Correio B

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Priscila Fantin

"A peça apresenta uma solução oculta: a comunicação saudável. No "Menos Pausa", traduzimos todos os estudos para que as mulheres possam ter autonomia ao saber como se cuidar".

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Entre personagens que marcaram época e novos desafios que reafirmam sua versatilidade, Priscila Fantin segue construindo uma trajetória sólida e sensível. Revelada ainda muito jovem para o grande público, ela rapidamente conquistou espaço na televisão com papéis que atravessaram gerações sendo lembrados até hoje, imprimindo autenticidade e emoção em cada interpretação.

Ao longo dos anos, sua carreira se desenhou com escolhas que equilibram popularidade e profundidade, transitando com naturalidade entre novelas, séries, cinema, teatro e também a internet.

O tempo, longe de acomodar, parece ter ampliado o olhar da atriz sobre a própria profissão. Se no início havia a intensidade típica de quem desponta sob os holofotes, hoje há uma consciência mais madura sobre o ofício de atuar — e sobre si mesma.

Priscila não apenas amadureceu artisticamente, como também passou a buscar projetos que dialogam com suas escolhas e com temas contemporâneos, revelando uma artista em constante evolução.

No presente ela se divide entre os palcos, pois estreou ao lado de Claudia Ohana sua nova peça: "As amantes de George Washington", gravações da nova temporada do seu programa 'Menos Pausa", e novos projetos. 

Mais do que revisitar sucessos do passado, Priscila Fantin olha para frente com curiosidade e coragem. Sua trajetória é, ao mesmo tempo, memória afetiva para o público e promessa de novas histórias que ainda estão por vir. Nesta entrevista, ela revisita momentos marcantes, compartilha aprendizados e revela o que a move hoje — dentro e fora de cena.

Linda, sensível e feliz, Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, saúde, bem estar, família e momento profissional.

Equipe de produção da Capa:

- Fotos: Sergio Bemfica

- Beleza: Lilian Lopez

- Locação: Casa Joá - Jardim Europa em São Paulo

- Edição de Vídeo - Sérgio Bemfica

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

CE - Você começou muito jovem na televisão. Olhando para trás, o que a Malhação representou na construção da sua carreira?
PF - 
Representou toda a minha base. Eu fui alçada para uma carreira de atriz. Eu fazia fotos como modelo dos 11 aos 15 anos e trabalhava como modelo. Fiz um teste de vídeo quando um olheiro passou por BH e viu fotos minhas. Esse teste ficou lá guardado um ano, e um ano depois me chamaram para fazer Malhação. Na época eu estava fazendo o meu intercâmbio, não pensava em ser atriz, então eu nunca tinha estudado de fato para ser atriz.

Eu aceitei o desafio porque achei o convite muito insistente e achei que tinha alguma coisa por trás dessa grandiosidade que é aparecer na televisão num país como o Brasil que tem uma educação muito televisiva. Imaginei que tinha um motivo por trás dessa abrangência que que minha voz passaria a ter e aceitei esse desafio que o universo estava trazendo para mim.

Então eu fazia tudo muito intuitivamente e foi lá que eu aprendi toda a questão técnica da televisão, e foi toda uma base ali de como me posicionar para a câmera, para a luz, como funciona todo o maquinário por volta, o carrinho, o traveling, o steadicam, os cabos para as câmeras. Então foi uma grande base mesmo para tudo que viria a seguir na minha carreira.

CE - Personagens marcantes como a Serena em Alma Gêmea ainda são lembrados pelo público. Como você enxerga hoje esse sucesso tão forte?
PF -
 Com muito carinho, e fico muito feliz, porque foi uma personagem marcante não só pelo desempenho que ela teve na trama, o encaixe da Priscila com a Serena ali na interpretação, mas também pelas mensagens que ela passava. O que o Walcir Carrasco propôs com essa novela foi muito bonito e acolheu muita gente, então o que eu escutei bastante e ainda escuto sempre que a novela vem à tona, é que a Serena foi quase que uma guru para muitas pessoas, assim, que estavam vivendo situações em suas vidas que eram muito difíceis e dolorosas, e a Serena trazia uma palavra de acalento. Então foi uma personagem realmente muito marcante, muito importante até na vida de muita gente.

CE - Ao longo dos anos, você transitou entre TV, teatro e cinema. Existe alguma linguagem que te desafia ou encanta mais atualmente?
PF - 
 Eu gosto muito das três, acho que são muito diferentes. Eu não consigo traçar uma comparação para dizer gosto mais dessa ou daquela. As três têm suas delícias e suas dificuldades, então acho bem diferentes e sinto prazer nas três.

CE - Nos seus trabalhos mais recentes, o que mais te motivou a escolher esses projetos?
PF - 
Bom, é o meu trabalho atual, o meu trabalho recente que mais me completa, me preenche e toma espaço na minha vida, no meu coração e na minha mente, é o Menospausa. Ele é um projeto autoral que eu criei a partir de uma falta que eu senti, na nossa sociedade, na nossa cultura, e eu me debrucei sobre o assunto da peri-menopausa para poder ajudar as mulheres a viverem com uma qualidade de vida melhor, com mais bem-estar, porque a informação é o primeiro passo para a cura. Quando a gente tem conhecimento, a gente tem mais autonomia.

Sobre trabalhos como atriz, o que me levou a escolher o projeto da peça, por exemplo, foi a profundidade do texto, a rebusquês do texto, usar a língua portuguesa de forma tão bonita, tão enriquecida, o conceito de cada palavra, que também é uma coisa que me encanta, porque a gente vai mudando o significado das palavras ao longo do tempo, ao longo da história, então esse texto traz os significados reais de cada palavra e a construção das frases também, eu acho muito bonito, sim. Fora isso, a quantidade de camadas que a personagem tem, e a reflexão principal que eu enxergo nessa. Essa peça que é sobre o quanto a comunicação faz diferença nas relações.

Esse ano, também, eu vou lançar um filme que eu participei, eu filmei em 2024. É uma comédia que foi gravada toda rodada lá no sertão do Ceará, com o Halder Gomes, que é o diretor, ele é genial, tem uma visão, uma textura, ele traz uma seriedade, um requinte para a tela, para o cinema, para a trama, para as cenas, e consequentemente para a comédia, que eu acho genial.

Foi com Edmilson Filho, como protagonista, fazendo Shaolin do Sertão, essa é a segunda versão desse filme, a primeira foi há dez anos, eu não participei, eu e Marcelo Cerrado entramos na continuação dessa história e foi um universo muito diferente para mim. E fazer comédias que têm esse propósito de servir um bom enredo, de trazer qualidade cinematográfica, mas com a finalidade de gerar risos. Eu acho muito lindo o papel que a comédia tem.

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

CE - Como você avalia a evolução da dramaturgia brasileira desde o início da carreira até hoje?
PF -
 Eu acho que as linguagens elas sofrem alterações de acordo com o tanto de tecnologia, porque passa a ter muito mais possibilidades de tratamento de pós-produção e até mesmo na captação, porque você já tem mais possibilidades de captar diferentes coisas com drone, por exemplo, você tem cenas hoje em dia que eram extremamente complicada de serem feitas quando não existia  drone.

Então, e esse é só um exemplo, então acho que as linguagens vão sofrendo essas alterações por conta da tecnologia e por conta da visão do espectador também que junto com esse tanto tecnologia quanto de tantas outras novas informações que chegam tão rapidamente.

Estamos numa nova era, uma era de seres humanos que são diferentes de uma geração atrás, por conta da quantidade de informações mesmo que as telas trazem, a internet traz, a globalização traz. Então, há sempre uma readaptação. Da linguagem de cada veículo.

Mas, acredito que sempre há o lugar do que é, do que passa a mensagem do que o importante, independente de toda a maquiagem que venha ou da velocidade da linguagem que venha, manter o princípio do entretenimento nesse lugar da dramaturgia, que é interpretar personagens como interpretar. Interpretar personagens, como contar histórias. Eu acho que esse é um princípio que precisa se manter sempre independente de toda a maquinária em volta.

CE - Em tempos de redes sociais, como você equilibra o influenciar pessoas, o que significa pra você?
PF -
 Eu acho que há um propósito por trás de ter uma abrangência da minha voz, e eu sempre, desde os meus 16 anos, desde que eu comecei minha carreira, eu me preocupo com isso, porque primeiro, naquela época, tinha... bom, os tempos eram outros, os acessos eram outros, as pessoas viam apenas revistas semanais ou mensais. Hoje em dia, a gente tem isso com muito mais fácil acesso, é ridículo, é muito fpacil.

Então, naquela época, tudo que vinha tinha uma lentidão no chegar, que fazia com que isso perdurasse por mais tempo. Hoje em dia tudo muda mais rápido, as coisas mudam mais rápido, e também as opiniões os padrões e os parâmetros. Então naquela época tinha uma questão do padrão de beleza das revistas de moda que eu não me encaixava nesse padrão, então eu acho que eu trouxe comigo desde sempre uma questão de despertar e validar a verdadeira natureza das pessoas.

Então eu vejo muito junto comigo e com a minha carreira essa questão do influenciar entre aspas, porque eu não me considero uma influenciadora porque eu acho que isso é uma nova profissão que surgiu através das redes sociais mas que eu sempre tive sim essa preocupação com o público que me acompanha.

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

CE - Saúde e bem-estar é algo que faz parte da sua rotina. Como você cuida do seu corpo e da sua mente no dia a dia?
PF -
Saúde e bem-estar precisa fazer parte da minha rotina, porque senão eu adoeço. Eu já tive episódios da minha vida muito difíceis, muito tristes e lugares que eu não quero mais voltar, então para eu não voltar eu preciso me manter sempre em contato com o meu movimento físico e com meu trabalho mental. 

São coisas diárias que eu não posso abrir mão, de fato, e hoje em dia o que eu tenho feito é meditação por dez minutos no mínimo, caminhada, ioga ou um treino de HIIT, alguma coisa assim, por 30 minutos também todos os dias. O segredo é a constância para a gente se manter são porque mexer o corpo não. Não tem a ver com ter resultados estéticos, mexer o corpo tem a ver com liberar substâncias que fazem você se sentir melhor.

CE - A maternidade trouxe mudanças na sua forma de ver o trabalho e a vida? O que mais se transformou para você?
PF -
 Eu fui uma adolescente que não tinha medo de nada, nem da morte, e eu me jogava em todas as aventuras porque por várias questões eu precisava sentir adrenalina e emoções muito fortes era uma demanda interna minha.

E desde que eu tive filho isso diminuiu a ponto de hoje em dia eu não ter mais vontade nenhuma de me arriscar, mesmo que os esportes radicais tragam segurança eu não sinto mais essa vontade barra necessidade, porque antes era necessidade mesmo. Então não tenho mais vontade de pular de paraquedas como já pulei, de pular de jump, como eu já pulei, de escalar lugares perigosos, eu realmente procuro não arriscar, mas não dá nenhuma chance pra... de risco pra minha vida.

CE - Existe algum sonho profissional que você ainda não realizou e gostaria de tirar do papel?
PF -
 Eu não sei se é profissional ou se é pessoal, mas eu tenho há mais de dez anos um livro na minha cabeça e no meu coração que já tem até título, mas que ele está sendo escrito com muito cuidado, com muito carinho, porque ele é sobre a minha vida, então esse é um que eu acho que ainda vai se realizar na hora que chegar a hora.

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

CE - O que o público pode esperar dessas duas produções tão diferentes, mas que chegam quase simultaneamente na sua vida profissional?
PF -
 Bom, Menospausa, a gente estreou a terceira temporada, então o público já tem aí mais de seis meses de Menospausa no ar, em breve já preparando a quarta temporada, e acho que o que podem esperar é acolhimento, identificação, as mulheres conseguirem ver nas nossas convidadas todos os sintomas que elas também têm, e principalmente esclarecimento, além de conseguirem ter a explicação científica do que que está acontecendo no nosso corpo, por que que a gente sente as coisas que a gente sente e o que fazer para amenizar os desconfortos.

CE - O que te atraiu para integrar o projeto Menos Pausa e qual foi o maior desafio ao assumir esse formato, inclusive apresentando?
PF -
 Eu e a Vanessa (minha sócia), a gente se conheceu por causa de um suplemento, o Nutralive, que ela desenvolveu a partir da experiência dela como mulher, e passou por uma menopausa precoce, e ninguém sabia o que ela estava vivendo, ninguém conseguia explicar.

Ela ficou investigando por cinco anos, e quando ela entendeu a raiz de todos os problemas, ela desenvolveu essa fórmula. Ela é nutricionista e cientista social, e também desenvolveu essa fórmula para amenizar as dores dela. Os sintomas da Vanessa é uma fórmula que pode ajudar muitas mulheres, porque ela tem sete ativos que são muito indicados para amenizar vários dos sintomas.

Me contactaram para fazer a divulgação desse suplemento dela e acabou que a gente começou a se falar pessoalmente e diretamente, até que teve o lançamento desse produto e eu fui. Lá tinha o bioquímico falando e quando ele falou a palavra climatério, a palavra perimenopausa que eu entendi que eu já estava vivendo essas coisas sem eu nem ter nunca escutado esses termos antes, isso foi no início e já tem um ano.

Eu sei que hoje as pessoas já escutam muito mais essas palavras ainda que se confundam com seus significados, mas eu fiquei muito chocada de eu nunca ter escutado e comecei a procurar sobre, a pesquisar, ler e percebi que as pesquisas sobre o corpo feminino sobre o cérebro feminino são extremamente recente, são assustadoramente recentes, então de fato não tem essas informações disponíveis.

Níveis de fácil acesso para a grande população, e é isso que eu resolvi fazer junto com a Vanessa. A gente resolveu trazer para as mulheres essas informações que a gente não teve, e que a gente tem que ter o mais cedo possível na nossa vida, porque a forma como a gente vive a nossa vida nos vinte e poucos anos é o que vai ditar como vai ser a nossa menopausa.

Priscila e Vanessa apresentam o Menospausa - Divulgação

 

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

 

A atriz Priscila Fantin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Bemfica com exclusividade para o Correio B+ - Diagramação: Denis Felipe - Beleza: Lilian Lopez - Por: Flávia Viana

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes.

O Cinco de Paus traz uma semana de embates e situações que exigem atitude. A tensão pode incomodar, mas também revelar caminhos, testar limites e estimular mudanças.

20/09/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes.

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes. Foto: Divulgação

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O Cinco de Paus rege uma semana de movimento, tensão e confronto de forças. Sua energia é dinâmica, provocadora e inquieta. Nada parece completamente estável e, justamente por isso, torna-se difícil permanecer à margem do que acontece.

Diferenças vêm à tona, posições se chocam e somos chamados a encontrar maneiras mais conscientes de lidar com o conflito, transformando a tensão em impulso para avançar.

A simbologia da carta combina especialmente com o céu deste período. O Sol entra em Libra, signo associado ao equilíbrio, à diplomacia, às relações e à necessidade de considerar o outro.

Ao mesmo tempo, a Lua Cheia em Áries acende a individualidade, a iniciativa, a coragem e o desejo de agir sem esperar que todos concordem. É o encontro de duas forças complementares, mas nem sempre confortáveis: o eu e o nós.

O Cinco de Paus surge justamente nesse intervalo entre essas duas necessidades. De um lado, existe a vontade de defender o próprio território, dizer o que se pensa e lutar pelo que se deseja.

De outro, existe a consciência de que nenhuma relação, parceria ou projeto se sustenta quando apenas uma pessoa tem espaço para existir. O desafio da semana está menos em eliminar os conflitos do que em descobrir o que eles estão revelando.

Nos Arcanos Menores, o número cinco introduz uma quebra na estabilidade. O quatro representa uma estrutura já estabelecida, uma forma que encontrou algum tipo de organização. O cinco chega para movimentá-la.

É o ponto em que aquilo que parecia resolvido começa a ser experimentado pela realidade. Por isso, os cincos do Tarô costumam carregar algum grau de tensão, crise, mudança ou desconforto. Não necessariamente porque algo deu errado, mas porque permanecer exatamente como estava deixou de ser suficiente.

Na numerologia, o cinco está ligado ao movimento, à liberdade, à experiência e à descoberta. É um número que não gosta de ficar confinado. Entre o quatro, que organiza, e o seis, que procura uma nova harmonia, o cinco funciona como passagem.

Ele provoca a mudança necessária para que uma estrutura possa ser revista. Seu lado luminoso está na capacidade de experimentar, improvisar, adaptar-se e descobrir novas possibilidades. Seu lado desafiador aparece quando a necessidade de movimento se transforma em inquietação, impulsividade ou dispersão.

É interessante pensar nisso diante de uma Lua Cheia. Ela simboliza um momento de culminação e visibilidade: aquilo que vinha crescendo chega a um ponto de maior intensidade. Em Áries, essa intensidade ganha uma qualidade direta.

O que estava sendo contido pode querer sair. O que estava sendo adiado pode exigir atitude. O que incomodava silenciosamente pode finalmente encontrar palavras. Há uma espécie de urgência no ar, como se determinadas questões já não aceitassem permanecer apenas no território das intenções.

Por isso, o Cinco de Paus não precisa ser interpretado como uma carta de briga. Seria uma leitura estreita demais. Na imagem tradicional, vemos personagens envolvidos em uma disputa, mas não existe ali necessariamente um vencedor ou um derrotado.

Cada um segura seu bastão e participa de uma movimentação coletiva. É quase como se todos estivessem testando forças, experimentando posições, descobrindo até onde podem avançar.

Essa é uma das grandes mensagens da carta: nem todo confronto é uma guerra.

Há conflitos que nascem da competição, mas também há conflitos que produzem criatividade. Uma ideia é contestada e, justamente por isso, fica melhor. Uma pessoa apresenta uma opinião diferente e obriga outra a rever sua certeza.

Uma negociação se complica e, no processo, revela uma solução que ninguém havia considerado. Uma relação chega a um ponto de tensão e finalmente permite que duas pessoas digam aquilo que vinham evitando.

O problema começa quando a disputa deixa de ser instrumento de transformação e passa a ser uma finalidade. O Cinco de Paus pode alimentar a necessidade de provar que se está certo, vencer uma discussão ou conquistar espaço apenas para demonstrar força.

Sob sua influência, é fácil confundir posicionamento com confronto. Também é possível interpretar qualquer resistência como uma ameaça, quando, às vezes, ela está apenas mostrando que existe mais de uma maneira de olhar para determinada questão.

A entrada do Sol em Libra oferece justamente o contraponto. Libra lembra que ter razão não é a única questão em jogo. Existe também a qualidade da relação, a consequência das palavras e a capacidade de construir algo que contemple mais de uma perspectiva.

Mas Libra, quando levado ao excesso, pode cair na tentativa de evitar qualquer desconforto, adiar decisões ou silenciar desejos para preservar uma aparência de harmonia. E é aí que Áries aparece para lembrar: equilíbrio não significa silêncio.

Áries ensina Libra a se posicionar; Libra ensina Áries a considerar o outro.

O Cinco de Paus coloca as duas perguntas na mesma mesa: “O que eu realmente quero?” e “Como podemos fazer isso juntos?”. Talvez essa seja uma das questões mais importantes da semana. Nem sempre será possível agradar todo mundo.

Nem toda negociação produzirá unanimidade. Algumas escolhas inevitavelmente provocarão resistência. O equilíbrio libriano não precisa significar a eliminação das diferenças; pode significar encontrar uma maneira justa de conviver com elas.

No amor, o Cinco de Paus coloca diferenças em evidência e pode trazer à tona tensões acumuladas. Em relações estáveis, o conflito pode indicar a necessidade de rever acordos e encontrar novas formas de convivência.

O cuidado é não transformar a relação em disputa: quem cede mais, quem tem razão? Olhar além do confronto ajuda a compreender o que cada pessoa está tentando defender.

Para quem está solteiro, a carta pode indicar desafios na conquista e a atração pelo que parece difícil de alcançar. Mas é importante distinguir conexão de conquista: o que existe além da adrenalina da disputa?

No trabalho, a energia da carta pode ser fértil. Opiniões diferentes, disputas de espaço e a necessidade de defender uma ideia podem provocar soluções melhores. Uma boa ideia não precisa sair intacta de uma discussão para continuar sendo boa. Às vezes, precisa justamente ser questionada para ganhar consistência.

Também pode haver competição por reconhecimento, visibilidade ou protagonismo. O desafio é não transformar toda oportunidade em disputa pessoal. Existe uma diferença entre competir para crescer e competir para diminuir o outro.

O primeiro movimento amplia habilidades; o segundo consome energia tentando impedir que alguém avance. O Cinco de Paus favorece a troca, a criação e a capacidade de defender uma posição sem se tornar prisioneira dela.

Na carreira, o Cinco de Paus convida a sair do terreno conhecido e aceitar desafios que coloquem suas capacidades à prova. Pode haver concorrência, inclusive em um processo seletivo, mas a disputa também pode estimular criatividade, aprimorar habilidades e abrir novas oportunidades. O importante é não encarar o desafio apenas como um confronto, mas como uma chance de descobrir do que você é capaz.

Vale observar também a relação entre dinheiro e competição. Alguma compra está sendo feita para acompanhar o padrão de outras pessoas? Algum gasto nasce da necessidade de provar alguma coisa?

Na vida cotidiana, essa energia pode aparecer de maneiras muito menos dramáticas do que a imagem da carta sugere. Uma discussão no trânsito, uma conversa que esquenta, pessoas interrompendo umas às outras, um grupo tentando decidir algo sem que ninguém queira abrir mão da própria opinião.

Mas pode aparecer também de maneira muito mais construtiva: numa conversa animada, numa troca de ideias, numa aula em que todos participam, numa atividade esportiva ou numa equipe criativa em que diferentes referências produzem uma solução inesperada. Existe vida no atrito.

O Cinco de Paus nos lembra que harmonia não é ausência de diferenças. Uma orquestra não produz música porque todos os instrumentos são iguais. Uma conversa interessante não nasce quando todos concordam. Uma relação madura não depende da inexistência de conflitos, mas da capacidade de atravessá-los sem transformar diferença em ameaça.

O desafio, portanto, não está apenas no que nos confronta, mas na maneira como respondemos ao confronto. É nesse ponto que o conflito pode revelar aquilo que ainda nos limita.

A competição constante pode esconder uma necessidade de validação. A necessidade de vencer pode revelar o medo de não ser suficiente. A dificuldade de ceder pode estar ligada ao receio de perder espaço. Perceber essas estruturas internas é também uma forma de recuperar a liberdade.

Por isso, o Cinco de Paus pode ser visto como uma carta de treinamento. Os conflitos colocam você diante de habilidades que precisam ser desenvolvidas: cada divergência exige comunicação, cada disputa ensina sobre limites e cada provocação revela algo sobre o próprio temperamento.

A questão deixa de ser “como faço para ninguém me contrariar?” e passa a ser: “o que esta situação está me ensinando sobre a maneira como reajo quando sou contrariado?”

Essa mudança de perspectiva transforma a experiência.

Porque talvez não seja possível controlar o barulho ao redor. Pessoas terão opiniões. Desejos vão se chocar. Planos poderão mudar. Alguém pode discordar. Uma conversa pode sair diferente do esperado. O que está sob nosso controle é a qualidade da resposta.

A Lua Cheia em Áries pode aumentar a vontade de agir imediatamente. O Sol em Libra lembra a importância de considerar as consequências. Entre os dois, o Cinco de Paus propõe uma terceira via: não fugir do confronto, mas escolher quais batalhas realmente merecem energia.

Há uma diferença enorme entre reagir e responder. Reagir é entregar o volante ao impulso do momento. Responder é reconhecer o impulso sem necessariamente obedecê-lo. Se algo provocar irritação, observe antes de atacar.

Se uma opinião contrariar, escute antes de descartá-la. Se surgir uma disputa, pergunte o que está realmente sendo disputado. Se alguém desafiar seu espaço, perceba se é necessário lutar ou apenas reafirmar seus limites. E, principalmente, não transforme toda diferença em ameaça.

O fogo de Áries pode dar coragem para dizer o que precisa ser dito. Libra pode oferecer a medida necessária para escolher como dizer. E o Cinco de Paus lembra que, depois do choque inicial, ainda existe a possibilidade de construir alguma coisa nova.

Talvez essa seja a verdadeira sabedoria da carta para os próximos dias: não é preciso vencer todas as disputas. É possível competir pelo prazer da experiência, aprender com a resistência, defender aquilo que importa e, ao mesmo tempo, permanecer aberto àquilo que ainda não conhece.

A liberdade do cinco não está em ter todas as respostas. Está em poder experimentar. Em descobrir que uma estrutura pode ser modificada sem que tudo precise ser destruído. Em perceber que uma escolha pode nascer justamente quando uma certeza é colocada em dúvida. Nem todo conflito veio para separar. Alguns vieram para movimentar.

O Cinco de Paus não promete uma semana tranquila. Ele oferece algo diferente: a oportunidade de descobrir, no meio do movimento, quais forças realmente merecem a nossa energia e que pessoa podemos nos tornar quando finalmente aprendemos a usar essa energia a nosso favor.

Lembre-se: você não precisa vencer em tudo para ter valor. Cada um de nós possui uma combinação única de talentos. Talvez você não seja o melhor em cada habilidade que possui, mas ninguém no planeta reúne exatamente a mesma combinação de talentos, competências e capacidades que você.

Portanto, procure ser uma versão de primeira qualidade de si mesmo, em vez de uma versão de segunda qualidade de outra pessoa. Afinal, como diz uma frase atribuída a Theodore Roosevelt: “A comparação é a ladra da alegria.”

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Dança Correio B+

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Superprodução europeia de balé clássico passará por 18 cidades brasileiras e promete encantar público de todas as idades

19/09/2026 17h30

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo Foto: Andrey Lyapin

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Em outubro, a magia de Cinderella chegará a São Paulo, com uma montagem inédita da The Moscow Ballet. A grandiosa produção será estrelada por dois nomes consagrados da cena internacional: Oksana Bondareva, solista do lendário Teatro Mariinsky e reconhecida por sua expressividade e presença magnética no palco, e o italiano Leonardo de Checchi, aplaudido por sua técnica refinada e pelas conquistas em competições de prestígio mundial.

Ambos foram laureados com o Capri Danza International 2025, um dos prêmios mais respeitados da dança europeia, e chegam ao País para encantar o público ao lado de um elenco de 18 grandes bailarinos russos e italianos. As apresentações serão nos dias 06 e 07, às 20h, no Teatro Bradesco.

Com figurinos luxuosos, cenários encantadores e coreografias de alto nível técnico e artístico, Cinderella apresenta ao público um universo mágico. Além da delicadeza e do virtuosismo da dança, a plateia se surpreenderá com a atuação cênica dos bailarinos.

“Criamos esta montagem levando em consideração as habilidades e características dos nossos artistas. Conseguimos revelar a individualidade de cada bailarino, mostrando, em alguns momentos, a técnica de balé e, em outros, o talento para a atuação.

O espetáculo é muito teatral, com muitos momentos divertidos e emocionantes. Também existe uma história de amor — a verdadeira história de Cinderella e do príncipe”, conta Oksana Bondareva, que também assina a direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.

Entre os pontos altos do espetáculo, Oksana Bondareva destaca a cena do baile, que reúne todo o elenco em um dos momentos mais grandiosos da montagem.

A sequência combina dinamismo, humor e emoção e, segundo a bailarina, ganha ainda mais força na transição para a “meia-noite”, quando a passagem do tempo é traduzida de maneira especialmente criativa pelos artistas. O momento em que Cinderella precisa deixar o baile reserva, assim, uma das surpresas cênicas da produção.

Para Oksana, é uma grande oportunidade e sorte poder apresentar Cinderella ao público brasileiro neste mês tão especial. “Queremos que as crianças acreditem nos contos de fadas, no amor e que saibam distinguir o bem do mal. E que vivam sempre com fé em seus corações.

E que, cada pessoa, depois de assistir ao espetáculo, saia do teatro com o coração maior, cheio de amor, alegria e calor humano”, define a bailarina.

Inspirada no clássico conto de Charles Perrault, a produção mantém como trilha sonora a genial música de Sergei Prokofiev, composta especialmente para o balé Cinderella, apresentado pela primeira vez em 1945, no Teatro Bolshoi, com a grande Galina Ulanova no papel da princesa.

A história de Cinderella vem, ao longo dos séculos, despertando fascínio em pessoas de todas as idades. “Todos nós queremos acreditar em contos de fadas, até mesmo os adultos. Todos esperamos da vida uma recompensa por nosso trabalho árduo ou por nossos sofrimentos.

E Cinderella nos permite sonhar com um milagre, em qualquer uma de suas formas. Ela nos dá esperança de que, depois de todo o esforço e trabalho, seremos recompensados com felicidade e amor”, conclui Oksana.

Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, Cinderella transporta o público para um mundo encantado inspirado no clássico conto de fadas que atravessa gerações, sendo uma experiência inesquecível para toda a família.

O espetáculo será apresentado, de primeiro de outubro a primeiro de novembro, em: Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, São José dos Campos, Piracicaba, Campinas, Belo Horizonte, Cascavel, Maringá, Chapecó, Jaraguá do Sul, Criciúma, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Juiz de Fora, Rio de Janeiro.

Serviço:

Cinderella – The Moscow Ballet
Data: 06 e 07/10/2026
Horário: 20h
Local: Teatro Bradesco - Bourbon Shopping Săo Paulo - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso - Perdizes, São Paulo - SP
Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)
Ingressos: a partir de R$90
Vendas na Uhuu: 
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/the-moscow-ballet-cinderella-16670 

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