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Entre o arroz com feijão: o que o prato do brasileiro revela sobre sua rotina?

No Mês Mundial da Alimentação, nutricionista analisa como rotina e tradição influenciam as refeições

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Diante de um bufê, cada pessoa faz um caminho. Há quem procure primeiro o feijão, quem escolha a carne antes dos acompanhamentos, quem priorize a salada e quem repita a combinação de sempre sem olhar as outras opções.

Essas decisões começam muito antes da chegada ao restaurante, pois englobam fatores como o que se aprendeu a comer em casa, o orçamento, o tempo disponível para almoçar e as preferências construídas ao longo da vida.

Por isso, entender os hábitos alimentares exige olhar também para as circunstâncias em que a comida chega ao prato. Esse é o ponto de partida de Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, para a reflexão proposta pelo Mês Mundial da Alimentação, celebrado em outubro.

“Antes de orientar uma mudança, é importante entender como aquela pessoa se alimenta e o que ela consegue manter no cotidiano. Quem tem pouco tempo para almoçar enfrenta uma situação diferente de quem consegue cozinhar todos os dias. As orientações precisam considerar essas condições”, explica.

O próprio almoço oferece pistas. A ausência frequente de verduras e legumes pode indicar pouca variedade nas escolhas, mas também dificuldade de preparo ou pouca familiaridade com esses ingredientes.

Já repetir uma receita conhecida nem sempre representa um problema, já que preparações tradicionais podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. O que conta é como elas se combinam e o espaço que outros alimentos encontram ao longo da semana.

É nesse contexto que o tradicional arroz com feijão merece ser valorizado. A dupla faz parte do repertório culinário brasileiro e pode dividir o prato com legumes, verduras, carnes, ovos e diferentes acompanhamentos. Para a nutricionista, melhorar a alimentação não exige trocar essa base por produtos caros ou ingredientes distantes dos costumes da família.

“Às vezes, a pessoa acredita que precisa mudar tudo e deixa de perceber ajustes possíveis no almoço de sempre. Incluir uma verdura que costuma deixar de lado ou experimentar um legume preparado de outra maneira já amplia as possibilidades”, comenta.

Escolher os alimentos conforme aparecem pode fazer com que os primeiros acompanhamentos ocupem quase todo o prato. Observar o conjunto ajuda a decidir o que se deseja comer e a abrir espaço para opções que, por costume, acabam esquecidas.

Há, ainda, uma parte do hábito alimentar que não aparece na comida, ou seja, a atenção dedicada à refeição. O almoço feito entre mensagens e demandas de trabalho pode terminar sem que a pessoa tenha percebido direito os sabores ou a própria saciedade.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, inclui o modo de comer entre os cuidados com a alimentação e recomenda refeições com regularidade, atenção e em ambientes apropriados. Reservar uma pausa possível, deixar o celular de lado por alguns minutos e evitar resolver pendências enquanto se come são ajustes que podem começar antes mesmo de qualquer mudança no cardápio.

Também vale observar a semana inteira, em vez de julgar a alimentação por um único almoço. Uma refeição diferente em uma comemoração não define a rotina, assim como uma escolha pontual não resolve hábitos mantidos por muito tempo.

“O melhor ponto de partida é reconhecer uma dificuldade e pensar em como resolvê-la. Se os legumes nunca entram no prato, o que ajudaria a incluí-los? Se o almoço é sempre apressado, existe alguma forma de proteger esse intervalo? São perguntas simples, mas que tornam o cuidado com a alimentação mais concreto”, finaliza a nutricionista.

Bem-estar Correio B+

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade

Protocolos respiratórios ganham espaço nas práticas de bem-estar e mostram como prestar atenção à respiração pode contribuir para o equilíbrio físico e emocional

31/10/2026 17h30

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade Foto: Divulgação

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Você já prestou atenção à maneira como respira? Embora seja uma função automática do organismo, a respiração também pode ser utilizada de forma consciente para ajudar a lidar com situações de estresse, melhorar o foco e favorecer a sensação de bem-estar.

Durante uma atividade física intensa, é natural que a respiração se torne mais rápida para atender às necessidades do corpo. Em outros momentos, como em situações de tensão ou mesmo durante práticas de relaxamento, observar o próprio ritmo respiratório pode ajudar a reconhecer os sinais do organismo e a encontrar maneiras de recuperar o equilíbrio.

Respiração consciente e bem-estar

Segundo Karina Ueno, profissional de Educação Física do VICCI Studio, especialista em Breathwork e reabilitação tridimensional, a prática respiratória pode trazer benefícios que vão além da percepção imediata de relaxamento.

“A prática respiratória pode ajudar a reduzir a ansiedade, ampliar a clareza mental e melhorar o foco. Também é importante na recuperação do corpo após períodos de estresse e no desenvolvimento da capacidade de autorregulação emocional. Em contextos terapêuticos e de performance, pode contribuir para uma maior sensação de presença, estabilidade e resiliência”, explica.

Entre os principais benefícios associados à prática estão:

• Redução do estresse e da tensão;

• Melhora da percepção e do controle da respiração;

• Maior capacidade de lidar com as emoções;

• Aumento da concentração;

• Sensação de calma e bem-estar;

• Desenvolvimento de recursos para enfrentar situações desafiadoras.

O que acontece com a respiração quando estamos ansiosos?

A relação entre respiração e estado emocional também pode ser compreendida pela resposta do organismo ao estresse. Quando o cérebro identifica uma ameaça, real ou percebida, ativa mecanismos de alerta que preparam o corpo para reagir. Nesse processo, o coração pode acelerar, os músculos ficam tensos e a respiração tende a se tornar mais rápida e superficial.

Em algumas situações, a hiperventilação — quando a pessoa respira mais do que o necessário para as demandas do organismo — reduz excessivamente a concentração de gás carbônico no sangue. Isso pode provocar sintomas como tontura, formigamento, sensação de falta de ar e aperto no peito, que, por sua vez, podem intensificar o medo e a sensação de ameaça.

“Por isso, aprender a respirar de maneira consciente nesses momentos pode fazer diferença. Uma respiração confortável, lenta e controlada, especialmente com uma expiração um pouco mais longa, pode ajudar a reduzir a ativação fisiológica associada ao estresse”, explica Simone Cavalcante Bolor, psicóloga clínica.

Como praticar a respiração consciente

Uma das maneiras de começar é reservar alguns minutos para observar e desacelerar a respiração, sem forçar o ritmo.

A psicóloga sugere um exercício simples:

1. Inspire lentamente pelo nariz, contando até quatro, se for confortável, permitindo que o abdômen se movimente naturalmente.

2. Solte o ar devagar pela boca, contando até seis, sem fazer força.

3. Repita por dois a cinco minutos, respeitando os próprios limites e sem se preocupar em executar a técnica perfeitamente.

Se a contagem provocar desconforto, o ritmo pode ser ajustado. O objetivo é respirar de maneira tranquila, sem esforço.

“Respirar dessa forma não elimina a ansiedade, mas pode ajudar o corpo a sair gradualmente do estado de alerta e abrir espaço para que a mente se reorganize. No meu trabalho como psicóloga, costumo enviar aos pacientes vídeos com exercícios respiratórios, para que possam acompanhar o ritmo e praticar tanto nos momentos de maior tensão quanto no dia a dia. Quanto mais a técnica é exercitada em momentos de calma, mais familiar ela se torna quando precisamos recorrer a ela”, afirma Simone.

A respiração consciente não substitui o acompanhamento profissional quando há ansiedade persistente ou crises recorrentes. Ela pode, no entanto, integrar uma rotina de autocuidado e ampliar a percepção sobre como o corpo reage às diferentes situações do cotidiano.

Destinos B+

Plataforma de turismo lança opção de pagamento parcelado no Brasil

Nova opção de pagamento oferece mais flexibilidade aos viajantes em reservas nacionais elegíveis no Brasil, enquanto 4 em cada 5 brasileiros afirmam que o parcelamento torna as viagens mais acessíveis financeiramente

31/10/2026 17h00

Plataforma de turismo lança opção de pagamento parcelado no Brasil

Plataforma de turismo lança opção de pagamento parcelado no Brasil Foto: Divulgação

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O pagamento parcelado desempenha um papel importante na forma como os brasileiros planejam suas viagens. De acordo com uma pesquisa encomendada pela Booking.com, líder global em reservas de viagens online, 81% dos brasileiros entrevistados afirmam que a possibilidade de parcelar o pagamento torna as viagens mais acessíveis financeiramente.

Com base nesses dados e alinhada à sua missão de tornar mais fácil para todas as pessoas conhecerem o mundo, a Booking.com anuncia a disponibilização do pagamento parcelado para reservas de acomodações elegíveis no Brasil. A nova opção permite que os viajantes dividam o valor de suas reservas nacionais em até seis parcelas sem juros, utilizando cartões de crédito elegíveis emitidos no Brasil, oferecendo mais flexibilidade na hora de organizar os gastos com hospedagem.

Para os parceiros de acomodações que aceitam pagamentos online pela  Booking.com, a novidade permite oferecer uma forma de pagamento alinhada às preferências dos consumidores brasileiros, sem que os parceiros precisem gerenciar o parcelamento diretamente. A opção será disponibilizada automaticamente nas reservas elegíveis, sem que os estabelecimentos necessitem fazer nada.

Na prática, a Booking.com viabiliza a opção de pagamento parcelado para os hóspedes, enquanto os parceiros de acomodação continuam recebendo o valor integral das reservas, de acordo com a forma e os prazos de repasse já estabelecidos, independentemente do número de parcelas escolhido pelo hóspede.

Atualmente, essa modalidade de pagamento não gera custos adicionais nem exige mudanças operacionais para os parceiros. As acomodações que ainda não aceitam pagamentos online pela Booking.com podem aderir ao programa para também oferecer o parcelamento em reservas elegíveis.

“O parcelamento faz parte da maneira como muitos brasileiros organizam suas despesas. Ao disponibilizar essa opção para reservas de acomodações elegíveis, queremos oferecer mais flexibilidade aos viajantes, permitindo que planejem suas viagens de acordo com seu orçamento”, afirma Henrique Di Lorenzo, Diretor de Pagamentos para Viajantes da Booking.com.

A pesquisa conduzida pela plataforma também revela que 92% dos brasileiros consideram importante que uma viagem caiba em seu orçamento mensal, enquanto 90% valorizam opções flexíveis de pagamento. Além disso, 33% afirmam que o parcelamento os ajuda a viajar com mais frequência, e 28% dizem que essa opção permite manter experiências que consideram importantes durante a viagem.

“Ao ampliar as opções de pagamento, buscamos ajudar nossos parceiros de acomodação a alcançar um público maior de viajantes brasileiros e gerar novas oportunidades de reservas, com potencial para aumentar a conversão nas propriedades elegíveis, sem acrescentar complexidade operacional”, afirma Di Lorenzo.

*A pesquisa foi realizada com brasileiros de 18 anos ou mais, que fizeram ao menos uma viagem de lazer nacional ou internacional nos últimos 12 meses. Ao todo, 1.200 pessoas foram entrevistadas em todo o Brasil. O levantamento foi realizado em junho de 2026.

**Apenas reservas nacionais são elegíveis, ou seja, aquelas em que o viajante utiliza um cartão de crédito elegível emitido no Brasil , a acomodação deve estar localizada em território brasileiro e o pagamento é realizado em Reais.

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