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Capa da semana B+: Entrevista exclusiva com a psicóloga e apresentadora Pamela Magalhães

"Sou uma Psicóloga incansável pela conscientização da saúde mental. Reconhecer transtornos é tão necessário quanto não nos resumirmos a eles".

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À frente do podcast Parece Terapia, a psicóloga  Pamela Magalhães ((CRP 06/88376) transformou conversas íntimas em um fenômeno de audiência. Em menos de um ano, o programa recebeu artistas e influenciadores em encontros de entrega rara.

O episódio com o ator Cássio Scapin, por exemplo, ultrapassou a marca de 2,5 milhões de visualizações, superando até o número de acessos da conversa com Whindersson Nunes, que chegou a ser destaque no Fantástico. “A primeira coisa que digo é: ‘Fique tranquilo, eu cuido de você’. E é de verdade”, explica Pamela, que vê na escuta um gesto de acolhimento capaz de atravessar barreiras.

A ideia do podcast nasceu da vontade de mostrar que, por trás da fama, todos compartilham dores, medos e aprendizados. “São temas delicados, mas quando trazidos por pessoas com visibilidade, acabam tornando a saúde mental mais acessível e possível de ser discutida. Se esse projeto já serviu para salvar uma única vida, eu já me dou por feliz.”

O caminho até aqui foi traçado com autenticidade. Pamela começou escrevendo em um blog sobre comportamento e saúde emocional. Os textos repercutiram e abriram espaço para convites na televisão, onde consolidou presença desde os 27 anos. “Sentia-me realizada ao perceber que, por meio de palavras, reflexões ou intervenções, eu poderia contribuir para a reconciliação do outro consigo mesmo.”

A escolha pela psicologia veio quase como um destino natural. “Minha mãe era psicóloga, e, embora as pessoas frequentemente sugerissem que eu seguisse essa profissão, percebi que me sentia naturalmente inclinada a ela. Inicialmente, cursei jornalismo, mas não completei o curso. No entanto, a psicologia se apresentou como um chamado, e nela me encontrei plenamente.”

Hoje, além do podcast, Pamela está à frente do Psi App, plataforma de atendimento psicológico 24 horas com profissionais de diferentes especialidades e valores acessíveis. A iniciativa nasceu da percepção de que ainda há um longo caminho para democratizar o acesso à saúde mental no Brasil. “Embora haja avanços na superação de tabus e estigmas, ainda é necessário intensificar os esforços para promover a psicoterapia também como prática preventiva.”

A psicóloga também se destaca como palestrante. Tem levado reflexões sobre saúde emocional a diferentes públicos no Brasil e fora dele.

“Estou em turnê com a minha palestra pelo Brasil e pelo mundo. Estou indo para Portugal agora em outubro, e no ano que vem para os Estados Unidos — Orlando e Miami. Estou muito realizada. Feliz por ver o aplicativo crescer, com mais sessões, empresas se envolvendo, oferecendo esse benefício aos colaboradores.”

De podcasts a palcos internacionais, Pamela Magalhães construiu uma trajetória em que a psicologia não fica restrita ao consultório. Ela atravessa telas, microfones e fronteiras, sempre com a mesma proposta: oferecer um espaço seguro para que histórias possam ser ditas — e ouvidas.

A psicóloga e apresentadora Pamela Magalhães é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação
Diagramação: Denis Felipe - Por:Flávia Viana

CE - Como foi o começo de tudo? Você teve duas formações. Sentia que era uma vocação?
PM -
 “Eu sou filha de cuidadores, mãe psicóloga, pai médico, numa estrutura familiar em que meus pais sempre trabalharam muito, e eu nasci uma pessoa curiosa pela vida, pelas pessoas, e com ímpeto de ajudar. Então fui aquela criança salvadora dos animais, aquela criança que se infiltrava na conversa dos adultos em casa, e quando eles se davam conta que tinha uma criança lá, já era tarde demais.

Eu já tinha aconselhado as amigas da minha mãe, já tinha dado pitaco nas histórias dos amigos. As manhas das dinâmicas humanas sempre foram algo bastante precoce na minha ótica, na minha percepção e no meu interesse.

Eu sempre tive muita facilidade de comunicação. Fiz teatro muito cedo, sempre gostei de falar, falar com pessoas, escrever textos, sempre me interessei muito em tudo que dizia respeito a conteúdos de comunicação. Cheguei até a mandar mensagem para redações, revistas da época, Capricho, Atrevida, dizendo que eu poderia responder às dúvidas dos leitores.

E até certa vez uma redatora-chefe me respondeu dizendo que bom que eu tinha esse desejo e que eu crescesse, estudasse, porque com 13, 14 anos não seria possível eu fazer isso.

Prestei jornalismo, mesmo todos em casa apontarem que eu tinha tudo pra fazer psicologia, pela minha capacidade de escuta, de interesse no outro, de ajudar as pessoas a se ajudarem. Mas minha mãe já era psicóloga e eu não imaginava que eu pudesse ser também.

No meio da faculdade de jornalismo muitas coisas aconteceram, meus pais separaram, eu deprimi, e no meio disso tudo um namoradinho que via a minha situação fez escondido a minha inscrição pro vestibular de psicologia. Resumindo, eu acabei prestando, passando, deixando o jornalismo no meio e migrando pra psicologia.

E me encontrei completamente. Sempre amei compreender as dinâmicas, a história do ser humano, o quanto as origens, os mecanismos, as lealdades impactam nas escolhas, no comportamento, nas atitudes, na omissão e nos caminhos.

Eu poderia ser qualquer coisa. Poderia ser advogada, pipoqueira, frentista, química. Mas ainda assim eu seria psicóloga, porque a psicologia está em mim.”

CE - Você foi pioneira na comunicação com o grande público. Houve preconceito? Existiam tabus?
PM -
 “Eu comecei a perceber que além de psicóloga clínica talvez eu pudesse fazer algo mais. A comunicação gritava muito forte em mim.

Então comecei a desbravar o universo da internet numa fase em que ninguém falava disso. Fui uma das primeiras, se não a primeira, psicóloga a fazer lives. Eu faço live há 14 anos. Semanalmente.

Começou no YouTube, depois Facebook, depois Instagram, depois voltei pro YouTube. Entrei nas redes sociais quando fazer isso era um total absurdo.

Eu fui muito criticada e atacada por isso. Primeiro quando comecei na TV, com pouquíssimo tempo de formada. Depois quando fui pras redes sociais. Hoje todos aqueles que me atacavam também estão ali. Assim é a vida.”

CE - Você pensa em levar o Parece Terapia para a TV aberta ou para o streaming?
PM - 
“É um grande sonho. Não só no sentido da minha realização como criadora, mas porque estamos carentes de conteúdos assim.

Se a saúde mental vira lei, que maravilha seria se as pessoas valorizassem mais conteúdos como esse. O Parece Terapia poderia estar na TV aberta ou no streaming.”

CE - O que te inspira atualmente — e o que ainda te desafia?
PM -
 “O que mais me inspira são as histórias das pessoas. Eu nunca deixei de atender. Sou clínica, vou fazer 20 anos de carreira clínica. Hoje atendo menos porque viajo muito, tenho palestras, cursos, parcerias, outros braços de trabalho, mas continuo com meus pacientes, alguns de 15, 17 anos de atendimento.

O que me inspira são as vidas, as partilhas, a forma como as pessoas tecem suas histórias. E também o meu mergulho em mim, na minha própria terapia, no meu desenvolvimento do autoconhecimento, na maneira como lido com minha família, com minha filha, com minha mãe, com meus lutos, dores e desafios. Nada faz a gente crescer mais do que estar conectado com a própria vida.”

A psicóloga e apresentadora Pamela Magalhães é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação
Diagramação: Denis Felipe - Por:Flávia Viana

CE - Você fala muito sobre amor-próprio, autoestima, leveza e equilíbrio. O que mudou com a maturidade?
PM - 
“O que eu falo é o que eu desenvolvo, estudo e pratico comigo. Muito mais do que minhas formações, é meu processo comigo mesma. Eu fui uma pessoa com muitas questões de autoestima e amor-próprio. Desde os 16 anos faço terapia. Quanto mais cedo a gente olha pras feridas, melhor. Quanto mais conscientes somos, mais aproveitamos a vida. Com o tempo eu fui entendendo minhas feridas, me acolhendo mais, ficando mais próxima da minha criança. Isso libertou a mulher que existe em mim.”

CE - A sociedade ainda é dura com as mulheres em relação à aparência. Esse tema entra nas suas palestras?
PM -
 “A aparência é a primeira coisa que a gente vê, mas é a última coisa que importa. Um cartão postal sem mensagem não vale nada. O que faz a diferença é o que tem dentro. Eu tento levar as pessoas a entrarem nas suas camadas, honrarem sua história, reconhecerem suas entranhas. O que não se compra é o que há de mais valioso: tempo, carinho, bons encontros, pessoas especiais.”

CE - Qual é sua missão nesse universo da comunicação e do entretenimento?
PM - 
“Minha missão é lembrar as pessoas sobre elas mesmas. Lembrar que não dá pra controlar o que está fora, mas dá pra gerenciar o que está dentro. Lembrar que ninguém pode desistir de si. Que a história ainda não acabou. Transbordar amor em tudo que eu faço. Tornar a vida das pessoas um pouquinho melhor. O mundo está frio demais. A gente adoece por falta de amor, escuta, amparo e empatia.”

CE - Como surgiu o Parece Terapia?
PM -
 “Veio depois do Coração Peludo. Achei que precisaria de alguém pra falar com os convidados, mas percebi que esse contato precisava ser meu. Até hoje sou eu quem fala com os artistas. Muitos me procuram. Eles entendem que ali podem mostrar vulnerabilidades, facetas que nunca mostraram. O projeto deu muito certo, muito rápido, e eu tenho um orgulho absurdo dele.”

CE - Como você concilia casamento e carreira?
PM -
 “O universo foi parceiro e meu marido veio trabalhar comigo. Meu trabalho não me cansa. Ele é natural. Eu nunca fiz roteiro, nunca estudei pauta. Vem de mim.”

CE - Ser mãe era um sonho?
PM - 
“Ser mãe foi um sonho realizado com muito suor. Foi uma luta enorme. Eu nunca negociei esse sonho. Fui mãe aos 39 anos. Não há nada no mundo que desenvolva mais o ser humano do que a maternidade.”

CE - Existe uma fórmula para o sucesso?
PM - 
“A gente precisa sonhar, mas precisa fazer. Reclamar não leva a lugar nenhum. Eu lutei muito. Já cheguei a desistir porque não tinha pacientes. Nunca me acomodei.”

CE - Você é uma mulher de fé?
PM -
 “Sou uma mulher de muita fé. Converso com Deus todos os dias. A fé somada ao autoconhecimento é a chave para tudo. Nada é mais reparador do que a paz de consciência.”

Diversão

Dinossauros invadem shopping e roubam a cena em Campo Grande

Com réplicas de 3 metros de extensão e com movimentos, o parque promete diversão para toda a família

16/02/2026 16h33

Espaço inédito traz 22 atrações para crianças de todas as idades

Espaço inédito traz 22 atrações para crianças de todas as idades Imagem Divulgação

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Com um espaço de 1.294 metros quadrados, um dos maiores parques indoor com dinossauros gigantes proporciona uma experiência que ficará marcada na memória das crianças e das famílias no Shopping Campo Grande.

O Yuup Experience chega com uma explosão de alegria e adrenalina, com 22 atrações que garantem diversão do começo ao fim para os pequenos entusiastas do mundo dos dinossauros.

Para tornar a aventura ainda melhor, seis réplicas de dinossauros gigantes integram o ambiente. Além de comporem um cenário incrível para fotos, três dinossauros, com 3 metros de extensão e 1,30 metro de largura, são próprios para que as crianças subam e passeiem pelo parque.

A atração tem encantado por onde passa devido aos movimentos e à interação que as réplicas proporcionam.

Além de passear pelo período jurássico, quem prefere outros tipos de atrações encontra opções como estações de street basquete, uma arena de trampolim, um trampolim adicional, dois campos de futebol interativos e um superinflável. Está pensando que acabou?

Os amantes de velocidade ainda podem curtir três motos Harley-Davidson, duas motos cross, três carrinhos Crush, dois Super Hockey, um fliperama, dois carrinhos Dino, um carrossel baby, uma área baby exclusiva e um Kid Play completo.

 

 

 

Cada espaço foi projetado para estimular movimento, coordenação, criatividade e, principalmente, sorrisos.

As crianças vivem ali momentos únicos, cheios de energia, aventura e descobertas, seja competindo no basquete, acelerando nas motos, explorando o Kid Play ou se divertindo na área baby, preparada especialmente para os pequenos.

O ambiente é moderno, seguro e colorido, criando o cenário perfeito para aniversários, encontros com amigos ou simplesmente para transformar um passeio no shopping em uma experiência memorável.

O ingresso custa R$ 80 por uma hora (R$ 15 a cada 10 minutos extras). Crianças PcD (Pessoa com Deficiência) têm 50% de desconto, mediante apresentação de laudo, reforçando o compromisso com a inclusão e o acesso à diversão para todos.

Serviço


Yuup Experience
Local: 2º piso do Shopping Campo Grande, ao lado da Livraria Leitura.

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Carnaval

Duas escolas de samba favoritas ao título desfilam no 2° dia em Corumbá

Temperatura em torno de 30 graus pela manhã e céu de poucas nuvens prometem mais um dia sem imprevistos climáticos para atrapalhar a sequência do desfile

16/02/2026 14h30

Escola de Samba A Pesada

Escola de Samba A Pesada Foto: Silvio Andrade

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O segundo grupo de elite das agremiações entra nesta segunda-feira na Avenida General Rondon a partir das 20h30, com duas escolas teoricamente na disputa do título: Império do Morro, a última campeã, e Mocidade da Nova Corumbá.

O desfile ocorrido no domingo, presenciado por um público estimado em 20 mil pessoas, foi esplendoroso do ponto de vista técnico e de luxo, embora faltando mais energia e evolução dos passistas na pista, onde poucos cantaram o enredo de suas escolas. 

O clima, embora com temperatura alta (30 graus, na madrugada desta segunda-feira), contribuiu para o sucesso do evento. No ano passado, chuva inesperada prejudicou o desfile e não houve disputa de título.

O corumbaense chegou muito cedo ao circuito da folia pantaneira, ocupando os 4.500 lugares das arquibancadas pelo menos duas horas antes da primeira escola desfilar, às 20h30. Os camarotes, ao contrário dos anos anteriores, tiveram lotação parcial. 

O mais movimentado era o espaço privativo da prefeitura, onde o prefeito Gabriel Alves de Oliveira recebeu vários convidados políticos, dentre eles o senador Nelsinho Trad e o deputado estadual Paulo Duarte.

Dois temas fortes

O desfile de hoje será aberto pela Imperatriz Corumbaense e, na sequência, a Estação Primeira do Pantanal – duas escolas do grupo intermediário, mais a Marquês de Sapucaí, que será a penúltima se apresentar, com poucas chances de concorrer ao campeonato.

Com 34 títulos conquistados em 68 anos, a Império do Morro entra na avenida para defender o enredo “Entre devaneios e mistérios – a vida é um sonho -, com 700 componentes, 18 alas e cinco carros alegóricos. Neste carnaval, a tradicional escola se deixa levar pelos reinos da imaginação que habita as mentes humanas, com a expectativa de um grande desfile.

A concorrente Mocidade da Nova Corumbá, fundada em 1999, explora um tema recorrente no carnaval corumbaense: as raízes africanas. O enredo deste ano fala de um personagem emblemático, a escrava Tereza de Benguela, que liderou O Quilombo do Piolho nos confins da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia no século XVIII. A escola terá 780 integrantes, 17 alas e quatro carros alegóricos.

A Vila renasce

O primeiro dia de desfile marcou o que todos consideram o renascimento da tradicional escola de samba Vila Mamona, fundada em 1981, se superando das dificuldades financeiras e de gestão que a levaram a quase cair para o segundo grupo. 

A quebra de um dos carros de som – que acompanha os setores de bateria e interpretação da escola – atrasou o desfile em 20 minutos, de uma agremiação para outra, e a última apresentação encerrou-se somente às 3h desta segunda-feira.

Destaque para duas escolas – A Pesada e Major Gama -, ambas na disputa pelo título. Na avaliação do radialista Chicão de Barros, que comanda a transmissão vivo do carnaval em uma cadeia de rádio e TV web, as pequenas agremiações também surpreenderam.

“A Vila fez um desfile de superação, brilhante, mas não entra na disputa pelo título. A Pesada veio forte novamente com o tema infantil e uma bateria fantástica, alternando ritmos de samba e de fanfarra. A Major Gama, que vem de três vices, tem chances de chegar em primeiro”, comentou.

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