experiência de um dos principais escritores brasileiros do cotidiano dos leitores. Segundo ele, os encontros com o autor ultrapassam o formato tradicional de uma palestra ao reunir histórias pessoais, acontecimentos do cotidiano e literatura.

A trajetória de Loyola Brandão é marcada justamente pela capacidade de transformar questões sociais, políticas e ambientais em matéria literária. Jornalista, contista, romancista e cronista, ele iniciou sua carreira na imprensa e estreou na literatura em 1965, com o livro de contos “Depois do Sol”.

Ao longo de mais de seis décadas de produção, o escritor construiu uma obra extensa, passando por diferentes gêneros, como romance, conto, crônica, literatura infantojuvenil, teatro e relatos de viagem. São cerca de 50 livros publicados, além de trabalhos adaptados para outras linguagens, como cinema, teatro e balé.

Literatura e crítica social

Entre as características mais marcantes da produção de Loyola Brandão está a presença de temas relacionados às desigualdades sociais, ao autoritarismo, à opressão e às questões ambientais. Sua literatura frequentemente parte de situações reconhecíveis da realidade para construir narrativas que questionam os rumos da sociedade.

Um dos principais exemplos é o romance “Zero”, publicado em 1975. A obra, que apresenta uma narrativa marcada pela violência e pela repressão, foi proibida pela censura durante a ditadura militar brasileira. Anos depois, em 1981, Loyola publicou “Não Verás País Nenhum”, romance distópico que imagina um futuro marcado pela degradação ambiental e pelas consequências da ação humana sobre o planeta.

Os dois livros se tornaram referências da literatura brasileira de resistência e ajudaram a consolidar o nome do escritor entre os autores que utilizaram a ficção como instrumento de reflexão sobre seu tempo.

A produção de Loyola também inclui obras como “Bebel Que a Cidade Comeu”, “Dentes ao Sol”, “Cadeiras Proibidas”, “O Beijo Não Vem da Boca” e “O Anônimo Célebre”. Sua obra alcançou leitores de diferentes países e já foi traduzida para idiomas como inglês, espanhol, alemão, italiano, húngaro, tcheco e coreano.

O reconhecimento veio também por meio de importantes premiações. O escritor recebeu o Prêmio Jabuti em diferentes ocasiões, além do Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra, e do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional.

Além da literatura, Loyola Brandão manteve uma trajetória ligada ao jornalismo e a outras manifestações artísticas. Viveu na Itália e na Alemanha, escreveu roteiros para filmes e teve obras adaptadas para o teatro e o balé.

Música e artes visuais

A programação do Chá Acadêmico não ficará restrita à literatura. A noite também terá as atividades tradicionais desenvolvidas pela ASL em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e com a Confraria SociArtista.

Na área musical, o projeto “Música Erudita e suas Fronteiras”, realizado pela ASL e pela UFMS dentro do “Movimento Concerto”, contará com a participação do Quarteto de Violões da Orquestra de Violões de Campo Grande (OVCG).

Formado a partir da tradicional orquestra, o quarteto apresenta um repertório que transita entre diferentes períodos e estilos musicais. O grupo reúne obras da música de concerto, clássicos da música popular e composições autorais de seus integrantes.

A direção artística, a regência e os arranjos são conduzidos pelo maestro Anderson Francellino. A proposta é preservar a tradição da Orquestra de Violões de Campo Grande, ao mesmo tempo em que explora diferentes possibilidades musicais.

A participação do quarteto também reforça a proposta do projeto de aproximar a música de concerto de outras manifestações culturais. A formação representa, nesse sentido, o encontro entre a tradição da música clássica e elementos ligados à identidade cultural sul-mato-grossense.

Já no campo das artes visuais, a Confraria SociArtista participa por meio do projeto “Arte na Academia”. A convidada desta edição é Lizete Medeiros de Souza, artista residente em Campo Grande.

Lizete começou a desenhar e trabalhar com pintura ainda na infância. Na vida adulta, passou a se dedicar de maneira mais intensa às artes visuais e desenvolveu interesse pela pintura abstrata sobre tela, buscando aperfeiçoar continuamente suas técnicas e explorar novas formas de expressão.

A presença da artista integra a proposta da Confraria de levar diferentes linguagens artísticas para o espaço da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, estabelecendo relações entre literatura, música e artes visuais.

Serviço

Chá Acadêmico – ABL na ASL: Palestras Imortais
“Conversa Literária” com Ignácio de Loyola Brandão
Data: Hoje, 24 de agosto
Horário: 19h30
Local: Auditório da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – Rua 14 de Julho, nº 4653, Altos do São Francisco
Entrada gratuita

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