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Lançamento literário

Suicídio indígena é tema do novo livro do poeta e teatrólogo Américo Calheiros

Obra do poeta e teatrólogo transforma em versos a dor provocada pelos altos índices de suicídio entre os povos originários e propõe reflexão sobre uma das mais graves questões sociais de Mato Grosso do Sul

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Amanhã será lançada uma obra que promete provocar reflexão e ampliar o debate sobre uma das mais delicadas questões sociais do Estado. O poeta, escritor e teatrólogo Américo Calheiros lança o livro “Suicígena”, publicação que reúne poemas inspirados na realidade enfrentada pelos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, especialmente diante dos elevados índices de suicídio registrados entre essas populações.

O evento acontece a partir das 19h, na sede da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), em Campo Grande, com entrada gratuita e aberta ao público.

Publicado pela Life Editora, o livro surge como um manifesto poético diante de uma realidade que há décadas desafia autoridades, pesquisadores, lideranças indígenas e organizações de direitos humanos.

A motivação para a criação da obra nasceu do impacto causado pelos números divulgados pelo Relatório de Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conforme os dados referentes a 2022, Mato Grosso do Sul registrou, em média, 24 casos de suicídio para cada 100 mil habitantes indígenas.

O índice é três vezes superior à taxa observada na população brasileira em geral, que no mesmo período foi de 8 casos a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Foi diante dessa realidade que Américo Calheiros encontrou na poesia uma forma de expressar sua inquietação e contribuir para que a temática alcance novos espaços de discussão.

O próprio título do livro sintetiza essa proposta. “Suicígena” é um neologismo criado pelo autor a partir da fusão parcial das palavras “suicídio” e “indígena”, dando origem a um conceito que traduz a essência da obra.

“É a síntese perfeita do espírito do livro, cuja ideia surgiu sob a égide dos suicídios indígenas em Mato Grosso do Sul, à medida que fui tomando contato, pela imprensa, desse fato e também das precárias condições de vida dos indígenas, que são o imediato pano de fundo dessa situação e fator determinante para a perda da vontade de viver das populações indígenas”, resume o autor.

Embora o tema central seja o suicídio indígena, Calheiros explica que o livro também se debruça sobre elementos que envolvem a cultura, a identidade e a resistência dos povos originários. Segundo ele, trata-se da primeira vez que sua produção literária aborda diretamente essa temática, motivada pela necessidade de ampliar a conscientização da sociedade.

“Foco de preconceitos dos mais diversos, de assoladora discriminação, do desinteresse e da desconsideração dos poderes constituídos, a população indígena foi, no decorrer da história, alvo dos maiores genocídios, que quase a exterminaram. Movido pelo sentimento que tudo isso me provocou, recorri à manifestação poética para tocar mentes e corações alheios à essa questão”, afirma.

CONSCIENTIZAÇÃO

Em “Suicígena”, a poesia assume o papel de transformar estatísticas em experiências humanas, revelando as consequências do preconceito, da exclusão social e dos conflitos por terra que marcam a realidade de diversas comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul.

O Estado concentra uma das maiores populações indígenas do País, reunindo povos como guarani, kaiowá, terena, kadiwéu, kinikinau, ofaié e atikum, entre outros.

Nas últimas décadas, a disputa por territórios tradicionais e as dificuldades relacionadas ao acesso à saúde, à educação, ao trabalho e à preservação cultural se tornaram fatores frequentemente apontados por especialistas como elementos que contribuem para o agravamento de doenças mentais.

A obra de Américo Calheiros não pretende oferecer respostas definitivas acerca desse problema, mas provocar reflexão e incentivar o diálogo sobre a necessidade de políticas públicas mais efetivas.

“A sociedade mundial tem uma dívida incomensurável com os povos originários. Claro que as vozes indígenas já estão dizendo o que precisam e o que querem, só precisam, efetivamente, ser ouvidas. Se a minha poesia contribuir, que seja um pouco, com essa causa, fico feliz”, detalha Calheiros.

A apresentação do livro ficou a cargo da escritora e ensaísta Ana Maria Bernadelli, integrante da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, que define a obra como um exercício de sensibilidade e compromisso social.

“A poesia contida na obra não busca o consolo fácil nem a metáfora ornamental. Ela é lâmina afiada e brasa sobre a pele da indiferença. O poeta Américo Calheiros, ciente da responsabilidade de sua voz, transforma em palavra o luto e a dor dos indígenas que, despojados de suas terras, de seus deuses e de sua dignidade, veem na morte seu último refúgio”, define.

O AUTOR

Professor e teatrólogo, Américo Calheiros é formado em Letras pela antiga Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras (FUCMT) e realizou especialização na Escola Martins Pena de Teatro, no Rio de Janeiro. Há décadas radicado em Campo Grande, dedicou 18 anos ao magistério em escolas de primeiro e segundo graus da Capital.

Sua atuação, entretanto, extrapola a sala de aula e a literatura. Ao longo da carreira, participou ativamente da formulação de políticas culturais e do fortalecimento das artes no Estado.

Entre suas contribuições está a coordenação da comissão executiva responsável pelos festejos do primeiro centenário de Campo Grande.

Também criou o Grupo Teatral Amador Campo-Grandense (Gutac), iniciativa que ajudou a implantar o teatro como ferramenta educativa na Rede Municipal de Ensino, despertando em inúmeros estudantes o interesse pelas artes cênicas.

Américo ainda presidiu a Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Campo Grande (Funcesp) e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), além de desenvolver diversos projetos culturais, entre eles, o programa Cesta Básica da Cultura, voltado à democratização do acesso às manifestações artísticas.

Sua produção literária reúne diferentes gêneros e temas, passando por poesia, contos e crônicas.

Entre os títulos publicados estão “Sem Versos”, “Memória de Jornal”, “Da Cor da Sua Pele”, “A Nuvem que Choveu”, “Poesia pra que Te Quero”, “Na Virada da Esquina” e “Campo Grande Aquarela de Luz – Patrimônio Vivo”.

O reconhecimento por sua contribuição à cultura sul-mato-grossense também veio por meio de homenagens institucionais.

Em setembro de 2010, recebeu da Assembleia Legislativa o título honorífico de cidadão sul-mato-grossense.

Em 2015, passou a integrar o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e, atualmente, ocupa a Cadeira nº 7 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, anteriormente pertencente ao saudoso acadêmico padre Félix Zavattaro.

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Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e aposentadoria

Especialistas explicam como a violência psicológica, patrimonial e econômica pode gerar consequências que se estendem por toda a vida da mulher

07/06/2026 14h00

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoria

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e aposentadoria Foto: Divulgação

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Quando se fala em violência contra a mulher, a agressão física costuma ser a forma mais visível e discutida. No entanto, muitas mulheres vivenciam diariamente outras formas de violência que, embora menos perceptíveis, podem causar impactos profundos e duradouros.

A violência psicológica, patrimonial e econômica afeta não apenas a autonomia da mulher durante o relacionamento, mas também sua segurança financeira após a separação e sua proteção previdenciária no futuro.

Segundo as advogadas Dra. Élide Sampaio, especialista em Direito das Famílias, e Dra. Natália Donato, especialista em Direito Previdenciário, compreender esses reflexos é fundamental para garantir a proteção integral dos direitos das mulheres.

Quando o cuidado com a família gera dependência financeira

Ainda hoje, é comum que muitas mulheres assumam a maior parte das responsabilidades relacionadas aos filhos, à organização da casa e ao cuidado de familiares. Em diversas situações, elas reduzem sua jornada de trabalho, deixam oportunidades profissionais de lado ou até interrompem suas carreiras para atender às necessidades da família.

Embora essa dedicação seja essencial para o desenvolvimento familiar, ela frequentemente resulta em menor independência financeira e menor participação na construção de patrimônio próprio.

"A divisão desigual das responsabilidades familiares pode gerar consequências importantes quando ocorre a separação. Muitas mulheres contribuíram significativamente para a família por meio do trabalho doméstico e dos cuidados com os filhos, mas chegam ao fim da relação em situação de vulnerabilidade econômica", explica a Dra. Élide Sampaio.

Violência patrimonial e econômica: formas silenciosas de controle

A violência patrimonial e econômica ocorre quando há controle excessivo dos recursos financeiros, impedimento ao exercício profissional, retenção de documentos, ocultação de patrimônio ou qualquer conduta destinada a limitar a autonomia financeira da mulher.

Em muitos casos, a dependência econômica torna-se um dos principais fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos.

"O agressor muitas vezes utiliza o controle financeiro como instrumento de poder, fazendo com que a mulher se sinta incapaz de reconstruir sua vida fora daquela relação", destaca a Dra. Élide Sampaio.

O ordenamento jurídico brasileiro prevê mecanismos de proteção para essas situações, incluindo a correta partilha dos bens adquiridos durante a união e a aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha quando caracterizadas formas de violência patrimonial, psicológica ou econômica.

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoriaDra Élide Sampaio - Espealizada em direito das famílias e sucessões - Foto: Divulgação

A importância dos alimentos na busca pelo equilíbrio financeiro

Além da pensão destinada aos filhos, determinadas situações podem justificar a fixação de alimentos em favor do ex-cônjuge ou ex-companheiro.

Isso ocorre especialmente quando a separação evidencia um desequilíbrio econômico significativo entre as partes, decorrente da divisão de funções estabelecida durante o relacionamento.

"Existem situações em que a mulher dedicou anos ao cuidado da família e, por isso, teve sua capacidade de inserção profissional reduzida. Nesses casos, os alimentos podem exercer importante função de reequilíbrio, permitindo que ela tenha condições de reorganizar sua vida e retomar sua autonomia financeira", esclarece a Dra. Élide Sampaio.

Cada caso deve ser analisado individualmente, observando-se as necessidades de quem pede, as possibilidades de quem paga e as circunstâncias que envolveram a dinâmica familiar.

Os reflexos da maternidade e da dependência financeira na aposentadoria

As consequências da desigualdade vivenciada durante o relacionamento muitas vezes ultrapassam o momento da separação e alcançam a vida previdenciária da mulher.

Segundo a Dra. Natália Donato, a interrupção da atividade profissional para dedicação aos filhos e à família pode resultar em períodos sem contribuição ao INSS, reduzindo o tempo necessário para a aposentadoria e dificultando o acesso a benefícios previdenciários.

"Muitas mulheres chegam à fase de planejamento da aposentadoria com lacunas contributivas importantes porque passaram anos exercendo atividades essenciais dentro do ambiente familiar, mas sem remuneração e sem proteção previdenciária", explica.

Por essa razão, o planejamento previdenciário se torna uma ferramenta fundamental para identificar oportunidades de regularização das contribuições e garantir maior segurança financeira no futuro.

Dona de casa também pode construir proteção previdenciária

Uma informação que ainda é pouco conhecida é que a dona de casa pode contribuir para o INSS como segurada facultativa, mesmo sem exercer atividade remunerada.

Existem modalidades de contribuição acessíveis, inclusive para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, permitindo acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade, desde que cumpridos os requisitos legais.

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoriaDra. Natália Donato - Especializada em direito previdenciário - Foto: Divulgação

Conhecimento e autonomia como formas de proteção

Para as especialistas, o enfrentamento da violência contra a mulher também passa pelo acesso à informação e pelo fortalecimento da autonomia financeira.

"Muitas mulheres desconhecem que situações aparentemente comuns podem configurar violência patrimonial ou econômica. Conhecer os próprios direitos é essencial para romper ciclos de dependência e construir um futuro com mais segurança e liberdade", concluem as advogadas.

A atuação conjunta do Direito das Famílias e do Direito Previdenciário permite uma proteção mais ampla da mulher, oferecendo instrumentos jurídicos capazes de preservar sua dignidade, sua autonomia financeira e sua segurança para o futuro.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar

Como carta regente, a Rainha de Ouros sinaliza uma fase favorável para cultivar prosperidade, fortalecer a estabilidade emocional e investir no seu bem-estar de forma prática e consistente

07/06/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar Foto: Divulgação

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A Rainha de Ouros rege a semana, trazendo uma energia de prosperidade, acolhimento e construção consciente. Sua presença sugere um período em que o foco se volta para aquilo que sustenta a vida de forma concreta: os relacionamentos que oferecem segurança, os projetos que amadurecem com o tempo, o conforto do lar, o cuidado com o corpo e a valorização das conquistas já alcançadas.

Curiosamente, essa energia dialoga de maneira muito harmoniosa com os acontecimentos que marcam este período do ano: o início da Copa do Mundo, as celebrações juninas e o Dia dos Namorados. Embora pareçam temas distintos, todos falam, em alguma medida, sobre pertencimento, afeto, abundância e a capacidade de compartilhar experiências significativas com outras pessoas.

Os primeiros dias da semana favorecem boas notícias, encontros agradáveis, oportunidades de crescimento e momentos de celebração compartilhada. Há uma atmosfera de entusiasmo e expansão que convida à convivência, ao fortalecimento dos vínculos e à criação de novas memórias.

O início da Copa do Mundo acrescenta uma camada simbólica interessante a esse cenário. Quando pensamos em grandes competições esportivas, normalmente associamos o evento à disputa e ao desempenho. A Rainha de Ouros, porém, convida a observar outro aspecto igualmente importante: a capacidade que esses eventos têm de reunir pessoas.

Ela está presente na família que se organiza para assistir aos jogos, nos amigos que se encontram para torcer juntos, na mesa preparada para receber convidados e nos pequenos rituais que transformam uma partida em uma experiência compartilhada.

Este Arcano revela que as pessoas se sentem bem-vindas em sua presença, seguras ao seu lado e confiantes em você. Seu valor é inestimável.

A Rainha nos lembra que o verdadeiro valor de muitos acontecimentos não está apenas no resultado final, mas nas memórias construídas ao longo do caminho.

Os aspectos astrológicos desta sexta-feira (12/6), Dia dos Namorados, estimulam a coragem emocional e a comunicação franca. É uma excelente oportunidade para revelar o que sente, esclarecer mal-entendidos e fortalecer relacionamentos por meio da autenticidade.

A Rainha de Ouros não personifica o amor idealizado dos contos de fadas. Seu amor é terreno, sólido e verdadeiro. Ele se expressa por meio do cuidado, da escuta, do apoio e da construção diária de segurança e confiança.

Enquanto outras energias celebram a intensidade da paixão, a Rainha ensina que o amor também se revela nos pequenos gestos de dedicação e presença. Sua pergunta não é "Quanto eu amo?", mas sim: "Como posso tornar a vida de quem amo melhor?"

Por isso, nesta semana, muitas demonstrações de amor podem surgir através de pequenos gestos cotidianos: preparar uma refeição especial, ajudar alguém em uma dificuldade prática, organizar planos em conjunto ou simplesmente reservar tempo para estar verdadeiramente presente.

Amor e Relacionamentos

Nos relacionamentos, a Rainha de Ouros sugere uma fase de conforto, cumplicidade e apreciação das conquistas construídas a dois. É uma energia que valoriza o compromisso, o cuidado mútuo e os prazeres simples da vida compartilhada.

Para quem está solteiro(a), a carta sugere um momento de autovalorização. Você reconhece seu próprio valor e compreende que merece uma relação sólida e equilibrada. Por isso, tende a ser mais seletivo(a) em suas escolhas, buscando alguém que realmente agregue à sua vida e compartilhe dos mesmos valores.

Dinheiro e Carreira

Na vida profissional, a Rainha de Ouros é um excelente presságio. Ela simboliza competência, organização, visão prática e capacidade de transformar esforço em resultados concretos. É a energia de quem administra recursos com sabedoria e constrói o sucesso de forma consistente e sustentável.

No campo financeiro, a carta aponta prosperidade, estabilidade e independência. Os investimentos e decisões tomadas com responsabilidade tendem a produzir bons resultados. Embora permita desfrutar de conforto e qualidade de vida, a Rainha de Ouros também ensina a importância de gastar com consciência, priorizando aquilo que realmente tem valor e durabilidade.

Esta é uma ótima oportunidade para se permitir alguns confortos e desfrutar das coisas que lhe trazem satisfação, sem culpa ou excessos. Aproveite os prazeres da vida, valorize suas conquistas e lembre-se: você também merece receber o cuidado e a abundância que tanto oferece aos outros.

Como arquétipo, a Rainha de Ouros é uma das figuras mais acolhedoras do Tarô. Ela representa a capacidade de criar estabilidade sem perder a sensibilidade, de administrar recursos sem esquecer as pessoas e de construir prosperidade sem abrir mão do prazer de viver.

Sentada em seu jardim fértil, ela contempla a moeda que repousa em seu colo — símbolo dos frutos de seus esforços. Seu olhar não está voltado para aquilo que ainda falta, mas para aquilo que já foi construído.

A Rainha de Ouros também nos ensina a valorizar os prazeres simples da vida. Ela nos convida a perceber o conforto da própria casa, o sabor de uma refeição preparada com atenção, o calor de uma conversa sincera, a beleza de uma tradição compartilhada e a segurança dos vínculos construídos ao longo do tempo.

Sua prosperidade vai muito além do dinheiro. Ela está na sensação de pertencimento, nos relacionamentos confiáveis, na estabilidade emocional e na capacidade de apreciar aquilo que já existe.

A Rainha de Ouros nos lembra que a verdadeira prosperidade não está apenas naquilo que conquistamos, mas naquilo que escolhemos cultivar todos os dias. Sonhos, relacionamentos, projetos e até a própria felicidade exigem presença, atenção e dedicação.

Nesta semana, a Rainha de Ouros convida cada um de nós a reconhecer o valor das pequenas coisas que sustentam a vida diariamente: a mesa ao redor da qual as pessoas se reúnem, os vínculos que permanecem, as tradições que atravessam gerações e os gestos silenciosos de cuidado que tornam o mundo um lugar mais acolhedor.

Tanto as festas juninas quanto a Copa do Mundo compartilham um elemento essencial que dialoga profundamente com a energia desta carta: o poder de reunir pessoas. Seja ao redor de uma fogueira, de uma mesa farta ou diante da televisão para torcer pelo mesmo time, esses momentos fortalecem laços, criam memórias afetivas e reforçam o sentimento de pertencimento que a Rainha de Ouros tanto valoriza.

Entre bandeirinhas coloridas, jogos de futebol, declarações de amor e encontros familiares, a Rainha de Ouros nos lembra que muitos dos maiores tesouros da vida já estão presentes ao nosso redor. Basta desacelerar o suficiente para percebê-los e agradecer por tudo aquilo que continua florescendo.

Uma boa semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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