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Em meio às críticas de artistas e produtores, Setesc anuncia Superintendência de Economia Criativa

Setescc faz anúncio de Superintendência de Economia Criativa com presença de Cláudia Leitão, que lança livro sobre o tema

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Com mestrado em Direito e doutorado em Sociologia, ela é advogada de formação e ocupou, nas últimas duas décadas, postos importantes no poder público do Ceará, seu estado de origem, e no governo federal. Cláudia Sousa Leitão tornou-se, durante esse período, uma das maiores referências – talvez a principal delas – quando o assunto é articular a expressão artística brasileira com a sua dimensão de indústria cultural.

Ou, como a própria especialista prefere, quando o tema está relacionado à chamada economia criativa no País, área em que já esteve à frente, por exemplo, no Ministério da Cultura (2011 a 2013), como uma das principais articuladoras da Pasta, ou quando foi secretária estadual de Cultura no Ceará.

O currículo da especialista estende-se à atuação na sala de aula e, no papel de consultora sobre o tema, em organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Cláudia também vem se dedicando a pesquisas e a publicações sobre o segmento que a transformou em mente brilhante e em fonte permanente de interlocução.

Mesmo assim, com tanta patente, parece haver cautela quanto à sua presença em Campo Grande, onde lança hoje, às 19h, no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a mais recente publicação que organizou: “Criatividade e Emancipação nas Comunidades-Rede – Contribuições para Uma Economia Criativa Brasileira”.

SUPERINTENDÊNCIA

É que o lançamento foi articulado como dobradinha de uma agenda da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), a apresentação oficial da Superintendência de Economia Criativa de Mato Grosso do Sul, ligada à Pasta comandada pelo secretário Marcelo Miranda. Quem está à frente da superintendência é o especialista em gestão cultural Décio Coutinho. 

O anúncio da nova estrutura vem no bojo do desligamento de Max Freitas do cargo de diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e de entraves na condução das políticas para o setor, a exemplo dos editais públicos relacionados ao Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e ao Festival de Inverno de Bonito (FIB).

Nos dois casos, a classe artística vem se manifestando com críticas aos critérios, ao andamento das etapas dos processos de seleção – para atrações e projetos a serem escolhidos – e, em relação ao FIC, à exposição de motivos que fundamentaram a eliminação de propostas inscritas, conforme a lista dos projetos habilitados, divulgada há uma semana.

Para ter acesso ao parecer técnico que justifica a desclassificação no FIC, cada proponente precisa enviar um e-mail para a FCMS com a solicitação. Somente depois é possível entrar com recurso para uma possível reavaliação.

Como o prazo inicial, já previsto no edital, era de apenas cinco dias úteis, houve grita geral de artistas e produtores e a Setescc acabou prorrogando a data para o pedido de recurso. Mas o estrago já estava feito.

Sobre a saída de Max Freitas da Fundação de Cultura, publicada no Diário Oficial do Estado de 19 de junho, o titular da Setescc disse a este repórter que não se trata de “nada grave, dificuldade de construção juntos”. Instalou-se, a partir daí, de qualquer modo, o temor de que a Cultura perca, mais uma vez, o status de secretaria no governo do Estado de MS.

Freitas havia publicado, mais cedo no mesmo dia, uma carta em suas redes sociais, elencando, entre as razões de seu desligamento, desde a vida pessoal a “algumas ações administrativas que não são de meu perfil, algo novo, totalmente diferente, que não soube acompanhar ou talvez que realmente não concordava e não quis acompanhar”.

Ao responder ao Correio B, Miranda, que passou a acumular a chefia da FCMS, lamentou o afastamento.

“Eu estou sentido com a saída do Max, apesar de algumas divergências técnicas, acho que a experiência dele podia contribuir muito com a cultura no Estado. Vamos recompor a equipe para não haver prejuízo na programação dos festivais e nos programas culturais”, afirmou o secretário, que reiterou a missiva em nota pública redigida em primeira pessoa.

Além de todo o imbróglio envolvendo o organograma da Setescc, poder público, artistas e produtores precisam correr contra o tempo para garantir que os R$ 52 milhões da Lei Paulo Gustavo destinados a MS não voltem para os cofres da União.

Para isso, cada um dos 79 municípios deve apresentar, até o dia 11 de julho, um plano expondo como vai executar a distribuição de sua parcela da verba voltada ao fomento cultural. Pelo menos metade das prefeituras ainda não fizeram o dever de casa.

LIVRO

E o principal motivo talvez seja o ainda alto grau de informalidade da esfera cultural, ao mesmo tempo, uma das lacunas e dos riscos que mais aparecem nas análises de conjunto do setor, inclusive no conteúdo da nova publicação assinada por Cláudia Leitão.

“O livro homenageia, a partir do seu título, a obra seminal de Celso Furtado, ‘Criatividade e Dependência na Civilização Industrial’, publicada em 1978. A premissa aqui é partir do pensamento de Furtado para retomar a criatividade como insumo do desenvolvimento brasileiro no século 21”, afirma a especialista, que também presta consultoria ao Sebrae.

“Em nosso contexto de grave crise política, social, econômica, ambiental e cultural, a economia criativa pode e deve disputar espaço e reconhecimento, entre as políticas públicas, para liderar a gestão competente dos recursos da cultura e da criatividade em favor do bem comum e do bem viver”, prossegue.

Segundo Cláudia Leitão, o livro oferece “subsídios originais capazes de despertar interesses diversos nos mais variados agentes: gestores públicos, pesquisadores, profissionais das redes criativas, políticos, alunos e professores, empreendedores, enfim, todos aqueles compromissados com a construção do desenvolvimento sustentável baseado no envolvimento das populações em seus territórios para a superação da desigualdade, da violência e do autoritarismo”.

“Criatividade e Emancipação nas Comunidades-Rede – Contribuições para Uma Economia Criativa Brasileira” traz o selo do Instituto Itaú Cultural e da Editora WMF Martins Fontes e integra um projeto mais amplo, que envolve outras publicações e a atualização de um banco de dados de acesso público, com uma série de informações, análises e projeções para o setor.

CULTURA BILIONÁRIA

O Itaú Cultural vem divulgando, desde o mês de abril, a última leva de dados da pesquisa Hábitos Culturais, uma ferramenta fundamental para se visualizar e entender o PIB da cultura, “apelido” para a nomenclatura mais completa que vem sendo utilizada pelos estudiosos: Produto Interno Bruto (PIB) e dados econômicos da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas (Ecic) para o Brasil.

A partir dos dados mais recentes disponíveis, que são do ano de 2020, o PIB da cultura, ou seja, a contribuição da Ecic para o PIB brasileiro, é de 3,11%.

Do total de empresas do segmento, mais de 130 mil, o Sudeste concentra 48%, e o Centro-Oeste, 8%. Para o cálculo, “no lugar da tradicional ótica do produto”, foi utilizada a renda como critério.

A mesma pesquisa revela, sempre tendo como base o ano de 2020, que o PIB da cultura de Mato Grosso do Sul supera o montante de um bilhão de reais – R$ 1.005.484.000. A publicidade (395), a moda (296) e o segmento cinema-rádio-TV (147) são as categorias com maior número de empresas, enquanto a música (09) está em penúltimo lugar.

As empresas criativas do Estado geraram mais de R$ 2,3 bilhões de receita bruta e aproximadamente R$ 470 milhões em lucros. A pesquisa não revela o grau de formalidade da mão de obra da área cultural. No Centro-Oeste, a informalidade chega a 40%. 

“Com base nesses dados, acredito que o Estado terá condições mais concretas para o desenvolvimento individual de cada atividade cultural. Com a Superintendência de Economia Criativa na Setescc, acredito que o governo do Estado poderá alavancar ainda mais esse setor.

É importante entender que a economia criativa em MS é uma potência a ser desenvolvida. E vamos construir essas possibilidades para o Estado”, afirma Décio Coutinho.
O Sebrae fica na Avenida Mato Grosso, nº 1.661.

Diálogo

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (26)

26/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Leandro Karnal - Escritor brasileiro

"Pessoas elevadas falam de ideias; pessoas medianas falam de fatos; pessoas vulgares falam de pessoas”.

FELPUDA

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de andar com os olhos bem abertos. Adversários da esquerda já estão batendo às portas da Justiça Eleitoral para denunciar propagandas dos desafetos. Entre as reclamações estão até painéis com dimensões consideradas fora do padrão. A disputa parece ter ganho um novo instrumento: a fita métrica eleitoral. Pelo jeito, tem gente procurando milímetro por milímetro “irregularidade monumental”. E na eleição, até o tamanho do painel pode virar munição para uma boa briga jurídica.

Diálogo

Romaria

O escritório político de Reinaldo Azambuja tem recebido uma sucessão de lideranças interessadas em reafirmar apoio à candidatura ao Senado. Prefeitos e outras figuras políticas vêm passando pelo local em demonstrações públicas de alinhamento com o projeto eleitoral.

Mais

A movimentação revela uma campanha que procura consolidar apoios antes da reta decisiva. Azambuja, experiente na política, evita adotar o discurso de vitória antecipada. Sabe que alianças e pesquisas ajudam, mas é o último voto depositado na urna que efetivamente define o resultado.

Diálogo Luciene Orsi Abdul Ahad e Jorge Abdul Ahad - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoIzabella Andrade - Foto: Arquivo Pessoal

Poço

Em MS, tem candidato a deputado disputando eleição como se o orçamento público fosse um poço sem fundo. Na falta de propostas realmente novas, aparecem promessas para todos os gostos. O problema é que boa parte delas depende de recursos, convênios e liberações que não acontecem simplesmente porque o candidato prometeu. Há projetos que exigem longa peregrinação pelos gabinetes. Portanto...

Cobrança

O deputado estadual Pedro Caravina colocou na pauta um problema ambiental que vem preocupando, há muito tempo, municípios da região do Rio Pardo: a proliferação de macrófitas aquáticas. A cobrança é por explicações sobre a abertura das comportas da Usina Mimoso e o deslocamento da vegetação para áreas de Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Caravina quer saber quais critérios técnicos foram utilizados para a operação e se os impactos ambientais estão sendo considerados. 

Aqui, não!

Moradores e comerciantes do Bairro Amambaí lotaram audiência pública promovida pela Câmara Municipal  de Campo Grande, para discutir a instalação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua na região. A proposta prevê a mudança para o antigo prédio da Secretaria de Assistência Social. Durante a audiência, moradores protestaram e manifestaram preocupação com a segurança e os possíveis impactos.

ANIVERSARIANTES 

  • Carlos Alberto Peratelli,
  • Dr. Luiz Antônio Saab,
  • Dra. Isabella Miotello Ferrão, 
  • Dr. Oclécio Assunção Júnior, 
  • Yuri Andreis Boeira, 
  • Antônio Benjamim Correa da Costa,
  • Clóvis Martins,
  • Edgar Andrade D´Avila,
  • Eloina Yanez Brites,
  • Moezis José dos Santos,
  • Jorge Ono,
  • Inêz Geralda de Magalhães Madureira,
  • Marli Gauto Viliagra,
  • Edson Sanches,
  • Christian Maluf Victório,
  • Aroldo José de Lima,
  • Gilberto Veiga de Souza,
  • Tauana Montier Onça Bortolini, 
  • Tatiana Decarli,
  • José Roberto Tedeschi,
  • Dra. Rejane Alves de Arruda,
  • Aloysio Moreira Salles,
  • Caetano Rottilli, 
  • Thiago Rieger Silverio dos Santos,
  • Afonso Basso,
  • Dr. Hélinton Moura Lutz, 
  • Francisco Carlos Brasil Leite,  
  • Suely Aparecida Morilla Alves,
  • Eduardo Ferreira dos Santos,
  • Maria de Fátima Vieira Andrade,
  • Seiki Miiji, 
  • Antônio Cavalcante, 
  • Hélvio Rodrigo Gonçalves,
  • Alexandre Morais Cantero, 
  • Ricardo Aparecido da Silva,
  • Silvia Regina da Silva,
  • Laura Menzio,
  • Sérgio Retumba Carneiro Monteiro,
  • Moacir da Silva Queiroz,
  • Janethe Leite Cardoso,
  • Maria de Fátima de Souza,
  • Genésio Rodrigues Corrêa,
  • Aristides Brun,
  • Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão, 
  • Karla Marchitto Jacob Farias, 
  • Sônia Virgínia Moreira,
  • Pedro Franco Neto,
  • Vera Lúcia Nogueira,
  • Alcides Landfelt da Silva,
  • Sueli Alves Braga,
  • Altevir Soares de Alencar,
  • Sônia Maria Avelino Duarte,
  • Luiz Ferreira de Alencastro, 
  • Elizabeth Kioko Kohatsu,
  • Lutiane Machado Romero,
  • Dr. Benjamin Ramos, 
  • Maria de Fátima Camparin,
  • Sirley de Albuquerque,
  • Ricardo Luiz Silveira,
  • Luiza Francisca Oliveira,
  • Wilson de Paula Souza,
  • Bruno Vieira Antunes,
  • Clóvis Trindade Rocha,
  • João Tadeu Gonçalves,
  • Maria Luiza Pereira Franco,
  • Francisca da Silva Tôrres, 
  • Eliane Yamazato,
  • Danilo Mandetta Júnior, 
  • Dr. Agliberto Marcondes Rezende,
  • Kleber Pinheiro da Silva,
  • Ramão Gilberto Valiente,
  • Mauricio Vieira Gama,
  • Edson Andrade da Vila,
  • Victor Scarpellini,
  • Luiz Braz de Oliveira,
  • Francisco Muniz Soares,
  • Francisco Silva de Freitas,
  • Julio Cesar Gonçalves da Silva,
  • Adelaide Fernandes,
  • Eva Maria Barbosa,
  • Evelin Flávia Alves da Silva, 
  • Zeferina de Souza Montenegro 
  • de Camargo,
  • Alberto Magno Ribeiro Vargas,
  • Michelly de Souza Andrino,  
  • Neuri Paulo Gasparetto,
  • Ligia Toma,
  • Anna Cristina Barros Toledo Giurizatto,
  • Paulo Ricardo de Oliveira Reghin,
  • Luiz Yasunaka,
  • Glória Segrillo Faker,
  • Gustavo Rodrigues Nacasato,
  • Dr. Marcelo Oliveira dos Santos,
  • Márcio Rômulo dos Santos Saldanha, 
  • Valéria Martins dos Santos,
  • Ariane Marques de Araújo,
  • Elaine Maria dos Santos,
  • Arlindo Murilo Muniz,
  • Camila Morena Kudo da Silva,
  • Ana Paula Gaspar Melim,
  • Daniel Martins Ferreira Neto,
  • Armando de Oliveira, 
  • Regina Célia Goya,
  • Ana Cristina Castilho Sanchez,
  • Roberto Lorenzoni Neto,
  • Carlos Cesar Girardi Ferreira,
  • Norma Aquino Castro,
  • Arildo Loper.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Cultura

Show do pagodeiro Ferrugem abre a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito

Evento começa amanhã e vai até domingo, reunindo shows nacionais, teatro, dança, cinema, artes visuais, artesanato e atrações regionais em uma edição que celebra os 25 anos do festival

25/08/2026 08h30

Ferrugem

Ferrugem Foto: Divulgação

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De amanhã até domingo, Bonito recebe a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB), que neste ano aposta em uma programação diversificada, gratuita e espalhada por diferentes espaços da cidade.

Celebrando um quarto de século de história, o festival reunirá grandes nomes da música brasileira, espetáculos de dança e teatro, exposições, feira de artesanato, atividades formativas, cinema e atrações voltadas para toda a família.

A proposta é transformar novamente o principal destino de ecoturismo do Estado em um grande palco a céu aberto, onde a arte dialoga com a natureza, a memória e a identidade cultural brasileira.

O cantor Ferrugem abre a sequência de grandes shows nesta quinta-feira. Considerado um dos principais representantes do samba e do pagode da atualidade, o artista carioca deve levar ao palco sucessos como “Pirata e Tesouro”, “Pra Você Acreditar”, “Climatizar” e “Até que Enfim”.

No dia seguinte, será a vez de Léo Foguete. O pernambucano se tornou um dos fenômenos mais recentes da música brasileira após o sucesso de “Última Noite”, em parceria com Nattan, que dominou as plataformas digitais em 2024. Com apenas 22 anos, o cantor conquistou milhões de ouvintes e figura entre os artistas mais populares do País.

Encerrando a programação nacional já anunciada, Seu Jorge sobe ao palco neste sábado. Dono de uma carreira consolidada na música e no cinema, o artista é reconhecido por misturar samba, soul, MPB e ritmos afro-brasileiros em um repertório que reúne sucessos como “Burguesinha”, “Mina do Condomínio”, “Carolina” e “Amiga da Minha Mulher”.

ALÉM DOS SHOWS

Ao longo de sua trajetória, o Festival de Inverno de Bonito se consolidou justamente por oferecer uma programação que contempla diversas linguagens artísticas. Neste ano, essa característica será mantida com uma agenda que pretende ocupar diferentes espaços da cidade.

O público poderá acompanhar apresentações de dança, espetáculos teatrais, intervenções artísticas, exposições de artes visuais e atividades ligadas à cultura popular. A programação também contará com oficinas e ações formativas voltadas para artistas, estudantes e interessados em produção cultural.

Outra atração confirmada é uma edição especial do Cine Câmara, iniciativa que amplia o diálogo entre o audiovisual e a comunidade por meio da exibição de filmes e debates.

A tradicional feira de artesanato também retorna ao festival, reunindo artesãos de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. O espaço costuma ser uma vitrine para trabalhos que valorizam matérias-primas locais, saberes tradicionais e a identidade cultural sul-mato-grossense.

As atividades destinadas ao público infantil e familiar também devem ocupar lugar de destaque na programação.

ARTE LOCAL

Outra característica que faz do Festival de Inverno de Bonito uma referência nacional é a valorização da produção cultural sul-mato-grossense.

A presença dos artistas locais não apenas fortalece a cena cultural do Estado, como também promove intercâmbio entre diferentes linguagens e gera oportunidades de circulação para profissionais da cultura.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é de que a edição comemorativa seja uma das maiores da história do festival.

“O Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é de receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul”, afirma.

25 anos 

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a produção artística regional, o Festival de Inverno de Bonito tornou-se uma das principais vitrines culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Ao longo de 25 edições, o evento recebeu artistas de diferentes gerações e estilos, promoveu encontros entre criadores de diversas áreas e ajudou a consolidar Bonito não apenas como destino de natureza, mas também como referência cultural.

A edição deste ano traz como conceito a ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta de diferentes formas, conectando pessoas, territórios e histórias.

A proposta aparece também na identidade visual do festival, que tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave típica da região e associada à biodiversidade local.

A escolha reforça a relação entre cultura e meio ambiente, uma das principais características do evento desde sua criação.

TURISMO

Além do impacto cultural, o Festival de Inverno de Bonito é um dos períodos mais movimentados do ano para a economia local.

Durante os dias de programação, hotéis, pousadas, restaurantes, bares, agências de turismo e o comércio registram aumento na demanda, impulsionando a geração de renda e empregos temporários.
Para o prefeito de Bonito, o festival fortalece uma vocação que já faz parte da identidade do município.

“Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade”, destaca.

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