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AGENDA CULTURAL

Indicados ao Oscar 2023 terão sessão especial na Capital nesta sexta

A entrega da estatueta será no domingo, e você pode conferir vários dos filmes indicados a R$ 10; Feira da Bolívia traz shows, artesanato e homenagem a Edgar Mancilla

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A cerimônia da 95ª edição do Oscar será neste domingo, às 20h (de MS), no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia. A premiação não será transmitida por canais abertos no Brasil. Quem tiver acesso ao TNT e à HBO Max poderá acompanhar a transmissão ao vivo, a partir das 19h.

Mas você pode trocar a noitada do tapete vermelho pelos filmes em si. Sete dos principais títulos indicados, por exemplo, estão em cartaz – desde ontem e somente até hoje em sessão única – no complexo da UCI no Shopping Bosque dos Ipês. A rede de salas multiplex promove o UCI Day Oscar, com ingressos promocionais a R$ 10 e, para clientes Unique, a R$ 9.

Os novos associados do UCI Unique, mediante cadastro no site da rede, ganham ainda um ingresso cortesia, que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive em feriados.

Os títulos disponíveis são: “Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo” (17h45min), “Os Fabelmans” (20h40min), “Avatar: O Caminho da Água” (14h), “Os Banshees de Inisherin” (22h), “Elvis” (16h40min), “Top Gun: Maverick” (14h) e “A Baleia” (19h35min). Confira a seguir as sinopses e programe-se.

“TUDO EM TODO LUGAR AO MESMO TEMPO”

É o campeão de indicações ao Oscar: concorre em 11 categorias, entre elas Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz. A produção foi vencedora de quatro SAG Awards – um feito inédito – e dois Globos de Ouro. 

No filme, a imigrante chinesa Evelyn Wang (Michelle Yeoh) descobre a existência do multiverso, pelo qual é contatada por uma versão alternativa do marido, que a informa que ela vai precisar sozinha salvar o mundo e derrotar a entidade Jobu Tupaki (Stephanie Hsu).

O roteiro e a direção são da dupla Daniel Scheinert e Daniel Kwan, conhecidos como os Daniels. Está em cartaz também no Cinemark.

“OS FABELMANS”

Inspirado na vida de Steven Spielberg, “Os Fabelmans” é o segundo filme mais indicado, com sete categorias no total: Melhor Direção, Melhor Atriz (para Michelle Williams), Melhor Ator Coadjuvante (para Judd Hirsch) e Melhor Roteiro Original. 

O longa conta a história de Sammy Fabelman (Gabriel LaBelle), um jovem que se apaixona por cinema e começa a fazer seus próprios filmes em casa. Dirigido e produzido por Spielberg, o longa foi vencedor de dois Globos de Ouro em 2023, Melhor Filme e Melhor Direção.

“AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA”

A sequência de “Avatar” já arrecadou mais de 2,2 bilhões de dólares globalmente, se tornando a terceira maior bilheteria de todos os tempos.

O filme de James Cameron está indicado à maior premiação do cinema mundial nas categorias Melhor Filme, Melhor Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção. 

O longa traz a continuação da história de Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldana), já com uma família formada, mas ainda ameaçados pelos mesmos inimigos.

“OS BANSHEES DE INISHERIN”

Dirigido por Martin McDonagh (“Três Anúncios Para um Crime”), o longa concorre em nove categorias do Oscar, entre elas Melhor Filme e Melhor Ator (para Colin Farrell), além de ter vencido três Globos de Ouro. 

A trama é uma comédia dramática, que se passa em uma ilha fictícia na Irlanda durante a guerra civil no país, nos anos 1920, e acompanha o fim da amizade entre Pádraic (Colin Farrell) e Colm (Brendan Gleeson). 

“ELVIS”

Com oito indicações à principal premiação do cinema, “Elvis” traz Austin Butler no papel do Rei do Rock e acompanha décadas da vida do artista a partir de sua relação com o empresário Colonel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks. O filme mostra sua ascensão à fama, o estrelato e também o encontro com Priscilla Presley, personagem de Olivia DeJonge, sua fonte de inspiração.

Dirigido por Baz Luhrmann, o longa, que teve première no Festival de Cannes, concorre em categorias como Melhor Filme, Melhor Ator (para Austin Butler), Melhor Som e Melhor Fotografia.

“TOP GUN: MAVERICK”

De Joseph Kosinski, o primeiro filme da série é o maior sucesso da carreira de Tom Cruise, arrecadando mais de 1,5 bilhão de dólares no mundo, e que volta com “Maverick” a concorrer o Oscar, em seis categorias, entre elas Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Música Original (“Hold My Hand”, de Lady Gaga). 

A trama acompanha Pete Maverick Mitchell (Tom Cruise) após mais de 30 anos servindo à Marinha como um dos maiores pilotos de caça, agora em uma nova missão.

“A BALEIA”

Dirigido por Darren Aronofsky (“Cisne Negro”), o longa está indicado a três categorias no Oscar: Melhor Ator (para Brendan Fraser), Melhor Atriz Coadjuvante (para Hong Chau) e Melhor Maquiagem e Penteados.

O filme acompanha Charlie, personagem de Fraser, um professor de inglês que sofre com obesidade mórbida e problemas emocionais.

O protagonista tenta se reaproximar de sua filha, vivida por Sadie Sink (“Stranger Things”), anos após ter se distanciado de sua família. “A Baleia” é baseado na peça homônima de Samuel D. Hunter, que também é o responsável pelo roteiro do longa. Em cartaz também no Cinemark.

PRAÇA BOLÍVIA

A segunda edição da Praça Bolívia deste ano ocorre no domingo, das 9h às 14h, e será dedicada à luta das mulheres e à memória de um de seus fundadores, Edgar Mancilla, que passa a dar nome ao palco do evento no Bairro Coophafe.

Mancilla nasceu em Cochabamba, na Bolívia, em 15 de setembro de 1965, e faleceu em 2013. Aos 16 anos, veio morar definitivamente no Brasil, residindo em vários estados.

Desde 1982, desenvolveu trabalho solo e participou de vários grupos folclóricos, como Sol de América, Som da América, Quinteto Latino e Omaguacas.

Em 2003, ele, Miska Thomé e Heitor Correa Lopes retomaram a parceria musical de 1991. Nasce, então, o Masis Brasil, que, ao longo dos anos, teve diversas formações. Em março de 2010, produziu o CD independente do grupo, o “Tá Masis”.

Paralelamente à sua intensa atividade artística, Edgar também seguiu a trilha da topografia, com domínio em técnicas de geoprocessamento.

Chicão Castro, Marta Cel, Nath Barros, Pretah, Os Walkírias, Frances, Théo TWK, Silveira Soul, Leca Harper e o Palhaço Gabinete são atrações do dia, além de 200 expositores no local.

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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix

"Está sendo maravilhoso. A comunidade das artes marciais também está se sentindo bem representada. Fúria, da Netflix está demais"

09/08/2026 13h00

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix Foto: Divulgação

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O ator Gabriel Chadan atualmente integra o elenco de Fúria, série que estreou na Netflix em 29 de julho, na qual interpreta Tanque, campeão de MMA e parceiro de Malamute, personagem vivido por MC Cabelinho.

Até o fim de 2026, o ator também estreia na superprodução Ben-Hur, que será lançada pelo Disney+ e pelo Univer Vídeo. Ao mesmo tempo, Chadan está no ar na reprise de Avenida Brasil, da TV Globo, e também pode ser visto em Juacas, produção original da Disney que passou a integrar o catálogo da Netflix em junho.

Ao longo da carreira, o ator já soma em seu currículo produções como Malhação, Amor à Vida, Liberdade, Liberdade, A Lei do Amor e DNA do Crime, além de projetos para diferentes plataformas de streaming.

Paralelamente à atuação, Gabriel também construiu uma carreira na música. Ex-vocalista da banda Fulanos e Ciclanos, hoje atua como diretor artístico e produtor musical, assinando conceitos criativos, shows, videoclipes e projetos de identidade artística para artistas como Terra Blanco, Ney Matogrosso, Tonny Gordon e Winnit.

Além da música, outro aspecto importante em sua vida é a relação com o esporte. Desde a infância, sonhava em ser jogador de futebol. Hoje, o ator mantém uma rotina de treinamento físico que ajuda na preparação de seus personagens, como foi o caso de Tanque, da série Fúria.

Fora dos estúdios, o ator também vive um papel que considera transformador: o de pai. A paternidade trouxe uma nova perspectiva sobre carreira, propósito e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, tornando-se uma dimensão importante de sua identidade e da forma como enxerga a arte, o trabalho e o futuro.

Hoje, Gabriel Chadan representa uma geração de artistas que não se limita a uma única linguagem. Ele atua, dirige, produz, compõe, cria e desenvolve projetos sempre em busca de narrativas que dialoguem com pessoas reais.

Gabriel é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sobre carreira, escolhas, personagens e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de O ator Gabriel Chadan é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Fúria acaba de estrear na Netflix. Como está sendo para você acompanhar o lançamento da série e ver esse trabalho chegar ao público?
GC - 
Está sendo maravilhoso. A resposta do público tem sido ótima, venho recebendo mensagens de vários lugares do Brasil e do mundo. A comunidade das artes marciais também está se sentindo bem representada.

E é uma satisfação imensa, porque o processo foi muito duro, exigiu muito da gente fisicamente e psicologicamente. E tudo o que a gente faz é para esse momento, para que a obra e essas histórias cheguem às pessoas, emocionem, contem histórias e abram questões. Fúria, da Netflix, tá demais.

CE - Em Fúria, você interpreta Tanque, um lutador de MMA e parceiro de Malamute, personagem vivido por MC Cabelinho. O que mais chamou sua atenção nesse personagem quando recebeu o convite para integrar o elenco da série?
GC -
 Primeiro, o nível técnico, profissional e físico que ele tem enquanto atleta. Por ele ser um campeão de MMA, que representa a maior academia do Brasil na série, eu já entendi que esse cara era um super lutador, uma máquina, um tanque.

Então, o meu primeiro foco, no início das preparações, foi chegar nesse momento, nesse corpo, nessa habilidade, principalmente porque a luta do Tanque e do Malamute é a primeira luta da série.

Então, tinha uma importância muito grande. A partir daí, fui entendendo o personagem e decupando essa história interna, as emoções e as nuances que ele poderia ter durante a história toda.

CE - Interpretar um lutador de MMA deve ter exigido uma preparação física intensa. Como foi esse processo e quais foram os maiores desafios?
GC -
 Sim, foi uma preparação física muito dura, de segunda a sexta-feira, das nove às seis horas da tarde. Fizemos com a equipe do Piter Lee, americano, que cuidou das coreografias das lutas com os lutadores profissionais e a gente.

Além de todo o trabalho que se fazia fora do ambiente de preparação da série, como treinamentos diários na academia, recuperação e fisioterapia. Então, foram dois meses intensos, com muito trabalho, muita coreografia, muitos detalhes técnicos específicos, muita dor, mas também muito cuidado.
Grandes profissionais, uma estrutura incrível que a Zola e a Netflix forneceram para todos os atores e atletas.

Além de uma equipe multidisciplinar pessoal que eu tenho, com o nutricionista Lucas Souza, que preparou uma alimentação específica para esses meses de trabalho, tanto para aguentar o ritmo dos treinos quanto para chegar à forma estética que o personagem precisou.

Então, foi um trabalho mágico. E o maior desafio era que, no momento em que a câmera me filmasse, o público visse imediatamente um lutador e que, ao ver as cenas de luta, se sentisse emocionado, adrenalizado, como se estivesse assistindo a uma luta real.

E eu recebi diversas mensagens e feedbacks falando: “Ah, mas eu tava torcendo como se fosse uma luta”. Então, acredito que a gente tenha chegado num lugar muito bacana.

CE - Até o fim do ano você também estreia em Ben-Hur, uma superprodução do Disney+ e do Univer Vídeo. As gravações já começaram? O que você pode adiantar sobre o seu personagem?
GC -
 Sim, as gravações já começaram. Produção gigantesca, grandes profissionais da área do cinema e das produções de séries no Brasil, além de um elenco incrível.

Então, o público pode esperar um grande épico, grandes cenas de ação, muita emoção, com essa história que é um dos maiores clássicos da literatura mundial. Eu faço o personagem Romulus. Ele é um tribuno romano que tem uma índole duvidosa e costuma fazer um trabalho que não necessariamente serve aos outros, mas especificamente a si mesmo. Isso é o que eu posso falar agora.

E já garanto para vocês: vai ter muita emoção, muita adrenalina, e eu aposto que esse trabalho vai surpreender todo mundo.

CE - A série será inspirada em um dos maiores clássicos da literatura e do cinema, né? O que esse projeto representa para a sua carreira?
GC -
 Representa um momento muito lindo. Primeiro, porque é meu primeiro trabalho com esse grupo, e estou me sentindo muito feliz, muito bem-quisto e muito realizado artisticamente.

É a maior produção da casa até o momento, um investimento gigantesco, não só de dinheiro, mas de tempo e de pessoas.

E representa um momento muito lindo na minha carreira. 2026 está sendo um ano muito legal. E todo esse momento que eu venho passando na minha carreira tem sido ótimo. E, como ator, poder representar um grande épico, um grande clássico da literatura, é uma honra, um sonho.

Quando a gente começa a fazer teatro, quer fazer os grandes clássicos: Tchekhov, Shakespeare. Então, todas essas obras que fizeram parte da história do mundo, ainda mais numa grande produção como essa, me deixam muito realizado.

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de O ator Gabriel Chadan é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Théo Dorè - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você já passou por novelas, séries e diferentes plataformas de streaming. Como enxerga essa diversidade dentro da construção da carreira?
GC -
 Eu acredito que essa diversidade é um ponto-chave na trajetória de qualquer artista, seja ele da música, das artes plásticas, do teatro, da direção ou de qualquer outro estilo.

E a minha busca sempre foi nesse sentido, de aperfeiçoar cada vez mais todas as ferramentas para que a expressão tenha a liberdade para fluir. Desde que comecei a carreira artística, seja como músico ou como ator especificamente, sempre desejei transitar e ter as formas mais potentes de me comunicar e de contar essas histórias.

Cada uma delas — o teatro, as novelas, as séries, os filmes — tem a sua especificidade, o seu detalhe e a sua forma. E nós, enquanto atores, temos que nos adaptar e entender o que cada linguagem pede para que as histórias sejam contadas da melhor forma possível.

O grande objetivo do que a gente faz é a expressão. Então, isso é algo que eu tenho desde o início. No começo é mais difícil chegar nesse lugar, mas eu venho alimentando e trabalhando isso cada vez mais e vou levar até o final. Seja nas obras das artes cênicas, escrevendo minhas poesias, compondo as minhas canções ou dirigindo outros artistas. É sobre se expressar… A arte é sobre se expressar.

CE - Além da atuação, você também atua como diretor artístico e produtor musical. De que forma a música influencia também no seu trabalho como ator?
GC -
 Tudo que o ator vive, o artista vive. De certa forma, abastece a sua criatividade e o seu trabalho. E poder trabalhar com grandes artistas da música durante os períodos em que eu não estou filmando, além de renovar a minha energia criativa, dar vazão à minha expressividade, faz com que cada artista desses, como Terra Blanco, Ney Matogrosso, WINNIT e Jeff.e, me abasteça de forma muito generosa para que eu saia de cada trabalho mais amadurecido, mais animado, mais reflexivo.

Então, tudo soma, tudo sempre soma. E é algo que eu amo fazer. Eu amo música e amo ajudar os artistas a potencializarem seus talentos.

CE - O esporte sempre fez parte da sua vida e da sua rotina. Como ele contribui para a preparação dos seus personagens até hoje e para a sua vida fora dos estúdios?
GC -
 O esporte sempre fez parte da minha vida. Primeiro com o futebol, brincadeiras de criança, cavalos, subir em árvore. Movimento sempre foi algo fundamental.

Depois que eu cheguei ao Rio, em 2008, comecei a surfar. Na pandemia, encontrei a corrida, que é algo que eu amo. Na realidade, acredito fortemente que o esporte é a base essencial para qualquer sociedade, para qualquer ser humano. Ali você aprende a perder, a lidar com as frustrações, a ganhar e entende que, quando você se dedica a alguma coisa, você melhora.

Eu acredito que a gente é feito de mente, corpo e espírito. Então, a melhor ferramenta para a gente se conectar é o movimento. E isso ajuda muito o nosso psicológico, as nossas relações pessoais e também a nossa relação de trabalho. Indo direto ao ponto em relação ao ator, é fundamental, porque o instrumento de trabalho dele é o corpo, é a voz.

Então, inevitavelmente, você vai ter que trabalhar a favor deles. Ora ficando forte porque você é um atleta, ora ficando mais magro. O corpo está a favor da história. Então, o que o personagem precisar será feito. Eu tenho como inspiração grandes artistas que passaram por grandes transformações, e isso me estimula muito.

CE - Você já afirmou que a paternidade transformou a sua forma de enxergar a carreira e a vida. O que mudou na prática desde que se tornou pai?
GC -
 Sim. Mudou a minha vida completamente para melhor. Na prática, mudou a forma com que eu me relaciono com o tempo, a forma com que eu me relaciono com a vida e a responsabilidade inegociável que eu tenho sobre a educação, a criação e a segurança dessa criança.

E, de formas mais afetivas, mudou também a maneira como eu me tornei mais empático com o mundo. É um amor incondicional indescritível. E eu tenho o privilégio de ser pai de uma menina, a Gaia. Acho que, para um homem, isso é um dos maiores presentes do mundo.

Porque, através das experiências dela e do contato com ela, com a minha companheira, a Terra Blanco, eu vou tendo lições e aprendizados diários sobre a minha masculinidade, sobre como a nossa sociedade é muito mais dura e muito mais difícil para uma mulher. E como essa nossa estrutura naturaliza muito tudo isso.

Então, viver com a Gaia, curtir essas experiências e estar do lado dela me faz crescer como ser humano, como homem, como marido, como pai, como amigo, enfim. E aí, através da minha arte, consigo abrir novos questionamentos, novas informações e reinaugurar, junto com todo um movimento, novas realidades. É um grande presente. Minha filha é o maior presente da minha vida.

CE - O público acompanha um artista que atua, dirige, produz e transita por diferentes áreas criativas. Quais são os próximos desafios e o que você ainda sonha em realizar na carreira?
GC - 
Ah, são muitos, muitos, muitos. Esse ano ainda estou terminando de filmar a série Ben-Hur. Muita expectativa. É uma série que vai ser incrível, um projeto gigantesco, épico, que eu tenho o privilégio de fazer.

E, na sequência, tem alguns projetos da música em que eu venho trabalhando forte, como os novos trabalhos da Terra Blanco. Um pouco mais à frente, quero voltar a lançar músicas e projetos autorais meus novamente. Tenho a banda Fulanos e Ciclanos há 14 anos, mais de 30 faixas lançadas, clipes e participações com grandes artistas.

E, na carreira de ator, eu quero sempre poder contar boas histórias, fazer novos personagens, circular nas melhores produtoras e empresas que rodeiam esse mundo. Então, sonho muito e quero muito. E é um passo atrás do outro.

Esse ano ainda tem muita coisa para acontecer. Tenho grandes novidades para o ano que vem, mas ainda são sigilosos. Então, o que eu posso dizer é: sonhem, sonhem, porque eu estou sonhando muito e estou sonhando alto.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 10 e 16 de agosto. A verdadeira segurança nasce da confiança

Com o Quatro de Ouros como regente, aquilo que foi construído com esforço e disciplina encontra agora uma base segura para prosperar. Mas estabilidade não significa apego: tudo está em constante movimento. Desapegue!

09/08/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 10 e 16 de agosto. A verdadeira segurança nasce da confiança

A energia do Tarô da semana entre 10 e 16 de agosto. A verdadeira segurança nasce da confiança Foto: Divulgação

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Quatro de Ouros: a verdadeira segurança nasce da confiança

O Quatro de Ouros assume a regência da semana e nos convida a refletir sobre um dos maiores desafios da experiência humana: encontrar segurança sem nos tornarmos prisioneiros dela.

Em um período marcado por importantes movimentações astrológicas e pelo Eclipse Solar Total em Leão, essa carta surge como um lembrete de que construir bases sólidas é essencial, mas permanecer agarrado a elas para sempre pode impedir o crescimento.

Pertencente ao naipe de Ouros, ligado ao elemento Terra, o Quatro de Ouros fala sobre tudo aquilo que podemos tocar e construir: dinheiro, trabalho, patrimônio, corpo, estabilidade, valores e recursos. Tradicionalmente, também é associado à energia do Sol em Capricórnio, combinação que reúne a força vital do Sol com a disciplina, a responsabilidade e a necessidade de estrutura características desse signo.

Não por acaso, o número quatro simboliza estabilidade, ordem, fundação e sustentação. Depois do impulso inicial do Ás, da dualidade do Dois e da expansão do Três, o Quatro representa o momento em que aquilo que foi criado encontra forma e consistência.

Entretanto, o Tarô sempre nos lembra que toda virtude, quando levada ao excesso, transforma-se em desequilíbrio. A estabilidade pode tornar-se estagnação. A prudência pode converter-se em medo. O cuidado pode dar lugar ao controle. É justamente nessa fronteira delicada que habita a sabedoria do Quatro de Ouros.

Sua imagem é uma das mais simbólicas dos Arcanos Menores. Nela, vemos uma figura sentada, segurando uma moeda firmemente contra o peito, enquanto outra repousa sobre sua cabeça e duas permanecem sob seus pés. À primeira vista, transmite segurança e prosperidade.

Porém, basta um olhar mais atento para perceber que existe algo de inquietante nessa cena. A moeda junto ao coração revela alguém que teme perder aquilo que conquistou. A moeda sobre a cabeça sugere pensamentos constantemente ocupados pela necessidade de controle.

Já as moedas sob os pés, embora simbolizem estabilidade, também impedem qualquer movimento. A figura permanece imóvel, como se caminhar significasse correr o risco de perder tudo o que possui.

Ao fundo, normalmente aparece uma cidade, lembrando que a vida continua pulsando além daquele pequeno espaço onde a personagem escolheu permanecer. Há oportunidades, pessoas, experiências e novos caminhos esperando para serem explorados. No entanto, o medo de perder o que já foi conquistado pode ser maior do que a curiosidade pelo desconhecido.

Essa talvez seja a grande reflexão proposta por esta carta: em que momento a busca por segurança deixa de nos proteger e passa a nos limitar?

Vivemos em uma cultura que valoriza o planejamento, o controle e a previsibilidade. Economizamos para o futuro, organizamos nossas agendas, protegemos nossos bens, buscamos estabilidade financeira e emocional. Tudo isso é saudável.

O próprio Quatro de Ouros reconhece a importância da responsabilidade e da construção de uma base sólida para a vida. O problema surge quando o medo da perda passa a conduzir todas as nossas decisões. Quando evitamos mudanças apenas porque elas envolvem algum grau de incerteza.

Quando preferimos permanecer em situações conhecidas, ainda que já não nos façam felizes, simplesmente porque representam uma falsa sensação de segurança.

O filósofo Heráclito dizia que "nada é permanente, exceto a mudança". Essa afirmação, feita há mais de dois mil anos, continua extraordinariamente atual. A vida é movimento.

Tudo muda o tempo inteiro: as pessoas, os relacionamentos, as oportunidades, os sonhos e até mesmo quem somos. Resistir a esse fluxo natural costuma gerar muito mais sofrimento do que acolhê-lo com maturidade.

E talvez não exista semana mais apropriada para refletir sobre isso do que esta.

Na segunda-feira (10), Vênus forma um trígono com Plutão, aprofundando vínculos e fortalecendo conexões verdadeiras. Relações construídas sobre confiança tendem a se tornar ainda mais sólidas, enquanto laços sustentados apenas pelo controle ou pela aparência podem revelar fragilidades. É um convite para substituir o medo pela autenticidade.

No dia seguinte, Mercúrio faz oposição a Plutão, intensificando conversas, negociações e revelações. As palavras ganham profundidade e poder de transformação, mas também exigem cuidado. O desejo de convencer o outro, de manter antigas posições ou de controlar o rumo das situações pode gerar conflitos desnecessários.

O Quatro de Ouros nos lembra que nem toda discussão precisa ser vencida. Às vezes, abrir espaço para ouvir é muito mais transformador do que insistir em ter razão.

Também na terça-feira (11), Marte ingressa em Câncer, tornando nossas atitudes mais conectadas às emoções, aos afetos e ao desejo de proteção. A coragem deixa de se manifestar apenas pela ação objetiva e passa a exigir inteligência emocional. Será importante agir com sensibilidade sem permitir que o medo dite nossas escolhas.

A quarta-feira (12) concentra aspectos extremamente favoráveis à criatividade e à inovação. Mercúrio estabelece um sextil com Urano e um trígono com Netuno, ampliando a capacidade de enxergar novas possibilidades, conectar ideias e confiar na própria intuição.

Vênus também forma um trígono com Urano, favorecendo encontros inesperados, oportunidades profissionais, novas parcerias e mudanças positivas nos relacionamentos.

Mas o grande acontecimento da semana é, sem dúvida, o Eclipse Solar Total em Leão.

Todo eclipse solar ocorre durante uma Lua Nova e marca o início de um novo ciclo. Em Leão, signo associado à criatividade, à identidade, ao brilho pessoal e à coragem de ocupar o próprio lugar no mundo, esse eclipse representa um poderoso chamado para vivermos de maneira mais autêntica.

Ele ilumina aquilo que precisa nascer e, ao mesmo tempo, evidencia tudo o que já não faz sentido carregar.

Um eclipse solar total em Leão coloca em evidência temas como autoestima, expressão pessoal, reconhecimento do próprio valor e coragem para assumir quem somos e nos posicionarmos no mundo com mais verdade.

É um convite para deixar de buscar validação externa e permitir que a nossa própria luz seja a referência para os caminhos que escolhemos seguir.

É justamente aqui que o Quatro de Ouros dialoga de maneira magistral com o céu da semana.

Enquanto o eclipse pergunta quem estamos nos tornando, o Quatro de Ouros pergunta o que ainda insistimos em segurar.

Talvez sejam antigas crenças sobre nós mesmos. Talvez um trabalho que deixou de nos realizar. Um relacionamento mantido apenas pelo medo da solidão.

Um projeto que já cumpriu sua função. Ou simplesmente a necessidade de controlar cada detalhe da vida para evitar qualquer possibilidade de sofrimento.

No entanto, nenhuma transformação acontece quando permanecemos agarrados ao passado.

Como escreveu Lao Tsé: "Quando deixo de ser o que sou, torno-me aquilo que posso ser." Essa frase sintetiza perfeitamente a mensagem desta semana. Crescer exige desapego. Evoluir exige confiança. Nenhum novo ciclo encontra espaço onde tudo permanece rigidamente ocupado pelo antigo.

Nos relacionamentos, o Quatro de Ouros costuma representar vínculos sólidos e comprometidos, nos quais existe desejo de construir uma história em comum. Contudo, também alerta para o risco da possessividade, do excesso de proteção e da dificuldade de expressar vulnerabilidade.

O amor floresce quando há confiança. Quando o medo da perda se torna maior do que a liberdade de amar, o relacionamento pode transformar-se em uma fortaleza segura, porém sem ar para respirar.

Antoine de Saint-Exupéry escreveu, em O Pequeno Príncipe, que "amar não é olhar um para o outro; é olhar juntos na mesma direção". Talvez seja exatamente essa a diferença entre proteger um relacionamento e tentar controlá-lo. O verdadeiro amor não aprisiona; ele fortalece.

Na vida profissional e financeira, o Quatro de Ouros favorece planejamento, disciplina e responsabilidade. É uma excelente semana para organizar contas, rever investimentos, fortalecer reservas financeiras e agir com prudência. Entretanto, a carta também alerta para o perigo do excesso de cautela.

Empresas que nunca inovam acabam ficando para trás. Profissionais que recusam todos os desafios deixam de crescer. Pessoas que vivem exclusivamente para acumular recursos podem descobrir, tarde demais, que deixaram escapar experiências valiosas por medo de arriscar.

Espiritualmente, talvez esta seja uma das cartas mais profundas do naipe de Ouros. Ela nos lembra que a verdadeira segurança nunca poderá ser encontrada apenas nas circunstâncias externas. Nenhum patrimônio, cargo ou relacionamento é capaz de eliminar completamente as incertezas da existência.

A paz nasce quando compreendemos que somos maiores do que aquilo que possuímos. O desapego não significa abrir mão de tudo, mas desenvolver a confiança de que continuaremos inteiros mesmo quando a vida nos convidar a mudar.

Existe uma antiga frase atribuída a Buda que resume esse ensinamento: "O apego é a origem do sofrimento." Independentemente da autoria exata, sua mensagem permanece atual.

Quanto mais tentamos controlar aquilo que, por natureza, é transitório, maior tende a ser nossa ansiedade. Em contrapartida, quando aprendemos a confiar no fluxo da vida, descobrimos uma forma muito mais profunda de estabilidade: aquela que nasce de dentro.

O Quatro de Ouros não nos convida a abandonar a prudência nem a desprezar tudo o que construímos. Pelo contrário. Ele nos ensina a valorizar nossas conquistas, honrar nossos recursos e reconhecer a importância de criar bases sólidas para o futuro. Mas também nos lembra que mãos fechadas não conseguem receber nada novo.

Talvez essa seja a maior mensagem desta semana. O Eclipse Solar em Leão abre um portal para um novo ciclo de autenticidade, criatividade e expansão.

O Quatro de Ouros pergunta se estamos realmente dispostos a criar espaço para esse novo capítulo ou se continuaremos protegendo, com todas as forças, uma versão de nós mesmos que já não corresponde à nossa verdade.

Que possamos preservar aquilo que realmente tem valor, sem transformar segurança em prisão. Que saibamos construir sem endurecer, proteger sem controlar e planejar sem impedir que a vida nos surpreenda.

Afinal, a verdadeira riqueza não está apenas naquilo que conseguimos guardar, mas também na coragem de confiar que sempre seremos capazes de reconstruir quando um novo caminho se abrir diante de nós.

Às vezes, tudo o que precisamos é parar de lutar contra o que nos prende e simplesmente deixar ir. Não há motivo para temer o caminho: confie na sua força, reúna a determinação necessária e siga em frente com disciplina e vontade.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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