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Capa da semana B+: Entrevista exclusiva com a cantora e apresentadora Tânia Mara

"Celebrar esses 25 anos com essa turnê é motivo de muita alegria, de gratidão e de realização mesmo. Pensar nesses anos todos, quantas coisas, quantas obras lindas, quantas músicas, quantas outras turnês já realizei".

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A cantora e apresentadora Tânia Mara celebra 25 anos de carreira com novidades. Dois anos após o lançamento de seu álbum “Voz e Violão” (2023), ela se prepara para uma turnê comemorativa baseada nesse formato intimista e anuncia o lançamento da música inédita “Uma Chama Feita para Durar”, que chega em outubro. “Inclusive, esse é o nome da minha nova música, que vai ser lançada agora em setembro, e que é uma produção do meu irmão, do Rafael Almeida”, contou. As datas e locais da turnê serão divulgados em breve.

Romântica assumida, Tânia aposta em canções que falam de amor duradouro, mesmo em um cenário musical dominado por temas como traição e festas. “O que antes era normal hoje parece extraordinário. As pessoas estão desacreditadas do amor e escutam mais falar de traição, de sair para beber, para zoar. Mas acredito que uma música pode tocar o público justamente por relembrar algo que todos têm saudade: viver um amor de verdade, feito para durar. A música romântica é eterna. Basta ver: se você escolher as dez músicas que mais marcaram a história da música popular brasileira, todas falam de amor.”

O grande sucesso da carreira,  “Se Quiser”, tema da novela Páginas da Vida (2006), rendeu a artista troféu Domingão e Troféu imprensa , também bateu 1 ano e meio em primeiro lugar das rádios do país, em 2014 foi q vez de “Só vejo você” ocupar o segundo lugar das rádios,  mas a artista também é lembrada pela passagem pela televisão.

Revelada ainda adolescente como apresentadora do programa “Fantasia”, no SBT, ela admite vontade de voltar ao vídeo. “Sei que a televisão vive um momento muito diferente. Hoje, cada um tem sua própria ‘emissora’ no YouTube. Mas eu amo TV. Comecei nela e tenho vontade de voltar com algo que una música e entrevistas. O público gosta de conhecer mais da vida, da história, da intimidade do artista.”

Mãe de Maysa, de 15 anos, Tânia diz que a maternidade transformou sua forma de ver e cantar o amor. “Após a Maysa, isso se escancarou. Vi que realmente eu ainda não tinha embarcado com a profundidade e a intensidade que o amor exige. O amor de mãe te traz isso: a certeza de que não há medida para o amor. Ele é intenso, profundo, verdadeiro, escancarado. Minha forma de cantar mudou. Minha forma de ver a vida, o mundo, as pessoas.”

A cantora estreou aos 13 anos como bailarina do programa Fantasia , escolhida por Silvio Santos entre 10 mil candidatas, no ano seguinte assumiu a apresentação do programa. Ao longo de 25 anos de carreira, 13 trilhas de novelas , 7 cds, 2 dvds, gravou ao lado de nomes como ; Chitãozinho e Xororo, Brian McKnight, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Fernando e Sorocaba, Marcos e Belutti, Juan Luís Guerra, Alexandre Pires.

Tânia Mara é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela celera tantos anos de carreira, fala sobre maternidade e sua nova turnê. 

A cantora Tânia Mara é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Foto: Carlo Locatelli. Diagramação: Dênis Felipe. Por: Flávia Viana

CE -  O que significa para você celebrar 25 anos de carreira com a turnê Voz e Violão?
TM - 
Celebrar esses 25 anos com essa turnê é motivo de muita alegria, de gratidão e de realização mesmo. Pensar nesses anos todos, quantas coisas, quantas obras lindas, quantas músicas, quantas outras turnês já realizei, me emociona muito, porque o repertório dessa turnê realmente são músicas que mexem assim nas minhas entranhas.

São músicas muito especiais para mim e, óbvio, que tem outras que sinto falta nessa turnê, mas a gente até conhece no projeto volume 2, não sei se voz e violão ou se piano e voz. Tenho muito orgulho da minha obra, e isso é uma realização muito grande. Estrangeiro, com uma turnê do jeito que eu gosto, mais intimista, de fazer de olho no olho com o público, para quem realmente curte o meu trabalho, as minhas músicas.

CE - Como você escolhe o repertório para uma turnê comemorativa como essa?
TM -
Eu escolho de uma forma muito sublime, assim, pensando no que toca o meu coração, no que conta a minha história, mas também no que sei que toca o coração de quem vai estar lá assistindo, de quem me acompanha nesses 25 anos. Então, com muito amor, carinho e dedicação, pensando em me emocionar e emocionar quem está ali. A gente tem que trocar esse momento de emoções, né?

CE - Quais desafios você espera encontrar ao revisitar seus grandes sucessos em um formato mais intimista?
TM -
 Os desafios que eu espero... eu acho que quando a música é boa e quando o público já se identifica e conhece, não existem desafios, existe realmente uma identificação, uma conexão aumentada com cada melodia, com cada solo. Tivemos todo o cuidado nesse projeto de manter a identidade dessas canções, para que, quando revisitado, o público reconheça os sucessos de novela. E algumas músicas não foram de novela nem tiveram repercussão, mas quem acompanha meu trabalho nesses 25 anos com certeza vai cantar junto. Quem não conhece, acredito que se conectará, porque são melodias e letras muito tocantes, emocionantes, românticas, dentro da minha essência nesses anos todos.

CE - Você tem planos de voltar à televisão? Se sim, como seria esse projeto ideal?
TM -
 Eu sempre tenho planos de voltar à TV, porque eu amo fazer televisão. Me descobri numa outra profissão a partir do momento que o Silvio Santos me deu a oportunidade de virar apresentadora, e gosto muito. Sou uma sanguínea falante e espero ter algum projeto em televisão em breve. Se for algo musical, ficarei muito feliz, porque tudo que envolve música me identifica imediatamente.

Mas talvez também seja algo que se encaixe com meu perfil, minha forma de ser, que eu consiga ser eu mesma. O apresentar me trouxe essa liberdade, diferente do atuar: você pode ser você mesmo, falar com suas palavras, agir de forma natural, e as pessoas se identificam. Tenho muita vontade, tenho planos. Em breve, se Deus quiser, teremos novidades.

CE - Como a maternidade influenciou suas escolhas profissionais e artísticas ao longo dos anos?
TM -
A maternidade me trouxe mais maturidade, não só como pessoa, mas também musical e artisticamente. Minhas canções sempre falaram de amor, e acredito que me aprofundei mais nesse tema de uma forma que nunca imaginei.

O amor mais puro, verdadeiro, tem essa coisa incondicional de dar amor, de ser amor sem esperar nada em troca, muito dentro do que Deus espera da gente. Só quando você tem um filho você vive o amor de forma plena. A Maísa me trouxe inspiração, mais sensibilidade, mais maturidade na minha forma de cantar, de lidar com meus projetos, e também de equilibrar a carreira com outras áreas que antes dela não eram prioridade.

CE - Quais são os maiores desafios de acompanhar a adolescência da Maísa, de 15 anos?
TM - 
Eu lido com a adolescência como muitas mães, cada uma a seu modo. Tento compreender e conhecer um novo ser que habita na minha casa, porque realmente é uma nova pessoa. É uma fase de transição desafiadora, mas levo com leveza e parceria com a Maísa, dando limites, acolhendo, conversando muito, construindo cumplicidade.

Mas óbvio que existem desafios, os limites que precisam ser dados, os momentos que você é chamada de chata, e tudo bem. É visando o melhor: a segurança dela, o aprendizado, o desenvolvimento dos limites, do respeito, da gratidão, da independência, das responsabilidades. Tento lidar com leveza e sempre pedindo apoio, discernimento e sabedoria a Deus e a Maria Santíssima, que sempre me guiam nesse momento desafiador, diferente, mas delicioso.

CE - Que aprendizados você tirou da sua experiência com a depressão pós-parto?
TM -
 O aprendizado é que, por mais que a gente pense que se conhece, estamos sempre nos conhecendo, todos os dias. Eu não percebia o que era depressão pós-parto. Então é preciso estar atento aos hormônios, ter acompanhamento médico, entender nossos limites e pedir ajuda, primeiramente a Deus e depois às pessoas que realmente nos amam.

O conselho que eu daria para outras mães que vivem momentos difíceis é ter uma base espiritual primeiro: conexão com Deus, aconselhar-se com Ele, buscar cada vez mais força n’Ele. É através dessa conexão que vejo a formação da Maísa, sua maturidade, sensibilidade e humanidade. Outras vertentes podem complementar, mas o primeiro passo é a base sólida: Deus e a conexão com Ele.

A cantora Tânia Mara é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Foto: Carlo Locatelli. Diagramação: Dênis Felipe. Por: Flávia Viana

CE - Qual conselho você daria para outras mães que vivem momentos difíceis com filhos pequenos ou adolescentes?
TM -
 Conexão com Deus e com os nossos filhos. Participar do dia deles, ter momentos de qualidade — não quantidade — de conversa, de diálogo, de presença verdadeira na vida do filho.

CE - Como você equilibra carreira e vida pessoal sem abrir mão da sua essência?
TM -
 Isso eu fui aprendendo ao longo da vida e continuo aprendendo, porque equilibrar carreira e vida pessoal não é fácil. Houve momentos de foco total na carreira e outros de dedicação à vida pessoal. Agora estou experimentando esse equilíbrio pela primeira vez: não abrir mão de nenhuma nem da outra. Quando fui mãe, queria ser mãe integralmente, então pausei a carreira. Agora que a Maísa está maior, busco esse equilíbrio, voltando com a turnê, a carreira, mas equilibrando com o tempo para minha filha, família e pessoas que amo.

CE - O que mantém sua conexão com a música romântica mesmo diante de tendências diferentes no mercado?
TM -
 O que me mantém conectada à música romântica é ouvir apenas o que me toca, emociona, o que considero música de verdade. Vivenciando o amor no dia a dia: com minha filha, meus pais, irmãos, pessoas que amo. E, primeiramente, meu amor a Deus, entendendo o quão grandioso é o amor d’Ele por mim.

Tendências nunca foram referência para mim. Existem músicas boas hoje em dia, mas se não me identifico, não fazem parte da minha playlist. Música tem função grande na vida das pessoas, então buscamos sons, melodias, letras que nos toquem profundamente e tragam vibração positiva.

CE - Quando você está sozinha, quais momentos ou atividades te ajudam a se reconectar consigo mesma?
TM - 
Contato com a natureza: amo pisar na grama, comer fruta do pé, tomar sol — o sol me alimenta muito — e sempre ouvindo música. Tenho momentos de oração, assistir a um bom filme, silenciar, ficar quietinha, ler, dormir bastante, me alimentar bem, sentir cheiro de terra, estar com meus animais, ter contato com a natureza e minha essência. Uma comida que gosto, um bom café, às vezes uma taça de vinho — tudo isso me reconecta comigo mesma. Viver a leveza das coisas simples que gosto.

Festa de 15 anos da filha Maysa - Tânia e Jayme - Divulgação

 

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

10/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães Foto: Divulgação

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Moda Correio B+ - Especial Dia das Mães

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher. Gabriela Rosa dá dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem. 

10/05/2026 15h00

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma Foto: Divulgação

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O Dia das Mães costuma chegar envolto em flores, homenagens e imagens idealizadas de plenitude. Mas existe uma camada silenciosa da maternidade que raramente aparece nas campanhas: o momento em que uma mulher percebe que já não se reconhece completamente diante do espelho.

Não é apenas o corpo que muda. Mudam os ritmos, os desejos, as prioridades e, sobretudo, a forma como ela passa a ocupar o próprio espaço no mundo. O guarda-roupa, antes extensão natural da personalidade, pode se transformar em um território estranho. Algumas roupas deixam de servir fisicamente; outras deixam de fazer sentido emocionalmente.

E talvez uma das maiores delicadezas da maternidade seja justamente essa: compreender que ela não devolve a mesma mulher de antes. Ela inaugura outra.

No imaginário coletivo, ainda existe uma expectativa quase cruel sobre a mulher-mãe. Espera-se que ela permaneça bonita, produtiva, disponível, equilibrada e, de preferência, rapidamente “recupere” sua antiga versão. Como se a maternidade fosse apenas um capítulo e não uma transformação inteira.

Mas entre o romantismo das celebrações e a realidade do puerpério existe uma travessia emocional profunda. E ela também passa pelas roupas.

A moda, tantas vezes reduzida à superficialidade, é uma ferramenta íntima de construção de identidade. Escolher o que vestir nunca foi apenas sobre tecido. É linguagem. É pertencimento. É a forma como afirmamos presença mesmo nos dias em que nos sentimos invisíveis.

Por isso, quando uma mulher sente que perdeu o próprio estilo depois da maternidade, o que desaparece não é apenas uma estética é uma referência de si mesma.

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesmaNossa colunista Gabriela Rosa com os filhos Mássimo e Mila - Foto: Divulgação

No consultório de imagem, também nas histórias que escuto diariamente e também por experiência própria, percebo quantas mães carregam culpa ao voltar a desejar vaidade, beleza ou prazer em se vestir. Como se o autocuidado competisse com a maternidade. Como se olhar para si fosse egoísmo.

Mas reencontrar a própria imagem não é um gesto fútil. É um processo de reconexão emocional.

A roupa pode funcionar como abrigo em períodos de vulnerabilidade. Pode ajudar a reorganizar afetos, reconstruir autoestima e devolver pequenas doses de identidade em meio à exaustão da rotina materna.

Não se trata de perseguir tendências nem de tentar “voltar ao corpo de antes”. Trata-se de compreender quem é essa mulher agora.

Talvez o verdadeiro amadurecimento feminino esteja justamente em abandonar versões antigas de si mesma sem interpretar isso como fracasso. Algumas roupas deixam de caber porque algumas identidades também já não cabem mais.E existe beleza nisso!

Neste Dia das Mães, mais do que flores ou presentes, talvez muitas mulheres precisem de permissão: permissão para mudar, desacelerar, amadurecer e experimentar novas versões de si sem culpa.

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher.

Separei dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem: 

  1. Reorganize o guarda-roupa sem apego à versão antiga do corpo.
  2. Priorize conforto sem abrir mão de peças que expressem personalidade.
  3. Monte combinações simples que facilitem a rotina e aumentem a sensação de pertencimento.
  4. Evite consumir tendências impulsivamente durante fases de transição emocional.
  5. Procure referências de mulheres reais em diferentes fases da maternidade.
  6. Considere consultorias de imagem humanizadas, focadas em identidade e não em padrões.
  7. Reserve pequenos rituais de autocuidado, vestir-se também pode ser um gesto de afeto consigo mesma.

 

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