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CONDENADO

Desgastado, médico de Michael Jackson diz que morrerá na prisão

Desgastado, médico de Michael Jackson diz que morrerá na prisão

terra

19/06/2012 - 00h00
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O Dr. Conrad Murray, que foi condenado como o responsável pela morte do astro Michael Jackson, fez um pedido para ser transferido da LA County Jail (onde está atualmente detido) para outra prisão. Ele diz estar extremamente desgastado e, sem a transferência, acredita que irá morrer na cadeia. As informações são do TMZ.

"Posso não sair vivo daqui. É um lugar muito perigoso. Estou morrendo. Esse sistema quer me matar", declarou à advogada Valerie Wass, sua defensora legal.

Murray contou que não está sendo tratado dignamente. Entre muitas reclamações, ele disse que tem direito a sair da jaula uma vez por mês e a tomar água fresca apenas uma vez por semana. Por essas condições, seu cabelo, suas unhas e sua pele estariam se degenerando.

Além disso, afirmou estar sofrendo com fortes dores de cabeça - o que lhe tem causado preocupação, pois acha que elas podem ser consequência de um tumor.

Cinema Correio B+ - Especial Bonito CineSur

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano

Homenageada do Bonito CineSur, atriz chilena fez da abertura uma defesa emocionante da arte que atravessa fronteiras sem apagar identidades

26/07/2026 08h00

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano Foto: Divulgação

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Há homenagens que cumprem o protocolo de uma noite de abertura e há aquelas em que percebemos, enquanto acontecem, que o prêmio realmente encontrou a pessoa certa. Foi assim com Paulina García, a grande homenageada da quarta edição do Bonito CineSur, que começou na noite de sexta-feira, 24 de julho.

Apresentada por Reynaldo Gianecchini e Andrea Freire, a cerimônia reuniu autoridades, realizadores e convidados no Centro de Convenções de Bonito, mas foi Paulina, ao receber o Troféu Pantanal, quem deu sentido ao que o festival pretende construir: um espaço em que o cinema sul-americano possa se encontrar, se reconhecer e deixar de olhar apenas para fora em busca de validação.

Conhecida mundialmente por Gloria, filme que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim, Paulina construiu uma carreira dando corpo a mulheres que raramente chegam às telas sem serem simplificadas. Suas personagens têm desejo, contradições, medo, humor, passado e futuro. Talvez por isso sua emoção ao ser reconhecida no Brasil tenha sido tão verdadeira.

Conversei com ela antes da cerimônia sobre as personagens tão fortes que eterniza nas telas e sobre o quanto ainda falta para o cinema efetivamente abraçar a narrativa feminina, criando não apenas histórias de mulheres consideradas fortes, mas histórias sobre mulheres de todas as idades, com toda a complexidade que isso envolve.

Depois da homenagem, o público pôde compreender ainda melhor o que torna Paulina uma atriz tão especial. A abertura terminou com a exibição do lindo Querido Trópico, da cineasta panamenha Ana Endara, e foi difícil não sair tocado. No filme, Paulina interpreta Mercedes, uma mulher que começa a perder a memória e cria uma ligação inesperada com Ana María, a imigrante colombiana contratada para cuidar dela.

Cercadas por diferentes formas de solidão, as duas encontram uma espécie de abrigo uma na outra. É um filme delicado sobre memória, cuidado, abandono e afeto, sem transformar suas personagens em símbolos ou lições de vida.

Paulina García e o milagre do cinema sul-americanoPaulina García e o milagre do cinema sul-americano - Divulgação

Paulina está maravilhosa, passando pela confusão, pela agressividade, pelo medo e pela vulnerabilidade de Mercedes sem jamais retirar dela sua dignidade. Ao final, o filme havia emocionado o público e transformado a sessão em uma continuação natural da homenagem. Não assistimos apenas à celebração de uma trajetória, mas a uma atriz ainda em pleno domínio de sua arte, acrescentando outra mulher inesquecível à sua filmografia.

Tudo isso ecoou também em seu discurso, quando Paulina falou do cinema como uma linguagem que atravessa países sem exigir que abandonemos nossas línguas, nossos costumes, nossos antepassados ou nossa geografia. Em tempos nos quais a cultura tantas vezes parece pressionada a se tornar uniforme para circular, ouvi-la defender justamente aquilo que nos diferencia foi especialmente bonito.

Paulina chamou de “milagre” o fato de um trabalho realizado em outros países, em diferentes idiomas e ao lado de artistas de toda a América do Sul ser reconhecido ali, em Bonito. E há mesmo algo de extraordinário nisso. Falamos de países vizinhos, ligados por histórias, conflitos e afetos, mas que ainda conhecem muito pouco do cinema produzido uns pelos outros.

A abertura também relembrou Luiz Carlos Barreto e sua frase de que “um país que não produz o seu cinema é um país sem espelhos”. Talvez possamos acrescentar que um continente que não assiste ao cinema de seus vizinhos também corre o risco de não reconhecer o próprio rosto.

Paulina García e o milagre do cinema sul-americanoPaulina García e o milagre do cinema sul-americano - Divulgação

A noite reuniu ainda representantes do poder público e de instituições fundamentais para a realização do festival. Estiveram presentes a vice-prefeita e secretária de Turismo de Bonito, Juliane Salvatore, representando o prefeito Josmail Rodrigues; a secretária adjunta de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Giovana Correa Ferreira; Emanuelle Ribeiro, representando a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul; Vítor Mello, diretor regional do Sesc MS, também em nome da Fecomércio-MS; Ido Michels, assessor parlamentar do deputado federal Vander Loubet; e Leda Gonçalves de Freitas, representante da Associação Amigos do Cinema e da Cultura, responsável pela realização do CineSur.

O Bonito CineSur segue até 1º de agosto com mostras competitivas de filmes sul-americanos, ambientais e sul-mato-grossenses, além de oficinas, debates, sessões infantojuvenis e encontros entre realizadores e especialistas. Mais do que exibir filmes, sua missão parece ser justamente esticar essa corda invisível citada por Paulina: aquela que une uma pessoa à outra, apesar das fronteiras.

Saúde Correio B+

Dor abdominal, inchaço e gases? A respiração pode ajudar a identificar problemas no intestino

A síndrome do intestino irritável (SII) pode estar associada à má absorção de carboidratos em até 48,9% dos pacientes, e o teste respiratório é o principal método não invasivo capaz de identificar essas causas

25/07/2026 17h00

Dor abdominal, inchaço e gases? A respiração pode ajudar a identificar problemas no intestino

Dor abdominal, inchaço e gases? A respiração pode ajudar a identificar problemas no intestino Foto: Divulgação

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Sintomas digestivos persistentes, como distensão abdominal, dor e excesso de gases, podem ser consequência de uma fermentação intestinal desregulada, que não é detectada por exames de sangue nem pela colonoscopia.

Nesse contexto, um teste realizado por meio da respiração do paciente permite identificar o problema. O método analisa gases como hidrogênio, metano e sulfeto de hidrogênio no ar expirado, produzidos durante o processo de fermentação no intestino.

Dois fatores principais estão envolvidos nesse processo. O primeiro é a má absorção de carboidratos. Açúcares como frutose, frutanos, lactose e sacarose, presentes em frutas, trigo, leite e alimentos industrializados, não são completamente digeridos e acabam sendo fermentados pelas bactérias intestinais.

O segundo é o supercrescimento bacteriano no intestino delgado, conhecido como SIBO, no qual o excesso de bactérias intensifica essa fermentação e leva a sintomas como distensão abdominal, dor e alterações do hábito intestinal, incluindo diarreia e constipação.

“Esse desequilíbrio impacta diretamente a qualidade de vida do paciente e, muitas vezes, demora a ser identificado, porque os sintomas são inespecíficos e podem ser confundidos com outras condições”, explica Karitas Matsunaga, gastroenterologista e hepatologista.

Os números mostram o quanto esses quadros podem passar despercebidos. Um estudo publicado na BMC Gastroenterology analisou 186 pacientes com síndrome do intestino irritável por meio do teste respiratório e identificou má absorção de frutose em 38,2% dos casos e de frutanos em 48,9%.

Além disso, 22,6% dos pacientes apresentavam ambas as condições simultaneamente, o que reforça que a fermentação excessiva pode ter múltiplas origens no mesmo indivíduo, todas invisíveis aos exames convencionais.

Testes respiratórios de hidrogênio e metano como seguros, de baixo custo e entre os métodos menos invasivos disponíveis para investigar esses distúrbios. Embora não substitua a colonoscopia, que avalia alterações estruturais como inflamações, pólipos e tumores, o exame preenche uma lacuna diagnóstica importante ao avaliar o funcionamento do intestino.

“Ele ajuda a transform ar sintomas inespecíficos em dados objetivos, o que facilita a investigação e a definição da conduta clínica”, afirma a especialista.

Com o diagnóstico de intolerâncias alimentares confirmado pelo teste respiratório, o manejo costuma envolver ajustes nutricionais alimentares, como a adoção temporária de dietas que restringem carboidratos de difícil absorção.

Nos casos de SIBO, antibióticos específicos podem ser prescritos pelo gastroenterologista. O acompanhamento multidisciplinar tende a ser mais eficaz justamente por se basear em uma causa identificada.

“Quando a origem dos sintomas não é identificada, o paciente entra em um ciclo prolongado de consultas, dietas por conta própria e uso de medicações sintomáticas que não resolvem o problema. Um diagnóstico preciso encurta esse caminho e muda completamente a abordagem terapêutica”, conclui Vera Lúcia Ângelo Andrade, gastroenterologista, possui Mestrado e Doutorado em Ciências, com foco em Patologia Geral. É especialista em Gastroenterologia e Doenças Funcionais, sócia-proprietária da Clínica NU.V.E.M em Belo Horizonte.

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