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Obra atualiza material que virou bíblia da administração pública

Guia para órgãos públicos é legado de amigo que partiu

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Decretos, resoluções, regimentos internos e todos os atos administrativos são de suma importância no dia a dia da administração pública, pois regulam o que é feito por prefeituras, 
Câmaras Municipais e demais órgãos.

Buscando ajudar prefeitos, vereadores, técnicos municipais e também estudantes e concurseiros, há 24 anos, Levy Arnos Monteiro elaborou um guia que continha modelos desses atos e instruções de como redigi-los propriamente.

Agora, a publicação desse material em forma de livro, “Atos Administrativos: Ensaios para a Administração Pública”, por Herbert Assunção e Ana Piroli, sócios de Levy, é também uma homenagem ao amigo que partiu e uma consolidação de seu legado.

“Esse livro é uma homenagem ao Levy, que tinha o sonho de ver esse material publicado por uma editora. É uma atualização de algo que existia apenas como um manuscrito, não tinha registro formal. Por meio dele, queremos expressar nossa profunda gratidão ao nosso amigo e tutor”, 
explica Herbert.

“Essa obra é um tributo ao seu conhecimento, à sua paixão pela administração pública e à maneira como transformou vidas, incluindo as nossas, por meio de suas palavras e ações, e, sobretudo, de sua amizade”, ele completa.

Em 1998, Herbert Assunção iniciou sua jornada profissional ao lado de Levy, marcando o começo de uma relação que evoluiria de meramente profissional para uma amizade sólida e, posteriormente, uma sociedade frutífera.

Com a adesão de Ana Piroli ao grupo, na década de 2000, a equipe foi reforçada, impulsionando o escritório e mantendo vivo o sonho de publicar um trabalho significativo.

“Os atos administrativos formam o alicerce da estrutura governamental, atuando como veículos por meio dos quais o Estado expressa sua vontade, impõe regulamentações e executa suas funções, visando atender seus objetivos e compromissos com a sociedade. Nosso livro oferece uma investigação detalhada sobre a variedade de atos administrativos, explorando os critérios formais e substanciais que os constituem, além de discutir as consequências legais e práticas de sua aplicação”, esclarece Ana.

Do trabalho de consultoria a prefeituras e a Câmaras Municipais surgiu o material elaborado por Levy. Agora, 24 anos depois, uma edição publicada formalmente, ampliada e atualizada, para guiar todos aqueles que elaboram esses documentos, de membros da administração pública a concurseiros e estudantes de Direito e Administração, não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo o Brasil.

“O ano 2000 foi um ano de mudanças, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e isso ocasionou essa necessidade de um auxílio mais presente. Naquele tempo, os modelos eram enviados por fax”, conta Herbert.

“Os atos administrativos são instrumentos de regularização da vida da administração pública, como resoluções, portarias, contratos, e o livro tem modelos de todos os instrumentos que fazem parte do dia a dia, além da técnica adequada para cada um”, completa.

O prefácio do livro foi escrito pelo deputado estadual Paulo Corrêa. Após realizarem esse sonho antigo, os autores já preparam novas obras.

“É o primeiro de muitos, com certeza. A gente tinha essa vontade, mas sempre protelava. Agora, já tem outros livros em elaboração”, finaliza Ana.

luto

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos

Atriz se consagrou como um dos grandes nomes da TV brasileira e teve parceria marcante com o marido, Tarcísio Meira

18/08/2026 16h05

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira Foto: Divulgação / TV Globo

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Glória Menezes, uma das grandes estrelas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos.

Nascida em 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Gloria mudou-se para São Paulo ainda criança, e cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Nesse período, montou o grupo de teatro amador Jovens Independentes. Os projetos da companhia tomaram tempo da atriz que deixou a faculdade.

Em seu primeiro espetáculo, em 1959, venceu o prêmio de atriz revelação em um festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Na televisão estreou em 1959, em Um Lugar ao Sol, e em 1962, no filme O Pagador de Promessas. O filme foi apresentado no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro. Até hoje o primeiro filme brasileiro e sul-americano a vencer o prêmio.

Um ano depois protagonizou ao lado de Tarcísio Meira, com quem ia começar a namorar e se casar, a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, na TV Excelsior. Na mesma emissora, estrearam juntos A Deusa Vencida (1965) e Almas de Pedra (1966). Um ano depois foram para a Globo e o casal conquistou o sucesso em novelas como Sangue e Areia (1967), de Janete Clair, Rosa Rebelde (1969), mas também estrelaram produções separadamente como Passos dos Ventos, em que a atriz fez par romântico com Carlos Alberto, enquanto Meira atuava em A Gata de Vison, ao lado de Yoná Magalhães.

Já em Irmãos Coragem, Gloria viveu a atormentada mulher com três personalidades: a extravagante Diana, a recatada Lara e a equilibrada Márcia. Nos anos 80, estrelou em Corpo a Corpo, e Brega e Chique, ao lado de Marília Pêra, com a participação do filho Tarcísio Filho. Também protagonizou Tarcísio & Glória no seriado criado por Daniel Filho Euclydes Marinho e Antonio Calmon.

Em Rainha da Sucata, nos anos 1990, viveu a grande vilã Laurinha Figueiroa, no papel da socialite falida que fez a inesquecível cena cometendo suicídio, ao pular de um prédio. De lá, seguiu para as novelas A Próxima Vítima, Torre de Babel, Beijo do Vampiro, Senhora do Destino, Páginas da Vida e A Favorita. Nos palcos, Gloria estrelou em Navalha na Carne (1981), de Plínio Marcos, e Jornada de um Poema, na qual viveu uma paciente terminal de câncer.

Dramaturgia em luto

Também nesta terça-feira, morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A morte foi anunciada em seu perfil oficial no Instagram.

A publicação que comunicou a morte homenageou a atriz e ressaltou a marca deixada por ela na cultura brasileira. "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", diz o texto. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão Mulheres de Areia, A Viagem, Pão, Pão, Beijo, Beijo e Sol Nascente. Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. "Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando", disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas.

crônica

De mala em mala

18/08/2026 09h15

Arquivo

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Lendo o artigo da colunista Becky Korich, descobri que sofro de PPV – Preguiça Pré-Viagem. Acho até que o meu caso nem é preguiça, é pânico. Não importa o lugar, nem a distância: o simples fato de ter que arrumar as malas — separar roupas (e o medo de faltar?), artigos de skincare, remédios (e são muitos, porque nunca se sabe…), adereços, sapatos… Ai, que preguiça.

Um dos meus filhos, acostumadíssimo a se deslocar de cidade e até de país por conta do trabalho, consegue arrumar uma mala em meia hora. Eu levo dois dias, no mínimo. E se chover? Se fizer frio? Mas e se estiver calor demais? E, nisto, dê-lhe acrescentar mais itens.

Mas pânico mesmo é o de sair do lugar. Deixar minha casa gostosa, com tudo de que preciso no lugar certo, a cama que me acolhe, minhas comidas preferidas na geladeira. Eu sei, é apego. E isto, vindo de alguém que adora viajar, é totalmente contraditório.

E, depois de quase tudo pronto, ainda vem mais dúvida: devo mesmo viajar? Não será melhor cancelar tudo (e arcar com o prejuízo) e ficar quietinha no meu sofá assistindo a séries? Aí vem outra voz, lá do fundo, que me diz: “Mas são as suas férias, você merece!”.

Mas férias também cansam, eu retruco. São muitas variáveis no trajeto, na estadia. Da última vez, passei cinco dias na cama de um hotel — gripada.

Quer saber? Nas três últimas também. Já fiquei de cama em um lindo Airbnb em Paris, com a tal da gripe. Na praia foi igual. Me divirto dois dias e o resto fico na horizontal, me perguntando o porquê de ter inventado mais uma viagem.

Talvez eu queira testar meus limites, desafiar meu conforto ou meu medo. Antes, quando as companhias aéreas não cobravam remarcações (bons tempos!), eu tinha o hábito de voltar antes, às vezes no meio da temporada.

Sou teimosa, só pode. Insisto em fazer tudo de novo, mesmo antevendo as situações. Mas a viagem agora é diferente, digo, tentando me convencer. Estarei com amigos, verei muitos filmes e vou comer muito chocolate. Tudo bem. Até eu saber que o tempo será frio de doer. A previsão é de zero grau.


Coloco mais um casaco na mala. Respiro fundo. Desta vez, tudo vai dar certo. Eu mereço.
 

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