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Polliana Aleixo "Eu sinto uma gratidão absurda por fazer a Victoria em 'El Presidente'

Polliana é a nossa Capa do Correio B+ desta semana, e em conversa exclusiva com o Caderno ela fala sobre sua estreia, construção de seu personagem, trajetória e também de novos projetos no cinema e no streaming.

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Apesar do rosto de menina, Polliana Aleixo (26), começou sua trajetória bem cedo como atriz, e segundo ela de modo intuitivo. “Eu acredito que quando comecei foi tudo muito intuitivo, justamente por ainda ser bem jovem. Tive a sorte de ter uma família que entendeu e apoiou esse meu caminho desde cedo, o que fez toda diferença na minha trajetória, sem dúvida”, explica.
 

Polliana já fez inúmeras novelas, em sua maioria na TV Globo, mas em sua passagem pela Record TV também fez uma personagem bíblica, mais precisamente Kesiah em JESUS.
Entre 2015 e 2017, Polliana cursou Publicidade e Propaganda na faculdade IBMR.

A atriz Polliana Aleixo é Capa do Correio B+ desta semanaA atriz Polliana Aleixo é Capa do Correio B+ desta semana - Foto Pupin+Deleu - Capa Denis Felipe

A atriz gravou, em 2019, uma participação no programa "Dra. Darci", do Multishow, dirigido por Cris D’amato, e na sequência rodou o seu primeiro longa-metragem, com a mesma diretora, “A Sogra Perfeita”. No filme, lançado em 2021, Polliana interpreta Cileia, uma das personagens principais. 

Ela também estreou no dia 11 de outubro na Netflix o longa-metragem "Esposa de Aluguel", comédia romântica dirigida por Cris D'Amato, e que conta com Caio Castro, Mariana Xavier, Thati Lopes e grande elenco. Na semana de estreia, ele não só alcançou o TOP 10 mundial e o primeiro lugar em diversos países, como foi o filme de língua não inglesa mais assistido da plataforma.

Em ascensão, esteve durante todo o ano de 2021 com trabalhos na TV aberta, primeiro, no ar na reprise de "A Vida da Gente" (Globo), e depois na novela inédita “Gênesis” (Record).

Na novela JESUS da Record TVNa novela Jesus da Record TV - Divulgação



Ao mesmo tempo, gravava no Uruguai um de seus trabalhos mais recentes, a série chilena "El Presidente" (Amazon Prime Video). A produção é roteirizada pelo argentino Armando Bó, vencedor do Oscar 2015 na categoria Melhor Roteiro Original por "Birdman (or The Unexpected Virtue of Ignorance)".


“O mais legal nisso tudo, é que além de premiado e genial, o Armando é o grande pai desse projeto. Ele escreve e produz também, então ele era envolvido em todos os processos. Ele tem uma equipe muito alinhada, um set muito concentrado, até porque acontecia em várias línguas por ter um elenco de diferentes nacionalidades”, opina Polliana.

Hoje, (04/11) no Prime Video a atriz estreia com "Jogo da Corrupção", a segunda temporada do sucesso internacional "El Presidente". Na trama, indicada ao Emmy 2021, a artista dará vida a Victoria Havelange, filha única do protagonista João Havelange (ex-presidente da FIFA), interpretado pelo ator português Albano Jerónimo (Vikings).

Com Francisco Cuoco na TV Globo                     Com Francisco Cuoco  na TV Globo - Divulgação

A história promete movimentar as estruturas do mundo do futebol, em pleno ano de Copa do Mundo, já que mostrará os bastidores de como a FIFA se transformou em potência comercial e política.

“Eu sinto uma gratidão absurda por ter a oportunidade de fazer a Victoria Havelange, pois pude construí-la do início ao fim, desde a fase mais jovem até a fase adulta. Foi minha primeira experiência interpretando mãe, por exemplo. Fora que pude contracenar com grandes atores diretamente, como o Albano Jerónimo, Maria Fernanda Cândido e Eduardo Moscovis”, conclui.

Polliana é a nossa Capa do Correio B+ desta semana, e em conversa exclusiva com o Caderno ela fala sobre sua estreia, construção de seu personagem, trajetória e também de novos projetos no cinema e no streaming.

CE - Você estreou muito jovem como atriz, você sempre quis seguir esse caminho?

PA - Eu acredito que quando comecei foi tudo muito intuitivo, justamente por ainda ser bem jovem. Tive a sorte de ter uma família que entendeu e apoiou esse meu caminho desde cedo, o que fez toda diferença na minha trajetória, sem dúvida. Comecei como a maioria, fazendo publicidade quando criança, aí fui pro teatro, com o apoio dos meus pais vim para o Rio fazer um book e um teste. Eu lembro até hoje da primeira vez que entrei num estúdio, gravando um especial de fim de ano da Globo, eu fiquei encantada, era meu parque da Disney.

CE - São inúmeras novelas na TV Globo por anos inclusive, muitas vezes emendando um papel no outro. Como foi esse período e esse processo pra você tão jovem com responsabilidades tão importantes.

PA - Eu sempre trabalhei com adultos, raramente tive outras crianças no set comigo, e acho que isso me amadureceu mais cedo, mas de uma forma positiva. No início, fazia apenas porque gostava, lá pros meus 14 anos eu fui entender a dimensão das coisas e lembro que, nessa idade, decidi pra mim que era isso que queria para o resto da minha vida. Tive o privilégio de ter pessoas incríveis no processo, sempre foquei nos amigos, em quem queria ajudar, ensinar, edificar. Vejo artistas como uma classe que deve se unir cada vez mais, acho que porque essa foi minha experiência, sempre tive pessoas dispostas a dividir comigo o que sabia.

Polliana Aleixo                                      A atriz Polliana Aleixo - Foto Pupin+Deleu

CE - Como foi pra você fazer uma novela bíblica?

PA - Foi o primeiro trabalho que tive que estudar mais História, entender a cultura de cada povo, de acordo com sua época, crença, região. No caso da Paltith, que era uma personagem que existiu na Bíblia e, ainda por cima, trazendo assuntos tão delicados, o trabalho foi dobrado. Foi um preparo importante pros meus últimos trabalhos que tem sido sempre baseado em fatos reais, o que é muito legal pessoalmente falando, pois é uma das coisa que mais me atrai na hora de escolher um filme ou série para assistir.

CE- Você fez Publicidade, pensou em seguir carreira na área?

PA - Não, mas foi de extrema importância na minha carreira. Às vezes, sinto que nosso trabalho fica num lugar de fluidez, quase como uma sorte, mas na verdade exige planejamento, estratégia, pois é uma indústria, e das grandes. Cada vez produzindo mais, com mais pessoas no mercado se destacando, com o avanço da internet. A faculdade de publicidade me trouxe um 360 importantíssimo para minha carreira, foi onde comecei a entender a importância de ter a equipe que tenho hoje comigo, como minha assessora e meu empresário, de me envolver em todos os processos, a relevância da imprensa para que nosso trabalho chegue nas pessoas e como essas etapas funcionam. Hoje tenho muito mais autonomia e segurança administrando minha carreira, sabendo onde e como quero chegar.

CE - E o cinema como foi a sua experiência em “A Sogra Perfeita”?

PA - Foi meu primeiro longa e não poderia ter começado de forma melhor. A Cris D'amato, nossa diretora, foi definitivamente um encontro. Amo trabalhar com ela, e a pessoa que é ainda por cima. Foi um elenco forte, de gigantes da comédia como a Cacau Protássio, Evelyn Castro e Rodrigo Santana, tinha tudo pra ser intimidador, mas eles foram mestres, me acolheram, fizeram eu me soltar e descobrir o caminho da comédia. É curioso, pois quase não se fala do professor que a comédia é para um ator, é preciso coragem de se experimentar, de se expor. Sai muito mais corajosa e curiosa desse projeto.

CE - Pensa em fazer mais trabalhos no cinema e no streaming?

PA - Não só penso como já estou, rs. Estou começando agora na pré-produção de uma série para streaming. Acho incrível a velocidade que as coisas mudaram nos últimos tempos, em todos os aspectos, mas principalmente na forma de produzir e consumir conteúdo. A internet é uma revolução, ela criou um antes e depois na história da humanidade, não tem como ser diferente com o audiovisual e acho importante reconhecer e se apropriar disso. Hoje o Brasil vem ganhando um espaço, cada vez mais rápido, no mundo, porque a internet permite essa globalização dos conteúdos. Já pensou em como só assistia filmes de Hollywood? Hoje temos acesso a todo tipo de conteúdo de todo lugar do mundo, séries como Dark e filmes como Parasita, se destacando para o grande público. Acredito que o Brasil só tem a crescer nesse mercado com esse movimento.

Polliana começou muito cedo sua carreira de atriz                                                  Polliana começou muito cedo sua carreira de atriz - Divulgação

CE - Entre seus papéis, algum que você lembre sempre pela dificuldade ou pela felicidade de fazer?

PA - É difícil escolher um, sempre perguntam isso e eu fico horas pensando porque é quase pedir para uma mãe escolher entre os filhos. Geralmente o que tem grandes dificuldades traz grandes felicidades no processo também, como El Presidente, que fique 4 meses longe de casa e das pessoas que amo, mas é o trabalho que mais me emociona no momento.

CE - Como foi gravar no Uruguai?

PA - Intenso, é engraçado quando a equipe e elenco se encontram, porque é uma experiência que só a gente tem plena noção de como foi. Morávamos no mesmo hotel trabalhando juntos em meio a pandemia, foi nosso mundinho por 4 meses. Eu sempre senti que estava vivendo aquilo ao máximo, aproveitei cada conversa, cada chance de perguntar e pedir ajuda, cada chance de aprender.

Criei laços e fiz contatos. Essas últimas semanas que antecedem o lançamento, estão sendo nostálgicas e muito emocionantes, assisti a série toda essa semana e é inacreditável pensar que fiz parte de tudo aquilo, estou muito orgulhosa. Mas é um orgulho diferente porque não é sobre mim, é orgulho do projeto como um todo, porque a gente vivenciava as dificuldades de cada um, de cada processo, fizemos uma história que roda o mundo em algumas ruas de Montevideo. Exigiu muito do talento de cada um e do amor pelo ofício, pois todos estavam com saudade de casa, foi o maior trabalho em equipe que tive até hoje.

CE - Como surgiu o convite para o trabalho em “El Presidente”?

PA - Foi um teste através do meu empresário, na época fiz para duas personagens. Teste é não só um teste para o trabalho em si, mas de controle da ansiedade, pois não tem um tempo definido para nada, podem te dar uma resposta em dias como em meses. Então, já sabendo disso, e que é normal, fiz e entreguei, e deixei para lá. Na época, estava gravando uma novela e lembro como se fosse ontem do momento. Eu estava chegando exausta de um fim de semana gravando no interior, só pensando em tomar um banho e dormir, foi quando meu empresário ligou. Fiquei em choque, demorei um pouco para processar. Só na manhã seguinte eu senti de verdade, aí chorei o choro mais feliz da minha vida.

CE - E gravar com um diretor tão premiado?

PA - O mais legal nisso tudo, é que além de premiado e genial, o Armando é o grande pai desse projeto. Ele escreve e produz também, então ele era envolvido em todos os processos. Ele tem uma equipe muito alinhada, um set muito concentrado, até porque acontecia em várias línguas por ter um elenco de diferentes nacionalidades. O Armando é um artista, criativo, entusiasmado e que tem ideias e cria caminhos para torná-las reais. Mesmo tendo feito parte, sabendo como cada cena foi feita, é inacreditável assistindo agora, e ele foi um grande líder, porque muitas vezes só ele realmente entendia a cena final e a gente confiava. E valeu a pena demais, porque está impecável.

PollianaPolliana estreia na Amazon Prime Video -  Foto Pupin+Deleu

CE - Qual é a sua expectativa com a estreia?

PA - Eu estou tentando segurar, para ser honesta, mas está difícil. Está muito bem-feita, a história te prende do início ao fim, todos os capítulos acontecem muita coisa e é inquietante, traz à tona muitas questões além do futebol, como política, a relação familiar e como a FIFA se tornou o que é hoje por conta dos movimentos do Havelange e o que o motivava nessa jornada. E levando em consideração que a Copa está chegando, acho que tem tudo para cair nas graças não só de quem ama futebol, mas também de quem não sabe muito sobre nada sobre isso.

 

CE - Como foi para você fazer esse papel?

PA - Sendo muito honesta, esse projeto para mim vai muito além disso, porque entendemos no processo que era sobre algo maior que um personagem em si, mas sobre uma história. Eu sinto uma gratidão absurda por ter a oportunidade de fazer a Victoria Havelange, pois pude construí-la do início ao fim, desde a fase mais jovem até a fase adulta. Foi minha primeira experiência interpretando mãe, por exemplo. Fora que pude contracenar com grandes atores diretamente, como o Albano Jerónimo, Maria Fernanda Cândido e Eduardo Moscovis.

CE - Como é a Polliana fora do trabalho?

PA - Muito tranquila, cada dia mais, na verdade, rs. Hoje em dia sou mais caseira, gosto de receber os amigos em casa, ficar com minha família e meu namorado. Meu trabalho é agitado, barulhento, e por mais que eu ame, demande energia mental, física e emocional. E tenho tido uma agenda agitada, tanto de gravações quanto de lançamentos e esse último ano eu tenho focado em separar bem pessoa jurídica e pessoa física, então aproveito meus momentos de lazer para realmente desconectar de tudo e me conectar com outras coisas que amo, como ler, a dança que comecei esse ano e se tornou uma grande paixão e tenho me dedicado cada dia mais.

polliana                                   Polliana Aleixo - Foto Pupin+Deleu

CE - Quais os seus novos projetos?

PA - No mesmo dia que lança "El Presidente - Jogo da Corrupção'', eu começo a preparação para uma série. Acho que é o maior desafio da minha carreira até então, estou muito animada, tem sido um turbilhão de sentimentos para administrar, mas estou animada e feliz acima de tudo. E no ano que vem, lanço outros dois projetos, um longa e uma série. Não vejo a hora de poder compartilhar mais detalhes!

CE - Um sonho que gostaria muito de realizar...

PA - Tenho muitos ainda, gosto de sonhar. Mas pensando em um sonho profissional seria ir para algum festival internacional com um projeto que fiz, deve ser uma experiência emocionante.

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

10/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães Foto: Divulgação

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Moda Correio B+ - Especial Dia das Mães

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher. Gabriela Rosa dá dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem. 

10/05/2026 15h00

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma Foto: Divulgação

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O Dia das Mães costuma chegar envolto em flores, homenagens e imagens idealizadas de plenitude. Mas existe uma camada silenciosa da maternidade que raramente aparece nas campanhas: o momento em que uma mulher percebe que já não se reconhece completamente diante do espelho.

Não é apenas o corpo que muda. Mudam os ritmos, os desejos, as prioridades e, sobretudo, a forma como ela passa a ocupar o próprio espaço no mundo. O guarda-roupa, antes extensão natural da personalidade, pode se transformar em um território estranho. Algumas roupas deixam de servir fisicamente; outras deixam de fazer sentido emocionalmente.

E talvez uma das maiores delicadezas da maternidade seja justamente essa: compreender que ela não devolve a mesma mulher de antes. Ela inaugura outra.

No imaginário coletivo, ainda existe uma expectativa quase cruel sobre a mulher-mãe. Espera-se que ela permaneça bonita, produtiva, disponível, equilibrada e, de preferência, rapidamente “recupere” sua antiga versão. Como se a maternidade fosse apenas um capítulo e não uma transformação inteira.

Mas entre o romantismo das celebrações e a realidade do puerpério existe uma travessia emocional profunda. E ela também passa pelas roupas.

A moda, tantas vezes reduzida à superficialidade, é uma ferramenta íntima de construção de identidade. Escolher o que vestir nunca foi apenas sobre tecido. É linguagem. É pertencimento. É a forma como afirmamos presença mesmo nos dias em que nos sentimos invisíveis.

Por isso, quando uma mulher sente que perdeu o próprio estilo depois da maternidade, o que desaparece não é apenas uma estética é uma referência de si mesma.

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesmaNossa colunista Gabriela Rosa com os filhos Mássimo e Mila - Foto: Divulgação

No consultório de imagem, também nas histórias que escuto diariamente e também por experiência própria, percebo quantas mães carregam culpa ao voltar a desejar vaidade, beleza ou prazer em se vestir. Como se o autocuidado competisse com a maternidade. Como se olhar para si fosse egoísmo.

Mas reencontrar a própria imagem não é um gesto fútil. É um processo de reconexão emocional.

A roupa pode funcionar como abrigo em períodos de vulnerabilidade. Pode ajudar a reorganizar afetos, reconstruir autoestima e devolver pequenas doses de identidade em meio à exaustão da rotina materna.

Não se trata de perseguir tendências nem de tentar “voltar ao corpo de antes”. Trata-se de compreender quem é essa mulher agora.

Talvez o verdadeiro amadurecimento feminino esteja justamente em abandonar versões antigas de si mesma sem interpretar isso como fracasso. Algumas roupas deixam de caber porque algumas identidades também já não cabem mais.E existe beleza nisso!

Neste Dia das Mães, mais do que flores ou presentes, talvez muitas mulheres precisem de permissão: permissão para mudar, desacelerar, amadurecer e experimentar novas versões de si sem culpa.

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher.

Separei dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem: 

  1. Reorganize o guarda-roupa sem apego à versão antiga do corpo.
  2. Priorize conforto sem abrir mão de peças que expressem personalidade.
  3. Monte combinações simples que facilitem a rotina e aumentem a sensação de pertencimento.
  4. Evite consumir tendências impulsivamente durante fases de transição emocional.
  5. Procure referências de mulheres reais em diferentes fases da maternidade.
  6. Considere consultorias de imagem humanizadas, focadas em identidade e não em padrões.
  7. Reserve pequenos rituais de autocuidado, vestir-se também pode ser um gesto de afeto consigo mesma.

 

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