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CULINÁRIA

Doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir carboidrato antes do treino

Fonte de carboidratos, o doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir pequenas porções antes da atividade física; confira também receitas simples para preparar em casa

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Embora pareça contraditório para quem associa alimentação esportiva apenas a frutas, proteínas e preparações consideradas “fit”, o doce de leite pode, sim, ter espaço na rotina de quem pratica atividade física.

A indicação é da nutricionista Beatriz Duarte Oliveira Carneiro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva.

Segundo ela, por ser fonte de carboidratos, o doce de leite pode oferecer energia para o organismo antes do exercício, especialmente para pessoas que não conseguem fazer uma refeição completa nos momentos que antecedem o treino.

“Por ser uma boa fonte de carboidratos, o doce de leite é uma boa opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física. É também ideal para quem prefere consumir algo de menor volume ou que não consegue fazer uma refeição completa antes do exercício”, explica a nutricionista.

Os carboidratos têm papel importante na produção de energia para o corpo. Por isso, alimentos com maior disponibilidade desse nutriente podem ser utilizados estrategicamente antes de determinadas atividades, considerando fatores como o horário do treino, a intensidade do exercício e as necessidades individuais.

DOCES NÃO SÃO VILÕES

Para quem sente vontade de comer algo doce antes ou depois da atividade física, a especialista lembra que nenhum alimento deve ser analisado isoladamente.

Um doce de leite, chocolate ou outra sobremesa pode fazer parte da alimentação, desde que sejam observados aspectos como composição, quantidade, frequência de consumo e o contexto geral da dieta.

“Não é necessário eliminar os doces, mas sim aprender a incluí-los de forma equilibrada, respeitando as necessidades do organismo e as diferentes fases da vida do homem e da mulher”, afirma Beatriz.

A proposta, portanto, não é transformar o doce de leite em um alimento obrigatório para quem treina, mas entender que ele pode ser uma alternativa prática em determinados momentos.

Por ter menor volume, uma pequena porção pode ser interessante para pessoas que sentem desconforto ao consumir refeições maiores antes do exercício. Ainda assim, a escolha deve considerar a tolerância individual e o tipo de atividade que será realizada.

QUANTIDADE IDEAL

Uma pequena porção pode ser suficiente para fornecer carboidratos antes de exercícios de curta duração ou de treinos intensos.

Como referência, cerca de uma colher de sopa rasa – aproximadamente 15 gramas a 20 gramas – pode ser consumida próximo ao horário da atividade, dependendo da orientação nutricional e da estratégia alimentar de cada pessoa.

Por ser rico em açúcares, o doce de leite fornece energia rapidamente. No entanto, isso também exige atenção. O consumo exagerado pode provocar uma elevação rápida da glicose no sangue e não necessariamente será a melhor estratégia para todos os objetivos ou modalidades esportivas.

Em treinos longos, por exemplo, a alimentação precisa ser planejada de forma mais ampla, considerando a duração da atividade e a necessidade de reposição energética. Pessoas com condições específicas de saúde ou que seguem estratégias voltadas ao emagrecimento também devem buscar orientação individualizada.

Segundo a nutricionista, o alimento pode ser especialmente útil em rotinas com alto gasto energético, como treinos voltados à hipertrofia, desde que esteja alinhado ao restante da alimentação.

Além da questão nutricional, incluir uma pequena quantidade de um alimento de que a pessoa gosta pode ajudar na relação com a comida. A vontade de comer doce não precisa significar que a dieta “deu errado”. Quando há equilíbrio, o prazer também pode fazer parte da rotina alimentar.

CASEIRO É MELHOR

Outra recomendação de Beatriz Carneiro é dar preferência às versões caseiras. Embora existam no mercado produtos adoçados com substitutos do açúcar e divulgados como opções mais “fit”, a especialista observa que receitas caseiras podem manter uma proposta mais simples.

“Existem versões com adoçantes, trazendo uma proposta mais ‘fit’, mas, para uma receita caseira, elas normalmente exigem a inclusão de vários outros ingredientes e acabam fugindo um pouco da proposta de um doce de leite simples e mais natural”, sugere.

Banana com doce de leite e canela

Ingredientes:

  • 1 banana;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite;
  • Canela a gosto.

Modo de Preparo:

Corte a banana ao meio ou em rodelas e acrescente o doce de leite por cima. Finalize com canela.

pexels karola g 6659683Foto: Pexels

Torrada com doce de leite

Ingredientes:

  • 1 ou 2 torradas;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite.

Modo de Preparo:

Basta espalhar o doce de leite sobre as torradas e consumir próximo ao horário do treino, respeitando a tolerância individual.

pexels nano erdozain 120534369 33775613Foto: Pexels

Doce de leite caseiro tradicional

Ingredientes:

1 litro de leite integral;
250 gramas de açúcar;
1 pitada de bicarbonato de sódio (opcional).

Modo de Preparo:

>Em uma panela grande e de fundo grosso, coloque o leite, o açúcar e o bicarbonato. Leve ao fogo médio e mexa até que o açúcar esteja completamente dissolvido.

Quando a mistura começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente. Mexa de tempos em tempos para evitar que o doce grude no fundo da panela.

À medida que o leite reduz, a mistura ficará mais espessa e ganhará a coloração característica do doce de leite. Quando estiver próximo da consistência desejada, mexa continuamente para evitar que queime.

Desligue o fogo quando o doce estiver um pouco mais cremoso do que a textura desejada, já que ele tende a ficar mais firme depois de frio. Transfira para um recipiente de vidro e deixe esfriar.

> Dica: para um doce mais claro e cremoso, mantenha o fogo baixo durante todo o preparo. Para uma versão mais escura e com sabor mais caramelizado, deixe cozinhar por mais tempo.

diálogo

Candidato que já sentou no trono e que ainda nem conquistou a cadeira... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta sexta-feira (3)

04/09/2026 00h01

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Hilda Hilst - escritora brasileira

"Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais”

Felpuda

Candidato que já sentou no trono e que ainda nem conquistou a cadeira de reeleição está mirando novamente poltrona da presidência da Assembleia de MS. A impressão é de que alguns enxergam o Legislativo estadual como um feudo, com direito a trono, súditos e território demarcado. O curioso é que, primeiro, é preciso ganhar a eleição, depois, conquistar os votos dos colegas e, só então, pensar na presidência. Mas, na política, há quem goste de contar os bois antes mesmo de comprar a fazenda. E isso, às vezes, não apresenta bom resultado.

Cautela

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Campo Grande chegou a 92,7 pontos em agosto, alta de 4,3% em relação a julho, mas ainda abaixo dos 100 pontos que separam otimismo de pessimismo. A percepção sobre a economia permanece cautelosa (34 pontos).

Mais

Ainda com relação ao índice de confiança, verificou-se que o comércio de bens duráveis registrou 95 pontos, avanço de 5,9%, e apresentou o melhor desempenho. Os dados são do Sistema Comércio MS e do Instituto de Pesquisa Fecomércio.

Maria Olga Mandetta, Fabiana Jallad e Dr. Hélio Mandetta
Helena Augusta e Tete Conde

Fora de foco

A oposição do PT ao governador Riedel ainda parece procurar rumo dentro da Assembleia. Os discursos em plenário, em vez de apresentar críticas consistentes, muitas vezes soam como comentários só para “causar”. Até agora, nenhum dos “tiros” petistas conseguiu atingir alvo que produza maior repercussão política. E há uma curiosidade: quando o assunto é eleição, Lula aparece em quase toda conversa. Já o candidato Fábio Trad parece ter sido esquecido pelos próprios companheiros. Vai vendo...

Favoráveis

As investigações da Operação Antivírus, que apurou suspeitas em contratos do Detran-MS, continuam produzindo decisões favoráveis a investigados. Agora, o MPMS se manifestou pela absolvição do deputado Gerson Claro, da acusação de corrupção passiva. A apuração remonta ao período em que ele comandava o Detran-MS e envolve contratos da autarquia. Entre eles está negócio de R$ 7,416 milhões firmado sem licitação.

Em análise

A Câmara Municipal de Campo Grande começou a analisar a proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027, que prevê receitas e despesas de aproximadamente R$ 7,7 bilhões. O projeto, encaminhado pelo Executivo, estima crescimento de 10,67% em relação aos R$ 6,9 bilhões previstos para este ano. Agora será definida a relatoria e aberto o prazo para que os vereadores apresentem emendas. É justamente nessa fase que começam as disputas por recursos para obras e serviços.

Aniversariantes

  • Cleuza Vasconcellos,
  • Marithê Cogo,
  • Fernando Santos Gonçalves,
  • Geovanna da Silva Coutinho Lanzarine,
  • Silvia Rafaela Bergottini,
  • Joselina Nunes Neves,
  • Olga Tila Menegale Silva,
  • Ludovico Adami,
  • Leonildo Franchin,
  • Matheus Bechuate Corrêa Peralta,
  • Lourival Ribeiro de Souza,
  • Valmir Messias de Moura Fé,
  • Rosalvo Santos da Silveira,
  • Alaor Suriano Maia,
  • Cynthia Folley Coelho,
  • Jary Ferreira de Almeida,
  • Jaime Candido,
  • Venezito Kioshi Muta,
  • Martins Alves de Oliveira,
  • Douglas Sanches Tiburcio,
  • Maria Celeste Vale do Espírito Santo,
  • Dra. Soraya Saad Sayegh,
  • Dr. Nilo Genaro Klafke,
  • Alcira Rodrigues dos Santos Correa,
  • Dra. Ivone Weber Prieto,
  • Antônio Maria Nunes Rondon Filho,
  • Etiene Garcia da Cunha,
  • Wilkens Pereira Leite,
  • Teóphilo Barboza Massi,
  • Helen Cristie Messias,
  • Luiz Henrique Mujica,
  • Maricelma Vila Maior Zapata,
  • Maria Neide Araujo Silva,
  • Gabriel Arruda da Costa,
  • Jaqueline Maidana da Silva,
  • Elza Castro Andrade,
  • Ana Cláudia Ferreira Stapani,
  • Denize Silva de Oliveira,
  • Robson de Araujo Martins,
  • Sebastião Ivo,
  • Nivaldo Mota,
  • Alice Maira de Almeida,
  • Maria Josefina Borghette Zampieri,
  • Vivian Ferreira Chaves,
  • Dr. Lauro Takeshi Miyasato,
  • Eni Nantes Martins,
  • Fernanda Gonçalves Pereira da Silva Wanderley,
  • João Mujica,
  • Aparecido Camilo de Oliveira,
  • Luiz Paulo Contrin Guimarães,
  • Mauro José Ocampos,
  • Conceição Gamarra,
  • Rogério de Avelar,
  • Camila Pompeo dos Santos,
  • Adolpho Figueiredo,
  • Joyce de Almeida Pires,
  • Delson Monteiro Ferreira,
  • Cleide Alves de Almeida,
  • Gladys dos Santos Azuaga,
  • Roney Jorge Kalil Pinheiro,
  • Darlene Saab Guedes,
  • Marina de Souza Mello,
  • Gregório Otoni de Camargo,
  • Tereza Terumi Taniguchi,
  • Auci Corrêa Fernandes,
  • Flávia Renata Menezes Polon,
  • Patrícia Costa Anache,
  • Carlos Alberto Rodrigues Morruda,
  • Fabiane Romeiro Salvian,
  • Gilson Rodolfo Martins,
  • Ângela Maria Ferreira Rodrigues,
  • Iria dos Santos Loreto,
  • Jorge Bertulino de Marco,
  • Gilberto de Mattos Rizzo,
  • Renato Lacerda Cesar,
  • Vera Lúcia Andrade,
  • Masuko Gonda,
  • Ana Maria de Menezes,
  • Dr. Nelson Neves de Farias,
  • Edilo Francisco Trentin,
  • Paula dos Santos Nobre,
  • Nádia Eunice da Silva,
  • Catarina Florêncio,
  • Esperanza Rojas Orozco,
  • Cleonice Franca Gouveia,
  • Ângela Hitomi Yabusame,
  • Nelson Vieira Lopes,
  • Manoel Henrique Lopes Zequini,
  • João Carlos Brum Farias,
  • Nina Negri Schneider,
  • Altair Leonel da Silva,
  • Helena Corrêa da Costa,
  • Aristides José Ortiz,
  • Marcos Antônio Volpato,
  • André Luiz Trindade de Souza,
  • Emmanuel Olegário Macedo,
  • Leize Oliveira de Britto,
  • Emerson Chaves Furlaneto,
  • Livia Pereira de Souza Rosa,
  • Ronaldo Cesar Miranda Ramos,
  • Luiz Carlos Barbosa Torres,
  • Flávio Antonio de Oliveira,
  • Luiz Wagner Couto de Souza,
  • Dirce Rosa Puerari,
  • Fábio Alves Monteiro,
  • Guilherme Frederico de Figueiredo Castro,
  • Jakeline Rodrigues de Andrade Girardi.

* Colaborou Tatyane Gameiro

Saúde integrativa

Autocuidado vai além do espelho e une saúde, beleza e bem-estar em encontro

Evento Além da Aparência, promovido pela nutricionista Luanna Caramalac, reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a relação entre alimentação, estética, imagem, autoestima e qualidade de vida

03/09/2026 08h30

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro Divulgação

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Promovido pela nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac no Dia do Nutricionista, que foi celebrado nesta segunda-feira, o evento Além da Aparência reuniu cerca de 30 mulheres no Instituto LCM, no The Place Corporate, e marcou também os cinco anos de atuação da instituição na Capital.

A proposta do encontro foi discutir uma mudança percebida em diferentes áreas relacionadas à beleza: a procura crescente por resultados mais naturais, individualizados e menos associados à transformação radical da aparência.

No talk, porém, a conversa foi além dos procedimentos estéticos e trouxe uma reflexão sobre aquilo que sustenta a imagem que aparece externamente.

“Estamos vivendo um momento em que as pessoas buscam cada vez mais o cuidado de dentro para fora”, resumiu Luanna durante a abertura da conversa.

Para a nutricionista, a alimentação não deve ser compreendida apenas como uma ferramenta para emagrecer ou modificar o corpo. Sua atuação profissional parte de uma visão mais ampla, que considera a relação entre nutrição, prevenção, qualidade de vida e as necessidades individuais de cada paciente.

MAIS DO QUE DIETA

Ao celebrar cinco anos do Instituto LCM, Luanna também compartilhou parte de sua trajetória pessoal e profissional. A nutricionista afirmou que sua compreensão sobre saúde ultrapassa a ideia de prescrever dietas ou estabelecer regras universais de alimentação.

“É a nutrição que eu acredito, que não é só uma nutrição de fazer uma dieta. É de fato ir à causa, à raiz do problema do paciente, tratar o todo”, afirmou.

Segundo ela, cada pessoa possui uma rotina, um histórico e necessidades, o que exige acompanhamento individualizado. Essa perspectiva busca afastar soluções imediatistas e aproximar o cuidado de hábitos que possam ser sustentados ao longo do tempo.

A ideia central do evento foi justamente mostrar que saúde e aparência não precisam ser tratadas como assuntos completamente separados.

Alterações na pele, no cabelo e no corpo podem levar pessoas a buscar respostas exclusivamente em produtos ou procedimentos, quando outros fatores relacionados à saúde também merecem a atenção.

Essa integração foi um dos principais pontos discutidos pelas convidadas.

BELEZA ALÉM DO ESPELHO

A empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas Thielly Prado levou ao encontro a experiência de quem acompanha diariamente mulheres em busca de mudanças na imagem.

Para ela, a transformação observada nos últimos anos vai além da procura por determinados procedimentos. Muitas clientes passaram a buscar espaços de cuidado, pausa e acolhimento.

Thielly relacionou essa mudança ao período da pandemia, quando muitas pessoas foram obrigadas a desacelerar e passaram mais tempo dentro de casa.

“Depois da pandemia, eu vi o quanto as pessoas já não estavam mais buscando somente [fazer] uma sobrancelha, uma escova ou um pé e mão. Todo mundo começou a buscar essa paz”, afirmou.

Segundo ela, o contato cotidiano com mulheres também permite perceber como questões aparentemente relacionadas à estética podem estar conectadas a outras dimensões da vida.

“Não é só sobrancelha, não é só botox, não é só harmonização. É um todo”, disse.

A profissional ressaltou que sinais percebidos externamente podem despertar dúvidas sobre alimentação, rotina e acompanhamento de saúde.

A intenção, segundo ela, não é transformar a aparência em um diagnóstico, mas compreender que o autocuidado pode exigir uma rede de profissionais e diferentes formas de atenção.

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane OrroDa esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac, nutricionista funcional e integrativa; e a médica Viviane Orro - Foto: Divulgação

CEREJA DO BOLO

A biomédica Natália Morota, especializada em harmonização facial e rejuvenescimento, também defendeu uma abordagem que não coloque os procedimentos estéticos como única resposta para a busca por autoestima.

Com 16 anos de atuação na área da beleza, ela afirmou que passou a compreender a estética de forma diferente ao perceber o impacto que a relação de uma pessoa com a própria imagem pode ter em outras áreas da vida.

“Quando a gente transforma uma mulher, a vida dela inteira muda. Como a gente se vê, a gente começa a se comportar de outra forma”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Natália destacou que intervenções externas não substituem os cuidados básicos relacionados à saúde.

Para ela, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte de uma estrutura que sustenta os resultados buscados também na estética.

“Não adianta fazer um estímulo de colágeno se a paciente não tem nutrientes suficientes para sustentar aquilo. A estética é a cereja do bolo”, comparou.

A fala também trouxe um alerta sobre a procura por soluções rápidas para emagrecimento ou transformação corporal sem o acompanhamento adequado. A popularização de medicamentos e procedimentos não elimina, segundo as participantes, a necessidade de avaliação individual e orientação profissional.

IMAGEM QUE VESTE

A influenciadora e empresária de moda Bruna Gonçalves acrescentou ao debate a relação entre vestuário, identidade e autoestima.

Para ela, a imagem é importante na maneira como uma pessoa se apresenta ao mundo, mas não é suficiente para definir quem ela é.

“A beleza faz sentido a partir da imagem que a gente entrega quando chega a um lugar, mas quem permanece é a nossa essência”, afirmou.

Bruna relacionou o cuidado com a aparência à capacidade de reconhecer a identidade. Vestir uma roupa e se sentir bem, segundo ela, pode ser uma forma de reconhecer qualidades que já existem, e não necessariamente criar uma nova versão de si mesma.

Em sua fala, contou que momentos difíceis de sua vida também mudaram sua maneira de enxergar o autocuidado.

“A beleza externa, como eu cuido de mim por fora, me ajudou muito. Porque a beleza externa também pode refletir aquilo que está interno”, disse.

Para a empresária, a forma como uma mulher ocupa os espaços, se relaciona com outras pessoas e constrói sua presença também faz parte daquilo que pode ser entendido como beleza.

SAÚDE VEM ANTES

A médica Viviane Orro trouxe para a conversa sua experiência de mudança profissional. Atuante anteriormente na terapia intensiva e na nefrologia, ela decidiu, após a pandemia e um período de sobrecarga, fazer uma transição para a área da medicina estética e dos procedimentos faciais.

A mudança, segundo ela, também foi motivada pela necessidade de buscar mais qualidade de vida. Durante a pandemia, Viviane esteve na linha de frente da assistência médica e afirmou que o período modificou profundamente sua relação com o trabalho e com o cuidado pessoal.

“Eu precisava ter mais tempo com a minha família e mais tempo para cuidar de mim”, contou.

Na nova área de atuação, porém, ela disse ter levado consigo uma percepção construída durante os anos em que trabalhou com pacientes em situações graves: a importância de um organismo saudável e adequadamente acompanhado.

“A profissão da nutricionista é muito mais importante do que as pessoas têm exata noção. Se a gente tem um corpo nutrido, um corpo saudável, a nossa expectativa de vida muda, o nosso humor muda, a nossa energia muda”, afirmou.

Mesmo trabalhando atualmente com estética, Viviane defendeu que os procedimentos devem ocupar um lugar complementar no cuidado. “A beleza é segundo plano. A estética é segundo plano”, disse.

Para a médica, o ponto de partida precisa ser a saúde e a capacidade de uma pessoa de reconhecer a autoimagem sem transformar cada característica natural em um problema a ser corrigido. “Ela tem que olhar no espelho e falar: ‘Eu sou linda. Essas rugas são a minha história’”, afirmou.

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