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Capa da semana B+: Entrevista exclusiva com a cantora e apresentadora Tânia Mara

"Celebrar esses 25 anos com essa turnê é motivo de muita alegria, de gratidão e de realização mesmo. Pensar nesses anos todos, quantas coisas, quantas obras lindas, quantas músicas, quantas outras turnês já realizei".

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A cantora e apresentadora Tânia Mara celebra 25 anos de carreira com novidades. Dois anos após o lançamento de seu álbum “Voz e Violão” (2023), ela se prepara para uma turnê comemorativa baseada nesse formato intimista e anuncia o lançamento da música inédita “Uma Chama Feita para Durar”, que chega em outubro. “Inclusive, esse é o nome da minha nova música, que vai ser lançada agora em setembro, e que é uma produção do meu irmão, do Rafael Almeida”, contou. As datas e locais da turnê serão divulgados em breve.

Romântica assumida, Tânia aposta em canções que falam de amor duradouro, mesmo em um cenário musical dominado por temas como traição e festas. “O que antes era normal hoje parece extraordinário. As pessoas estão desacreditadas do amor e escutam mais falar de traição, de sair para beber, para zoar. Mas acredito que uma música pode tocar o público justamente por relembrar algo que todos têm saudade: viver um amor de verdade, feito para durar. A música romântica é eterna. Basta ver: se você escolher as dez músicas que mais marcaram a história da música popular brasileira, todas falam de amor.”

O grande sucesso da carreira,  “Se Quiser”, tema da novela Páginas da Vida (2006), rendeu a artista troféu Domingão e Troféu imprensa , também bateu 1 ano e meio em primeiro lugar das rádios do país, em 2014 foi q vez de “Só vejo você” ocupar o segundo lugar das rádios,  mas a artista também é lembrada pela passagem pela televisão.

Revelada ainda adolescente como apresentadora do programa “Fantasia”, no SBT, ela admite vontade de voltar ao vídeo. “Sei que a televisão vive um momento muito diferente. Hoje, cada um tem sua própria ‘emissora’ no YouTube. Mas eu amo TV. Comecei nela e tenho vontade de voltar com algo que una música e entrevistas. O público gosta de conhecer mais da vida, da história, da intimidade do artista.”

Mãe de Maysa, de 15 anos, Tânia diz que a maternidade transformou sua forma de ver e cantar o amor. “Após a Maysa, isso se escancarou. Vi que realmente eu ainda não tinha embarcado com a profundidade e a intensidade que o amor exige. O amor de mãe te traz isso: a certeza de que não há medida para o amor. Ele é intenso, profundo, verdadeiro, escancarado. Minha forma de cantar mudou. Minha forma de ver a vida, o mundo, as pessoas.”

A cantora estreou aos 13 anos como bailarina do programa Fantasia , escolhida por Silvio Santos entre 10 mil candidatas, no ano seguinte assumiu a apresentação do programa. Ao longo de 25 anos de carreira, 13 trilhas de novelas , 7 cds, 2 dvds, gravou ao lado de nomes como ; Chitãozinho e Xororo, Brian McKnight, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Fernando e Sorocaba, Marcos e Belutti, Juan Luís Guerra, Alexandre Pires.

Tânia Mara é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela celera tantos anos de carreira, fala sobre maternidade e sua nova turnê. 

A cantora Tânia Mara é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Foto: Carlo Locatelli. Diagramação: Dênis Felipe. Por: Flávia Viana

CE -  O que significa para você celebrar 25 anos de carreira com a turnê Voz e Violão?
TM - 
Celebrar esses 25 anos com essa turnê é motivo de muita alegria, de gratidão e de realização mesmo. Pensar nesses anos todos, quantas coisas, quantas obras lindas, quantas músicas, quantas outras turnês já realizei, me emociona muito, porque o repertório dessa turnê realmente são músicas que mexem assim nas minhas entranhas.

São músicas muito especiais para mim e, óbvio, que tem outras que sinto falta nessa turnê, mas a gente até conhece no projeto volume 2, não sei se voz e violão ou se piano e voz. Tenho muito orgulho da minha obra, e isso é uma realização muito grande. Estrangeiro, com uma turnê do jeito que eu gosto, mais intimista, de fazer de olho no olho com o público, para quem realmente curte o meu trabalho, as minhas músicas.

CE - Como você escolhe o repertório para uma turnê comemorativa como essa?
TM -
Eu escolho de uma forma muito sublime, assim, pensando no que toca o meu coração, no que conta a minha história, mas também no que sei que toca o coração de quem vai estar lá assistindo, de quem me acompanha nesses 25 anos. Então, com muito amor, carinho e dedicação, pensando em me emocionar e emocionar quem está ali. A gente tem que trocar esse momento de emoções, né?

CE - Quais desafios você espera encontrar ao revisitar seus grandes sucessos em um formato mais intimista?
TM -
 Os desafios que eu espero... eu acho que quando a música é boa e quando o público já se identifica e conhece, não existem desafios, existe realmente uma identificação, uma conexão aumentada com cada melodia, com cada solo. Tivemos todo o cuidado nesse projeto de manter a identidade dessas canções, para que, quando revisitado, o público reconheça os sucessos de novela. E algumas músicas não foram de novela nem tiveram repercussão, mas quem acompanha meu trabalho nesses 25 anos com certeza vai cantar junto. Quem não conhece, acredito que se conectará, porque são melodias e letras muito tocantes, emocionantes, românticas, dentro da minha essência nesses anos todos.

CE - Você tem planos de voltar à televisão? Se sim, como seria esse projeto ideal?
TM -
 Eu sempre tenho planos de voltar à TV, porque eu amo fazer televisão. Me descobri numa outra profissão a partir do momento que o Silvio Santos me deu a oportunidade de virar apresentadora, e gosto muito. Sou uma sanguínea falante e espero ter algum projeto em televisão em breve. Se for algo musical, ficarei muito feliz, porque tudo que envolve música me identifica imediatamente.

Mas talvez também seja algo que se encaixe com meu perfil, minha forma de ser, que eu consiga ser eu mesma. O apresentar me trouxe essa liberdade, diferente do atuar: você pode ser você mesmo, falar com suas palavras, agir de forma natural, e as pessoas se identificam. Tenho muita vontade, tenho planos. Em breve, se Deus quiser, teremos novidades.

CE - Como a maternidade influenciou suas escolhas profissionais e artísticas ao longo dos anos?
TM -
A maternidade me trouxe mais maturidade, não só como pessoa, mas também musical e artisticamente. Minhas canções sempre falaram de amor, e acredito que me aprofundei mais nesse tema de uma forma que nunca imaginei.

O amor mais puro, verdadeiro, tem essa coisa incondicional de dar amor, de ser amor sem esperar nada em troca, muito dentro do que Deus espera da gente. Só quando você tem um filho você vive o amor de forma plena. A Maísa me trouxe inspiração, mais sensibilidade, mais maturidade na minha forma de cantar, de lidar com meus projetos, e também de equilibrar a carreira com outras áreas que antes dela não eram prioridade.

CE - Quais são os maiores desafios de acompanhar a adolescência da Maísa, de 15 anos?
TM - 
Eu lido com a adolescência como muitas mães, cada uma a seu modo. Tento compreender e conhecer um novo ser que habita na minha casa, porque realmente é uma nova pessoa. É uma fase de transição desafiadora, mas levo com leveza e parceria com a Maísa, dando limites, acolhendo, conversando muito, construindo cumplicidade.

Mas óbvio que existem desafios, os limites que precisam ser dados, os momentos que você é chamada de chata, e tudo bem. É visando o melhor: a segurança dela, o aprendizado, o desenvolvimento dos limites, do respeito, da gratidão, da independência, das responsabilidades. Tento lidar com leveza e sempre pedindo apoio, discernimento e sabedoria a Deus e a Maria Santíssima, que sempre me guiam nesse momento desafiador, diferente, mas delicioso.

CE - Que aprendizados você tirou da sua experiência com a depressão pós-parto?
TM -
 O aprendizado é que, por mais que a gente pense que se conhece, estamos sempre nos conhecendo, todos os dias. Eu não percebia o que era depressão pós-parto. Então é preciso estar atento aos hormônios, ter acompanhamento médico, entender nossos limites e pedir ajuda, primeiramente a Deus e depois às pessoas que realmente nos amam.

O conselho que eu daria para outras mães que vivem momentos difíceis é ter uma base espiritual primeiro: conexão com Deus, aconselhar-se com Ele, buscar cada vez mais força n’Ele. É através dessa conexão que vejo a formação da Maísa, sua maturidade, sensibilidade e humanidade. Outras vertentes podem complementar, mas o primeiro passo é a base sólida: Deus e a conexão com Ele.

A cantora Tânia Mara é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Foto: Carlo Locatelli. Diagramação: Dênis Felipe. Por: Flávia Viana

CE - Qual conselho você daria para outras mães que vivem momentos difíceis com filhos pequenos ou adolescentes?
TM -
 Conexão com Deus e com os nossos filhos. Participar do dia deles, ter momentos de qualidade — não quantidade — de conversa, de diálogo, de presença verdadeira na vida do filho.

CE - Como você equilibra carreira e vida pessoal sem abrir mão da sua essência?
TM -
 Isso eu fui aprendendo ao longo da vida e continuo aprendendo, porque equilibrar carreira e vida pessoal não é fácil. Houve momentos de foco total na carreira e outros de dedicação à vida pessoal. Agora estou experimentando esse equilíbrio pela primeira vez: não abrir mão de nenhuma nem da outra. Quando fui mãe, queria ser mãe integralmente, então pausei a carreira. Agora que a Maísa está maior, busco esse equilíbrio, voltando com a turnê, a carreira, mas equilibrando com o tempo para minha filha, família e pessoas que amo.

CE - O que mantém sua conexão com a música romântica mesmo diante de tendências diferentes no mercado?
TM -
 O que me mantém conectada à música romântica é ouvir apenas o que me toca, emociona, o que considero música de verdade. Vivenciando o amor no dia a dia: com minha filha, meus pais, irmãos, pessoas que amo. E, primeiramente, meu amor a Deus, entendendo o quão grandioso é o amor d’Ele por mim.

Tendências nunca foram referência para mim. Existem músicas boas hoje em dia, mas se não me identifico, não fazem parte da minha playlist. Música tem função grande na vida das pessoas, então buscamos sons, melodias, letras que nos toquem profundamente e tragam vibração positiva.

CE - Quando você está sozinha, quais momentos ou atividades te ajudam a se reconectar consigo mesma?
TM - 
Contato com a natureza: amo pisar na grama, comer fruta do pé, tomar sol — o sol me alimenta muito — e sempre ouvindo música. Tenho momentos de oração, assistir a um bom filme, silenciar, ficar quietinha, ler, dormir bastante, me alimentar bem, sentir cheiro de terra, estar com meus animais, ter contato com a natureza e minha essência. Uma comida que gosto, um bom café, às vezes uma taça de vinho — tudo isso me reconecta comigo mesma. Viver a leveza das coisas simples que gosto.

Festa de 15 anos da filha Maysa - Tânia e Jayme - Divulgação

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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