Correio B

115 ANOS DE IMIGRAÇÃO JAPONESA

Festival do Japão MS começa na sexta-feira com música, dança, comida e muito mais

Terceira edição terá música, danças típicas, feras do karaokê, kenjutsu e outras artes marciais, além de ilusionismo e oficina de origami (dobraduras); cerimônia do chá também está na programação

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Depois do sucesso de público no ano passado, o maior festival de cultura japonesa de Mato Grosso do Sul está de volta. A terceira edição do Festival do Japão MS, realizada pela Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira de Campo Grande, vai ocupar 60 mil metros quadrados de área do clube de campo da entidade a partir desta sexta-feira (17), seguindo até domingo (19).

Os organizadores prometem uma programação extensa e intensa durante os três dias, com shows musicais, danças típicas, exposições, oficinas, gastronomia e concursos, entre outras atrações, com um leque de atividades para diferentes faixas etárias e todos os gostos.

A estimativa de público é de 25 mil pessoas nos três dias de evento, que esse ano comemora os 115 anos da imigração japonesa. Trata-se de uma comunidade numerosa (a terceira maior do País) e muito influente na cultura e no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. 

Neste ano, o Festival do Japão abraçou também uma vertente social. A entrada será mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível, e os alimentos arrecadados serão doados para o Cotolengo Sul-Mato-Grossense, projeto desenvolvido em parceria com o Rotary Club Campo Grande.

“Nossa expectativa para essa terceira edição é a melhor possível. O objetivo é celebrar a cultura japonesa, oferecendo aos visitantes uma experiência inesquecível, que abrange tanto o tradicional quanto o mais animado mundo da cultura pop japonesa”, afirma Sayuri Higa, produtora e organizadora do evento.

CHÁ E KARAOKÊ

No palco principal desta terceira edição, o destaque vai para as ricas artes tradicionais e culturais do Japão, como o taiko (tambores japoneses), o odori (danças folclóricas e clássicas), apresentações de cantores campeões de karaokê e artes marciais como kenjutsu, karatê e judô, além de shows de mágica. 

Oficinas e workshops permitirão um mergulho na cultura japonesa, com temas como origami (dobraduras) e a inédita oficina que ensinará a cerimônia do chá. 

RAMEN E SOBÁ

A praça de alimentação é um dos grandes destaques do Festival do Japão MS, a cada ano fica maior e traz uma estrutura mais confortável para os visitantes. 

Serão 1.484 m2 de área e mais de 20 operações gastronômicas, com opções como o tradicional sobá, tempurá, sushi, yakisoba, onigiri (bolinho de arroz recheado), ramen, doces japoneses, além de opções da culinária brasileira, como espetinhos, lanches e pastéis, para satisfazer todos os gostos. 

Nesta terceira edição, a novidade é que a praça teve seu horário de funcionamento estendido e ficará aberta também para o almoço no fim de semana.

ANIME DANCE

Outra novidade desta edição é um espaço exclusivo para a cultura pop japonesa, a Arena Anime Show. Será realizado concurso de cosplay e também a primeira edição do concurso de dança Anime Dance Freestyle, onde a música e a dança se unem em uma experiência única e empolgante. 

Além disso, será possível soltar a voz no karaokê, colecionar prêmios nas máquinas gachapon, jogar nos videogames e fliperamas e participar de campeonatos.

MISS NIKKEY

A cerimônia de abertura oficial do evento será realizada no sábado, dia 18, quando acontece também o concurso Miss Nikkey MS, que elegerá a mais bela nikkei da comunidade nipo-brasileira de Mato Grosso do Sul. 

A vencedora representará o Estado na final do Miss Nikkey Brasil, que acontece anualmente em São Paulo. Na última edição, a participante sul-mato-grossense emplacou no top 3 brasileiro e foi escolhida como segunda princesa.

SAMURAI RUN

Na área de expositores, serão mais de 30 espaços, com empresas dos mais variados ramos, abrangendo moda, beleza e saúde, inclusive com expositores vindos de São Paulo. 

O evento tem apoio do governo do Estado, do Consulado-Geral do Japão, da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil (Kenren), do Sistema Fiems, do Sebrae, da Fecomércio, do Sesc, do Senac, da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), da Sakura e da Dallas. 

Sucesso em 2022, com mais de 600 participantes, a corrida Samurai Run Dallas será realizada novamente, unindo esporte e cultura em um evento temático com elementos da cultura japonesa. 

A prova terá duas modalidades: a corrida de seis quilômetros e a caminhada de dois quilômetros. Desta vez, a competição será noturna, com início a partir das 19 horas de sexta-feira e aberta para participantes de qualquer idade.

SERVIÇO

A 3ª edição do Festival do Japão MS será realizada de 17 a 19 de novembro, no Clube de Campo da Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira (AECNB). Na sexta-feira, o horário será das 16h às 22h, 
no sábado das 10h às 22h e no domingo das 10h às 21h, com a praça de alimentação aberta durante todo esse período. A entrada será mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível, e os alimentos arrecadados serão doados para o Cotolengo Sul-Mato-Grossense.

Endereço: Av. Ministro João Arinos, nº 140, Jardim Veraneio. 

Haverá estacionamento pago disponível no local. Mais informações pelo site: festivaljapaoms.com.br 
e pelo Instagram: @festivaljapaoms.

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Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem?

A adolescência traz um movimento natural e necessário de autonomia.

15/08/2026 18h00

Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem?

Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem? Foto: Divulgação

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Durante anos, muitos pais organizam a vida em torno das necessidades dos filhos. A rotina, os horários, as preocupações e até os planos futuros giram em torno deles. Então, quase sem perceber, algo muda. As crianças crescem.

A adolescência traz um movimento natural e necessário de autonomia. Os filhos passam a buscar mais privacidade, valorizam a convivência com amigos e começam a construir uma identidade própria. Para eles, esse processo representa crescimento. Para muitos pais, representa um desafio emocional.

É comum que surjam sentimentos contraditórios. Existe orgulho ao ver os filhos conquistando independência, mas também saudade da fase em que dependiam mais da família. Algumas mães e pais relatam sensação de perda, inutilidade ou dificuldade para encontrar novos espaços de realização.

Essas emoções não significam falta de amor. Significam que uma etapa está chegando ao fim e outra está começando. Toda transição importante envolve algum grau de adaptação.

O problema aparece quando tentamos impedir esse movimento natural. Controlar excessivamente, invadir espaços ou resistir ao crescimento dos filhos pode gerar conflitos e dificultar a construção da autonomia que desejamos para eles.

Talvez um dos grandes aprendizados da parentalidade seja compreender que educar também é preparar para a separação saudável. Não uma separação afetiva, mas uma independência progressiva que permite aos filhos caminhar com segurança pelo próprio caminho.

Ao mesmo tempo, esse período convida os adultos a revisitarem a própria identidade. Quem somos além do papel de pai ou mãe? Quais projetos ficaram em espera? Que vínculos precisam ser fortalecidos?

Quando os filhos crescem, a família não acaba. Ela se transforma. E toda transformação traz a oportunidade de construir novos significados para os relacionamentos e para a própria vida.

@vanessaabdo7
 

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Quando a moda encontra a estrada

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo

15/08/2026 16h30

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo Foto: Divulgação

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O que acontece quando uma das maisons mais importantes do mundo encontra uma empresa conhecida por transformar carros clássicos em verdadeiras peças de coleção?

A resposta acaba de ser apresentada na Califórnia. A Louis Vuitton se uniu à Singer Vehicle Design, empresa especializada em restaurar e reinterpretar Porsche 911, para criar dois automóveis únicos. É a primeira vez, em seus 172 anos de história, que a maison francesa participa de um projeto automotivo co-branded.

Porém o mais interessante dessa parceria talvez não seja o carro em si. É o que ela diz sobre os novos caminhos do luxo.

Tudo começou de maneira relativamente discreta: com o pedido de um relógio para o painel. O projeto, desenvolvido a partir do universo do Tambour e da expertise da La Fabrique du Temps Louis Vuitton, cresceu até envolver praticamente todos os elementos dos veículos. 

Nasceram assim dois Porsche 911 Reimagined by Singer. O primeiro, um Classic, recebeu tons de açafrão, azul-cobalto e amarelo associados à Louis Vuitton.

O segundo, um Classic Turbo conversível, teve participação de Nicolas Ghesquière, diretor artístico das coleções femininas da maison, e aparece em branco Calcaire Lutétien, com detalhes sofisticados em madeira. 

E, claro, a experiência não termina quando se fecha a porta do carro. A Louis Vuitton criou malas sob medida, peças de vestuário, sapatos e acessórios para acompanhar os automóveis.

Até o relógio do painel pode ser removido e transformado em relógio de mesa. É quase como se carro, moda, viagem e lifestyle passassem a fazer parte de uma mesma coleção. 

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo                         Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo - Divulgação

Para mim, é justamente aí que essa parceria se torna interessante para além da estética.

Durante muito tempo, pensamos o luxo através de categorias muito claras: moda, joalheria, relógios, automóveis, hotelaria. Hoje, essas fronteiras estão cada vez mais diluídas.

As grandes marcas não querem apenas ocupar o nosso guarda-roupa. Querem participar da maneira como viajamos, nos hospedamos, comemos, decoramos a casa e, agora, até da maneira como dirigimos.

No caso da Louis Vuitton, existe ainda uma conexão particularmente coerente. A maison nasceu em 1854 fazendo baús e construiu sua identidade em torno da arte de viajar. Muito antes dos aviões comerciais e das malas com rodinhas, Louis Vuitton já pensava em como transportar objetos com funcionalidade, beleza e savoir-faire.

A relação com o universo automotivo também não surgiu agora. A própria história da maison registra experiências ligadas aos automóveis desde o início do século XX. 

Por isso, colocar seu savoir-faire dentro de um Porsche 911 não parece simplesmente uma ação de marketing. De certa maneira, é uma atualização da mesma pergunta que acompanha a Louis Vuitton há mais de um século: como transformar o ato de viajar em uma experiência extraordinária?

Há ainda outro aspecto dessa parceria que traduz muito bem o momento atual do mercado de luxo: a busca pela singularidade.

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejoLouis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo - Divulgação

Em uma época em que produtos considerados exclusivos aparecem diariamente nas redes sociais e algumas bolsas de luxo se tornam quase onipresentes, possuir algo caro já não é necessariamente suficiente para transmitir exclusividade.

O verdadeiro luxo começa a migrar para aquilo que é difícil de reproduzir: tempo, artesanato, personalização, acesso e experiências criadas praticamente para uma única pessoa.

É justamente esse território que Louis Vuitton e Singer exploram aqui. Provavelmente o futuro do luxo não esteja apenas em lançar mais produtos, mas em criar objetos que carreguem histórias, diferentes especialidades e níveis quase obsessivos de atenção aos detalhes.

No encontro entre uma maison francesa, um ícone alemão e o trabalho artesanal de uma empresa californiana, o Porsche deixa de ser apenas um automóvel. Transforma-se em moda, design, engenharia, artesanato e viagem ao mesmo tempo, ajudando a redefinir o que chamamos de luxo hoje.

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