Correio B

DIREITOS AUTORAIS

CPI do Ecad levanta suspeitas de crimes

CPI do Ecad levanta suspeitas de crimes

AGÊNCIA BRASIL

12/10/2011 - 15h28
Continue lendo...

Os crimes de formação de cartel, desvio de função e até evasão de divisas são algumas das suspeitas que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), tem levantado após cerca de três meses de trabalho. “É um sistema formado em nome de pagar os direitos autorais quando, na verdade, eles estão fraudando os direitos autorais”, disse. Ele acredita que, até o dia 28 deste mês, quando está prevista a votação do relatório da CPI, mais indícios de irregularidades ainda podem surgir. “Acho que nós ainda não abrimos a caixa de pandora. Mas estamos perto disso”, completou.

As suspeitas do senador são fundamentadas pelos depoimentos colhidos até agora nas audiências da CPI. A acusação de formação de cartel, por exemplo, foi levantada pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Carvalho. Em agosto, o secretário deu depoimento à comissão acusando o Ecad de adotar conduta anticompetitiva e atuar com monopólio. A entidade é formada por nove associações de autores e compositores, mas ao participar da reunião da CPI Carvalho alegou que o estatuto da instituição impõe barreiras desproporcionais à entrada de novas associações, o que caracterizaria a prática de cartel.

Já os indícios de desvio de finalidade são apontados porque o Ecad não estaria mantendo as características de instituição sem fins lucrativos. O senador Randolfe Rodrigues cita como exemplo o pagamento de gratificações aos diretores e gerentes do escritório que em um ano chegou ao valor global de R$ 500 mil. Segundo ele, a falta de atas de reuniões e balanços contábeis publicados impede a CPI de apurar se esta é uma prática comum e de quanto são os valores pagos aos dirigentes da entidade e das associações integradas a ela. “Veja, houve a distribuição de uma gratificação desse porte mesmo estando o Ecad em uma situação deficitária. A ata [que cita o valor da gratificação] não deixa claro quem foram os contemplados nem quanto foi pago a cada um”, declarou Randolfe.

Além da falta de informações sobre salários e gratificações pagas aos dirigentes do Ecad, o senador também se recente da falta de acesso a documentos, atas de reuniões e balanços contábeis que esclareçam como ocorrem os processos de tomada de decisão na entidade. Segundo ele, não está claro, por exemplo, como são definidos os preços cobrados por músicas tocadas em festas e apresentações. Na opinião de Randolfe, apesar de ser uma entidade privada, o Ecad deve fornecer esse tipo de informação porque gerencia um direito público, que é cobrado de todo cidadão. “Parece-me que seja inevitável pedir a quebra de sigilos fiscais e bancários para que consigamos ter acesso aos dados que eles nos sonegam”, disse o senador.

Segundo ele, nos últimos dez anos, apenas 30 atas de reuniões mensais e assembleias dos associados foram publicadas. Balanços contábeis só foram divulgados a partir de 2004 e não há informações claras sobre como são distribuídos os R$ 430 milhões estimados de orçamento anual do escritório de arrecadação. A quebra de sigilo bancário esclareceria também o aumento de remessas de dinheiro para o exterior justificadas pelo pagamento de direitos autorais para artistas estrangeiros. O senador estranha o crescimento desses valores uma vez que a participação de cantores e compositores brasileiros aumentou nas rádios nacionais.

A solução para eliminar essas desconfianças, na opinião do senador, seria a criação de um órgão ou agência governamental que fiscalizasse o Ecad, no modelo das agências reguladoras. “Se até ao Judiciário, que estava acima de tudo e de todos, a Constituição impôs uma instância de fiscalização, controle e regulação, que foi o CNJ [Conselho Nacional de Justiça], por que o Ecad não pode se submeter a semelhante controle?”.

Para o Ecad a ideia não é boa. Por meio de sua assessoria de imprensa, o escritório informou que é uma entidade privada e que, portanto, não está sujeito à “ingerência do Estado”. “Os músicos brasileiros têm maturidade política suficiente para criarem e gerirem suas entidades de gestão de direito autoral. Sempre o fizeram sem qualquer ajuda governamental”, diz a nota de esclarecimentos enviada pelo escritório à reportagem da Agência Brasil.

A assessoria também alega que não é obrigada a informar valores de salários e a publicar atas de suas reuniões porque não recebe recursos públicos. Sem informar o seu orçamento anual oficialmente, o escritório de arrecadação declara que os valores cobrados pelos direitos autorais são definidos em assembleias de seus associados e que disponibiliza as atas de suas assembleias dos últimos três anos. Os balanços são publicados, segundo a instituição, no site e em jornais de grande circulação.

O Ecad esclarece ainda que as remessas para artistas estrangeiros não são referentes somente ao que toca nas rádios brasileiras, mas também às músicas usadas por emissoras de TV, inclusive canais pagos, cinemas e sites da internet. Na nota enviada à Agência Brasil, o escritório ressalta ainda que “se a CPI está preocupada com a quantidade de músicas estrangeiras executadas no país deveria se preocupar em perguntar desses usuários porque não executam mais músicas brasileiras em suas programações”.

Na última semana, o Ecad conseguiu no Supremo Tribunal Federal liminar que garante aos seus advogados participarem das reuniões da CPI e acompanharem os depoimentos. Os advogados da entidade passam a ter direito à palavra na CPI, de protocolarem petições que devem ser apreciadas pelos membros da comissão e de acesso a documentos sob sigilo. O mandato de segurança foi concedido pelo ministro Celso de Mello.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira

"O Marcelo foi ver a peça na estreia, e validou meu trabalho em público, disse que se sentiu à vontade com a forma como foi representado".

01/11/2026 16h00

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O ano de 2026 tem sido especialmente significativo para Hugo Bonèmer. Entre os palcos, o streaming e novas experiências nos bastidores, o ator vive uma fase de reconhecimento e expansão profissional.

Atualmente, protagoniza o espetáculo Feliz Ano Velho, no qual interpreta Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o filme "Ainda Estou Aqui", vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional.

Em cartaz no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo, a montagem tem emocionado o público e provocado reflexões para além da história apresentada. Para Hugo, dar vida a uma personalidade tão conhecida exige, acima de tudo, verdade e sensibilidade, sem a preocupação de reproduzir fielmente seus gestos ou características.

Outra experiência marcante neste ano foi O Talentoso Ripley, projeto no qual Bonèmer ampliou sua atuação artística ao assumir também a produção e a direção, ao lado de Kamilla Rufino.

A montagem passou por diferentes temporadas no Rio de Janeiro e conquistou três indicações ao Prêmio Cenym, reconhecimento que celebra o trabalho desenvolvido em diferentes áreas do espetáculo.

Na televisão, o ator integra a segunda temporada de Amor da Minha Vida, disponível no Disney+, e também estará no telefilme Voltei na Foto, da TV Globo, contracenando em uma história que aborda memórias e conflitos do passado.

Com tantos projetos e novas possibilidades no horizonte, Hugo encerra o ano olhando para além da interpretação, interessado em desenvolver histórias que também permitam explorar seu talento como diretor e produtor.

Hugo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ele fala sobre sua carreira e também sobre seu atual trabalho em cartaz.

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreiraO ator Hugo Bonèmer é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Santoian - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O último musical que você havia protagonizado foi ‘Ayrton Senna, o musical’, em 2017, me fala qual o sentimento de voltar aos palcos como protagonista em um musical?
HB -
 Faz tempo mesmo, mas prefiro falar disso sem colocar peso demais na palavra protagonista. Minha carreira é de coadjuvante, protagonizar é coisa que acontece de vez em quando.

Foi até por acreditar nisso que criei o Coadjuvantes, no canal Like, pra valorizar os papéis secundários, que sustentam qualquer história tanto quanto o papel principal.

E esse elenco de "Feliz Ano Velho" prova bem esse ponto. O João Côrtes protagoniza o Eddy e está ali fazendo um coadjuvante maneiríssimo. O Matheus Ribeiro já foi Bob Esponja, Chaves, Peter Pan, levou praticamente todos os prêmios de teatro musical nos últimos anos, e faz o Divino, um enfermeiro engraçadíssimo.

A Sabrina Korgut é a voz de dublagens das mais icônicas que existem, já protagonizou musical, fez série na Globo, e está ali construindo uma personagem difícil, de dupla personalidade. Então meu sentimento de voltar é esse, de estar cercado de artistas que eu admiro.

Acreditar no rótulo de protagonista como uma verdade fixa da carreira é a maior furada que existe. É uma responsabilidade que acontece de vez em quando na vida da gente, uma função passageira, não uma qualidade permanente.

CE - Como é viver uma pessoa como Marcelo Rubens Paiva, que tem um reconhecimento nacional e internacional?
HB - 
Existe um peso extra em viver alguém real, vivo, com obra marcante e hoje ainda mais exposto por causa de "Ainda Estou Aqui".

Não é interpretar uma ideia de personagem, é interpretar uma pessoa que pode assistir, que tem família, que carrega uma história pública entrelaçada com a história política do Brasil. Isso me obriga a uma responsabilidade dupla, com a dramaturgia e com a pessoa real por trás dela.

O Marcelo foi ver a peça na estreia, e validou meu trabalho em público, disse que se sentiu à vontade com a forma como foi representado. Isso me tranquilizou bastante, porque quer a gente queira ou não, o público sai do teatro se perguntando "então o Marcelo é assim?".

Pra uma pessoa aprovar ser representada com todas as suas qualidades e defeitos é preciso uma generosidade enorme com o artista que se arrisca nisso, e o Marcelo foi generoso assim comigo.

CE - Quando você soube que iria fazer o papel, como você se sentiu?
HB -
 O convite veio do produtor Thiago Hofman e do diretor Gustavo Barchilon, com quem eu já cogitava trabalhar junto havia alguns anos.

Li o texto da Marília Toledo algumas vezes antes de responder, e fui me encantando com a história e com as possibilidades cênicas que ela abria. Foi um sim fácil de dizer.

CE - Qual a mensagem que vocês querem dar com o espetáculo?
HB -
 É sobre quando a vida puxa o tapete da gente e é preciso construir um plano do zero. E aí não tem mensagem motivacional, não é sobre resiliência, não é sobre algo que se resolve.

Também não é sobre superação, é sobre reconstrução. São palavras do próprio Marcelo, que diz que renegocia todo dia, de novo, consigo mesmo o fato de estar numa cadeira de rodas.

CE - Além disso, você está no ar na segunda temporada de ‘Amor da minha vida’, você já acompanhava a série?
HB -
 Já tinha visto a primeira temporada inteira e estava apaixonado por ela, então ser chamado teve aquele gosto de fã sendo notado pelos próprios ídolos. Meu único arrependimento foi não ter tirado uma foto com a Bruna Marquezine.

Quando a conheci, agi igual fã sem jeito, tinha assunto pra puxar e não veio nenhum, fiz uma piada sobre pão de queijo e saí do camarim correndo achando que a piada tinha sido péssima. A série tem uma doçura imensa, escrita pelo Matheus Souza, com quem eu já tinha trabalhado em "Confissões de Adolescente", e dirigida pela Tatiana Fragoso.

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreiraO ator Hugo Bonèmer é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Andy Santana - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como foram as gravações?
HB -
 Além do texto do Matheus Souza na íntegra, a Tatiana Fragoso ampliou nossa participação com alguns improvisos que, pela reação da equipe no set, já imaginávamos que iam ficar no corte final. É muito gostoso, pra quem está num papel coadjuvante, quando isso acontece.

CE - Fala um pouco mais da construção do seu personagem?
HB -
 O Eduardo é paulistano da Faria Lima, formado em liberalismo econômico, do tipo que reproduz frases como "trabalhe enquanto eles descansam".

Ele chega na hamburgueria pra profissionalizar os processos, e ao comprar a maioria das cotas societárias passa a mandar em Victor, transformando o sonho de vida dele num pasteurizado de hamburgueria, só que em formato franqueável.

O Eduardo representa a vida adulta batendo à porta do Victor, lembrando como o capitalismo vai tirando a inocência da gente e trazendo competição e distanciamento no lugar dela.

Tem uma história de bastidor nesse papel que eu gosto de contar. A diretora de elenco, Bruna Bueno, já tinha me testado antes pra um papel maior na série, e quando esse não fechou, ela teve o cuidado de me sugerir o Eduardo, justamente pra eu me manter no elenco.

Fico feliz quando um diretor de elenco tem esse tipo de cuidado, de continuar apostando na gente dentro do mesmo projeto, mesmo quando o primeiro caminho não dá certo.

CE - Em 2026, você esteve não somente nos palcos, como nos bastidores, produzindo e codirigindo ‘O talentoso ripley’. Como foi essa experiência?
HB -
 Produzir, dirigir, atuar e cuidar das mídias sociais de "O Talentoso Ripley" virou até tema do meu TCC, porque em paralelo eu voltei às aulas na CAL pra completar o bacharelado em Teatro.

Uma coisa está ligada diretamente à outra: chamei pro elenco basicamente colegas da minha turma, seguindo um dos propósitos da própria faculdade, que é criar afinidade e colaboração entre artistas que já estão inseridos no mercado. Minha turma é voltada justamente pra isso, e faz essas trocas profissionais acontecerem de um jeito mais natural.

CE - A peça concorre a alguns prêmios, além de ter recebido ótimas críticas. Me fala mais desse momento?
HB -
 Crítica positiva é sempre bem-vinda, e "O Talentoso Ripley" teve cuidado especial na forma de apresentar a proposta ao público, simulando um programa de TV em que o próprio Ripley confessa as sombras e os mistérios da própria alma, em tom confessional, direto pra audiência.

As críticas negativas, muitas vezes, eram exatamente as mesmas coisas apontadas como positivas por outra pessoa, o que mostra que assumimos risco suficiente pra tornar a peça relevante. Dividir opinião, no teatro, costuma ser sinal de sucesso, não de fracasso.

CE - Qual o balanço que você faz desse ano?
HB -
 Foi um ano de simultaneidade, não de sequência. Em vez de um projeto atrás do outro, toquei vários ao mesmo tempo, em frentes diferentes.

Voltei pro teatro musical com "Feliz Ano Velho", voltei pra ficção seriada com "Amor da Minha Vida", e assinei um projeto inteiramente meu, "O Talentoso Ripley", acumulando atuação, produção, direção e as redes sociais da peça.

No meio disso tudo, voltei pra faculdade e fechei o bacharelado em Teatro. Se eu tivesse que resumir numa frase, diria que foi o ano em que parei de escolher entre ser ator ou ser autor do próprio trabalho, e descobri que dava pra ser as duas coisas ao mesmo tempo, sem que uma atrapalhasse a outra.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de novembro. Avaliar as situações e ser imparcial

A Justiça anuncia uma semana de reflexão e decisões importantes. O arcano convida a avaliar cada situação com clareza, ponderar as consequências das escolhas e agir com honestidade e imparcialidade.

01/11/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de novembro. Avaliar as situações e ser imparcial

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de novembro. Avaliar as situações e ser imparcial Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Justiça rege a semana trazendo um convite ao discernimento, à responsabilidade e à coerência entre pensamentos e atitudes.

Este arcano nos lembra que nossas escolhas produzem consequências e que o amadurecimento começa quando somos capazes de olhar para a realidade sem distorções, reconhecer nossa parcela de responsabilidade e corrigir o que já não está em harmonia.

Sua mensagem é agir com consciência, respeitar os próprios limites e encontrar a medida certa entre razão e emoção. Mais do que julgar o passado, será importante compreender os acontecimentos e decidir como seguir adiante.

A carta também propõe uma reflexão sobre a maneira como nos relacionamos com o mundo. Se você tem pautado suas escolhas pela generosidade, pela honestidade e pelo senso de justiça, estará cultivando condições favoráveis para colher bons frutos.

O conselho é praticar a Regra de Ouro: faça ao próximo aquilo que gostaria que fizessem por você (Mateus 7:12). Afinal, a harmonia que desejamos encontrar ao nosso redor também depende da forma como tratamos as pessoas.

A Justiça também representa aquela voz interior capaz de reconhecer a verdade de uma situação, por mais inconveniente ou difícil que ela possa parecer. Sob sua influência, será fundamental analisar os acontecimentos com imparcialidade, considerando os fatos antes de chegar a conclusões.

Isso exige cuidado para não permitir que emoções, expectativas ou desejos pessoais distorçam a realidade. Insistir em uma interpretação que não encontra sustentação nos fatos pode levar a decepções e dificultar decisões importantes.

Este arcano nos convida a reconhecer nossas necessidades e expressá-las com clareza e honestidade, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Em algumas situações, isso poderá significar aprender a dizer não, mesmo quando essa atitude contrariar as expectativas alheias.

A Justiça aconselha a identificar a origem dos conflitos com serenidade, sem permitir que ressentimentos ou impulsos interfiram na avaliação. Sua balança simboliza a importância de ponderar diferentes perspectivas antes de agir. Afinal, preservar uma relação ou evitar um confronto não deve significar abrir mão dos próprios valores e limites.

Sob a influência do arcano A Justiça, a semana favorece uma revisão cuidadosa de escolhas, acordos e compromissos. Questões que pareciam resolvidas poderão voltar à pauta, enquanto situações do passado ganharão novos significados diante de informações que ainda não haviam sido consideradas.

A carta nos lembra que reconhecer um erro não diminui ninguém. Ao contrário, revela maturidade e permite corrigir o rumo antes que pequenas falhas se transformem em problemas maiores.

O importante será evitar julgamentos precipitados e lembrar que nem sempre dispomos de todos os elementos para compreender uma situação por inteiro.

Essa mensagem encontra ressonância na configuração astrológica do período. A conjunção do Sol com Mercúrio retrógrado em Escorpião favorece a investigação, a revisão de ideias e o esclarecimento de assuntos delicados.

Conversas antigas poderão ser retomadas, informações esquecidas voltarão à tona e determinadas percepções poderão mudar diante de novos fatos. Será importante, entretanto, não confundir intuição com certeza nem permitir que desconfianças ocupem o lugar do diálogo.

A Justiça pede que a verdade seja procurada com serenidade, sem distorções provocadas pelo medo, pelo orgulho ou por expectativas pessoais.

Vênus em Libra favorece a harmonia e os acordos, enquanto Marte em conjunção com Júpiter em Leão amplia a iniciativa e a autoconfiança. A Justiça pede equilíbrio entre a vontade de avançar e a prudência necessária para evitar excessos e tomar decisões conscientes.

A carta também nos convida a refletir sobre a diferença entre justiça e rigidez. Ser justo não significa exigir perfeição de si mesmo ou dos outros, tampouco transformar cada divergência em uma disputa para determinar quem tem razão.

A verdadeira imparcialidade depende da capacidade de reconhecer nuances, ouvir argumentos diferentes e admitir que nossas convicções podem mudar.

Em algumas situações, será necessário estabelecer limites claros; em outras, compreender o ponto de vista alheio permitirá encontrar uma solução mais satisfatória para todos. A sabedoria estará em perceber qual atitude cada circunstância exige.

No amor, A Justiça é uma carta de natureza mais racional, que nem sempre favorece grandes demonstrações de afeto ou espontaneidade. Sua presença pode sinalizar certo distanciamento emocional, mas também respeito mútuo, maturidade e relações construídas sobre bases mais equilibradas.

Para quem está em um relacionamento, a semana favorece conversas esclarecedoras, a revisão de acordos e a correção de desequilíbrios que talvez tenham sido ignorados. Será importante expressar sentimentos e insatisfações com honestidade, sem transformar o diálogo em uma disputa sobre quem tem razão.

Para quem está solteiro, o arcano aconselha observar as atitudes com a mesma atenção dedicada às palavras, avaliando se existe coerência entre o que alguém promete e o que realmente oferece. Procure não idealizar pessoas ou situações. Neste momento, vale ouvir menos as expectativas do coração e deixar a razão conduzir suas escolhas.

No trabalho, a Justiça recomenda organização, atenção aos detalhes e cuidado com a comunicação. Documentos, prazos, informações e acordos merecerão uma conferência adicional, sobretudo quando houver dúvidas ou decisões pendentes.

Rever um procedimento ou corrigir uma informação poderá evitar complicações futuras. A carta também favorece conversas profissionais pautadas pela objetividade e pelo respeito, desde que exista disposição para ouvir e considerar diferentes perspectivas.

Em situações de conflito, será mais produtivo reunir fatos e apresentar argumentos consistentes do que reagir às primeiras impressões.

Na carreira, a energia da Justiça convida a avaliar o caminho percorrido e a identificar se as escolhas atuais estão alinhadas aos objetivos de longo prazo. Poderá ser um momento oportuno para reconsiderar prioridades, negociar responsabilidades ou reconhecer quais competências precisam ser desenvolvidas.

A ambição tem seu valor, mas os resultados mais duradouros dependem de consistência, planejamento e clareza sobre o que se deseja construir.

Diante de uma oportunidade importante, procure avaliar não apenas o prestígio ou a recompensa imediata, mas também as condições oferecidas, os compromissos envolvidos e os efeitos dessa decisão sobre sua vida. Nem todo avanço aparente representa progresso verdadeiro.

Nas finanças, a Justiça favorece uma relação mais consciente com o dinheiro. Organizar despesas, revisar contratos, conferir cobranças e estabelecer prioridades ajudará a compreender melhor a própria situação material. A carta recomenda cautela diante de promessas de ganhos fáceis ou decisões motivadas pelo entusiasmo do momento.

Com Marte e Júpiter em Leão estimulando a confiança e a disposição para arriscar, será especialmente importante distinguir uma oportunidade bem fundamentada de uma aposta excessivamente otimista.

O equilíbrio financeiro não depende apenas de quanto se ganha, mas também da maneira como os recursos são administrados e das escolhas que sustentam a segurança futura.

Ao longo da semana, talvez seja necessário rever uma opinião, reconhecer uma falha ou abandonar uma expectativa que já não corresponde aos fatos. Em outros momentos, a atitude mais justa será sustentar uma decisão com firmeza, mesmo que ela não agrade a todos.

O desafio estará em não confundir flexibilidade com fraqueza nem firmeza com inflexibilidade. A espada da Justiça precisa de precisão, não de agressividade; sua balança exige ponderação, não indecisão. Quando esses dois princípios trabalham juntos, torna-se possível agir com convicção sem perder a capacidade de escutar.

A carta também lembra que o equilíbrio não significa dividir tudo igualmente ou oferecer a mesma resposta para situações diferentes. Justiça é reconhecer necessidades, responsabilidades e circunstâncias, compreendendo que cada escolha deve ser avaliada em seu contexto.

Às vezes, será preciso corrigir uma desigualdade; em outras, estabelecer uma fronteira que proteja o que é importante. Há momentos em que a paz depende da conciliação, mas também existem situações nas quais ela só se torna possível depois que uma verdade é reconhecida e um limite é respeitado.

A energia desta semana favorece, portanto, uma espécie de acerto de contas interior. Não para alimentar arrependimentos ou cobrar de si mesmo respostas perfeitas, mas para compreender o que as experiências recentes ensinaram.

O passado pode oferecer informações valiosas, desde que não se transforme em uma prisão. Rever uma decisão não significa necessariamente voltar atrás: pode ser a oportunidade de aprimorar uma escolha, corrigir uma rota ou seguir adiante com mais consciência.

O importante é não permitir que antigas certezas impeçam a percepção de novas possibilidades.

O conselho do Tarô para a semana é agir com discernimento, sem precipitação e sem omissão. Antes de concluir, procure compreender. Antes de responder, verifique os fatos. Antes de assumir um compromisso, avalie suas condições e consequências.

Se houver algo a corrigir, faça isso com maturidade; se for necessário estabelecer limites, expresse-os com clareza. E, diante de uma escolha importante, procure não se deixar conduzir exclusivamente pelo medo de perder ou pela ansiedade de conquistar.

A Justiça não promete um caminho livre de dúvidas, mas nos oferece orientação para atravessá-las com consciência e discernimento.

Sua presença nos lembra que a serenidade nasce quando nossas atitudes estão alinhadas aos nossos valores e que a verdadeira segurança não depende de controlar todas as circunstâncias, mas de saber lidar com elas sem abrir mão da própria integridade.

Mesmo diante de situações que possam nos tirar do eixo, o desafio será preservar a calma, ponderar antes de reagir e não permitir que fatores externos determinem nossas escolhas.

Nesta semana, o convite é encontrar a medida entre ousadia e prudência, acolhimento e firmeza, desejo e realidade. Afinal, quando a clareza orienta as escolhas, o equilíbrio deixa de ser apenas uma busca e passa a se tornar uma prática cotidiana.

“Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na sua própria”. (Código Samurai)

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).