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CULTURA

Confira as atrações nacionais do Festival Campão Cultural

O edital de chamamento de artistas locais foi divulgado nesta terça; inscrições vão até sábado (17)

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Segunda edição do Festival Campão Cultural – Arte, Diversidade e Cidadania se aproxima e principais atrações nacionais do evento artístico da Capital foram divulgadas, oficialmente, em solenidade desta terça (13). O Campão 2022 vai acontecer de 8 a 15 de outubro. 

Os shows nacionais vão acontecer, quase todos, na Esplanada Ferroviária, principal ponto de encontro do evento desde a primeira edição. Confira as datas e os nomes: 

  • 08/10 – Péricles.
  • 09/10 – Pitty e Nando Reis.
  • 10/10 – Olodum; Silva.
  • 11/10 – Roberta Miranda.
  • 13/10 – Ludmilla; MC Tha.
  • 14/10 – Drik Barbosa, MV Bill e Rashid; Super Combo.
  • 15/10 – BaianaSystem; Marina Peralta; KL Jay e Thaíde.

Com exceção do Super Combo que acontecerá na Garage, todos os demais shows serão realizados na Esplanada Ferroviária. 

Além das atrações de show nacionais, o Festival vai contar com a Feira dos Saberes Artesanais, a Feira da Música e a Corrida das Drags, ambos realizados no armazém da Esplanada. 

Por outro lado, os stands do artesanato serão expostos no gramado da esplanada. 

Já as Ações de Moda e Artes Visuais vão acontecer no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco).

A extensa programação inclui os eventos na Esplanada Ferroviária, Praças Ari Coelho e do Rádio, além do Parque das Nações Indígenas e mais 4 bairros da cidade.  

Espera-se um público de mais de 80 mil pessoas durante os dias do festival.

A programação completa com todo o rol de atrações artísticas e artesanais será divulgada nos próximos dias. 

Geralmente, as atrações artísticas, selecionadas por meio de edital, são apresentadas em diferentes pontos das cidades, distribuídas em bairros que ainda serão divulgados.

Segundo o secretário da Secretaria Estadual de Cidadania e Cultura do Estado (Secic), Eduardo Romero, está sendo realizado um trabalho para que este seja o maior festival do Estado.

“É uma programação diversa, multicultural, com muitas linguagens. A proposta do campo cultural é ser um festival mais urbano, mais contemporâneo. Então as linguagens dentro dessa linha, elas são mais valorizadas e a gente tem um encontro que perpassa por todos os caminhos”, destacou. 

Entre as modalidades artísticas do evento estão a música, o teatro, a gastronomia, as artes visuais, o grafite, o hip hop, entre outras. 

O secretário destaca, ainda, a importância de levar o evento para os bairros da Capital. 

“A cultura precisa seguir sempre 2 pilares fundamentais, descentralização e acessibilidade. Quando a gente fala de descentralizar, você não tem um único lugar de referência física para as coisas acontecerem. Por isso, é importante que as ações cheguem aos municípios, aos bairros da periferia, para que todas as pessoas possam ter esse acesso”, disse. 

Logo, a distribuição em bairros pode facilitar para que mais pessoas tenham acesso a pelo menos parte das atrações culturais. Neste ano, serão 4 bairros incluídos no evento. 

“A gente pensou nas regiões norte, sul, leste, oeste, para contemplar, em especial, os bairros mais populosos”, explicou o secretário. 

O governador, Reinaldo Azambuja, reforça que o evento vai percorrer todas as regiões de Campo Grande. 

Ele destaca, ainda, que a ação é uma parceria do Governo do Estado com a prefeitura, a qual cedeu todos os espaços, enquanto o Governo banca o custo do festival. 

Neste ano, o Festival conta com investimento do montante de R$ 12,8 milhões. 

Chamamento público 

O edital chamamento público para os artistas locais foi publicado nesta terça (13), no Diário Oficial do Estado (DOE-MS). 

Os proponentes poderão se inscrever entre os dias 8 a 17 de setembro de 2022, através dos links:

Entre algumas regras, foi disposto que só poderão ser inscritas propostas que não tenham participado do 16º Festival América do Sul Pantanal, do 21º Festival de Inverno de Bonito e do 1º Campão Cultural. 

Ou seja, poderão se inscrever artistas, grupos e coletivos que participaram destes festivais, desde que proponham um novo show, espetáculo e obra de arte. Tal regra tem exceção apenas para as categorias de Literatura e Moda. 

Além disso, conforme as informações do edital, serão selecionadas propostas de acordo com o número de vagas determinadas em cada categoria, podendo ter a mesma quantidade de suplentes e por ordem de pontuação.

O proponente deverá apresentar obra igual à proposta selecionada, não podendo substituí-la por outra em hipótese alguma.

Após o período de inscrições, a análise das Comissões de Seleção será realizada de 19 a 23 de setembro. Posteriormente, a publicação dos selecionados acontecerá em 27 de setembro.

Serviço 

Para mais informações, dás 8h às 11h30 e das 14h às 17h30 de segunda a sexta-feira:

Relembre

Em 2021, a primeira edição do festival aconteceu durante 14 dias, a diversidade artística e cultural foi um destaque em toda a programação, com mais de 150 atrações em 20 locais diferentes, por 10 bairros da Capital e dois distritos: Rochedinho e Anhanduí.

 

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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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