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Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim

Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance.

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Corsets com calças, alfaiataria ampla, denim desgastado, veludo, penas e vestidos sensuais. Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance. 

Quando pensamos em um estilo romântico, na nossa mente vem de imediato: vestidos fluidos, estampas florais, laços, babados, tons suaves, cintura marcada e uma feminilidade essencialmente delicada.

Nada disso está errado. O problema começa quando acreditamos que uma mulher precisa abandonar esses códigos para transmitir força, maturidade ou autoridade.

Na consultoria de imagem, muitas vezes encontro mulheres que desejam transmitir mais presença e segurança, especialmente em momentos de mudança profissional ou pessoal, mas não querem deixar de se reconhecer diante do espelho. E nem deveriam, não é mesmo? 

Se uma mulher tem um estilo naturalmente romântico, transformá-la em alguém extremamente clássica, minimalista ou austera pode até produzir uma imagem considerada adequada, mas que pouco diz sobre quem ela realmente é.

O caminho, para mim, é outro. É sobre recalibrar a imagem, não apagar. E é justamente isso que me chamou atenção na coleção de Ralph Lauren.

Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance - Divulgação

O corset continua existindo, mas encontra uma calça. A sensualidade aparece ao lado da alfaiataria. O veludo convive com o jeans. Elementos tradicionalmente associados ao guarda-roupa masculino dividem espaço com tecidos, volumes e detalhes extremamente femininos. Ou seja, uma característica não precisa anular a outra.

Podemos gostar de vestidos e de ternos. De salto e de mocassim. De tecidos delicados e de peças estruturadas. Podemos marcar a cintura e, ainda assim, transmitir autoridade. Podemos incorporar elementos masculinos sem perder feminilidade.

Essa reflexão se torna ainda mais interessante com o passar dos anos. Depois dos 40, nosso corpo muda, nossa rotina muda, nossas responsabilidades e objetivos também podem mudar. É natural que a imagem acompanhe esse movimento.

Isso não significa abandonar aquilo de que sempre gostamos. Aquele vestido romântico pode continuar fazendo todo sentido, mas agora combinado a um blazer mais estruturado. A blusa delicada pode permanecer, mas combinado com uma calça de alfaiataria. O floral pode continuar no armário, porém pode aparecer em uma modelagem mais contemporânea.

Outro ponto que considero fundamental nesse processo é a repetição. Pessoas bem-vestidas não precisam se reinventar todos os dias. Quando descobrimos determinadas cores, proporções, modelagens e combinações que realmente nos representam, repeti-las ajuda a construir uma identidade visual.

Ralph Lauren provavelmente é um dos melhores exemplos disso. Há décadas, ele retorna a determinados códigos de seu próprio universo e, ainda assim, encontra maneiras diferentes de apresentá-los. 

Não precisamos correr atrás de uma nova estética toda vez que a moda muda. Precisamos entender quais elementos fazem parte da nossa identidade e como podemos atualizá-los de acordo com a mulher que somos hoje e, principalmente, com aquilo que queremos comunicar.

Em determinados ambientes, muitas vezes 

é necessário acrescentar mais estrutura, contraste e presença. Em outros, podemos permitir que delicadeza, sensualidade ou romantismo apareçam com maior intensidade. Não se trata de criar personagens diferentes, mas de entender quanto de cada parte de nós queremos comunicar em cada situação.

É essa a grande inspiração que podemos tirar do novo romantismo de Ralph Lauren. Uma mulher não precisa parecer menos feminina para parecer mais forte. Tampouco precisa abrir mão daquilo que sempre fez parte de seu estilo para ser levada a sério.

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim - Divulgação

Às vezes, ela só precisa aprender a equilibrar melhor os códigos que já possui.
Cinco maneiras de trazer mais força ao estilo romântico

1. Acrescente estrutura

Se você gosta de peças fluidas, rendas ou estampas delicadas, experimente combiná-las com um blazer estruturado, uma calça de alfaiataria ou uma bolsa de linhas mais definidas.

2. Trabalhe o contraste

Cores muito suaves tendem a transmitir menor impacto visual. Você não precisa abandoná-las, mas pode acrescentar tons mais profundos ou contrastes quando quiser comunicar mais presença.

3. Equilibre os detalhes

Laços, babados, flores, renda e mangas volumosas podem fazer parte do seu estilo. Mas não precisam aparecer todos ao mesmo tempo. Escolher onde colocar o romantismo deixa a imagem mais sofisticada.

4. Observe a modelagem

Muitas vezes, não é a peça romântica que precisa sair do guarda-roupa, mas a forma como ela é usada. Uma modelagem mais limpa ou estruturada pode mudar completamente a mensagem.

5. Não abandone sua assinatura

Se determinada cor, vestido, acessório ou detalhe feminino sempre fez parte de você, não existe razão para eliminá-lo apenas para parecer mais séria. Repita aquilo que representa você e acrescente os códigos necessários para comunicar a imagem que deseja.

Porque construir uma imagem mais forte nunca deveria significar deixar de parecer você.

Saúde Correio B+

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora

Sono ruim, estresse, álcool, cigarro eletrônico, alimentação e até a velocidade do emagrecimento podem interferir no envelhecimento facial

12/09/2026 16h00

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora

Do álcool ao sono: cinco hábitos que podem envelhecer o rosto antes da hora Foto: Divulgação

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Cuidar da pele, usar protetor solar e manter uma rotina de skincare já fazem parte dos cuidados de muitas pessoas que querem preservar a aparência do rosto ao longo dos anos.

Mas o envelhecimento facial não acontece apenas por causa da exposição ao sol ou pela passagem do tempo. Hábitos presentes na rotina também podem influenciar a forma como a face muda, e alguns deles passam longe daquilo que normalmente associamos às rugas e à flacidez.

Sono ruim, estresse constante, consumo excessivo de álcool, cigarro eletrônico, alimentação desequilibrada, excesso de telas e perda de peso acelerada estão entre os fatores que merecem atenção. O impacto não está restrito à pele, pois o envelhecimento envolve diferentes camadas do rosto, incluindo gordura, músculos e estruturas responsáveis pela sustentação facial.

“Quando falamos em envelhecimento do rosto, é importante entender que não estamos falando apenas de rugas. A face passa por mudanças em diferentes tecidos ao longo do tempo, e fatores externos podem contribuir para que algumas dessas alterações apareçam ou se acentuam mais cedo”, explica a Dra. Isadora Ragognete, médica atuante em dermatologia. Confira, a seguir, os sete hábitos que podem contribuir para o envelhecimento facial antes da hora, segundo a especialista:

Dormir pouco e não tirar a maquiagem antes de dormir

Dormir poucas horas e não remover a maquiagem antes de dormir acelera o processo de envelhecimento e você não tem percebido. “ Durante o período noturno é onde a gente tem o aumento de alguns hormônios que são responsáveis pela reparação do nosso sono e pela reparação textual, então processos celulares de renovação celular acontecem durante esse período. Se você tem a maquiagem algo ocluindo, isso vai prejudicar muito a renovação celular da sua pele e do seu rosto”, explica a Dra. Isadora Ragognete.

Não usar filtro solar todos os dias e tomar muito sol

A exposição excessiva ao sol e a falta de proteção solar diária estão entre os principais fatores que contribuem para o envelhecimento da pele e do câncer de pele. “Não usar filtro solar todos os dias, já é habitual para algumas pessoas, além de  tomar muito sol no corpo, o sol é o principal fator que vai prejudicar as nossas células, ele vai promover uma elastose solar, que é as fibras de colágeno que estão todas organizadas e o sol vai quebrando elas ao longo do tempo, a transformando essas fibras que eram lineares, hidratadas em algo fragmentado, ressecado e mais envelhecido. Esses dois fatores a gente precisa tomar muito cuidado. Além é claro da prevenção do câncer de pele”, explica Isadora.

Tabagismo e excesso de bebida alcoólica

O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são hábitos que podem prejudicar o organismo como um todo e também impactar a saúde da pele. “Tabagismo e bebida alcoólica são coisas que andam juntas e que prejudicam muito nosso corpo como um todo, mas também a nossa pele. Eles aumentam muito o estresse oxidativo do nosso corpo e isso tudo vai prejudicar o funcionamento do nosso organismo como um todo e envelhecer muito mais rápido”, pontua a especialista.

Não manter uma alimentação equilibrada, hidratação e atividade física

Uma rotina de cuidados com a saúde também passa por hábitos básicos, como manter uma alimentação equilibrada, beber água e praticar atividade física. Embora sejam recomendações conhecidas, a constância nesses cuidados também pode fazer diferença na saúde do organismo e, consequentemente, na aparência da pele ao longo do tempo. “Não ter uma alimentação equilibrada, uma rotina de hidratação, atividade física, isso é óbvio, acho que todo mundo já sabe, mas é importante reforçar que isso também te envelhece sem você perceber”, diz.

Postergar o início dos procedimentos estéticos

Os procedimentos estéticos podem ser aliados na manutenção da jovialidade e da naturalidade do rosto quando realizados de forma adequada e individualizada. “Postergar muito o início dos procedimentos estéticos. Eles são excelentes aliados para a naturalidade, a jovialidade do rosto, de uma maneira que traduz a quem você é sem mudar sua expressão, sem mudar sua aparência, mas mantendo muito mais saudável, muito mais jovem por mais tempo. Então não postergue nenhuma dessas medidas que eu falei aqui”, conclui a doutora.

Para a especialista, entender o envelhecimento facial dessa maneira ajuda a tirar o assunto do campo exclusivamente estético e colocá-lo também dentro de uma perspectiva de saúde e prevenção.

“O envelhecimento é inevitável, mas a forma como ele acontece é influenciada por diversos fatores. Genética e passagem do tempo têm um papel importante, mas nossos hábitos também fazem parte dessa equação. Cuidar do rosto não significa apenas pensar em rugas ou procedimentos, mas olhar para a saúde de maneira mais ampla”, conclui a médica.

Destinos B+

Além do futebol: 3 em cada 10 brasileiros já viajaram para outro país para um evento esportivo

Pesquisa mostra outras modalidades que impulsionam o turismo esportivo, enquanto viajantes aproveitam as competições para conhecer novos destinos

12/09/2026 15h15

Além do futebol: 3 em cada 10 brasileiros já viajaram para outro país para um evento esportivo

Além do futebol: 3 em cada 10 brasileiros já viajaram para outro país para um evento esportivo Foto: Divulgação

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O futebol segue sendo uma das grandes paixões nacionais, mas ele já não é o único responsável por inspirar viagens. Uma pesquisa da Booking.com, uma das maiores plataformas de reservas de acomodações, voos e outros serviços de viagem, revela que modalidades como vôlei, basquete, esportes de combate e automobilismo também vêm movimentando o turismo esportivo entre os brasileiros.  

O levantamento mostra que 30% dos viajantes do país já fizeram uma viagem internacional para assistir a um evento esportivo, reforçando que acompanhar competições ao vivo faz parte dos planos de uma parcela significativa da população. 

Entre as modalidades que despertam maior interesse, o vôlei lidera entre os brasileiros, com 41% dos viajantes se declarando fãs do esporte. Na sequência aparece o basquete (34%), enquanto esportes de combate e automobilismo empatam com 28% cada. 

Esse interesse vai além do acompanhamento ocasional: 44% dos fãs de esportes de combate acompanham os eventos com frequência e 12% desses afirmam que viajariam ou pretendem viajar para assisti-los presencialmente, o percentual sobe para 16% entre os Millennials (25 a 44 anos). 

Entre os amantes de automobilismo, 37% acompanham regularmente as competições e 13% deles viajariam ou planejam viajar para vê-las de perto, chegando a 17% entre integrantes da Geração X (45 a 54 anos). 

Muito além da arquibancada 

Os dados mostram que, para a maioria dos brasileiros, o evento esportivo é apenas uma parte da experiência. Metade (50%) afirma que, ao viajar para acompanhar uma grande competição, também faz questão de explorar a cidade, conhecer a cultura local e aproveitar outros atrativos do destino.

Já para 26%, o principal objetivo da viagem continua sendo o evento esportivo, deixando todas as demais atividades em segundo plano. 

O estudo também revela que essas viagens costumam ser compartilhadas. Quase um terço (32%) dos viajantes faria esse tipo de viagem com a família ou com a pessoa parceira, enquanto apenas 9% dizem que viajariam sozinhos para acompanhar um evento esportivo. 

 

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