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QUEM LEVA A NOTÍCIA

Profissionais de várias gerações contam como enfrentam o desafio de lidar com a notícia durante a pandemia

Doença provocou mudanças na rotina e perda de colegas de trabalho e familiares
07/04/2021 09:37 - Marcos Pierry


Para que esta reportagem ficasse pronta, foram realizadas quinze entrevistas nos últimos dias com profissionais de diferentes gerações do jornalismo de Campo Grande. 

Como se trata de um assunto em que a diversidade dos depoimentos pesa mais do que a visão única de quem escreve, ou seja, o impacto da pandemia no exercício profissional do jornalista, a estratégia foi ouvir muita gente. 

Enquanto você lê, os aqui entrevistados e milhões de outros especialistas na investigação, divulgação e análise dos fatos trabalham por uma meta permanente – a construção e a circulação da notícia mesmo em tempos de Covid-19.

Há 90 anos, a Associação Brasileira de Imprensa decidiu instituir o 7 de abril como Dia do Jornalista, em memória da atuação de Líbero Badaró na consolidação da Independência do Brasil e na luta pela liberdade de imprensa. 

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Além de jornalista, Badaró foi médico, e a pergunta lançada aos profissionais da redação do Correio do Estado aborda justamente o impacto de uma doença tão letal na rotina da categoria: o que mudou no exercício da profissão em um ano de pandemia?

“Existe aquela máxima do jornalismo de que lugar de jornalista é na rua e a pandemia mudou isso, o repórter não pode mais estar em todos os lugares e não é toda fonte que tem disponibilidade para ser entrevistada, por uma questão de saúde e necessidade de distanciamento”, afirma a repórter Glaucea Vaccari, frisando que, além da caneta e do bloquinho, álcool em gel e máscara passaram a ser itens de trabalho, “o que exige todo um novo tato”.

Daiany Albuquerque diz que home office era uma coisa impraticável para o jornalismo diário, que, além do contato com as fontes, requer que o jornalista “vá até o problema”. 

“Agora, nós saímos quando é extremamente necessário, trabalhamos de casa quando podemos e convivemos diariamente com o medo, porque a cada entrevista com especialistas sobre a doença, a cada dado novo que recebemos, percebemos que a situação está retrocedendo em relação a um ano atrás e a vacinação ainda não terminou nem para os idosos”.