Correio B

GASTRONOMIA

Receitas para preparar uma refeição completa no fim de semana

Invariavelmente protagonizada pelo prato principal, a refeição completa, para ser digna do nome, precisa ser acompanhada de um antes e de um depois: é aí que entram os petiscos e a clássica sobremesa da sugestão de hoje

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Invariavelmente protagonizada pelo prato principal, a refeição completa, para ser digna do nome, precisa ser acompanhada de um antes e de um depois. É aí que entram os três petiscos e a clássica sobremesa da sugestão de hoje: batata chips caseira, creme de abacate com abobrinha, asa de frango recheada com bacon e, para arrematar, um pudim dos sonhos feito com leite condensado.

Começando pelo fim, o pudim é o que leva mais tempo. Porque, depois de ir ao forno, precisa de várias horas de geladeira – seis horas na receita sugerida nesta página – antes de ser servido. Mas, como você tem a chance de comprovar, as outras etapas são bem práticas e rápidas. Quer ver?

“Põe tudo no liquidificador e use quatro ovos”, resume a aposentada Neide Oliveira, que utiliza um ovo a mais que o indicado na sugestão de hoje do Correio B. “Se quiser, é bom por uma colher de maisena para ele ficar bem firminho”, sugere dona Neide, que foi abordada pela reportagem em supermercado da região central de Campo Grande. “Depois, queima o açúcar na forma e aí coloca [a mistura] dentro”, ensina ela.
“Hoje mesmo vou fazer”, revela dona Neide, apontando para os itens de preparo do pudim dentro do seu carrinho. “A parte mais difícil é o banho-maria. Põe uma vasilha com água e põe o pudim no forno ou no fogo. Tem que esperar esfriar para desenformar, para não quebrar. O resto é tranquilo”, diz a aposentada.

PETISCOS NOTA 10

Já os petiscos têm graus de dificuldade variados. A batata chips caseira, por exemplo, é “bem simples”, como afirma a expert Thalita Estevam. A cozinheira tem 35 anos de idade e 15 de ofício, sem contar a vivência de forno e fogão que vem desde menina, já que é filha de uma família de cozinheiras e donas de restaurantes, como o estabelecimento que uma de suas tias tem e administra na Rua Rui Barbosa, na altura do Monte Líbano.

“Para a batata chips tradicional, a gente fatia ela normalzinha. Pode ser naquele ralinho que a gente tem em casa mesmo, o mais fino possível. E lava, tira todo o amido e frita em seguida. O segredo é a batata não estar gelada. A batata tem que estar em temperatura ambiente, tá? E aí pode fritar em óleo, em qualquer tipo de óleo, em imersão mesmo. É isso. Ela fica bem crocante. A batata, de preferência, [deve ser] a monalisa [também chamada de inglesa ou de lavada], que é aquela comum que a gente usa”, diz a quituteira.
Em tempo: a batata-doce também tem sido bastante utilizada. “Ao retirar, pode colocar em qualquer papel, ou em papel-toalha. É só não abafar, para não deixar ela perder a crocância dela. Põe um salzinho a gosto e está pronta. Pode colocar páprica picante que fica bem gostoso também”.

A açougueira Aline Souza orienta no preparo das asas de frango, que envolvem, de modo literal, não somente a asa (chamada de tulipa), mas também a coxinha, conhecida por muitos como drumet. “Para desossar a coxinha da asa, você dá um corte nela de cima até embaixo e vai tirando, vai desossando com a mão mesmo”, diz Aline. 

“Tem que ser com jeitinho, senão ela quebra e estraga tudo. O meu tempero base é alho e sal apenas, tem gente que coloca outros temperos. Antes de temperar, dá uma lavada com limão ou vinagre”, completa.
E o creme de abacate com abobrinha, basicamente, é liquidificador. Agora, ao trabalho e bom apetite!

Asa de frango recheada com bacon

Ingredientes
> 1 kg de asa de frango;
> 300 gramas de bacon 
em tiras;
> 250 gramas de cream cheese;
> 5 gramas de cebolinha 
fatiada;
> 1 grama de páprica doce;
> 2 ovos;
> 200 gramas de farinha 
panko;
> 100 gramas de maionese 
de alho.

Modo de Preparo:
Desosse a asa do frango sem tirar as pontas, pois são elas que vão segurar o recheio. Frite o bacon em imersão de óleo para ficar crocante. Depois de frito e já frio, triture o bacon e misture com o cream cheese, a cebolinha e a páprica doce. Quando o recheio estiver misturado, coloque dentro da cavidade da asinha, sem encher muito, e feche a ponta com o auxílio de um palito de dente. Leve para assar por cerca de 15 minutos a 160ºC. Depois de pré-cozido, empane passando a asa recheada na mistura de ovos batidos com água e depois na farinha panko. Frite em imersão e sirva acompanhada de maionese de alho.

Creme de abacate com abobrinha

Ingredientes
> 1 abacate;
> 50 gramas de queijo cottage;
> 3 gramas de hortelã;
> Suco de 1 limão;
> 1 ovo cozido;
> 1 grama de flor de sal;
> 200 gramas de abobrinha assada.

Modo de Preparo:
No liquidificador ou no processador, bata o abacate, o queijo cottage, a hortelã, o suco de limão e a flor de sal. Reserve. Corte a abobrinha em rodelas e leve-a para assar só com sal. Em seguida, sirva as abobrinhas com a pasta de abacate e ovo cozido picado.

Batata chips caseira

Ingredientes
> 1 kg de batata 
inglesa;
> 1 colher de sal;
> 2 litros de água gelada.

Modo de Preparo:
Descasque a batata, passe-a em um fatiador doméstico e coloque na água gelada com sal por 15 minutos dentro da geladeira. Passado esse tempo, escorra bem a água e frite aos poucos em óleo limpo por aproximadamente dois minutos. Deixe escorrer em papel-toalha
Sirva logo em seguida.

Pudim de leite condensado

Ingredientes
Calda
> 1 xícara (chá) 
de açúcar;
> Meia xícara (chá) de água quente.
Pudim
> 1 lata de leite 
condensado (395 
gramas);
> 2 medidas (da lata 
de leite condensado) 
de leite;
> 3 ovos.

Modo de Preparo:
Calda
Em uma panela de fundo largo, derreta o açúcar até ficar dourado. Junte a água quente e mexa com uma colher. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Usando a calda, forre uma forma com furo central (19 cm de diâmetro) e reserve.
Pudim
Em um liquidificador, bata todos os ingredientes do pudim e despeje na forma reservada. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (180°C), em banho-maria, por aproximadamente uma hora e 30 minutos. Depois de frio, leve para gelar por cerca de seis horas. Desenforme e pronto, basta servir.

crônica

De mala em mala

18/08/2026 09h15

Arquivo

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Lendo o artigo da colunista Becky Korich, descobri que sofro de PPV – Preguiça Pré-Viagem. Acho até que o meu caso nem é preguiça, é pânico. Não importa o lugar, nem a distância: o simples fato de ter que arrumar as malas — separar roupas (e o medo de faltar?), artigos de skincare, remédios (e são muitos, porque nunca se sabe…), adereços, sapatos… Ai, que preguiça.

Um dos meus filhos, acostumadíssimo a se deslocar de cidade e até de país por conta do trabalho, consegue arrumar uma mala em meia hora. Eu levo dois dias, no mínimo. E se chover? Se fizer frio? Mas e se estiver calor demais? E, nisto, dê-lhe acrescentar mais itens.

Mas pânico mesmo é o de sair do lugar. Deixar minha casa gostosa, com tudo de que preciso no lugar certo, a cama que me acolhe, minhas comidas preferidas na geladeira. Eu sei, é apego. E isto, vindo de alguém que adora viajar, é totalmente contraditório.

E, depois de quase tudo pronto, ainda vem mais dúvida: devo mesmo viajar? Não será melhor cancelar tudo (e arcar com o prejuízo) e ficar quietinha no meu sofá assistindo a séries? Aí vem outra voz, lá do fundo, que me diz: “Mas são as suas férias, você merece!”.

Mas férias também cansam, eu retruco. São muitas variáveis no trajeto, na estadia. Da última vez, passei cinco dias na cama de um hotel — gripada.

Quer saber? Nas três últimas também. Já fiquei de cama em um lindo Airbnb em Paris, com a tal da gripe. Na praia foi igual. Me divirto dois dias e o resto fico na horizontal, me perguntando o porquê de ter inventado mais uma viagem.

Talvez eu queira testar meus limites, desafiar meu conforto ou meu medo. Antes, quando as companhias aéreas não cobravam remarcações (bons tempos!), eu tinha o hábito de voltar antes, às vezes no meio da temporada.

Sou teimosa, só pode. Insisto em fazer tudo de novo, mesmo antevendo as situações. Mas a viagem agora é diferente, digo, tentando me convencer. Estarei com amigos, verei muitos filmes e vou comer muito chocolate. Tudo bem. Até eu saber que o tempo será frio de doer. A previsão é de zero grau.


Coloco mais um casaco na mala. Respiro fundo. Desta vez, tudo vai dar certo. Eu mereço.
 

Música

Oswaldo Montenegro está de volta a Mato Grosso do Sul em sua nova turnê

Menestrel da MPB retorna aos palcos com nova montagem do espetáculo que marcou sua trajetória; apresentação em Campo Grande será em setembro, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo

18/08/2026 08h15

Turnê comemorativa incorpora elementos multimídia, música, teatro, humor e histórias sobre as relações humanas

Turnê comemorativa incorpora elementos multimídia, música, teatro, humor e histórias sobre as relações humanas Foto: Divulgação

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Aos 70 anos de vida e de trajetória artística, Oswaldo Montenegro revisita um dos espetáculos mais emblemáticos de sua carreira. O cantor, compositor, músico e diretor retorna aos palcos com uma nova versão de “A Dança dos Signos”, fenômeno que atravessou gerações e que agora ganha uma turnê comemorativa com elementos multimídia, música, teatro, humor e histórias sobre as relações humanas.

Em Campo Grande, a apresentação está marcada para o dia 26 de setembro, sábado, às 20h, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. A montagem promete unir canções conhecidas do público a uma experiência visual renovada, mantendo como eixo central a proposta de utilizar os signos do zodíaco como ponto de partida para falar sobre diferenças, encontros e convivência.

“A Dança dos Signos” transforma os 12 signos em personagens de uma narrativa que busca refletir sobre a diversidade das personalidades e a maneira como as pessoas se relacionam. Ao longo do espetáculo, Oswaldo Montenegro estabelece uma conversa direta com a plateia e alterna músicas, histórias, brincadeiras e homenagens a nomes importantes da música brasileira e internacional.

UM ESPETÁCULO

A apresentação começa com uma das músicas mais conhecidas do repertório do artista: “A Lista”. Antes de seguir para a proposta central do espetáculo, ele compartilha com o público uma história pessoal relacionada à escolha da canção para abrir a apresentação.

A partir daí, começa a travessia por “A Dança dos Signos”. Entre um signo e outro, Montenegro conduz a narrativa de maneira intimista, conversando com a plateia e introduzindo situações bem-humoradas. O roteiro também abre espaço para referências a grandes compositores e intérpretes da música mundial.

Cada signo recebe uma identidade musical própria. Para escorpião, por exemplo, aparece “A Palo Seco”, de Belchior, enquanto aquário é associado à obra de Tom Jobim, com “Eu Não Existo sem Você”. Áries recebe citações instrumentais de “Your Song”, de Elton John.

Já libra e gêmeos são atravessados por referências a nomes como John Lennon, Paul McCartney, Bob Dylan e Chico Buarque. As homenagens se juntam a músicas da própria trajetória de Oswaldo Montenegro, entre elas, “Incompatibilidade”, um dos clássicos associados à carreira do artista.

EXPERIÊNCIA VISUAL

A montagem deste ano também incorpora recursos tecnológicos que ampliam a dimensão teatral da apresentação. Um grande painel de LED integrado ao palco passa a fazer parte da narrativa, exibindo participações virtuais, jogos de sombras e coreografias que dialogam com os músicos durante o espetáculo.

A tecnologia, nesse caso, aparece como complemento à linguagem construída por Montenegro ao longo de sua trajetória. A intenção é de aproximar o teatro poético, característica presente em diversos trabalhos do artista, de uma experiência audiovisual contemporânea.

O resultado é uma montagem que procura preservar a essência de “A Dança dos Signos”, mas atualiza sua forma de apresentação para a turnê que marca os 70 anos de Oswaldo Montenegro.

PARCERIA MUSICAL

No palco, o artista estará acompanhado por músicos que fazem parte da construção da atmosfera do espetáculo. Um dos principais destaques é a presença de Madalena Salles, parceira do cantor na música e na vida, que participa da apresentação tocando flauta.

A relação dos dois é também incorporada à dinâmica cênica. A dupla protagoniza esquetes e diálogos bem-humorados, criando momentos de interação que ajudam a quebrar a distância tradicional entre artista e público.

A formação conta ainda com o multi-instrumentista Alexandre Meu Rei e com a violoncelista Janaína Salles. O conjunto de instrumentos contribui para uma sonoridade que combina as canções de Oswaldo com diferentes referências musicais apresentadas ao longo da narrativa.

A viola de 12 cordas de Montenegro ocupa lugar de destaque na apresentação. O instrumento, associado à identidade musical do artista, acompanha sua voz e se soma à flauta, ao violoncelo e aos demais elementos musicais da montagem.

SETE DÉCADAS

A nova turnê de “A Dança dos Signos” chega aos palcos em um momento simbólico da carreira de Oswaldo Montenegro. Aos 70 anos, o artista aproveita a ocasião para revisitar uma obra que se tornou uma das marcas de sua trajetória.

A escolha do espetáculo para a comemoração também estabelece uma espécie de encontro entre passado e presente. De um lado, estão as músicas e histórias que ajudaram a consolidar a carreira do compositor, de outro, uma montagem renovada, com recursos tecnológicos e uma estrutura pensada para levar o espetáculo a uma nova geração de espectadores.

O retorno de “A Dança dos Signos” também recupera uma característica recorrente no trabalho de Montenegro: a mistura de música e dramaturgia. O artista construiu parte importante de sua trajetória transitando por diferentes linguagens, aproximando canções, poesia, teatro e narrativa.

Essa combinação está presente na nova montagem, que não se limita à apresentação musical. A conversa com a plateia, os diálogos entre os integrantes do elenco, as referências a outros artistas e as projeções no palco fazem parte da experiência.

METÁFORA

Embora o título remeta diretamente à astrologia, a proposta do espetáculo vai além das características atribuídas tradicionalmente aos signos.

O zodíaco é utilizado como uma espécie de painel para discutir a convivência entre pessoas diferentes. A partir dos signos, o espetáculo propõe uma reflexão sobre personalidades, afinidades, conflitos e encontros.

A ideia é justamente tratar as diferenças não como obstáculos, mas como parte da riqueza das relações humanas. Cada signo funciona como uma porta de entrada para uma história, uma música ou uma situação, formando um mosaico que procura representar a diversidade das experiências humanas.

Por isso, a apresentação também pode ser compreendida como uma celebração da convivência. A astrologia é o ponto de partida, mas o destino da narrativa está nas relações entre as pessoas.

Turnê comemorativa incorpora elementos multimídia, música, teatro, humor e histórias sobre as relações humanasFoto: Divulgação

Serviço

  • Oswaldo Montenegro – “A Dança dos Signos”
  • Data: dia 26 de setembro (sábado).
  • Horário: às 20h.
  • Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

Os ingressos podem ser adquiridos no estande do Comper Jardim dos Estados, ao lado de O Boticário, de segunda-feira a sábado, das 13h às 18h30min. Informações e atendimento pelo WhatsApp (67) 99296-6565.
Também é possível comprar pela internet pelo site www.pedrosilvapromocoes.com.br.

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