Correio B

Moda Correio B+

Entre Costuras & Cultura: Quando a moda entra em campo

Os looks usados pelos atletas chamaram a atenção do público e rapidamente se tornaram assunto nas redes sociais, nos programas esportivos e na imprensa.

Continue lendo...

Nos últimos dias, a chegada dos jogadores da Seleção Brasileira para os compromissos oficiais gerou uma discussão que ultrapassou o universo esportivo. Os looks usados pelos atletas chamaram a atenção do público e rapidamente se tornaram assunto nas redes sociais, nos programas esportivos e na imprensa.

Desta vez, porém, não se tratava de escolhas individuais dos jogadores. Os trajes foram desenvolvidos por Ricardo Almeida, um dos nomes mais conhecidos da alfaiataria masculina brasileira e responsável pela imagem institucional da delegação fora dos gramados.

O que poderia ser apenas uma apresentação oficial transformou-se em um interessante fenômeno cultural. As imagens despertaram diferentes reações e mostraram como a moda continua sendo uma poderosa ferramenta de comunicação.

As comparações com outras seleções surgiram rapidamente. Entre elas, a seleção do Japão recebeu diversos elogios nas redes sociais pela proposta considerada elegante, contemporânea e alinhada à sua identidade cultural. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros passaram a discutir se os trajes escolhidos para a nossa seleção representavam aquilo que entendem como a imagem do Brasil.

Entre os comentários mais frequentes estava a percepção de que faltou “brasilidade” à composição. Para parte do público, a escolha poderia ter incorporado mais elementos associados à cultura nacional, seja por meio das cores, da criatividade ou de referências visuais que remetem imediatamente ao país.

Outros enxergaram na proposta uma tentativa de transmitir sofisticação, formalidade e uma imagem mais internacional da equipe.

O estilista Ricardo Almeida - Divulgação

Independentemente das opiniões, o episódio evidencia algo cada vez mais presente no esporte moderno: a construção da imagem vai muito além do desempenho em campo. Hoje, atletas, clubes e seleções são também marcas globais, observadas não apenas por suas conquistas, mas pela forma como se apresentam ao mundo.

A moda sempre desempenhou esse papel. Muito antes de falar sobre tendências, ela fala sobre identidade, pertencimento e representação, e quando o assunto envolve a Seleção Brasileira, qualquer escolha visual ganha ainda mais significado, afinal estamos falando de um dos símbolos mais reconhecidos do país.

Talvez seja justamente por isso que o debate tenha despertado tanto interesse. A discussão não ficou restrita ao corte do terno, à modelagem ou à escolha das peças. Ela abriu espaço para uma conversa maior sobre o que entendemos como elegância, identidade nacional e representação cultural.

Mais do que decidir se a escolha agradou ou não, vale observar o que essa repercussão revela sobre a relação dos brasileiros com seus símbolos. Em um mundo cada vez mais visual, a imagem comunica antes mesmo das palavras.

E você, o que achou dos trajes assinados por Ricardo Almeida para a Seleção Brasileira? A proposta representou bem a imagem do país ou você também sentiu falta de elementos que expressassem mais a brasilidade?

Antes de copiar tendências ou seguir padrões, vale lembrar que a verdadeira elegância nasce da identidade. Seja na moda pessoal ou na representação de uma nação, estilo é, acima de tudo, uma forma de comunicar quem somos.
 

Pet Correio B+

Essa semana celebramos o Dia do Veterinário, e a data acende alerta sobre a saúde mental deles

Psicóloga alerta sobre os impactos emocionais de uma profissão que diariamente lida com sofrimento, perdas e decisões difíceis

05/09/2026 16h00

Essa semana celebramos o Dia do Veterinário, e a data acende alerta sobre a saúde mental deles

Essa semana celebramos o Dia do Veterinário, e a data acende alerta sobre a saúde mental deles Foto: Divulgação

Continue Lendo...

No dia  9 de setembro vamos celebrar o Dia do Veterinário, destacando na data a dedicação de profissionais que cuidam da saúde e do bem-estar dos animais. Mas existe uma dimensão dessa rotina que ainda recebe pouca atenção: o impacto emocional de quem está diariamente diante da doença, do sofrimento, da morte e também da dor dos responsáveis.

Um estudo publicado em 2025 na revista científica Veterinary Sciences, da MDPI (Multidisciplinary Digital Publishing Institute) ajuda a dimensionar o problema. A pesquisa avaliou 1.992 veterinários brasileiros e identificou que 32,8% apresentaram níveis elevados de sofrimento psicológico, segundo a escala K6, instrumento utilizado para avaliar sintomas relacionados a ansiedade e depressão.

Entre os principais fatores associados ao sofrimento estão a sobrecarga de trabalho, a insatisfação com a carreira e o desequilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Para a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto, vínculo humano-animal e em saúde mental no universo PetVet, esses dados precisam ser analisados também sob a perspectiva da natureza emocional do trabalho. 

“O veterinário não lida apenas com protocolos, diagnósticos e tratamentos: frequentemente precisa comunicar más notícias, acompanhar processos de adoecimento, participar de decisões de fim de vida e, ao mesmo tempo, acolher responsáveis que estão enfrentando a possibilidade ou a concretização de uma perda”, relata.

Até porque numa mesma consulta, o veterinário pode precisar ocupar o lugar de autoridade técnica e, poucos minutos depois, assumir uma postura de acolhimento emocional. “Essa alternância constante exige muito do profissional e pode fazer com que ele deixe as próprias emoções em segundo plano”, explica Juliana.

Essa semana celebramos o Dia do Veterinário, e a data acende alerta sobre a saúde mental deles  Juliana Sato - Divulgação

O luto também faz parte dessa realidade. A perda de um paciente pode representar uma experiência significativa para o profissional, especialmente quando houve vínculo construído ao longo de anos.

Há ainda outras perdas menos evidentes: casos que não evoluem como esperado, insucessos em tratamentos ou resgates, a sensação de impotência diante do sofrimento e até situações vivenciadas pela equipe que nunca encontram espaço para serem reconhecidas e elaboradas.

“Luto é um processo natural diante da perda de um vínculo significativo e, no ambiente veterinário, ele pode aparecer de muitas maneiras. O problema é que nem sempre existe tempo ou espaço para que o profissional reconheça o que está sentindo antes de seguir para o próximo atendimento”, observa a psicóloga.

A situação ganha um significado especial em setembro, quando a discussão sobre prevenção e preservação à vida ganha maior visibilidade. Para Juliana, falar sobre o bem-estar psicológico dos veterinários é também uma forma de discutir a sustentabilidade da própria profissão.

A exposição contínua ao sofrimento, aliada à necessidade de manter uma postura técnica e acolhedora, pode favorecer exaustão emocional, redução da empatia, irritabilidade e distanciamento afetivo.

“O cuidado com a saúde mental do veterinário não deve ser visto como algo separado da prática profissional. Quando o profissional encontra recursos para reconhecer seus limites, elaborar as perdas e buscar apoio, ele também consegue oferecer um cuidado mais consistente ao responsável e ao animal”, afirma Juliana.

 

Cinema Correio B+

Top 10 do streaming (30 de agosto a 05 de setembro de 2026): seis estratégias muito diferentes

Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

05/09/2026 14h30

Death of the Pastor's Wife - Netflix

Death of the Pastor's Wife - Netflix Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Olhar para um Top 10 isoladamente pode ser enganoso. Uma posição mostra o que está sendo escolhido naquele momento, mas é quando colocamos Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

Há muito conteúdo novo no topo, mas quase nenhuma plataforma parece estar tentando ser outra coisa. Ao contrário. Os rankings mostram serviços cada vez mais definidos por seus próprios hábitos de consumo. A Netflix continua movida pela urgência.

A HBO Max combina evento com catálogo. A Disney+ vive a tensão entre franquia e renovação. O Prime Video espalha suas apostas. A Paramount+ conhece perfeitamente seu público. E a Apple TV talvez tenha finalmente alcançado aquilo que passou anos construindo: profundidade de catálogo.

Como sempre, vale lembrar: o ranking do FlixPatrol indica popularidade relativa, e não número absoluto de espectadores.

Netflix: a urgência ainda é sua maior arma

É quase impossível encontrar uma fotografia melhor da Netflix do que esta semana. Death of the Pastor’s Wife lidera as séries, enquanto The Whisper Man ocupa o primeiro lugar entre os filmes.

Dois títulos recentes, dois produtos capazes de gerar curiosidade imediatamente e duas escolhas que dependem muito daquilo que a Netflix domina: transformar uma estreia em assunto.

Ao mesmo tempo, The Gentlemen, Beauty in Black e Outer Banks continuam entre as séries mais procuradas. É a segunda camada do funcionamento da plataforma.

A novidade atrai, mas títulos já conhecidos permanecem circulando suficientemente bem para impedir que o ranking seja inteiramente substituído de uma semana para outra.

O cinema apresenta a mesma mistura. The Whisper Man chama o público para dentro, enquanto filmes de catálogo e gêneros reconhecíveis sustentam o restante da lista.

A Netflix não precisa necessariamente criar vínculo com um único universo. Seu talento continua sendo outro: criar sensação de urgência. Há sempre alguma coisa que parece precisar ser vista agora.

HBO Max: o evento na televisão, o catálogo no cinema

A liderança de Lanterns mostra exatamente o que a HBO Max ainda consegue fazer melhor: transformar determinadas séries em eventos. Mais abaixo, a permanência de House of the Dragon em quarto lugar confirma que grandes marcas da HBO continuam trabalhando muito depois do momento inicial de estreia.

Mas é no cinema que o ranking fica curioso. Blade Runner 2049 aparece em primeiro, enquanto The Revenant e até Eyes Wide Shut convivem com vários filmes da franquia Despicable Me.
É um Top 10 muito menos dependente de novidade e muito mais apoiado no enorme valor de biblioteca.

É uma diferença importante. Nas séries, a Max quer criar o presente. Nos filmes, consegue monetizar o passado. Poucas plataformas dispõem dessa combinação com a mesma facilidade.

Disney+: duas plataformas praticamente convivendo dentro de uma

Talvez o ranking mais interessante da semana seja justamente o da Disney+. Entre as séries, Furious ocupa o primeiro lugar, Chad Powers está em terceiro e The Shards em quarto.

São três títulos que ajudam a ampliar a percepção do Disney+ para além daquela associação automática com Marvel, Star Wars e programação familiar. Há uma audiência adulta sendo trabalhada ali de forma cada vez mais evidente.

Então olhamos para os filmes e tudo muda. The Mandalorian & Grogu está em primeiro, enquanto diferentes produções dos Avengers reaparecem ao longo do Top 10, acompanhadas por outros títulos ligados a marcas imediatamente reconhecíveis.

E talvez esteja justamente aí a estratégia. No cinema, a Disney continua usando propriedade intelectual como fortaleza. Na televisão, começa a experimentar mais.

A coexistência funciona porque uma coisa financia emocionalmente a outra: o público entra pelos universos que já ama e encontra cada vez mais razões para permanecer.

Prime Video: Reacher e The Runner explicam quase tudo

Reacher liderando as séries e The Runner liderando os filmes formam uma dupla bastante reveladora. Ação, suspense, personagens colocados em movimento e narrativas com ganchos muito claros continuam sendo uma das maiores forças do Prime Video.

Mas seria simplificar demais a plataforma reduzi-la a isso. Logo atrás de Reacher aparecem Sterling Point e Off Campus, enquanto The Summer I Turned Pretty continua no Top 10. Ou seja: o Prime mantém simultaneamente a audiência que procura ação e aquela que procura romance, personagens jovens e envolvimento emocional.

Essa mistura às vezes faz o catálogo parecer menos definido que o de concorrentes como Paramount+ ou Apple TV+, mas ela é deliberada. O Prime não concentra. Distribui. E justamente por isso consegue trocar seus líderes sem precisar reinventar completamente sua audiência.

Paramount+: talvez o ranking mais coerente de todos

Olhe para a sequência: Lioness, South Park, Yellowstone, SEAL Team, Sheriff Country, Criminal Minds, Tulsa King e Dutton Ranch. Isso não parece apenas um ranking. Parece uma declaração de identidade.

Lioness chegando ao primeiro lugar é particularmente significativo porque mostra que a série já não precisa viver à sombra do universo Yellowstone para representar o Paramount+.

Mas ela conversa perfeitamente com aquilo que a plataforma oferece: personagens sob pressão, estruturas de poder, perigo, lealdade, violência, operações, famílias e instituições.

No cinema, o mecanismo é semelhante. Avatar: Aang, Top Gun: Maverick, World War Z, Scream 7 e Transformers mostram um serviço muito confortável ao trabalhar com marcas reconhecíveis.

A Paramount+ talvez seja a menos interessada em surpreender o público. Ela prefere saber exatamente quem é seu público. E o ranking sugere que está certa.

Apple TV: agora existe um catálogo

Aqui está, para mim, o dado mais forte da semana inteira. Silo está em primeiro. Ted Lasso, em segundo. Dark Matter, em terceiro. Severance, em quarto. Depois ainda aparecem Slow Horses, Your Friends & Neighbors, Widow’s Bay, Shrinking e Monarch: Legacy of Monsters.

Isso já não é mais uma plataforma dependendo do sucesso: é um catálogo. E essa diferença é enorme. Durante anos, o problema da Apple TV foi bastante óbvio: podia ter duas ou três das melhores séries disponíveis no streaming e, ainda assim, parecer pequena. Agora, o ranking mostra títulos de épocas, gêneros e ciclos diferentes sendo consumidos simultaneamente.

Silo beneficia-se naturalmente do momento atual, mas Ted Lasso, Severance, Slow Horses e Shrinking provam outra coisa: o público não está apenas esperando a próxima estreia da Apple. Está circulando dentro da Apple.

Até o cinema começa a demonstrar esse efeito. Mayday assume a liderança e empurra F1 para o segundo lugar, mas The Gorge, The Family Plan, Napoleon e outros originais continuam presentes.

A Apple passou anos tentando construir prestígio. O que aparece agora é mais importante: hábito.

O desenho por trás dos rankings

Se eu tivesse que resumir esta semana em uma palavra para cada plataforma, mudaria ligeiramente nosso mapa tradicional. Netflix é urgência. HBO Max é um evento. Disney+ é um ecossistema. Prime Video é amplitude. Paramount+ é identidade. Apple TV+ é profundidade.

E há uma segunda leitura especialmente forte: as grandes franquias continuam dominando boa parte do cinema, mas não são suficientes para explicar o sucesso das séries. Ali, as plataformas precisam oferecer personagens e universos aos quais o espectador queira voltar semana após semana.

Isso talvez explique por que Silo, Lioness, Furious e Reacher conseguem ocupar simultaneamente o primeiro lugar em quatro plataformas diferentes. Não são produtos intercambiáveis. Cada uma representa com enorme clareza o tipo de experiência que seu serviço oferece.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).