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Diálogo

A Justiça de Campo Grande condenou uma instituição de ensino superior... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (26)

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Fabrício Carpinejar - escritor brasileiro

"Na infância...Bastava sol lá fora e o resto se resolvia".

FELPUDA 

A Justiça de Campo Grande condenou uma instituição de ensino superior a indenizar em R$ 5 mil uma acadêmica, por falha na formalização de contrato de estágio obrigatório. A estudante foi impedida de iniciar as atividades após erros no documento, como divergências na carga horária. Segundo a sentença da 7ª Vara Cível, a universitária tentou resolver o problema administrativamente por meses, sem sucesso. A juíza Gabriela Müller Junqueira entendeu que houve falha na prestação do serviço, causando angústia e prejuízos à estudante. Como se vê...

Batalha

Quem está retornando para Polícia Civil, por decisão da Justiça, é o ex-vereador Thiago Vargas. Ele conquistou cadeira de vereador em 2020, ficando no topo dos eleitos, obtendo 6.292 votos.

Mais

Mas, como estava respondendo processo, foi demitido. Apesar disso, concorreu a deputado estadual em 2022 e recebeu votos suficientes, mas o seu registro de candidatura foi anulado.

Foto: NASA/Aubrey Gemignani

A NASA recebeu quatro prêmios Telly 2026 pela cobertura histórica da missão Artemis II, que levou astronautas a orbitar a Lua pela primeira vez desde o programa Apollo. A transmissão ao vivo da missão alcançou quase 290 milhões de visualizações nas plataformas da agência e foi reconhecida nas categorias Ciência e Tecnologia, Eventos ao Vivo e Escrita Criativa. O lançamento ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com a nave Orion transportando astronautas dos Estados Unidos e do Canadá em voo de teste ao redor da Lua. Além da cobertura da missão lunar, a NASA também foi premiada por um documentário sobre os telescópios espaciais Hubble, James Webb e Nancy Grace Roman. Segundo a agência, a missão marcou uma nova era da exploração espacial e aproximou milhões de pessoas da experiência de viajar ao espaço.

Mônica Riedel e Theresa Hilcar - Foto: Arquivo Pessoal

 

Sara CastroSara Castro Foto: Arquivo Pessoal

Cobiçada

Nos corredores da Assembleia Legislativa de MS cresce a avaliação de que os deputados Paulo Corrêa e Gerson Claro, se reeleitos, teriam dificuldades para permanecer no comando. Outros parlamentares já articulam apoios e alianças, principalmente as importantes "bênçãos"  para se chegar à cadeira muito cobiçada. Além do apoio dos colegas, os interessados têm que se viabilizar junto ao governo do estado que, na maioria dos casos, é a tal "mola propulsora".

Polêmico

A chiadeira no Senado em torno da minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados já começou forte, principalmente entre a tchurma de Lula. O projeto, que segue agora para análise dos senadores, limita multas por irregularidades em prestações de contas, amplia prazos para quitação de dívidas partidárias, entre outros pontos polêmicos, como a autorização para disparos em massa de mensagens. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, antecipou voto contrário e chamou o texto de "estapafúrdio".

Veto

A reação negativa à minirreforma eleitoral já chegou ao Planalto. Lula afirmou que pretende vetar o projeto aprovado pela Câmara, que flexibiliza regras da prestação de contas partidárias e autoriza disparos em massa de mensagens a eleitores cadastrados. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. Ele mostrou preocupação com os impactos da inteligência artificial nas eleições. Nada como o dito popular: "Cada um sabe onde o sapato aperta". Só!

Aniversariantes 

Aparecido dos Passos;
Humberto Fernando Mendes;
Dr. Guilherme Luís Bertão;
Aluízio Lessa Coelho;
Edson Dib Bichara;
Gislene dos Santos Dronov;
Edna Maria Venturini;
Fabio Isidoro Oliveira;
Mauricio Ferreira de Moraes;
Elpidio Marone;
Floripes Ribeiro da Silva;
Marcelo de Paula;
Tancredo Alves Loureiro;
Luiz Sérgio de Almeida Galhardo;
José Antônio Canuto dos Santos;
Guilherme Rosa Gonçalves Dantas;
Asturio Loubet;
Willian Delgado;
Marcos Roberto Camargo;
Marco Antônio Teixeira;
Claine Chiesa;
Gilmar Ribeiro da Silva;
Auristela da Silva Lima dos Rios;
Thaís Helena Wanderley Maciel Rampazo;
Ricardo Augusto Zavariz Gonçalles;
Camila Oshika Fernandes;
Thais Assumpção Candia Braga;
Fábio Randall de Moura Fernandes;
João Palmas Villasboas Neto;
Hélio Pereira da Rocha;
Juliana Barbosa Lanzarini;
Rubens Alves da Silva;
Anne Caroline Malheiros Rodrigues;
Edmilson de Souza Reis;
Regis Pedroso da Silva;
Vilma da Silva Rodrigues;
Marcia Silvana de Avila Freitas Mariano;
Ralf Diego de Oliveira Mota;
Amanda Leite;
Rui Boeira Soares;
Antônio Francisco da Silva;
Gladis da Silva de Souza;
Sandra Regina Ribeiro Coelho;
Ariana Ramires Duque;
Carolina de Souza Gameiro;
Laís Maria Taborda de Figueiredo;
Maria Aparecida Massolin Brancaglion;
Aparecida da Silva Nazareti;
Margareth Marques Borba;
Célia Maria Nascimento;
Agustinha Ramires Lessonier;
Luiz Marcos Ramires;
Jordina Rezende Nogueira;
Aydano Soares;
Gisele Martins de Lima;
Antonio Oliveira Belmonte;
Wilson Roberto da Costa;
Rossana Soares;
Walker Fialho Vargas;
Jorge Antônio da Costa Queiroz;
Antônio Moreira;
Maria Auxiliadora Teixeira Batista;
Amâncio Ferreira Filho;
Éder Martins;
Andréa Teixeira Albaneze;
Ivanir Fróes;
Dênis Marsiglia Ocampos Orue;
Denise Marsiglia Ocampos Orue;
Victor Soares Mangiolardo;
Célia Regina Duarte Ferreira;
Wilson Takayassu;
Lucimara Rodrigues Freitas;
Wintceas Vilassa Barbosa de Godois;
Eurico Rezende;
Beatriz Assunção Barbosa;
Maria de Lourdes Santos;
José Antônio Moreira;
Maria Luiza Conrado;
Elza Quadro de Rezende Elero;
José Henrique Corrêa Lemos;
Gustavo Xavier Menezes;
William Conrado Ferreira;
Meire Lúcia da Silva Mendes;
Joana Darc Ferreira Dias;
Dr. Walter Ferreira;
Agostinho Jesus Estival;
Arnirio Rodrigues;
Eleanor Paula Corrêa de Oliveira;
Nestor Nadir Schowantz;
Otávio Augusto Higa;
Fulvio Henrique Ribeiro;
Petrona Molina Filartiga;
Heloisa Augusta Teixeira Coelho;
Paulo Amorim;
Manoel Estevão Neto;
Maria Eliza Khadur Rosa Pires;
Joyce Helena Prado Garcia;
Antenor Moises Previdelli Junior;
Rhode de Figueiredo Rocha;
Karina Angelica Farias Santos Miller;
Carlos Henrique Katayama;
Lara da Silva Radeke Bello Lobo;
Fábio Eugênio Canaveze;
Luiz Carlos Lanzoni Júnior;
Adélia Yassuko Tamashiro Simabuco;
Eric Paladino Tumitan;
Jean Carlos Scharf;

Colaborou Tatyane Gameiro

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique

"Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Estar aqui tem sido um privilégio, com uma equipe incrível. Um momento de grande valia dentro da minha carreira".

13/09/2026 18h00

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta - Com exclusividade para o Correio B+

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Com quase três décadas dedicadas à comunicação, Glória Vanique conhece como poucos os bastidores e os desafios da televisão brasileira. Jornalista, apresentadora e palestrante, ela construiu uma carreira marcada pela informação, pela credibilidade e pela proximidade com o público, passando por importantes emissoras e coberturas ao longo de sua trajetória.

Agora, à frente do tradicional Mulheres, da TV Gazeta, Glória inaugura um novo capítulo profissional, transitando do jornalismo para o entretenimento sem deixar de lado a essência que sempre guiou seu trabalho: a comunicação feita com escuta, sensibilidade e propósito.

"Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom", diz Gloria sobre sua nova fase.

A nova fase também revela outras facetas da apresentadora, que leva para a televisão sua experiência como comunicadora, mentora e palestrante, além de um lado artístico e descontraído que nem sempre esteve sob os holofotes. É nessa mistura de experiência e novidade que ela escreve o próximo capítulo de uma história que continua em movimento.

O Correio B+ acompanhou a jornalista Gloria Vanique com exclusividade na TV Gazeta em São Paulo, e conversou com a apresentadora sobre carreira, família e sua nova fase à frente do tradicional programa MULHERES.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Glória, porque você escolheu a comunicação?
GV -
 Porque eu sempre fui da comunicação. Desde criança, em casa, eu tinha um gravador com microfone que eu narrava a partida de futebol de botão do meu irmão. Com esse mesmo gravador, eu colocava ele escondido para gravar as conversas da minha mãe com minha avó na cozinha, como se fosse uma câmera escondida (risos).

Eu fazia telejornal, apresentava com gravador, gravava vinheta na televisão e fazia a apresentação da reportagem. Então, sempre tive esse viés da comunicação. E além de gostar muito de escrever e principalmente falar em público.

Então, às vezes tinha concurso na escola, de poesia de texto e tal, e os amigos pediam para eu ler já que eles tinham vergonha subir no palco. Era eu que lia os textos de vários amigos. Isso sempre esteve comigo a minha vida inteira.

CE - Quando foi para a faculdade, você sempre soube que você ia fazer jornalismo?
GV -
 Não, eu ia fazer Letras. Eu estava no meio do 3º ano do Ensino Médio. Fui conversar com o professor de Literatura para entender como era o curso, porque alguma coisa ainda não era exatamente o que eu queria. E aí ele foi muito sagaz, porque ele foi perguntando e tal, e num momento ele falou: ‘Olha, pelo jeito, o seu curso não é Letras, é Jornalismo’.

E eu não sabia que tinha o curso de Jornalismo. Aí eu fui no Guia do Estudante, aquele ‘livrão’ com as profissões, a hora que eu comecei a ler o que era jornalismo, eu falei: ‘Sou eu’. Achei um negócio que está me descrevendo, e aí eu decidi mudar para o curso de Jornalismo.”

CE - Glória, eu queria que você falasse um pouco dessa sua transição. Como aconteceu quando você começou a trabalhar profissionalmente dentro do jornalismo? Como começou esse processo? 
GV -
 Meu início no jornalismo aconteceu quando saí da casa dos meus pais, aos 17 anos, para estudar Comunicação Social na Unesp, em Bauru. Eu queria trabalhar na área desde o começo, mas, naquela época, o sindicato não permitia estágio ou trabalho sem diploma. Por isso, fiz um curso técnico de Radialismo no Senac e consegui um estágio na Rádio Bandeirantes de Bauru, onde fui contratada.

Na faculdade, tive contato com a televisão e me encantei também pela imagem. Um colega da rádio me passou o contato de uma produtora, onde fui contratada. Eu disse que sabia editar, mesmo sem saber praticamente nada (risos), e ali aprendi na prática, trabalhando com produção, edição, locução e externas.

Depois de um ano e meio, saí para concluir meu TCC. Foi quando minha orientadora me contou sobre um teste para repórter da TV Bandeirantes. Passei, mas havia novamente a questão do diploma. Como eu tinha o curso de Radialismo, surgiu a oportunidade de apresentar um telejornal, e fui contratada.

Pouco depois, a Globo local me viu apresentando e me convidou. Minha faculdade entrou em greve e o diploma demorou a sair, mas consegui uma autorização do sindicato para trabalhar. Assim, comecei na Globo em Bauru, depois passei por Ribeirão Preto e São José dos Campos, até chegar a São Paulo, no Canal 21, do Grupo Bandeirantes. Depois dessa trajetória, vieram novas experiências na televisão, incluindo a CNN, e hoje estou na TV Gazeta.

CE - Glória, e essa transição da formalidade do jornalismo, para um programa tradicionalíssimo que é o ‘Mulheres’, que tem uma receptividade do Brasil inteiro, por onde grandes nomes da comunicação passaram pela apresentação do ‘Mulheres’, como é que surgiu o convite e como é que foi para você fazer essa transição, aceitar esse convite, como foi?
GV -
 A transição começou na CNN. Durante a pandemia, eu ainda estava na Globo e tive um burnout. Uma das coisas que mais me afetava era estar o tempo todo diante de notícias ruins. Eu pensava: “A gente precisa falar de coisa boa, as pessoas precisam escutar coisa boa”. Foi quando decidi que era hora de sair.

Fui para a CNN ainda no jornalismo, onde fiquei cerca de um ano, mas, no meio do processo, surgiu o departamento de entretenimento e eu migrei para lá. Fiz vários projetos e programas e, quando saí, no final de 2022, decidi mergulhar em treinamentos para empresas, apresentação de eventos, comunicação e palestras.

Foi o início de uma nova jornada, muito mais leve e próxima do público. Eu nunca fui uma apresentadora de eventos formais. Sei fazer, mas o que realmente gosto é de brincar com a plateia, interagir e estar perto das pessoas.

Nesse período, também comecei uma pós-graduação em neurociência pela Santa Casa de São Paulo. Então, quando veio, no final do ano passado, o convite para o “Mulheres”, na TV Gazeta, eu pensei: “Gente, isso casa com tudo o que eu estou fazendo e com o que eu gosto”. Sempre tive um público muito feminino, inclusive nas redes sociais, e já acompanhava o programa há muito tempo. Então, foi um convite que eu não poderia recusar. Conversei em casa com meu marido e meu filho e decidi mergulhar de cabeça. Eu amei o convite, era tudo o que eu queria.

Mas, quando entrei diante da câmera, percebi que automaticamente voltava aquela linguagem do jornalismo. Foram 30 anos sendo treinada daquela maneira. Então, meu desafio passou a ser me soltar mais, me jogar mais e trazer para a televisão a mesma espontaneidade que eu já tinha no palco. E foi acontecendo de forma muito natural.

CE - Você está feliz?
GV -
 Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom.

CE - E a sua adaptação do dia a dia, que você está falando da liberdade que te dão, de um processo que você já vinha plantando, e eu acho que o ‘Mulheres’ foi a tua colheita... 
GV - 
Naquele começo, principalmente, o estúdio mudou. Eu queria me entender naquele espaço do estúdio. A linguagem, eu acho que uma das grandes modificações que eu precisei fazer foi de linguagem. Apesar de eu sempre trabalhar com público, TV aberta e tudo mais, é um público diferente.

A linguagem pode ser mais divertida, então, eu ficava: ‘não, eu acho que eu poderia ter falado isso, eu acho que eu poderia fazer aquilo, eu acho que eu vou tentar desse jeito’ etc. Então, isso pra mim foi um trabalho diário. Ainda é, mas naquele começo, principalmente, eu ficava o tempo todo assim, pensando: ‘E agora, o que eu posso fazer?

De que jeito que dá pra melhorar?’. Então, a minha cabeça não para, a minha cabeça é assim o tempo todo. A minha cabeça tá o tempo todo inventando histórias, isso é da minha personalidade, eu sou assim, e aqui, pelo fato de eu ter liberdade, isso faz com que eu consiga criar ainda mais.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você sentiu medo?
GV -
 “Ah, medo sempre dá. Mas é o medo do novo.”
Porque hoje a gente vive num movimento de Instagram, de hater, de exposições, que isso não é da nossa época. Na nossa época, a gente não se preocupava com isso, porque eu falo que nem o Orkut eu tinha, eu sempre tive preguiça dessas coisas. Tudo que é ligado a computador, a tecnologia, se eu tiver que trocar de celular pra mim, é o fim do mundo.

CE - Mas que tipo de medo você sentiu?
GV -
 É o medo do novo. Não é o medo da análise das pessoas. Porque eu acredito que se você faz um trabalho voltado com pensamento no público… O ‘Mulheres’ não foi um projeto pensado para mim. Era um projeto pensado no público. O que o público quer? O que eu posso levar de legal? O que eu posso levar de leveza? O que eu posso levar de qualidade de informação? Porque eu trago essa bagagem do jornalismo e eu quero levar qualidade de informação. Então, de que forma eu posso levar isso para o público?

O receio ali era sobre a mudança de linguagem, me entender no estúdio, era esse que era o medo inicial. Mas de rejeição do público, não. Porque eu acredito que quando você escuta o público, claro, os comentários relevantes, e quando você está fazendo realmente aquilo ali com o seu foco, não em você, mas o seu foco em quem é para ser mesmo, vai fluir.

Então, a minha questão ali era como eu vou trazer para esse público essa imagem da Glória que eles estão acostumados a ver no jornalismo para o entretenimento. 

Quem me conhece pessoalmente sabe como eu sou. Eu não sou uma pessoa formal. Na TV, eu tinha que manter uma certa postura, então eu pude trazer muito mais de mim para a TV aqui com o ‘Mulheres’. Eu posso brincar, eu posso errar e rir de mim mesma. É isso.

CE - Qual a maior dificuldade quando se muda de emissora e linha editorial?
GV -
 Em termos de linha editorial, eu não sofri tanto. Eu fiz basicamente a minha carreira dentro das emissoras Globo, com algumas passagens pelo Grupo Bandeirantes, que também não diferenciavam muito do tipo de jornalismo, que a Globo já fazia. E depois passei pela CNN também, que nos anos iniciais mantinha aquela linha assim bem ligada aos fatos, sabe? Então, essa questão de linha editorial nunca tive problema não.

CE - Como é a sua relação com as redes sociais?
GV - 
Eu adoro as redes sociais. Claro que eu sou uma pessoa que também prezo pela minha privacidade, principalmente em relação à minha família. Então, eu não sou aquela pessoa que publica desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, então, eu filtro um pouco o que eu quero publicar, justamente para preservar a minha a minha vida pessoal. Mas a minha relação é muito tranquila.

Eu gosto de responder as pessoas, eu gosto de brincadeira, eu gosto de participar de às vezes algum meme que aparece, né, alguma uma trend que aparece. Então, isso para mim sempre foi muito tranquilo. A minha relação com as redes e sempre muito aberta também, nunca tive nenhum tipo de problema, assim, com as minhas redes sociais.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O que mais emociona você no universo da comunicação?
GV - 
O que mais me emociona no universo da comunicação é justamente o poder comunicar. Porque às vezes a gente fala de comunicação, mas comunicação é uma palavra muito genérica, né? O ser humano, ele é um ser social.

E nem sempre a comunicação comunica da forma adequada. Então, muitas vezes a pessoa acha que está se comunicando, mas as outras estão entendendo de outras formas, porque cada um cada pessoa tem o seu repertório e tudo mais, então, quando a comunicação realmente comunica, com clareza, com ela é assertiva, para mim, essa é a comunicação fantástica, é a comunicação dos meus sonhos, que todo mundo consiga se comunicar dessa forma.

E, principalmente, principalmente, acima de tudo, comunicação para mim é conexão. Não adianta você simplesmente soltar mensagens, você precisa se conectar com seu público. Então, comunicação para mim é isso, é o que mais me emociona é quando existe conexão e essa comunicação realmente é feita de forma assertiva e de que chegue até o outro lado da forma como a gente gostaria que chegasse a mensagem.

CE - Fazer parte desse novo momento da Gazeta significa o que para a Gloria?
GV -
 Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Porque eu já passei por várias empresas, eu me reinventei várias vezes, eu passei, eu fiz uma transição de carreira, né? Em alguns momentos, inclusive, da minha vida.

Então, eu nunca, nunca fechei portas no sentido de: "não, não quero, não", é claro que a partir de um determinado tempo de carreira, você começa a dizer alguns nãos, relacionados aos seus valores, aquilo que faz sentido para você nesse momento.

Mas estar aqui na Gazeta nesse momento para mim tem sido um privilégio. Com uma equipe incrível, aprendendo, novas, abrindo, me abrindo para novas etapas, novos aprendizados, me aprofundando cada vez mais no entretenimento, me deixando errar, rir dos meus erros, me divertindo, acertando também. Então, para mim, tem sido assim um momento de, mais um momento assim de grande valia dentro da minha carreira.

CE - Você consegue eleger um momento muito especial no Mulheres desde que assumiu?
GV -
 Ah, um momento especial é quando eu começo a reconhecer a receber o reconhecimento do público na rua, não é? O carinho das pessoas, as pessoas param, vem conversar, dizer que gostam do programa, que tem assistido, que fazem comentários sobre temas, sobre assuntos que a gente fala. Então, que riem junto, sabe? Vem abraçar ou quando vem, "Ah, a minha mãe adora você, minha avó adora você". Ah, isso para mim não tem preço. Para mim, realmente, esse é o momento mais especial.

CE - Como você concilia família com o trabalho?
GV -
 Conciliar família com trabalho é um grande desafio, principalmente para as mulheres, já que estamos falando de um programa chamado Mulheres, porque a gente sabe que dentro ainda da cultura, né, do nosso país, e não só da sociedade brasileira, mas em boa parte da cultura mundial, determinadas atribuições ainda sobram para as mulheres.

É o cuidado da casa, é o cuidado dos filhos, mas eu tenho um marido que é um super parceiro, sempre foi, e então ele sempre entendeu meu trabalho, e a gente sempre teve uma parceria de, quando, principalmente depois que o meu filho nasceu, de um até revezamento em determinadas situações, tipo, vai que eu seguro, aí eu falava, vai que quem segura agora sou eu, sabe?

Então, porque ele também tem a carreira dele. Então, a gente teve, sempre teve essa parceria muito forte. E isso é a base, né? Quando os dois lados entendem que a responsabilidade é dos dois, tanto de trabalhar quanto de cuidar dos afazeres domésticos, cuidar dos filhos e tudo mais, fica tudo muito mais leve, muito mais, fácil de lidar.

CE - O que a Gloria de 10 anos atrás falaria a Glória de hoje?
GV -
 A Gloria de 10 anos atrás falaria para de hoje que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque existe uma grande diferença entre você insistir e você persistir. Insistir é você traçar um caminho e achar que aquele caminho é o único que você tem e você tem que seguir aquele caminho e não olhar para os lados nas outras infinitas possibilidades que você tem e que você pode desviar daquele caminho e voltar lá na frente para chegar aonde você quer chegar, para chegar aonde você onde sua meta está. Então, eu acredito que seja isso. Que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque insistir machuca, persistir leva até o destino e até aonde a gente quer chegar.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

 

Moda Correio B+

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim

Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance.

13/09/2026 13h00

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim Foto: Divulgação

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Corsets com calças, alfaiataria ampla, denim desgastado, veludo, penas e vestidos sensuais. Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance. 

Quando pensamos em um estilo romântico, na nossa mente vem de imediato: vestidos fluidos, estampas florais, laços, babados, tons suaves, cintura marcada e uma feminilidade essencialmente delicada.

Nada disso está errado. O problema começa quando acreditamos que uma mulher precisa abandonar esses códigos para transmitir força, maturidade ou autoridade.

Na consultoria de imagem, muitas vezes encontro mulheres que desejam transmitir mais presença e segurança, especialmente em momentos de mudança profissional ou pessoal, mas não querem deixar de se reconhecer diante do espelho. E nem deveriam, não é mesmo? 

Se uma mulher tem um estilo naturalmente romântico, transformá-la em alguém extremamente clássica, minimalista ou austera pode até produzir uma imagem considerada adequada, mas que pouco diz sobre quem ela realmente é.

O caminho, para mim, é outro. É sobre recalibrar a imagem, não apagar. E é justamente isso que me chamou atenção na coleção de Ralph Lauren.

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assimNa coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance - Divulgação

O corset continua existindo, mas encontra uma calça. A sensualidade aparece ao lado da alfaiataria. O veludo convive com o jeans. Elementos tradicionalmente associados ao guarda-roupa masculino dividem espaço com tecidos, volumes e detalhes extremamente femininos. Ou seja, uma característica não precisa anular a outra.

Podemos gostar de vestidos e de ternos. De salto e de mocassim. De tecidos delicados e de peças estruturadas. Podemos marcar a cintura e, ainda assim, transmitir autoridade. Podemos incorporar elementos masculinos sem perder feminilidade.

Essa reflexão se torna ainda mais interessante com o passar dos anos. Depois dos 40, nosso corpo muda, nossa rotina muda, nossas responsabilidades e objetivos também podem mudar. É natural que a imagem acompanhe esse movimento.

Isso não significa abandonar aquilo de que sempre gostamos. Aquele vestido romântico pode continuar fazendo todo sentido, mas agora combinado a um blazer mais estruturado. A blusa delicada pode permanecer, mas combinado com uma calça de alfaiataria. O floral pode continuar no armário, porém pode aparecer em uma modelagem mais contemporânea.

Outro ponto que considero fundamental nesse processo é a repetição. Pessoas bem-vestidas não precisam se reinventar todos os dias. Quando descobrimos determinadas cores, proporções, modelagens e combinações que realmente nos representam, repeti-las ajuda a construir uma identidade visual.

Ralph Lauren provavelmente é um dos melhores exemplos disso. Há décadas, ele retorna a determinados códigos de seu próprio universo e, ainda assim, encontra maneiras diferentes de apresentá-los. 

Não precisamos correr atrás de uma nova estética toda vez que a moda muda. Precisamos entender quais elementos fazem parte da nossa identidade e como podemos atualizá-los de acordo com a mulher que somos hoje e, principalmente, com aquilo que queremos comunicar.

Em determinados ambientes, muitas vezes 

é necessário acrescentar mais estrutura, contraste e presença. Em outros, podemos permitir que delicadeza, sensualidade ou romantismo apareçam com maior intensidade. Não se trata de criar personagens diferentes, mas de entender quanto de cada parte de nós queremos comunicar em cada situação.

É essa a grande inspiração que podemos tirar do novo romantismo de Ralph Lauren. Uma mulher não precisa parecer menos feminina para parecer mais forte. Tampouco precisa abrir mão daquilo que sempre fez parte de seu estilo para ser levada a sério.

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assimEntre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim - Divulgação

Às vezes, ela só precisa aprender a equilibrar melhor os códigos que já possui.
Cinco maneiras de trazer mais força ao estilo romântico

1. Acrescente estrutura

Se você gosta de peças fluidas, rendas ou estampas delicadas, experimente combiná-las com um blazer estruturado, uma calça de alfaiataria ou uma bolsa de linhas mais definidas.

2. Trabalhe o contraste

Cores muito suaves tendem a transmitir menor impacto visual. Você não precisa abandoná-las, mas pode acrescentar tons mais profundos ou contrastes quando quiser comunicar mais presença.

3. Equilibre os detalhes

Laços, babados, flores, renda e mangas volumosas podem fazer parte do seu estilo. Mas não precisam aparecer todos ao mesmo tempo. Escolher onde colocar o romantismo deixa a imagem mais sofisticada.

4. Observe a modelagem

Muitas vezes, não é a peça romântica que precisa sair do guarda-roupa, mas a forma como ela é usada. Uma modelagem mais limpa ou estruturada pode mudar completamente a mensagem.

5. Não abandone sua assinatura

Se determinada cor, vestido, acessório ou detalhe feminino sempre fez parte de você, não existe razão para eliminá-lo apenas para parecer mais séria. Repita aquilo que representa você e acrescente os códigos necessários para comunicar a imagem que deseja.

Porque construir uma imagem mais forte nunca deveria significar deixar de parecer você.

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