Correio B

Trajetória de sucesso

Pioneiro no fotojornalismo, Roberto Higa viu Mato Grosso do Sul nascer

Fotojornalista está em cuidados paliativos, após um câncer na garganta; cercado pela família e por um dos maiores acervos fotográficos do Estado, ele fala sobre a profissão, o legado e a serenidade com que encara o fim da vida

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Há milhares de fotografias espalhadas pela casa de Roberto Higa. Negativos cuidadosamente organizados por data e assunto ocupam gavetas, armários e caixas. Troféus dividem espaço com câmeras antigas. Nas paredes, décadas de reconhecimento lembram uma carreira que atravessou toda a história de Mato Grosso do Sul.

Mas, sentado em uma cadeira na sala onde reuniu as homenagens que recebeu ao longo de seus 74 anos de vida, o homem que registrou alguns dos momentos mais importantes do Estado fala pouco sobre prêmios. A voz, enfraquecida pelo câncer na garganta, exige pausas constantes e goles de água. Cada frase é medida.

Em cuidados paliativos, Higa tomou uma decisão que resume a forma como encara este momento.

“Eu pedi esse tratamento paliativo. Todos os médicos concordaram. Tiraram meus remédios. Hoje eu tomo só remédio para a dor. O resto tirei tudo. Chega”, conta Higa, já cansado de viver limitado pela doença. 

Não há revolta em sua fala. Tampouco resignação amarga. Existe, sobretudo, a consciência de quem acredita ter vivido intensamente.

“Eu já fiz tudo. Tudo o que você imagina que tenha acontecido neste Estado, eu vi. Participei da vida de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Para quê continuar?”, indaga o fotógrafo, rodeado por prêmios e congratulações que, segundo ele, nada mais são do que a consequência de um trabalho bem-feito.

Ao lado dele está Sandra, companheira de cinco décadas, a quem Higa se dirige o tempo todo como “paixão”. É ela quem completa as frases quando a voz do marido falha, organiza o acervo, cuida da rotina e ajuda a preservar uma das maiores coleções fotográficas da história sul-mato-grossense.

Casados há 50 anos, Roberto e Sandra dividem os últimos momentos do fotógrafo com leveza, paixão e a proximidade da famíliaCasados há 50 anos, Roberto e Sandra dividem os últimos momentos do fotógrafo com leveza, paixão e a proximidade da família
Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Sem produzir saliva, Higa precisa interromper a conversa constantemente para beber água. A alimentação é difícil. A dor é controlada com morfina administrada diariamente.

“Não é medo de morrer”, explica. “É que chega uma hora em que você pensa no sofrimento da família. Eu fui uma pessoa muito ativa. Hoje tudo depende dos outros. Para mim, chega”, afirma.

Mesmo assim, o humor permanece. Enquanto relembra histórias do jornalismo, brinca sobre a profissão, conta episódios de carnaval, ri das próprias lembranças e, ao perceber uma câmera apontada para ele, segura uma máquina fotográfica como fez durante toda a vida.

Ainda que já não tenha a mesma força na mão e a agilidade nos dedos, a fotografia continua sendo sua forma mais natural de existir.

VIU MS NASCER

Muito antes da popularização das câmeras digitais ou dos celulares, Roberto Higa já percorria ruas, estradas, gabinetes, aldeias indígenas, festas populares, inaugurações e acontecimentos políticos com uma câmera pendurada no pescoço.

Sua história começou em 1969, no extinto Diário da Serra. Entrou para o jornal em serviços gerais, mas a curiosidade falou mais alto. Foi ali que conheceu o fotógrafo Danton Garro, considerado o seu mestre.

Em troca das primeiras aulas de fotografia, Higa ajudava a cuidar dos filhos do professor depois da escola. A parceria mudaria a sua vida.

Poucos anos depois, já era um dos principais repórteres fotográficos de Campo Grande.

Em 1973, foi contratado pela Editora Abril, em São Paulo, oportunidade rara para um fotógrafo do então Mato Grosso. A saudade da família, entretanto, falou mais alto. Dois anos depois retornou a Campo Grande, trabalhou no Jornal da Manhã e, posteriormente, criou sua agência de fotojornalismo.

Ao longo das décadas, fotografou praticamente todos os acontecimentos relevantes do Estado.

Registrou a criação de Mato Grosso do Sul, a inauguração de prédios históricos, visitas presidenciais, acontecimentos políticos, manifestações culturais, o cotidiano da população, povos indígenas, transformações urbanas e personagens que ajudaram a construir a identidade sul-mato-grossense.

“Eu fotografava sabendo que estava fazendo parte da história”, relata.

Essa consciência sempre orientou seu trabalho.

Entre as lembranças mais curiosas está a inauguração da segunda escada das Lojas Pernambucanas no Brasil, instalada em Campo Grande. O sucesso da novidade era tamanho que as pessoas ficavam subindo e descendo apenas pela diversão.

“Tiveram que fechar um lado, porque o povo não queria sair da escada”, relembra.

PRIMÓRDIOS DA FOTOGRAFIA

Quando Higa começou, ser fotógrafo exigia muito mais do que apertar um botão. Era preciso dominar equipamentos pesados, revelar filmes, improvisar laboratórios e trabalhar cercado por produtos químicos.

“O fotógrafo precisava ter visão e reflexo. Sem isso, tinha que se aposentar”, conta o fotógrafo sobre os tempos da fotografia analógica.

Os laboratórios improvisados funcionavam muitas vezes em banheiros. Ali eram utilizados compostos como hidroquinona, sulfito, bórax, fosfato de sódio e ácido acético.

Em uma dessas ocasiões, Higa sofreu uma grave intoxicação. Respirou ácido acético durante horas sem perceber. O corpo começou a inchar rapidamente e ele precisou ser internado. Mesmo assim, voltou ao trabalho.

Hoje observa a evolução tecnológica sem nostalgia exagerada e reconhece que os celulares democratizaram a fotografia. “Hoje todo mundo fotografa. E a tecnologia ficou tão boa que a foto fica boa mesmo”, admite.

Ainda assim, acredita que nenhuma tecnologia substitui o olhar. Durante décadas, foi justamente esse olhar que tornou seu trabalho reconhecido dentro e fora do Brasil.

Suas imagens de lideranças indígenas, especialmente do líder guarani Marçal de Souza, circularam internacionalmente e integraram exposições dedicadas à luta dos povos originários.

ARQUIVO INTACTO

Enquanto muitos fotógrafos perderam ou descartaram seus negativos ao longo do tempo, Higa fez o contrário. Guardou praticamente tudo. O resultado é um acervo gigantesco.

São mais de 10 mil envelopes catalogados, cada um contendo dezenas ou até centenas de negativos. Além disso, há milhares de slides, álbuns, ampliações, cartões-postais produzidos por ele e documentos históricos.

Sandra, responsável por cuidar e catalogar cada uma das imagens, calcula que um único envelope pode reunir entre 200 e 300 negativos.

A organização continua sendo feita manualmente. Ela passa dias inteiros digitalizando imagem por imagem.

Os slides precisam ser retirados das caixas, limpos individualmente, secos e armazenados novamente. “Eu sei que não vou conseguir terminar esse trabalho”, admite ela, dada a imensidão do acervo.

A preocupação do casal, porém, vai além do volume. Ao longo dos anos, diferentes instituições públicas demonstraram interesse em receber o acervo.

O problema, segundo eles, é que quase sempre a proposta era uma doação. “Ninguém quer ajudar a preservar. Querem que a gente doe”, conta Sandra, já decepcionada com experiências dolorosas.

Em determinada ocasião, Higa doou quadros para uma universidade. Quando voltou ao local algum tempo depois, encontrou as obras jogadas no chão, servindo de apoio para evitar a umidade de cartazes. A cena jamais foi esquecida.

“Agora não sai daqui uma foto sem pagar. Se usar sem autorização, responde judicialmente”, pontua Sandra, que tenta proteger o trabalho do marido.

Esse cuidado ocorre porque o uso indevido de imagens se tornou frequente. Segundo Sandra, fotografias históricas aparecem constantemente em publicações sem qualquer autorização ou remuneração.

O RECONHECIMENTO QUE FALTA

Ao longo da carreira, Roberto Higa recebeu homenagens da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, da Câmara Municipal de Campo Grande, do governo do Estado e de diversas entidades. Sua sala reúne décadas de placas, medalhas e troféus.

“Foi tudo o que a fotografia me deu”, declara.

Apesar disso, a família acredita que o reconhecimento institucional nunca correspondeu à importância de seu trabalho.

Sandra lembra um episódio que ainda causa indignação. Em um edital voltado para artistas com mais de 60 anos, promovido pela Fundação Municipal de Cultura, Higa não foi selecionado.

“Todo mundo diz que ele é patrimônio da cidade. Mas, quando precisa reconhecer de verdade, deixam de fora”, relata revoltada a esposa.

A preocupação maior, entretanto, está no futuro. Os filhos já deixaram claro que pretendem proteger o acervo. Sabem que, após a sua morte, muitas instituições poderão demonstrar interesse. Mas acreditam que qualquer iniciativa precisa garantir preservação adequada, respeito à autoria e reconhecimento pelo trabalho de uma vida inteira.

127 anos

Bisneto do fundador da cidade, Jozé Antônio Pereira esclarece fatos sobre a história da Capital

Por meio de seu bisneto, Jozé Antônio Pereira (com z mesmo) esclarece fatos sobre a história de Campo Grande e de sua vida

26/08/2026 09h30

Estátua no Museu José Antônio Pereira retrata o filho do fundador, Antônio Luiz Pereira, sua esposa Anna Luiza e sua filha Carlinda

Estátua no Museu José Antônio Pereira retrata o filho do fundador, Antônio Luiz Pereira, sua esposa Anna Luiza e sua filha Carlinda Foto: Marcelo Victor/Arquivo Correio do Estado

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Antes que comecem a pipocar as manchetes dizendo dos 127 anos de “fundação”, lembro aos mais desavisados que serão 127 anos de emancipação político-administrativa de Campo Grande, pois de fundação já passaram os 154 anos no dia 21 de junho deste ano.

Orgulhoso de ver hoje a Campo Grande fundada por meus bisavô e avô, continuo zeloso em ver contada a sua história sem erros.

Campo Grande, 127 anos de emancipação político-administrativa. 

Hoje vou fazer diferente! Vou deixar que meu “bisa” conte a história da fundação! Conta aí, “bisa”!

“Bom dia! Fundei um arraial, quando aqui cheguei no dia 21 de junho de 1872, em companhia do meu filho Antônio Luiz e os camaradas João e Manoel Ribeira, além de Luiz Pinto, contratado pra nos guiar nestes sertões da província de Mato Grosso. 

Vim de Monte Alegre (MG), onde residi por muitos anos, até minha vinda para o sertão...
Nasci em 1825, na cidade de Barbacena (MG) e casei-me com Maria Carolina de Oliveira, em São João Del-Rey (MG), com a qual tive oito filhos.

Meu nome verdadeiro é Jozé (com z mesmo) , embora os historiadores teimem em me chamar de José. Não se dão ao trabalho de pesquisar nem mesmo no cartório, onde tem minha assinatura como juiz de paz, nos primeiros livros de casamentos.

Tanto fizeram que acabei virando José... só não gosto quando insistem, ao festejar o 26 de agosto, como sendo aniversário da ‘fundação’, ignorando que a data marca apenas a elevação da paróquia à condição de município, ocorrido na citada data, no ano de 1899, portanto, 27 anos depois da fundação.

Mas o que importa hoje é festejar a emancipação da paroquia a categoria de Vila. 

Olhando aqui de cima, não consigo ver qualquer vestígio da pequena Vila que fundei. Cobriram seu chão moreno, ergueram edifícios, poluíram os córregos que nos serviram água e alimentos, e transformaram tudo em uma grande cidade, com ruas e avenidas que não permitem mais o trafego dos meus carros de bois.

Ficou bonita, grande, acolhe o primeiro milhão de habitantes, tem lindas avenidas e parques, tem asfalto, jardins, belos shoppings, bares, teatros, cinemas, gente chegando, ficando, somando, gostando e tornando-se filhos adotivos da cidade.

Me homenagearam com bustos, obeliscos, prédio, rua com o meu nome, e até um museu com a minha história construíram na sede da fazenda bálsamo, herdada por minha neta Carlinda Pereira Contar, cujo local está a merecer reparos. E foi graças a lembrança de um jovem vereador (Carlos Henrique Santos Pereira) que tornei-me cidadão (mais de 100 anos depois) da cidade que fundei.

Mas isso não importa, vale mais o que fizeram os que nela se sacrificaram, lutaram e venceram, tornando Campo Grande a linda Capital desse novo Estado.

E se hoje eu pudesse pedir mais alguma coisa aos que nela vivem, gostaria que zelassem por sua limpeza, que valorizassem a história da cidade, que cuidassem para torná-la ainda mais linda, e que seus administradores atentassem para a importância que

Campo Grande tem no contexto nacional, como cidade pujante, rica e ordeira, inspirando-se na dedicação, honestidade e respeito daqueles que no passado ajudaram-me a construir essa urbe , incluindo-se aí os brasileiros de todos os rincões e estrangeiros que tanto se dedicaram ao seu progresso.

Obrigado a todos que, ao longo destes 154 anos, desde o dia em que aqui finquei o primeiro rancho, participaram e participam de minha história, ampliando e colorindo meu sonho de desbravador ou aventureiro, como queiram chamar-me”.
Jozé Antônio Pereira*.

Anexo cópia da Resolução nº 225, de 26 de agosto de 1899, que eleva Campo Grande a categoria de Vila.
Parabéns, Campo Grande!!!

Estátua no Museu José Antônio Pereira retrata o filho do fundador, Antônio Luiz Pereira, sua esposa Anna Luiza e sua filha CarlindaFoto: Divulgação

* Por meu bisneto Eddson C. Contar. 
 

Diálogo

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (26)

26/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Leandro Karnal - Escritor brasileiro

"Pessoas elevadas falam de ideias; pessoas medianas falam de fatos; pessoas vulgares falam de pessoas”.

FELPUDA

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de andar com os olhos bem abertos. Adversários da esquerda já estão batendo às portas da Justiça Eleitoral para denunciar propagandas dos desafetos. Entre as reclamações estão até painéis com dimensões consideradas fora do padrão. A disputa parece ter ganho um novo instrumento: a fita métrica eleitoral. Pelo jeito, tem gente procurando milímetro por milímetro “irregularidade monumental”. E na eleição, até o tamanho do painel pode virar munição para uma boa briga jurídica.

Diálogo

Romaria

O escritório político de Reinaldo Azambuja tem recebido uma sucessão de lideranças interessadas em reafirmar apoio à candidatura ao Senado. Prefeitos e outras figuras políticas vêm passando pelo local em demonstrações públicas de alinhamento com o projeto eleitoral.

Mais

A movimentação revela uma campanha que procura consolidar apoios antes da reta decisiva. Azambuja, experiente na política, evita adotar o discurso de vitória antecipada. Sabe que alianças e pesquisas ajudam, mas é o último voto depositado na urna que efetivamente define o resultado.

Diálogo Luciene Orsi Abdul Ahad e Jorge Abdul Ahad - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoIzabella Andrade - Foto: Arquivo Pessoal

Poço

Em MS, tem candidato a deputado disputando eleição como se o orçamento público fosse um poço sem fundo. Na falta de propostas realmente novas, aparecem promessas para todos os gostos. O problema é que boa parte delas depende de recursos, convênios e liberações que não acontecem simplesmente porque o candidato prometeu. Há projetos que exigem longa peregrinação pelos gabinetes. Portanto...

Cobrança

O deputado estadual Pedro Caravina colocou na pauta um problema ambiental que vem preocupando, há muito tempo, municípios da região do Rio Pardo: a proliferação de macrófitas aquáticas. A cobrança é por explicações sobre a abertura das comportas da Usina Mimoso e o deslocamento da vegetação para áreas de Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Caravina quer saber quais critérios técnicos foram utilizados para a operação e se os impactos ambientais estão sendo considerados. 

Aqui, não!

Moradores e comerciantes do Bairro Amambaí lotaram audiência pública promovida pela Câmara Municipal  de Campo Grande, para discutir a instalação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua na região. A proposta prevê a mudança para o antigo prédio da Secretaria de Assistência Social. Durante a audiência, moradores protestaram e manifestaram preocupação com a segurança e os possíveis impactos.

ANIVERSARIANTES 

  • Carlos Alberto Peratelli,
  • Dr. Luiz Antônio Saab,
  • Dra. Isabella Miotello Ferrão, 
  • Dr. Oclécio Assunção Júnior, 
  • Yuri Andreis Boeira, 
  • Antônio Benjamim Correa da Costa,
  • Clóvis Martins,
  • Edgar Andrade D´Avila,
  • Eloina Yanez Brites,
  • Moezis José dos Santos,
  • Jorge Ono,
  • Inêz Geralda de Magalhães Madureira,
  • Marli Gauto Viliagra,
  • Edson Sanches,
  • Christian Maluf Victório,
  • Aroldo José de Lima,
  • Gilberto Veiga de Souza,
  • Tauana Montier Onça Bortolini, 
  • Tatiana Decarli,
  • José Roberto Tedeschi,
  • Dra. Rejane Alves de Arruda,
  • Aloysio Moreira Salles,
  • Caetano Rottilli, 
  • Thiago Rieger Silverio dos Santos,
  • Afonso Basso,
  • Dr. Hélinton Moura Lutz, 
  • Francisco Carlos Brasil Leite,  
  • Suely Aparecida Morilla Alves,
  • Eduardo Ferreira dos Santos,
  • Maria de Fátima Vieira Andrade,
  • Seiki Miiji, 
  • Antônio Cavalcante, 
  • Hélvio Rodrigo Gonçalves,
  • Alexandre Morais Cantero, 
  • Ricardo Aparecido da Silva,
  • Silvia Regina da Silva,
  • Laura Menzio,
  • Sérgio Retumba Carneiro Monteiro,
  • Moacir da Silva Queiroz,
  • Janethe Leite Cardoso,
  • Maria de Fátima de Souza,
  • Genésio Rodrigues Corrêa,
  • Aristides Brun,
  • Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão, 
  • Karla Marchitto Jacob Farias, 
  • Sônia Virgínia Moreira,
  • Pedro Franco Neto,
  • Vera Lúcia Nogueira,
  • Alcides Landfelt da Silva,
  • Sueli Alves Braga,
  • Altevir Soares de Alencar,
  • Sônia Maria Avelino Duarte,
  • Luiz Ferreira de Alencastro, 
  • Elizabeth Kioko Kohatsu,
  • Lutiane Machado Romero,
  • Dr. Benjamin Ramos, 
  • Maria de Fátima Camparin,
  • Sirley de Albuquerque,
  • Ricardo Luiz Silveira,
  • Luiza Francisca Oliveira,
  • Wilson de Paula Souza,
  • Bruno Vieira Antunes,
  • Clóvis Trindade Rocha,
  • João Tadeu Gonçalves,
  • Maria Luiza Pereira Franco,
  • Francisca da Silva Tôrres, 
  • Eliane Yamazato,
  • Danilo Mandetta Júnior, 
  • Dr. Agliberto Marcondes Rezende,
  • Kleber Pinheiro da Silva,
  • Ramão Gilberto Valiente,
  • Mauricio Vieira Gama,
  • Edson Andrade da Vila,
  • Victor Scarpellini,
  • Luiz Braz de Oliveira,
  • Francisco Muniz Soares,
  • Francisco Silva de Freitas,
  • Julio Cesar Gonçalves da Silva,
  • Adelaide Fernandes,
  • Eva Maria Barbosa,
  • Evelin Flávia Alves da Silva, 
  • Zeferina de Souza Montenegro 
  • de Camargo,
  • Alberto Magno Ribeiro Vargas,
  • Michelly de Souza Andrino,  
  • Neuri Paulo Gasparetto,
  • Ligia Toma,
  • Anna Cristina Barros Toledo Giurizatto,
  • Paulo Ricardo de Oliveira Reghin,
  • Luiz Yasunaka,
  • Glória Segrillo Faker,
  • Gustavo Rodrigues Nacasato,
  • Dr. Marcelo Oliveira dos Santos,
  • Márcio Rômulo dos Santos Saldanha, 
  • Valéria Martins dos Santos,
  • Ariane Marques de Araújo,
  • Elaine Maria dos Santos,
  • Arlindo Murilo Muniz,
  • Camila Morena Kudo da Silva,
  • Ana Paula Gaspar Melim,
  • Daniel Martins Ferreira Neto,
  • Armando de Oliveira, 
  • Regina Célia Goya,
  • Ana Cristina Castilho Sanchez,
  • Roberto Lorenzoni Neto,
  • Carlos Cesar Girardi Ferreira,
  • Norma Aquino Castro,
  • Arildo Loper.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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