Correio B

AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem programação agitada na Capital

Tem também a segunda edição da Feira do Teatro, megashows e até lançamento do 1º Circuito Gastronômico na Expogrande, dança no Sesc Cultura e, nos cinemas, a elogiada animação "Suzume no Tojimari"

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O atraente balaio de atrações artísticas e culturais dos eventos que vêm tomando conta da Capital, com foco na diversidade de expressões e destacando os criadores independentes, além do acesso gratuito ou na base do “pague quanto puder” para o público, ganha mais um endereço amanhã, com a primeira edição do Sarau Multicultural, no Ateliê Ramona Rodrigues, a partir das 19h.

O point – localizado na Rua 14 de Julho, nº 1.431, Casa 3, Centro – vai abrigar uma programação para lá de eclética, com números de poesia, circo e dança, contações de histórias, apresentações musicais, sessão de cinema e estandes de gastronomia. O acesso é colaborativo, ou seja, ninguém será barrado, porém, as contribuições serão bem-vindas (e merecidas).

“Vou tocar sozinha MPB, pop e rock, no melhor estilo ‘me, myself and I’ [eu comigo mesma]”, brinca a cantora e compositora Issel Chaia, que estará em cena neste sábado, acompanhada de seu violão, às 20h15min, para um pocket show.

Em seguida, Nathália Maluf e José Roberto Pimenta desafiam a gravidade com uma apresentação circense. Às 20h45, a banda Santo de Casa faz o show de encerramento do evento.

O Sarau Multicultural anuncia ainda a exibição do curta documental “Beth e Betinha” (2019), de Marinete Pinheiro, e uma feira artesanal, com cerâmicas de Adelaide Barbosa, pinturas de Dagoberto Pedroso, calendários de Antônia Hanemann, esculturas de Beto Monteiro, mandalas de Chris Rosa, roupas de Maria de Q e Eumelanina Store, fantoches de Mara Rojas, bottons e canecas de Botão Brindes, acessórios de Sandra Padilha, além de brinquedos produzidos no próprio ateliê.

Entre as outras atrações programadas para o dia, “Haicais” traz circo e histórias performadas pelos alunos das oficinas do ateliê. Ainda, contação de histórias por Conceição Leite e Maria Rita, dança por Jéssica Regina e poesia por Maíra Bambil, Eva Vilma e Delasnieves Daspet. Mais informações pelo telefone (67) 9903-3550 ou no perfil do Instagram @atelieramonarodrigues.

FEIRA DO TEATRO

Outra opção bacana no front da produção independente é a Feira do Teatro da Estação Cultural Teatro do Mundo (Rua Barão de Melgaço, 177, Centro), que chega à sua segunda edição também amanhã, das 16h às 22h, com muita música, circo, expositores, gastronomia e, claro, teatro.

Uma vez mais, a entrada é franca, mas quem puder contribuir vai somar forças no elo dos artistas que se bancam com recursos próprios para continuar fazendo a sua arte.

O DJ Samambaia, com sets programados para as 16h e às 18h10min, abrirá os trabalhos, com toda a estrutura do agradável espaço, que inclui café, butique e acomodações cobertas e a céu aberto. Ainda, às 17h30min, é a vez do grupo Batucando Histórias.

A cantora e artista plástica Ariadne faz show musical às 19h. Já o cantor Begèt de Lucena assume o microfone a partir das 20h30min.

EXPOGRANDE

Quem se apresenta hoje no evento agro é a dupla Maiara & Maraísa e a cantora Ana Castela, a jovem e atual sensação nascida em Sete Quedas e radicada em Londrina (PR). Ingressos (inteira) de R$ 160 a 
R$ 599, sem contar a taxa de conveniência.

Amanhã, sobem ao palco do Parque de Exposições Laucídio Coelho, na Vila Carvalho, a dupla Diego & Victor Hugo e o DJ Alok, com ingressos a partir de R$ 40 até 
R$ 399 (mais taxas).

SABORES DA TERRA

Também na Expogrande, neste domingo, das 18h às 22h, os promoters Marcia Marinho e José Marques fazem o lançamento do Circuito Gastronômico de Campo Grande, que, em sua primeira edição, a partir de terça-feira até o dia 30, vai trabalhar um variado cardápio com a temática sabores da terra, sob a curadoria culinária do chef Paulo Machado.

A proposta é destacar a produção local, já que, para participar, os estabelecimentos devem desenvolver um prato regional.

Ao menos, um ingrediente da culinária sul-mato-grossense deve obrigatoriamente ser utilizado pelos participantes, conforme a lista do chef: pequi, baru, guavira, nicola, galinha caipira, carne de sol, mocotó, pintado, coentro, miúdos, linguiça sertaneja, mel de abelha nativa do Pantanal, erva-mate, polvilho doce/azedo, farinha de mandioca/rapadura de Furnas, farinha de milho saboró, pacu e mandioca. Os pratos inscritos integrarão o cardápio fixo do evento.

DANÇA NO SESC

No Sesc Cultura, pela programação do Sesc Encena, dois espetáculos de dança estarão em cartaz. Hoje, às 19h, Irineu Junior apresenta o solo “Das Coisas Não Ditas”, um “atravessamento”, segundo o artista, dos momentos que ele viveu entre as danças urbanas e contemporânea e o teatro.

Já amanhã, no mesmo horário, “InVolução”, com a Cia de Dança Selma Azambuja, lança ao público a provocação: “Onde ficou o instinto mais primitivo ou então o senso mais racional de preservação para as gerações presentes e futuras?”.

CINEMAS

Nas telonas, a grande pedida é o longa-metragem de animação “Suzume no Tojimari”, do elogiado diretor japonês Makoto Shinkai. O filme é uma aventura que surpreende pelo modo sensível com que conta a história de uma adolescente de 17 anos e a sua jornada através de um Japão devastado por várias calamidades. A jovem heroína terá como desafio fechar as portas que causaram tantos desastres. Em versões dubladas e legendadas.

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

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