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RIO SÃO FRANCISCO

Corpo de ator da novela Velho Chico
é encontrado preso a pedras

Camila Pitanga estava com ele quando houve correnteza no rio

G1

15/09/2016 - 17h23
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O Corpo de Bombeiros de Sergipe acaba de confirmar a morte de Domingos Montagner.

O corpo do ator foi encontrado sem vida, preso às pedras, a 30 metros de profundidade, em Canindé de São Francisco, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, após afogamento no Rio São Francisco.

Depois de gravar as últimas cenas da novela "Velho Chico", o ator aproveitou a folga junto com a colega de elenco Camila Pitanga, seu par romântico, para dar um mergulho no rio.

A correnteza levou o artista, que desapareceu nas águas por volta das 14h30 (de Brasília). Segundo informações do coronel Fábio fonseca Rolemberg, Camila se desesperou, gritando pelo nome do amigo.

"Ele estava tomando banho de rio com a atriz Camila Pitanga quando a correnteza o levou", disse o militar. A equipe ficou em estado de choque e todas as gravações foram canceladas na hora.

O ator, de 54 anos, deixa a mulher, a atriz e produtora Luciana Lima, e três filhos: Leo, 11 anos, Antônio, 7, e Dante, 4.

CIRCO E TEATRO

Antes de se tornar um dos atores mais disputados da TV Globo, Domingos Montagner teve o picadeiro como o seu principal palco.

Foi no Circo Escola Picadeiro e no curso de interpretação Myriam Muniz, em São Paulo, que o intéprete do Santo da novela "Velho Chico" desenvolveu sua veia artística, nos anos 1980, se tornando ator, artista circense e palhaço.

As técnicas da arte de popular, das apresentações de rua, foram as mais exploradas até chegar à TV, em 2008, no seriado "Mothern", do GNT.

Nascido em 26 de fevereiro de 1962, em São Paulo, Domingos, criador do grupo circense "La Mínima", estreou na TV Globo em 2010 nas séries "Força tarefa" e "A cura". No ano seguinte, emplacou outro trabalho na emissora, dessa vez fazendo par romântico com Lilia Cabral na série "Divã".

Com a primeira novela, "Cordel encantado" (2011), a popularidade do artista ganhou proporção nacional. Pela sua atuação como o Capitão Herculano, ganhou o Prêmio Extra na categoria Ator Revelação.

O sucesso na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes fez com que ele fosse escalado para protagonizar a minissérie "Brado Retumbante", de Euclydes Marinho, em 2012.

Mais novelas cruzariam o caminho de Domingos. Em 2012, o ator atuou em "Salve Jorge", de Gloria Perez. No ano seguinte, o artista fez um dos principais personagens da novela "Joia rara", voltando a trabalhar com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. Em 2015, protagonizou "Sete vidas", de Lícia Manzo. O ator morreu interpretando o protagonista de "Velho Chico", o agricultor Santo.

CARREIRA NO CINEMA

Domingos fez a sua estreia na sétima arte em 2012. O primeiro filme do ator foi "Gonzaga - de pai pra filho", em uma participação especial.

"De onde eu te vejo", de 2016, é outro longa-metragem na carreira do artista. Atualmente, está em cartaz nos cinemas com "Um namorado para minha mulher", em que contracena com Ingrid Guimarães.

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Coluna Entre Costuras e CuLtura: quando a collab vira estratégia

No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

26/04/2026 15h00

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz Foto: Divulgação

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Se antes as colaborações eram um recurso pontual de marketing, hoje elas se consolidam como uma estratégia poderosíssima de vendas. Mais do que produto, a collab virou estratégia e talvez seja esse o seu maior valor.

Não por acaso, vemos um boom de parcerias que atravessam não só marcas, mas também personas. No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

É o caso da colaboração entre Silvia Braz e Riachuelo, que reforça um fenômeno interessante: a estética aspiracional traduzida para o fast fashion. Silvia não entrega apenas roupa entrega estilo. O closet da influenciadora vira estratégia de marca, e o resultado é previsível (e eficaz): desejo imediato e prateleiras esvaziadas.

Mas há um ponto mais profundo nessa equação: a collab não gera valor apenas para marca e influenciadora ela também reposiciona a experiência de consumo para o público.

No caso de Silvia e Riachuelo, há um acesso claro a uma moda com códigos mais sofisticados, normalmente associados a um circuito mais exclusivo, agora traduzidos em preço e escala. É a sensação de pertencimento a um universo mais aspiracional, sem a barreira tradicional de entrada.

E é justamente aí que entra uma das engrenagens mais eficientes e menos discutidas das collabs: a construção de uma certa exclusividade calculada. Drops limitados, sensação de urgência e peças que desaparecem rápido criam a impressão de raridade, mesmo dentro de uma lógica de produção em escala.

Não se trata exatamente de exclusividade no sentido clássico, mas de uma escassez coreografada, que transforma acesso em conquista e acelera o consumo.

No eixo celebridade + marca, o exemplo de Amir Slama e Jade Picon (já na terceira edição) mostra outro caminho: a continuidade. Em vez de um drop isolado, a collab vira plataforma. Jade não é só rosto é extensão de lifestyle, ajudando a reposicionar o olhar sobre a marca.

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia BrazCollab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz - Divulgação

Já no cenário internacional, a parceria entre H&M e Stella McCartney (e tantas outras ao longo dos anos) consolidou um modelo híbrido que poderíamos chamar de “fast fashion de luxo”. Aqui, o valor está na democratização simbólica: comprar não apenas uma peça, mas um fragmento de capital de moda.

Esse mesmo raciocínio aparece em collabs mais “inesperadas”, como Farm com Matte Leão ou ainda a união entre Farm e Dengo, que mistura moda e gastronomia com forte carga de brasilidade. Nessas interseções, o produto quase se torna secundário: o que se vende é experiência, identidade e pertencimento.

Porque, no fundo, collabs são sobre isso: criar comunidades temporárias. Quando duas marcas (ou uma marca e um influenciador) se encontram, somam não apenas públicos, mas universos simbólicos. E é nesse cruzamento que mora o desejo e essa sensação de novidade, conexão e exclusividade. 

Mas há um ponto de atenção: nem toda parceria sustenta valor no longo prazo. Collabs precisam ser episódicas, com começo, meio e fim, caso contrário, deixam de fortalecer a marca e passam a substituí-la.

Talvez seja esse o maior desafio da moda atual: equilibrar a velocidade das parcerias com a construção de identidade. Porque, entre costuras e cultura, uma coisa é certa, a collab só funciona quando costura algo maior do que roupa.

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia BrazRenner em collab com a influnciadora de moda Livia - Divulgação

Dicas práticas para não perder (nem se perder):

Acompanhe redes sociais e newsletters das marcas, ative notificações para drops e, principalmente, filtre pelo seu repertório, porque, na era das collabs, comprar tudo é impossível, mas escolher bem virou posicionamento.

@gabrielarosastyle

 

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Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

A Dra. em psicologia Vanessa Abdo fala sobre o assunto na coluna desta semana

26/04/2026 14h30

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero? Foto: Divulgação

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A justiça deve decidir com quem fica um pet após a separação de um casal? Para alguns, isso soa como exagero. Para outros, é o reconhecimento de um vínculo legítimo. Nos últimos tempos, a chamada guarda compartilhada de animais de estimação tem provocado debates intensos e dividido opiniões.

Existe um argumento frequente de que "é só um animal" e que o sistema judiciário não deveria se ocupar disso. Mas essa visão ignora uma transformação importante: os pets passaram a ocupar um lugar afetivo central nas famílias. Eles não são mais acessórios da vida doméstica. São presença, companhia e, muitas vezes, parte da estrutura emocional de quem cuida.

Por outro lado, também é preciso cuidado para não romantizar tudo. Quando a justiça entra em cena, geralmente é porque o diálogo já falhou. E, em muitos casos, o pet deixa de ser apenas um vínculo afetivo e passa a ser instrumento de disputa. Não é sobre o bem-estar do animal, mas sobre quem "ganha" a relação. E isso, sim, é preocupante.

A questão talvez não seja se é exagero ou não, mas o que nos trouxe até aqui. Por que adultos não conseguem construir acordos sobre algo que envolve cuidado? Por que o conflito precisa escalar a ponto de exigir intervenção jurídica? Essas perguntas dizem mais sobre a qualidade das relações do que sobre o papel da justiça.

Reconhecer a importância emocional dos pets é um avanço. Transferir para o judiciário a responsabilidade de mediar vínculos afetivos pode ser um sinal de que ainda temos dificuldade em sustentar conversas difíceis e acordos maduros.

No fim, não se trata apenas de quem fica com o animal. Trata-se de como lidamos com o fim, com o outro e com aquilo que construímos juntos.

E talvez a pergunta mais honesta seja: estamos preparados para assumir, de forma adulta, os vínculos que escolhemos criar?

Vamos desatar esses nós?

@vanessaabdo7

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