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Sara Sarres "Minha experiência de lançar e gravar a série 'O Coro' da Disney+ foi maravilhosa"

Sara direto do Canadá, conversou com o Correio B+ desta semana com exclusividade e contou sobre a estreia na Disney+, escolhas, trabalhos e também como está se adaptando em um país tão diferente do Brasil.

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Com mais de 20 anos de carreira, que a consagraram como uma das grandes estrelas de teatro musical do país, a atriz e produtora Sara Sarres se prepara para fazer sua grande estreia no streaming, estrelando a série “O Coro: Sucesso Aqui Vou Eu”, produção inédita e original do Disney+, sob a direção de Miguel Falabella - que também assina o roteiro ao lado de Rosana Hermann - e Cininha de Paula.

Realizada pela Formata Produções e Conteúdo e pela Nonstop, a primeira temporada chegou ao catálogo em 28 de setembro, dividida em 10 episódios.

Levando para as telas o universo dos musicais, bastante familiar para a estrela de superproduções conhecidas no mundo inteiro como “O Fantasma da Ópera”, “West Side Story”, “Les Misérables”, “Shrek – O Musical”, “Escola do Rock”, “Billy Elliot” e, mais recentemente, “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate”, é na pele de Marita, apresentada ao público também como uma ‘diva dos palcos’, que Sara poderá ser vista nas telas por toda América Latina.

 

Celebrando mais de duas décadas de amizade com Miguel, este não é o primeiro trabalho da dupla, que se aproximou durante o processo de “Godspell – O Circo da Paixão”, musical adaptado e dirigido por ele; juntos estiveram também em “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha”, onde recebeu sua direção cênica ao dar vida às protagonistas femininas Jane Valadão e Aldonza/Dulcinéia, respectivamente; já em 2018, viveram o par romântico de “Annie – O Musical”, Grace Farrell e Oliver Warbucks.

Sara direto do Canadá, conversou com o Correio B+ desta semana com exclusividade e contou sobre a estreia na Disney+, escolhas, trabalhos e também como está se adaptando em um país tão diferente do Brasil.

 

CE - Como se deu o seu encontro com a arte? O que te motivou?
 

SS - O meu encontro com a arte, na verdade, os meus pais sempre brincaram que eu nasci artista.

E eu acho que, realmente, a expressão artística, ela foi notada pela minha família muito cedo.

Então, com um aninho de idade o meu avô me deu um piano de brinquedo e a partir daí ele me acompanhou praticamente, sabe, o meu melhor amigo?

O amigo invisível... Eu não vivia sem esse piano, eu levava até para o banheiro.

Eu realmente cresci em volta desse pianinho de brinquedo, e ainda muito jovem, eu comecei a tirar músicas de ouvido dali daquele pianinho, e meu pai reconheceu esse talento, meu pai era muito sensível, tinha uma percepção muito aguçada, e assim que eu tive idade, quando eu comecei a minha alfabetização, eu também comecei a minha musicalização.

Então, os meus pais me matricularam em uma escola de música pública em Brasília, e ali foi o meu grande berço, onde eu comecei a minha formação.

E, assim, Brasília é uma cidade muito especial para mim, os meus primeiros passos artísticos foram lá, e a minha mudança para São Paulo foi uma coisa que parece que estava escrito, sabe? Era para ser.

Sara SarresFoto: Franklin Maimone

CE - Seus primeiros passos artísticos foram dados ainda em Brasília. Como foi sua mudança para São Paulo? Quais desafios enfrentou e como foi a adaptação?
 

SS - Então, uma amiga estava em São Paulo, nós estudávamos e cantávamos juntas em vários corais e ela estava em São Paulo e viu no jornal um anúncio de testes de audições para o Les Misérables o primeiro grande musical da era de ouro que a gente considera da volta dos musicais no Brasil com a inauguração do Teatro Abril, antigo Teatro Paramount, que hoje é o Teatro Renault.

Então, no mesmo dia, eu contei para os meus amigos que a gente tinha em comum, a gente tinha uma pequena companhia de musicais, onde estudávamos musicais, em Brasília, e daí veio o carinhoso apelido que a gente chamada de “invasão brasiliense” né, porque 13 brasilienses passaram nas audições de “Os Miseráveis” inclusive a grande maioria os protagonistas dessa montagem...

E a partir daí, eu passei para interpretar a Cosette no Les Misérables e fui literalmente emendando um espetáculo após o outro a partir daí.

Sara Sarres - O Fantasma da ÓperaO Fantasma da Ópera


CE - Você teve a oportunidade de estrelar musicais que são considerados verdadeiros clássicos. Imaginava que um dia conquistaria esses papéis?
 

SS - Eu ouso dizer que sim. Inclusive, é algo que eu tenho para mim como lema e que eu comunico para todos os meus alunos, que sonhar é o primeiro passo para a realização.

Então, eu acredito que quando um ator tem o primeiro contato com o material durante a audição, uma das coisas primordiais é você realmente vestir aquele personagem, é você realmente se entregar ao estudo daquele personagem, se entregar àquele papel, e com isso, a gente acaba de visualizando, muito, vivendo esses personagens e contando essas histórias.

Por isso que é tão dolorido quando a gente não consegue um papel ou quando a gente não consegue entrar em um espetáculo, porque realmente a gente quando estuda ou quando se vê nessa situação de ser testado ou pelo processo de audição, a gente realmente se vê nesses papéis.

Mas, às vezes nem eu consigo acreditar que eu já vivi tantos personagens incríveis e de tantos musicais que eu, como grande fã de teatro musical que também que sou, sempre ouvi e sempre estiveram nas minhas playlists de musicais favoritos e de repente eu tava ali vivendo, cantando e contando essas histórias.

Em West Side Story Divulgação

CE - Sua vida é marcada por grandes momentos profissionais. Qual considera que tenha sido seu divisor de águas e por quê?
 

SS - Eu considero que o meu divisor de águas tenha sido “O Fantasma da Ópera”. Bom, eu vinha de um processo já de literalmente estar terminando uma temporada e já ensaiando a próxima, e para a Christine eu acabei tendo um período de dedicação maior.

Eu cheguei a ir para a Itália para estudar… Assim que eu fiquei sabendo, né, que eu tinha passado no musical, eu fui para Milão estudar, porque eu vinha fazendo musicais que faziam técnicas de canto mais populares, então, eu precisava realmente trabalhar a minha voz operística e fui estudar, fiquei um grande período lá.

E “O Fantasma da Ópera” é até hoje um grande marco quando se fala em teatro musical, né.
 

CE - O teatro musical te abriu portas também internacionais. Como foi ser escolhida para viver Christine, na tour mundial de "O Fantasma da Ópera"?
 

SS - Foi um sonho, eu me beliscava literalmente em vários momentos, tanto no dia em que eu recebi a ligação se eu tinha interesse em reviver Christine, no dia em que eu fiz a minha audição, o meu teste em Nova York, na sala do Harold Prince, no escritório dele, na hora que eu subia no prédio quando tava ali escritório “Sara Sarres, visita a Harold Prince”, eu pensava: “meu Deus do céu, o que que tá acontecendo comigo?”.

Então, foram muitos momentos que, para mim, quanto artista, e Sara, aquela menina fã de teatro musical, foram momentos muito mágicos que essa experiência internacional me trouxe.

A Madrinha Embriagada 2 Foto Caio Gallucci

CE - Dentre tantas personagens teria alguma que gostaria de reviver? E das que ainda não fez, tem alguma que ainda seja dos sonhos?
 

SS - Teriam muitas personagens que eu gostaria ainda de reviver, por incrível que pareça.

Eu acho que é uma experiência incrível quando o ator tem a oportunidade de reviver personagens depois de ter ganho mais experiência. Ou de estar em espetáculos com personagens diferentes.

Eu adoraria fazer “Les Misérables” como Fantine, que é uma outra personagem.

Eu adoraria reviver a Rosalie Mullins, da “Escola do Rock”, de repente numa outra produção, numa outra montagem… A própria Aldonza/Dulcineia, eu adoraria fazer “O Homem De La Mancha” em outra língua, então, tem muitas personagens que eu acho que seria muito divertido ter novas oportunidades.

Tem também a Fiona do “Shrek”, adoraria reviver a Fiona… Então, tem alguns personagens que com certeza seriam bem interessantes de reencontrar, de refazer.
 

CE - Foram mais de 20 anos dedicados aos palcos, emendando trabalhos, o que pode ter afetado sua vida pessoal e até outras escolhas profissionais. Precisou abrir mão de algo ao longo da carreira? Chegou a pensar em pausar?
 

SS - Eu acho que sim, a gente sempre abre mão de algo ao longo da carreira.

Eu abri mão da família, a gente acaba tendo que realmente que, é uma dedicação dê tempo muito grande pro teatro musical.

Nós temos sete, às vezes oito sessões por semana, então, normalmente a família fica um pouco sacrificada, né, a gente costuma dizer que cada elenco, ou cada temporada de musical a gente acaba construindo uma nova família.

Porque a gente fica mais tempo dentro do teatro do que dentro da nossa própria casa, né.

Então, com isso, sim, eu acho que eu perdi um pico de qualidade muito precioso com entes queridos que já partiram, enfim, escolhas, né, mas eu acho que sim, assim como acontece com outros atores, isso aconteceu comigo, de precisar abrir mão, mas nunca pensei em pausar.

Em Cats Divulgação

CE - Nos últimos anos você conciliou a rotina dos espetáculos e gravações com a da faculdade de Fonoaudiologia. O que te motivava a dar conta de tudo isso e como foi viver esse período?
 

SS - Não sei se por ser geminiana, mas sempre fui conciliadora de multitarefas, então eu vejo há muitos anos fazendo muita coisa ao mesmo tempo e sem conseguir interromper nenhuma delas.

Então, assim como eu tenho a carreira de teatro musical, eu sou arte-educadora, sou fonoaudióloga, também faço um trabalho de treinamento de reabilitação com os meus alunos, com os meus colegas, com as pessoas que me procuram focadas no treinamento em teatro musical, em artes vocais em geral, também isso é um lado meu que eu gosto muito, que eu não consigo deixar de lado mesmo quando eu estou em altas temporadas, temporadas intensas e vice-versa, eu estava em uma fase de estágios hospitalares e ao mesmo tempo estava filmando a série “O Coro”, fazendo “Charlie e A Fantástica Fábrica de Chocolate”, eu não sei como eu dei conta, como eu tive saúde, mas eu consegui conciliar as três atividades e a família ali também acaba que fica um pouco de lado, mas agora a gente está cuidando um pouquinho, né.

No Canadá eu estou cuidando da minha família, fiquei um pouquinho cuidando da minha família no Brasil também agora nesse período pós as filmagens da série e aí a gente vai tentando conciliar um pouco desse dia que tem apenas 24 horas (risos).
 

 

CE - Apesar de algumas experiências no audiovisual, essa é sua estreia no streaming. Como foi a experiência de gravar e lançar a série "O Coro: Sucesso, Aqui Vou Eu"?
 

SS - A minha experiência de lançar e gravar a série foi maravilhosa. Tem sido maravilhosa.

Se eu soubesse que era tão incrível e tão mágico, eu acho que teria me empenhado antes em tentar conciliar também o audiovisual com a carreira de teatro musical.

Porque acabou que isso sempre foi um empecilho, né, porque a gente nunca tinha o tempo disponível para estar com exclusividade para projetos de filmagem, então, ter a obrigatoriedade de estar no teatro de quarta a domingo, isso sempre foi um impeditivo, mas eu fiquei realmente muito feliz de de fato abrir essa porteira aí, abrir essa porta para o audiovisual, estou encantada, né.

E acho que a gente tem muita história linda, muita música boa, muito teatro musical para a gente trazer para as telas.

Shrek o musical Divulgação

CE - A série transita por um universo que você conhece na vida real e sua personagem possui a relevância que você também tem dentro do gênero. Foi mais fácil construir a personagem por esses fatores? Como foi o processo?
 

SS - A minha experiência de lançar e gravar a série foi maravilhosa.

Tem sido maravilhosa. Se eu soubesse que era tão incrível e tão mágico, eu acho que teria me empenhado antes em tentar conciliar também o audiovisual com a carreira de teatro musical.

Porque acabou que isso sempre foi um empecilho, né, porque a gente nunca tinha o tempo disponível para estar com exclusividade para projetos de filmagem, então, ter a obrigatoriedade de estar no teatro de quarta a domingo, isso sempre foi um impeditivo, mas eu fiquei realmente muito feliz de de fato abrir essa porteira aí, abrir essa porta para o audiovisual, estou encantada, né.

E acho que a gente tem muita história linda, muita música boa, muito teatro musical para a gente trazer para as telas.

 

 

CE - Como você apresentaria Marita? Consegue encontrar semelhanças e diferenças entre vocês?
 

SS - Eu acho que foi bacana construir a Marita Bell através do olhar da minha experiência dentro do teatro musical, né, apesar de que eu e Mareta somos muito diferentes.

Ouso dizer que completamente diferentes.

Porque eu vejo realmente o teatro musical como a arte do coletivo, então, e eu acho que nunca me vi verdadeiramente como diva, para mim, as divas estão no pantheon, para mim, diva é Bibi Ferreira, é Marília Pêra, elas estão lá, nos guiando e nos abençoando lá de cima.

Mas, confesso que foi muito divertido poder trazer um pouco desse estereótipo da diva para a pele da Marita.

Então, eu acabei pesquisando bastante, lendo bastante, inclusive, divas não obrigatoriamente do teatro musical mas divas da ópera, algumas divas do teatro musical internacional que são famosas por serem bem objetivas, claras e com seus posicionamentos.

Eu tentei trazer um pouquinho dessas pequenas pitadas para a Marita e acho que vem muita coisa legal por aí ainda.

A Marita é um presente. É um presente para mim como atriz e um grande presente para todos que amam teatro musical.

Annie Caio Gallucci

CE - Sua história se cruza com a de Miguel Falabella de muitas formas, nos palcos e agora na tv. Conte um pouco sobre a importância dessa relação.
 

SS - O Miguel é o meu grande amigo. Eu considero o Miguel o meu padrinho nas artes, literalmente. Na primeira vez que nós nos encontramos ele fazia “O Beijo da Mulher Aranha” e eu ensaiava o “Les Misérables”.

E eu o vi em cena pela primeira vez e fiquei maravilhada, né.

Ele já era o grande Miguel Falabella que eu ia dormir todos os dias aos domingos assistindo no “Sai de Baixo” e não conseguia imaginar quão humano ele era; eu acho que a gente distancia um pouco, né, quando criança, os nossos grandes atores, as pessoas que nos encantam na televisão ou no cinema, e de repente ter a oportunidade de ver aquela pessoa ao vivo, eu era uma menina de Brasília, então, eu não tinha essa proximidade de grandes artistas, e quando ele ficou sabendo que o “Les Misérables" estava acontecendo, ele foi assistir e eu lembro de ter visto um homem extremamente amoroso, um homem com olhar de luz para as artes, para os artistas…

Ele é um diretor que reconhece talentos como ninguém.

E ele abraça esses talentos e ele apoia e encoraja esses talentos, e comigo não foi diferente, então, na época quando eu tava fazendo “Les Misérables” ele anunciou as audições para “Godspell - Circo da Paixão”, eu fui fazer esse teste e foi amor à primeira audição.

Nossa, o que eu aprendi com ele ali diariamente não está escrito e eu sou muito grata de todos os encontros que nós tivemos a partir daí - que foram vários, né.

Nós trabalhamos várias vezes juntos, e, para mim, estar agora na televisão ao lado dele, é mais do que um sonho realizado, além de ser diariamente uma grande alegria trabalhar com um diretor tão solar, um diretor que realmente consegue tirar o melhor não só dos atores, mas de cada membro da equipe.

Tudo com graça, com beleza, com leveza… Trabalhar com o Miguel é trabalhar em um ambiente de felicidade, sempre.

 

CE - Recentemente você se mudou para o Canadá, para viver um novo momento ao lado do seu marido. Como tem sido o processo?
 

SS - Aqui no Canadá eu estou de fato em um momento muito feliz, recém casada, buscando novos caminhos e novas oportunidades, eu acho que o audiovisual, traz determinadas facilidades que até então, vivendo apenas o universo do teatro no Brasil, era algo que eu não fazia ideia.

Então, eu acho que vem coisa boa por aí e eu não vejo a hora de poder dividir com vocês tudo que a gente está bolando, tanto para a série, que já tem a segunda temporada gravada, para o teatro musical e para os novos passos.
 

CE - Sobre projetos futuros, tem planos nacionais ou internacionais que possa compartilhar?
SS -
Então, eu acho que vem coisa boa por aí e eu não vejo a hora de poder dividir com vocês tudo que a gente está bolando tanto para a série, para o teatro musical e para os novos passos.

 

 

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

10/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães Foto: Divulgação

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Moda Correio B+ - Especial Dia das Mães

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher. Gabriela Rosa dá dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem. 

10/05/2026 15h00

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesma Foto: Divulgação

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O Dia das Mães costuma chegar envolto em flores, homenagens e imagens idealizadas de plenitude. Mas existe uma camada silenciosa da maternidade que raramente aparece nas campanhas: o momento em que uma mulher percebe que já não se reconhece completamente diante do espelho.

Não é apenas o corpo que muda. Mudam os ritmos, os desejos, as prioridades e, sobretudo, a forma como ela passa a ocupar o próprio espaço no mundo. O guarda-roupa, antes extensão natural da personalidade, pode se transformar em um território estranho. Algumas roupas deixam de servir fisicamente; outras deixam de fazer sentido emocionalmente.

E talvez uma das maiores delicadezas da maternidade seja justamente essa: compreender que ela não devolve a mesma mulher de antes. Ela inaugura outra.

No imaginário coletivo, ainda existe uma expectativa quase cruel sobre a mulher-mãe. Espera-se que ela permaneça bonita, produtiva, disponível, equilibrada e, de preferência, rapidamente “recupere” sua antiga versão. Como se a maternidade fosse apenas um capítulo e não uma transformação inteira.

Mas entre o romantismo das celebrações e a realidade do puerpério existe uma travessia emocional profunda. E ela também passa pelas roupas.

A moda, tantas vezes reduzida à superficialidade, é uma ferramenta íntima de construção de identidade. Escolher o que vestir nunca foi apenas sobre tecido. É linguagem. É pertencimento. É a forma como afirmamos presença mesmo nos dias em que nos sentimos invisíveis.

Por isso, quando uma mulher sente que perdeu o próprio estilo depois da maternidade, o que desaparece não é apenas uma estética é uma referência de si mesma.

Coluna: Entre Costuras & CuLtura: Dia das Mães: quando a mulher no espelho já não é a mesmaNossa colunista Gabriela Rosa com os filhos Mássimo e Mila - Foto: Divulgação

No consultório de imagem, também nas histórias que escuto diariamente e também por experiência própria, percebo quantas mães carregam culpa ao voltar a desejar vaidade, beleza ou prazer em se vestir. Como se o autocuidado competisse com a maternidade. Como se olhar para si fosse egoísmo.

Mas reencontrar a própria imagem não é um gesto fútil. É um processo de reconexão emocional.

A roupa pode funcionar como abrigo em períodos de vulnerabilidade. Pode ajudar a reorganizar afetos, reconstruir autoestima e devolver pequenas doses de identidade em meio à exaustão da rotina materna.

Não se trata de perseguir tendências nem de tentar “voltar ao corpo de antes”. Trata-se de compreender quem é essa mulher agora.

Talvez o verdadeiro amadurecimento feminino esteja justamente em abandonar versões antigas de si mesma sem interpretar isso como fracasso. Algumas roupas deixam de caber porque algumas identidades também já não cabem mais.E existe beleza nisso!

Neste Dia das Mães, mais do que flores ou presentes, talvez muitas mulheres precisem de permissão: permissão para mudar, desacelerar, amadurecer e experimentar novas versões de si sem culpa.

O estilo pessoal não desaparece depois da maternidade. Ele amadurece junto com a mulher.

Separei dicas de pequenos caminhos para te ajudar a reencontrar sua imagem: 

  1. Reorganize o guarda-roupa sem apego à versão antiga do corpo.
  2. Priorize conforto sem abrir mão de peças que expressem personalidade.
  3. Monte combinações simples que facilitem a rotina e aumentem a sensação de pertencimento.
  4. Evite consumir tendências impulsivamente durante fases de transição emocional.
  5. Procure referências de mulheres reais em diferentes fases da maternidade.
  6. Considere consultorias de imagem humanizadas, focadas em identidade e não em padrões.
  7. Reserve pequenos rituais de autocuidado, vestir-se também pode ser um gesto de afeto consigo mesma.

 

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