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Meio ambiente

Em 30 anos de dedicação à natureza, Nereu Rios diz que já produziu mais de um milhão de árvores

Ambientalista coleta sementes, faz mudas e espalha pelo cerrado para proteger o meio ambiente

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“Deus disse: vou ajeitar a você um dom: vou pertencer você para uma árvore.

E pertenceu-me”. É com esta frase do poeta Manoel de Barros que Nereu Rios, 61 anos, se inspira para coletar sementes de árvores do nosso cerrado.

Há mais de 30 anos ele se dedica aos viveiros, onde produz mudas das sementes que coleta por onde passa. “Falar de árvore é falar de poesia, é falar de Manoel de Barros, que tem centenas de versos falando de árvore. É falar sobre os valores da vida, do bem-estar que dá ter uma árvore no jardim, em uma avenida, na cidade, é cultural, emocional e poético”, acredita. 

Por ano, Nereu afirma que produz 50 mil mudas. “Já devo ter plantado um milhão de árvores em Campo Grande, na nossa região e também em outros estados”, explica.  

 

Além de todo o contexto ambiental, coletar sementes é uma forma de preservar a história do ecossistema brasileiro. “Muitas dessas sementes fazem parte da memória das pessoas, remetem à infância ou a uma ocasião. A árvore tem esse poder de integrar o ser humano, e hoje parece que essa realidade já está distante da nova geração. O que faço é justamente manter esse sentimento vivo”, explica.

Ele ressalta ainda que as sementes estão muito mais presentes em nossas vidas do que imaginamos. Na gastronomia, por exemplo, elas têm cada vez conquistado mais espaço. “O baru é uma semente nutritiva e rica em proteína. Muitas pessoas a utilizam em bolos e saladas. O ideal mesmo é comer o baru torrado, já que, assim, é possível inativar os fatores antinutricionais. E tem também o pequi, que vem de uma semente e é muito utilizado na culinária local, além de ser bom para a imunidade e ajudar a diminuir o nível de colesterol”, alerta Rios.

Sobre ter uma vida dedicada a coletar, separar, organizar e encaminhar sementes, Nereu explica que, para ele, o sentimento é de gratidão. “Elas são embriões de vida, só quem trabalha com isso, respira isso e sabe da importância de ver uma semente germinando na secura do nosso cerrado entende este valor. É demais de gratificante você plantar e zelar por algo que daqui 10 anos, 15 anos terá mais de 15 metros de altura e ainda fará sombra. Isso é mágico”.

 

 

Técnica de coleta

Sobre o processo de coleta, Nereu afirma que há todo um cuidado em pedir autorização para entrar em matas dentro de áreas privadas e cautela na escolha das sementes. “A gente tem algumas rotas mapeadas na região da Serra da Bodoquena, Bonito e Jardim. Nossa seleção é criteriosa, até porque optamos por novas matrizes para não ficar perpetuando a mesma espécie”, explica.

Depois de retirada, a espécie é removida da vagem para depois ser secada e embalada em vidro. Ele ressalta ainda que mantém a espécie em uma geladeira para melhor durabilidade de germinação da semente.

Quanto às queimadas que assolaram o Pantanal nos últimos meses, o ambientalista reforça ainda mais o poder de preservação das árvores. “Neste momento em que se queima tudo e que a questão ambiental está jogada no Brasil, a gente vê o desmonte do Ibama, a gente vai vendo que é preciso falar mais sobre a preservação e ampliar a conscientização das futuras gerações”, acredita.

LUTO

Ex-paquito Robson Barros morre aos 57 anos; Xuxa e colegas lamentam

A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte

21/06/2026 23h00

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos Foto: Reprodução

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Robson Barros, ex-paquito dos programas de Xuxa Meneghel na década de 1980, morreu no sábado, 20, aos 57 anos de idade. A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte.

O velório ocorreu no cemitério Parque Morumby, e o sepultamento no cemitério de Congonhas, em São Paulo, neste domingo, 21.

A morte de Robson Barros foi lamentada por diversos colegas, fãs e amigos, incluindo Xuxa.

A apresentadora publicou um vídeo em que ele canta no Xou da Xuxa como homenagem.

"Meu Robson Paulistinha. Você foi e é um cara incrível. Que Deus te receba com um sorriso lindo e muito carinho. Você merece todos os aplausos, meu eterno paquito. Te amamos", escreveu ela.

"Robson é um dos caras mais legais que eu conheci. Descansa, meu querido", postou Juliana Baroni.

Andréa Sorvetão, outra ex-paquita, relembrou uma foto ao lado do colega: "Querido e amado amigo Robson Barros! Sem palavras! Triste demais."

Quem eram os 'paquitos' de Xuxa, como Robson Barros

Além de assistentes de palco de Xuxa, os paquitos - versão masculina das famosas paquitas, que já a acompanhavam há algum tempo - também tiveram carreira musical, lançando discos entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990.

Além de Robson Barros, integraram o grupo Paquitos Marcello Faustini, Egon Júnior, Alexandre Canhoni, Yuri Martins e Cláudio Heinrich (que chegou a protagonizar a novela Uga Uga anos depois)

Confira abaixo uma imagem publicada no Instagram de Robson Barros referente à época em que ele ainda era um 'paquito' de Xuxa.

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Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado.

21/06/2026 18h30

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Foto: Divulgação

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Poucas gerações se preocuparam tanto com a felicidade dos filhos quanto a atual. Queremos protegê-los das frustrações, evitar sofrimentos e oferecer oportunidades que talvez não tenhamos tido. A intenção é legítima. O problema começa quando transformamos a felicidade em uma obrigação permanente.

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado. Correm para resolver conflitos, antecipam soluções e tentam eliminar qualquer desconforto. Mas crescer envolve justamente aprender a lidar com emoções difíceis.

A vida não é composta apenas por momentos agradáveis. Perder um jogo, receber um “não”, enfrentar uma decepção amorosa ou não conseguir alcançar um objetivo fazem parte da experiência humana. Quando impedimos nossos filhos de viver essas situações, também limitamos a oportunidade de desenvolver recursos emocionais para enfrentá-las.

Resiliência não nasce da ausência de dificuldades. Ela se constrói quando a criança atravessa desafios e descobre que é capaz de suportá-los. Isso não significa abandonar ou minimizar o sofrimento. Significa acolher emoções sem precisar eliminá-las imediatamente.

Existe uma diferença importante entre proteger e superproteger. Proteger é oferecer segurança e apoio. Superproteger é impedir que a criança experimente situações compatíveis com sua idade e desenvolva autonomia emocional.

Como pais, nosso papel não é garantir felicidade constante. É ajudar nossos filhos a construir ferramentas para lidar com os altos e baixos da vida. Afinal, saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. Significa reconhecer sentimentos, expressá-los de forma saudável e seguir em frente apesar deles.

Talvez uma das maiores demonstrações de amor seja permanecer ao lado dos filhos quando eles sofrem, sem a necessidade de apagar imediatamente a dor. Porque crescer emocionalmente não depende da ausência de frustração, mas da capacidade de atravessar.

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Dra. Vanessa Abdo - Divulgação

 

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