Com cerca de 80 mil seguidores no TikTok, Ailin Adorno declarou que ofensa foi proferida por um homem da "terceira idade"
A influenciadora paraguaia Ailin Adorno relatou ter sido vítima de xenofobia na praia de Bombinhas (SC), ofensa, segundo ela, cometida por um turista argentino.
"Sofri racismo contra paraguaios", explicou a TikToker, e DJ, indicando que o homem de aproximadamente 55 anos gritou para ela voltar para o seu país após uma discussão enquanto jogava frescobol com os amigos.
Com cerca de 80 mil seguidores no TikTok, Ailin Adorno contou que ela e seu grupo de amigos se divertia na praia quando a bola atingiu o argentino .
Após o incidente, um dos amigos de Ailin teria se aproximado do homem, pedido desculpas, atitude que não foi bem vista pelo argentino, que não gostou da situação.
Diante do ocorrido, o argentino teria pedido para que ela e os amigos recolhessem seus pertences e deixassem a praia, caso contrário, chamaria a polícia, pois, segundo ele, "brincar ali era proibido."
Conforme disse aos seus fãs em sua rede social, apesar do pedido do idoso, os jovens paraguaios ignorara- o, alegando que o esporte era praticado por muitas outras pessoas. "As pessoas brincam disso na praia todos os dias", explicou.
Em meio à discussão, o argentino teria gritado: "Volte para o seu país!", ao que a influenciadora classificou com: "Você é racista!". A discussão ganhou atenção das pessoas próximas, que acompanharam os gritos do argentino.
“Ele era argentino e disse isso para nós, e nós estávamos no Brasil”, lamentou a usuária do TikTok. Segundo ela, apesar do homem "só querer briga", acalmou seu grupo de amigos para que não o confrontassem, declarando que todos os brasileiros a trataram bem durante a estadia no Brasil. “Todos os brasileiros, nesses seis dias que estamos aqui, nos trataram incrivelmente bem”, explicou.
A influenciadora explicou que 10 minutos após a discussão, o argentino deixou a praia junto de outras duas mulheres. Seu relato viralizou e gerou reações como: "Agora você sabe, da próxima vez pode ir à polícia e denunciar, porque no Brasil todos os atos de discriminação , de qualquer forma, são puníveis", disse uma seguidora.
"Obviamente, no calor do momento, as coisas escapam, não importa quantas desculpas você peça, como você pode garantir que não acontecerá novamente se não foi intencional?", disse outra seguidora.
A jovem segue em Santa Catarina até esta terça-feira (13), quando deve retornar ao Paraguai.
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