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Agenda Cultural

Fim de semana tem encontro com escritora e poetisa renomada

Fim de semana tem encontro com escritora e poetisa renomada, estreia de filmes no cinema, gravação de DVD de samba e a primeira edição do Festival Internacional da Carne na Capital

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O fim de semana em Mato Grosso do Sul está repleto de atrações culturais para toda a família. Haverá a 35ª Noite da Poesia, gravação do segundo DVD do Grupo Humildemente, teatro em Corumbá, Festival Internacional da Carne na Capital e várias estreias nas telonas.

Para começar, no campo das artes literárias, Campo Grande recebe pela primeira vez a escritora Martha Medeiros, que promete tirar os leitores do mundo digital para um encontro intimista presencialmente.

“É uma conversa presencial, em que cada um olha no olho do outro e faz uma leitura, não só do que está sendo dito, mas do corpo, ver as pessoas rindo, o brilho no olhar, sentir o tom de voz do público campo-grandense”, diz a escritora.

Já as atrações musicais começam com a gravação do segundo DVD do grupo de pagode Humildemente. Formado por profissionais com mais de 10 anos de carreira, Romas, um dos vocalistas do grupo, já realizou dueto até com Xande de Pilares.

“Inicialmente, era Samba dos Crias até, definitivamente, carregarmos o nome Humildemente, que transmite a nossa energia. Grupo fundado por mim e pelo Renan Milk, em nosso repertório trazemos sempre músicas autorais e um misto dos maiores sucessos do samba e do pagode brasileiro”, conta.

Ainda na programação, haverá a 17ª Primavera dos Museus que, neste ano, leva o tema “Memórias e democracia: pessoas LGBT+, indígenas e quilombolas”.

“O tema é a inspiração, oferecendo oportunidades para refletirmos sobre a construção da democracia de seus agentes”, explica o coordenador do Sistema Estadual de Museus de Mato Grosso do Sul, Douglas Alves da Silva.

Teatro

Com uma trilha sonora inédita de Tetê Espíndola, a Cia do Mato estreia hoje o espetáculo “Chafica”, em homenagem a Sarah Abussafi Figueiró, ícone da cultura sul-mato-grossense.

A peça começa às 19h, na Escola Estadual Dom Bosco, em Corumbá, com entrada franca. O projeto foi possível graças ao incentivo do Fundo de Investimentos Culturais (FIC-MS) de 2021, da Fundação de Cultura de MS (FCMS), do governo do Estado.

Sarah Abussafi Figueiró foi uma artista regional de origem libanesa. Considerada uma mulher à frente do seu tempo, ela foi incentivadora e defensora da cultura e da saúde em MS.

Festival da Carne

Abrindo o apetite para o fim de semana, tem começo hoje o 1º Festival Internacional da Carne MS, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

O encontro gastronômico promete atrair os sul-mato-grossenses apaixonados por um bom churrasco. Com os mais variados tipos de carnes na brasa, os pratos custam a partir de R$ 18.

São 35 chefs regionais distribuídos em 47 estações de assados, além de convidados de renome nacional e internacional. O evento deve reunir mais de 30 mil pessoas.

Kids 

Para a criançada, este fim de semana tem o Bosque das Capivaras, um parque temático inspirado na beleza  dos animais ícones de Mato Grosso do Sul e na maravilha da natureza. 

As atrações lúdicas são para crianças de até 12 anos e acontecem no Shopping Campo Grande (Av. Afonso Pena, nº 4.909, Santa Fé).

Hoje também terá uma edição inédita de feira pet, que será voltada à adoção de animais com deficiência, também no mesmo shopping. Ao todo, são 16 bichinhos para doação, incluindo gatos e cachorros à procura de tutores responsáveis.

Ainda na programação, haverá o Quintal Sesc, que, a partir das 17h, traz atrações musicais no estacionamento em frente à loja Riachuelo, no piso térreo, também no Shopping CG. 

As brincadeiras, as atividades recreativas e os brinquedos infláveis são todos coordenados pela equipe Brinquemania.

Literatura

A escritora gaúcha Martha Medeiros vem pela primeira vez a Campo Grande amanhã, para um encontro intimista com os fãs da literatura, na 35ª edição da Noite da Poesia – Conexões Culturais.

A roda de conversas pretende atrair escritores e leitores em um diálogo sobre arte e sociedade. Seu recém-lançado livro, “Conversa na Sala”, deve inspirar a troca olho a olho com o público, deixando de lado a correria do mundo digital.

O encontro será no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional MS (OAB-MS), que fica na Av. Mato Grosso, nº 4.700. A entrada é gratuita, mediante reserva de ingressos pela plataforma Sympla.

Sertanejo 

As mulheres do modão abrem a programação sertaneja deste fim de semana na Capital. Amanhã, a partir das 19h, tem show especial com a dupla Larissa & Mariana, no Barolé. 

Haverá ainda participação especial de Olavo Netto, Lyanne Mello e Kid Kenner. Já o Garden 67 recebe shows da dupla João Marcos & Zé Ronaldo, com o DJ Gabriel Zim nos intervalos. A violada começa às 21h e vai até as 3h, com a participação do Esquenta67 e DJ Countt.

Rock

Também amanhã está marcada a combinação perfeita de blues e flashback no Blues Bar. 

Na ocasião, será celebrado os 20 anos da banda Whisky de Segunda, um dos maiores grupos de blues do Estado, com a participação de Patty Araújo, a Rainha do Flashback em MS.

Trazendo interpretações de grandes sucessos do rock nacional, Rodrigo Teixeira fará show amanhã, às 21h, no Teatro do Mundo, em Campo Grande.

RodTex e Os Coiotes é o novo projeto liderado por ele, ao lado de Simão Gandhy (guitarra), Zé Fiuza (bateria), Luciano de Sã (baixo) e Felipe de Castro (teclado).

O objetivo é misturar o repertório autoral com as composições de autores regionais, como Geraldo Espíndola e Renato Fernandes, além de compositores e bandas como Celso Blues Boy, Cazuza e Titãs.

Tributos

Uma das principais bandas de rock do mundo, Guns N’ Roses será homenageada amanhã, no Sunset Growler, em tributo por The Best Cover. O evento começa às 18h e terá abertura de Gabriel Noah, vocalista da banda regional A Arca.

Também haverá tributo especial no Blues Bar hoje, onde The Luanna homenageará Pitty. A artista regional promete cover dos melhores sucessos da roqueira baiana. A abertura da noite fica por conta de Bob Noise.

Samba e pagode

Amnhã terá mais uma edição da Parada do Chokito, na Arena Sunset. Uma noite inesquecível com grandes atrações do samba regional, como Grupo Sampri, além da participação especial de Maninho Gomes e DJ Giovani Martins.

Já no domingo tem a gravação do segundo DVD do Grupo Humildemente, com todo o carisma e a energia contagiante dos meninos que já conquistaram os corações dos campo-grandenses pagodeiros.

Antes do show, porém, haverá a final da Copa do Brasil, entre o São Paulo e o Flamengo. A recomendação é de que se chegue cedo ao local.

Exposição

Com o tema “Memórias e democracia: pessoas LGBT+, indígenas e quilombolas”, a 17ª Primavera dos Museus terá início nesta segunda-feira, em museus de Campo Grande, Corumbá e Costa Rica.

O evento reunirá diversas artes que serão expostas simultaneamente pelas instituições sul-mato-grossenses, tanto presencialmente quanto por meio virtuais. A temática deste ano busca valorizar a memória dessa população para a construção democrática de um país justo e igualitário.

A Primavera dos Museus é um evento idealizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), cuja organização e coordenação em nível estadual fica à cargo do Sistema Estadual de Museus de MS.

Gospel

Eli Soares estará na Capital para a turnê Nós. Com mais de 10 anos de carreira, o cantor gospel acumula números impressionantes em visualizações no YouTube, seguidores nas redes sociais e plays nas plataformas de música por streaming.

Hits como “Me Ajude A Melhorar”, “Minha Oração” e “Os Anjos Te Louvam” – esta última que tem cinco indicações ao Grammy Latino – estarão no repertório. Eli já realizou turnês pelo Brasil e pelo mundo, performando grandes sucessos de seus álbuns.

O cantor demonstra toda sua paixão pela música religiosa ao lado de sua banda, mas, principalmente, no contexto solo da voz e violão. A performance acústica está presente desde o início de sua carreira e vem encantando os fãs.

Seu show em Campo Grande ocorrerá no dia 21, no Teatro Dom Bosco, que fica Av. Mato Grosso, nº 225.

Cinema 

Entre os lançamentos estão o desenho “A Ilha dos Ilús”, “Tire 5 Cartas” e “Noite de Bruxas”. Os filmes estão em cartaz no Cinemark, no UCI Bosque dos Ipês e no Cinepólis.

Sobre a animação, ilús são seres preparados para se tornarem pets na Terra. Porém, quando a cegonha erra o destino e entrega o cachorrinho Pocó para um casal de emas, a confusão estará armada.

Já o nacional “Tire 5 Cartas” traz a história de Fátima, uma taróloga que enrola seus clientes com a ajuda de seu marido, Lindoval. Sua sorte muda quando um valioso anel roubado cruza seu caminho. Ela embarca em uma aventura para lá de engraçada e emocionante.

“A Noite das Bruxas” é ambientado após o período da Segunda Guerra Mundial e acompanha mais um mistério aterrorizante com o retorno do célebre detetive Hercule Poirot. Quando um dos convidados é assassinado, ele é jogado em um mundo sinistro de sombras e segredos.

Outro lançamento é o longa “After – Para Sempre” que marca o capítulo final do relacionamento de Tessa e Hardin. O filme está em cartaz desde o dia 13.

Cineclube

O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe o cineclube Andarilhos de Tóquio, com filmes produzidos na capital japonesa. As exibições ocorrem do dia 14 de setembro a 9 de novembro, na sede do MIS, que fica na Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Vila Carvalho.

Em parceria com o coletivo de cinema A Boca Filmes, o evento apresentará cinco sessões com longas ambientados e produzidos em Tóquio, perpassando diversos gêneros típicos do cinema japonês, desde os Yakuza-Eiga até os tokusatsu.

As exibições são quinzenais, sempre na quinta-feira, às 19h. Na lista de selecionados estão “Shin Godzilla” (28/9), de 2016, por Hideaki Anno; “Cão Danado” (13/10), de 1949, por Akira Kurosawa; “O Funeral das Rosas” (26/10), de 1969, por Toshio Matsumoto; e “Akira” (9/11), de 1988, por Katsuhiro Otomo.

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

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