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CARNAVAL

Desfile das escolas de samba é adiado para abril em Campo Grande

Decisão foi tomada devido ao aumento de casos de Covid-19 e H3N2 na Capital

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O desfile das escolas de samba de Campo Grande, que ocorreria em fevereiro, foi adiado para os dias 20, 21 e 22 de abril.

A decisão foi tomada em reunião entre o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Gustavo Cegonha, o secretário de Cultura e Turismo da Capital, Max Freitas, e o presidente da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca).

O cancelamento é motivado pela atual situação epidemiológica, com aumento de casos de Covid-19 e de Influenza H3N2.

Também foi levado em conta o fato de que o prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), cancelou o Carnaval de rua no momento atual.

Como as escolas de samba trabalham com antecedência na confecção de fantasias e sambas-enredo, entre outros, foi feito o pedido para o não cancelamento, mas para adiar o desfile.

A Lienca apresentou algumas propostas, como a diminuição do número de desfilantes ou redução do número de escolas que desfilariam por dia, ou o adiamento.

Em conjunto com as secretarias de Cultura municipal e estadual, decidiu-se por adiar para abril.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Gustavo Cegonha, a alteração será apenas da data, mas os incentivos serão mantidos.

“A Fundação de Cultura e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul mantém o compromisso firmado com a Lienca do repasse de recursos para o carnaval 2022, que totalizam 500 mil reais”, afirmou.

O presidente da Lienca, Alan Catharinelli, afirmou que a expectativa é que a situação da pandemia melhore nos próximos meses e os casos não estejam em alta em abril.

"De qualquer maneira, nós vamos realizar um desfile totalmente adaptado, em que vamos tomar todas as medidas de biossegurança necessárias", explicou.

O presidente da Liga fez ainda um apelo para que os foliões e a população em geral se vacinem.

" Para a gente ter um carnaval com muita saúde e seguro, nós pedimos às pessoas que se vacinem, que completem o ciclo vacinal, que levem as crianças para vacinar, para que a gente possa ter um carnaval com muita alegria e saúde”, disse.

Carnaval de Corumbá

Na última sexta-feira (14), a Prefeitura de Corumbá também adiou o desfile das escolas de samba para os dias 21 a 24 de abril no município.

O adiamento da data não é uma medida definitiva. Dependendo do cenário epidemiológico, é possível que a data seja postergada outra vez.

Antes de divulgar o adiamento, o governo municipal convocou a Liga Independente das Escolas de Samba e também a Liga dos blocos para tratar do assunto. 

As escolas de samba devem receber até R$ 150 mil em recursos públicos para realizar o evento.

"Decidimos que vamos adiar o Carnaval para o período de 21 a 24 de abril. Mas, é uma pré-data, se tiver que adiar de novo, nós o faremos”, explicou o prefeito Marcelo Iunes (Podemos).

cultura

Festival de Inverno de Bonito terá shows de Seu Jorge, Ferrugem e Leo Foguete

Evento será realizado de 26 a 30 de agosto de 2026, com ampla programação cultural e gratuita

16/06/2026 14h30

Ferrugem, Leo Foguete e Seu Jorge são atrações já confirmadas no Festival de Inverno de Bonito

Ferrugem, Leo Foguete e Seu Jorge são atrações já confirmadas no Festival de Inverno de Bonito Foto: Reprodução

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O Festival de Inverno de Bonito será realizado de 26 a 30 de agosto neste ano, com ampla programação cultural, todas gratuitas. As atrações nacionais já confirmadas incluem os cantores Ferrugem, Leo Foguete e Seu Jorge.

Para esta nona edição, a programação integra arte, território, memória e identidade, apresentando uma proposta inspirada na ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta em diferentes linguagens, conectando pessoas, histórias e experiências.

A identidade visual desta edição tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave emblemática de Bonito, reforçando a relação entre cultura, natureza e pertencimento.

Os shows nacionais serão realizados nas seguintes datas:

  • 27 de agosto - Leo Foguete
  • 28 de agosto - Ferrugem
  • 29 de agosto - Seu Jorge

Além dos shows, a programação cultural também conta com apresentações de dança, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais, feira de artesanato, atividades formativas e uma edição especial do Cine Câmara.

De acordo com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), nos próximos dias será lançado o edital para seleção das atrações regionais que integrarão a programação, com espaço para artistas, grupos e coletivos culturais de todas as regiões do Estado.

A programação completa será divulgada posteriormente, após a seleção de todas as atrações.

Expectativa

O diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, afirma que a expectativa é de uma edição histórica.

"O Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso Estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul", afirmou Mendes.

O prefeito de Bonito também destaca a importância do evento para o município, destacando que o festival fortalece a identidade de vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro.

"É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade", disse.

O Festival de Inverno de Bonito é realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito.

SÁUDE

Junho Verde reforça a importância do diagnóstico precoce da escoliose para evitar agravamentos

Campanha do Junho Verde reforça a importância do diagnóstico precoce para evitar agravamentos e ampliar as chances de tratamento da condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo

16/06/2026 08h30

Tratamento da escoliose varia de caso a caso, de acordo com a gravidade da curvatura

Tratamento da escoliose varia de caso a caso, de acordo com a gravidade da curvatura Divulgação

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Um ombro mais alto que o outro, a cintura desalinhada, uma costela mais evidente de um lado do corpo ou até mesmo uma camiseta que parece vestir de forma desigual podem ser sinais de escoliose, uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Muitas vezes silenciosa e sem provocar dor nos estágios iniciais, a alteração na coluna pode passar despercebida durante anos e ser descoberta apenas quando a curvatura já está mais acentuada.

O tema ganha destaque durante o Junho Verde, campanha internacional de conscientização sobre a escoliose, que tem o dia 27 de junho como marco mundial, para ampliar a informação sobre a doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Muito além da questão estética, a escoliose pode trazer impactos significativos para a saúde. Dependendo da gravidade, a condição pode provocar dores, fadiga muscular, limitações de movimento e, em casos mais severos, comprometer a capacidade respiratória.

Em crianças e adolescentes, as alterações visíveis no corpo também podem afetar a autoestima, as relações sociais e o bem-estar emocional.

O QUE É?

A escoliose é caracterizada por uma curvatura lateral anormal da coluna vertebral, geralmente acompanhada da rotação das vértebras. Na prática, isso significa que a coluna não apresenta apenas um desvio para os lados, mas sofre alterações tridimensionais que afetam todo o alinhamento corporal.

Essa mudança pode influenciar a posição dos ombros, da cintura, das costelas e até mesmo a forma como o corpo distribui peso e equilíbrio durante atividades simples do cotidiano.

Por ser uma condição que nem sempre causa sintomas evidentes no início, especialistas alertam para a necessidade de observação constante, principalmente durante a infância e a adolescência.

PERÍODO CRÍTICO

Embora a escoliose possa surgir em qualquer fase da vida, a adolescência é considerada o período de maior risco para o aparecimento e a progressão da doença. A chamada escoliose idiopática do adolescente é a forma mais comum da condição, representando cerca de 80% dos casos diagnosticados.

Ela costuma se manifestar entre os 10 anos e os 16 anos, justamente durante o estirão de crescimento, quando o corpo passa por mudanças aceleradas. As meninas são as mais afetadas e apresentam maior risco de evolução da curvatura.

Dados citados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que a escoliose idiopática do adolescente atinge entre 2% e 4% da população.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, grande parte dos casos pode ser estabilizada por meio de tratamentos conservadores específicos, evitando a necessidade de procedimentos cirúrgicos.

Tratamento da escoliose varia de caso a caso, de acordo com a gravidade da curvaturaDaniely Rosa, fisioterapeuta - Foto: Divulgação

Para a fisioterapeuta Daniely Rosa, que atua há duas décadas nas áreas de postura, ortopedia e pilates, detectar a alteração nos estágios iniciais faz toda a diferença.

“Quando a alteração é identificada no início, é possível acompanhar a evolução da curvatura, orientar a família e indicar a melhor conduta para cada caso. Nem toda escoliose exige o mesmo tratamento, mas toda suspeita precisa ser avaliada”, afirma.

SINAIS

Um dos principais desafios relacionados à escoliose é justamente o fato de que ela pode evoluir sem causar dor. Por isso, pais, responsáveis e educadores desempenham papel fundamental na identificação dos primeiros sinais.

Entre os indícios mais comuns estão: ombros em alturas diferentes; cintura assimétrica; inclinação do tronco para um dos lados; escápulas em posições diferentes; costela mais saliente de um lado do corpo; quadris desalinhados; alterações no caimento das roupas; sensação frequente de cansaço muscular.

A fisioterapeuta Stéfany Vanin destaca que a ausência de desconforto não significa que a coluna esteja saudável.

“Em muitos casos, a escoliose começa de forma silenciosa. Por isso, os pais devem observar a postura no dia a dia, no caimento das roupas, na posição dos ombros e até na forma como a criança ou o adolescente se inclina. Pequenas assimetrias podem ser o primeiro sinal de que a coluna precisa ser avaliada”, explica.

Segundo especialistas, exames simples realizados por profissionais de saúde podem identificar alterações precocemente e indicar a necessidade de avaliações complementares.

DIAGNÓSTICO

Após a suspeita clínica, exames de imagem são utilizados para confirmar o diagnóstico e medir a gravidade da curvatura. O principal parâmetro utilizado pelos especialistas é o chamado ângulo de Cobb, que permite classificar a escoliose em diferentes níveis de severidade.

De forma geral, as curvaturas podem ser classificadas como leves, moderadas, graves ou muito graves. No entanto, a definição do tratamento não depende apenas desse número.

A idade do paciente, o estágio de crescimento, a presença de sintomas, o impacto na rotina diária e o risco de progressão da curva também são fatores considerados pelos profissionais de saúde.

“É preciso avaliar a idade, o potencial de crescimento, os sintomas, a limitação funcional, o impacto na rotina e o risco de progressão. Cada paciente precisa ser olhado de forma individual”, ressalta Daniely Rosa.

TRATAMENTO

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não existe um tratamento único para todos os pacientes com escoliose. A conduta é personalizada e depende das características de cada quadro.

Nos casos leves, o acompanhamento periódico e a realização de exercícios específicos costumam ser suficientes para monitorar a evolução da curvatura. Quando a escoliose apresenta risco de progressão, podem ser indicados programas de fisioterapia especializados.

Já os casos moderados podem exigir a combinação de exercícios terapêuticos com o uso de coletes ortopédicos, especialmente durante a fase de crescimento.

Em situações mais graves, quando há comprometimento importante da coluna ou risco para outras funções do organismo, a cirurgia pode ser considerada como alternativa.

Os especialistas reforçam que o objetivo principal do tratamento não é apenas corrigir a curvatura, mas preservar a funcionalidade, reduzir desconfortos e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

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