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Tom Jobim ganha musical, álbuns e show nos 30 anos de sua morte

Em 2027, quando Jobim completaria 100 anos, o compositor deve ganhar outras homenagens

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Há 30 anos, no dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim. Compositor de verdadeiros hinos que representaram o Brasil no exterior, Jobim recebe homenagens, com lançamento de dois discos, um musical e um show.

Arthur Nestrovski e Paula Morelenbaum, que gravaram uma série de videoaulas para a revista piauí sobre Tom Jobim, aproveitam a data para lançar o álbum Jobim canção.

O disco, que sai pela Biscoito Fino, reúne 10 músicas representativas da carreira do compositor. Entre as faixas, grandes sucessos como Eu não existo sem você, feita com Vinicius de Moraes; Pois é, composta em parceria com Chico Buarque, e a suíte Gabriela, que ganhou versão inédita para dois violões, tocados por Nestrovski e João Camarero.

Jobim canção traz ainda músicas pouco conhecidas, como Cala, meu amor, samba-canção que conta com letras de Vinicius de Morais, e a instrumental Nuvens douradas, composição de Jobim de 1972 entregue a Caetano, que deveria criar letra, mas nunca criou.

Outra novidade é a coletânea Minha alma canta, que chegou às plataformas de áudio no fim da semana passada. Na seleta, estão 14 músicas interpretadas por Tom Jobim que foram produzidas por Almir Chediak (1950-2003).

Entre as músicas de Minha alma canta, estão Três apitos e João ninguém, compostas por Noel Rosa; Samba do carioca, composição de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, e Choro bandido, de Edu Lobo e Chico Buarque, que interpreta a música ao lado de Tom.

Além das novidades fonográficas, Tom Jobim é homenageado com um musical em cartaz no Teatro Casa Grande, no Leblon, Rio de Janeiro. Com texto de Nelson Motta e Pedro Brício e direção de João Fonseca, Tom Jobim musical retrata a vida e o legado do compositor. A superprodução conta com 27 atores e 13 músicos e segue em cartaz até o próximo dia 14.

Ainda no Rio de Janeiro, acontece, neste domingo, às 20h, o show Um tom sobre Jobim, no Vivo Rio. No palco, Danilo Caymmi, que cantou com Tom quando integrou a Banda Nova, e a cantora americana Stacey Kent interpretam sucessos de Tom Jobim como Luiza, Gabriela, Por causa de você e Estrada do Sol.

Stacey descobriu Tom Jobim no fim da década de 1970, aos 14 anos Ao longo da sua carreira, incluiu diversas músicas do brasileiro no seu repertório, incluindo Águas de março, que ela interpreta em francês. A música tem mais de 60 milhões de plays no Spotify.

O seu marido, o flautista e saxofonista Jim Tomlimson, também fará parte do show.

Centenário de Tom Jobim

Em 2027, quando Jobim completaria 100 anos, o compositor deve ganhar outras homenagens. Ana Jobim, viúva de Tom, prepara uma fotobiografia sobre o compositor. O livro deverá reunir imagens clicadas por ela e por outros fotógrafos.

Ana prepara ainda, ao lado do maestro, compositor e cineasta Aluísio Didier a exposição Tom Jobim: discos solo, que vai ocupar o Jardim Botânico, um dos lugares preferidos de Tom no Rio. Na mostra, estarão informações e vídeos sobre 12 álbuns solo do homenageado.

Pet Correio B+

Seleção de quatro patas: cães ganham posições em campo e álbum de figurinhas da Copa

Cães do Patinhas Urbanas viram estrelas do futebol em um álbum de figurinhas autocolantes inspirado na Copa do Mundo

27/06/2026 15h00

Seleção de quatro patas: cães ganham posições em campo e álbum de figurinhas da Copa

Seleção de quatro patas: cães ganham posições em campo e álbum de figurinhas da Copa Foto: Vanessa Sallesaro

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Enquanto os craques disputam a Copa do Mundo de 2026, uma seleção de quatro patas também entrou em campo. Na Zona Norte de São Paulo, os alunos da creche Patinhas Urbanas foram escalados para defender posições como goleiro, atacante, artilheiro, lateral, capitão e até técnico.

O resultado da convocação virou um álbum de figurinhas autocolantes inspirado nos tradicionais álbuns da Copa, que será entregue aos tutores como lembrança da programação especial promovida durante o Mundial.

Para dar vida ao projeto, os cães participaram de um ensaio fotográfico temático realizado pela fotógrafa Vanessa Sallesaro, do perfil Fotografia de Cães, e receberam posições de acordo com suas características e personalidade.

Os mais velozes viraram atacantes, os atentos assumiram a meta como goleiros, enquanto os líderes das brincadeiras ganharam a faixa de capitão. Cada pet passou a integrar oficialmente a "Seleção do Patinhas", em uma brincadeira que une criatividade, enriquecimento ambiental e interação com as famílias.

"A Copa do Mundo desperta um clima de união e diversão. Queríamos trazer esse universo para os nossos alunos de forma lúdica e criar uma recordação especial para os tutores. O álbum de figurinhas transforma cada cachorro em um verdadeiro craque da nossa seleção", afirma Daniel Navarro, administrador e sócio do Patinhas Urbanas.

Além do álbum de figurinhas, a Copa do Patinhas inclui uma série de atividades temáticas ao longo do torneio. Os cães participam de partidas adaptadas de futebol, usam bandanas da Seleção Brasileira e interagem em brincadeiras planejadas para estimular movimento, socialização e gasto de energia, sempre respeitando o perfil e os limites de cada animal.

Seleção de quatro patas: cães ganham posições em campo e álbum de figurinhas da CopaSeleção de quatro patas: cães ganham posições em campo e álbum de figurinhas da Copa - Foto: Vanessa Sallesaro

A programação também contempla ações voltadas ao bem-estar dos pets durante o período de jogos. A equipe realiza um trabalho de dessensibilização aos sons de fogos, buzinas, gritos e comemorações, ajudando os cães a enfrentarem com mais tranquilidade os ruídos comuns durante as partidas.

Segundo Daniel Navarro, o treinamento é realizado de forma gradual, associando os sons a experiências positivas. "Nosso objetivo é reduzir o estresse e preparar os cães para esse período de maior movimentação. O trabalho também contribui para outras épocas do ano, como as festas de fim de ano, quando os ruídos costumam ser ainda mais intensos."

Durante o Mundial, o Patinhas Urbanas também oferece hospedagem para cães em ambiente climatizado e com isolamento acústico, proporcionando uma alternativa para famílias que buscam um local tranquilo para os pets nos dias de maior agitação.

Cinema Correio B+

Inapropriados para o Trabalho encontra a fórmula de Friends para a geração Z

Nova comédia de Mindy Kaling se torna um dos maiores sucessos da Disney ao transformar ansiedade profissional e amizade em entretenimento viciante

27/06/2026 14h00

Inapropriados para o Trabalho encontra a fórmula de Friends para a geração Z

Inapropriados para o Trabalho encontra a fórmula de Friends para a geração Z Foto: Divulgação

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Quando Inapropriados para o Trabalho estreou na Disney, a comparação com Friends pareceu inevitável. Um grupo de jovens adultos, vivendo em Manhattan, tentando equilibrar carreira, romances e a descoberta de quem realmente são.

A crítica americana, aliás, reagiu inicialmente com certo ceticismo, acusando a série de ser apenas uma versão atualizada e mais diversa da clássica sitcom dos anos 1990. O público, porém, viu algo diferente. E talvez tenha razão.

Criada por Mindy Kaling, Inapropriados para o Trabalho é, na verdade, a conclusão natural de uma trilogia informal iniciada por Eu Nunca... e continuada por A Vida Sexual das Universitárias: a tentativa de compreender como cada geração vive sua própria crise de identidade.

Se as protagonistas anteriores estavam descobrindo quem eram na adolescência e na universidade, agora chegou a vez da fase mais assustadora de todas: a entrada na vida adulta.

A série acompanha cinco jovens profissionais vivendo em Nova York, tentando equilibrar carreiras exigentes, relacionamentos instáveis e a permanente sensação de que todos os outros parecem saber exatamente o que estão fazendo.

AJ Pascarelli, interpretada por Ella Hunt, é uma jovem ambiciosa do mercado financeiro que rapidamente descobre que competência profissional não garante felicidade.

Abby, vivida por Avantika, tenta conciliar expectativas familiares, vida amorosa e ambições pessoais. Ao lado de Davis, Josh e Kel, elas formam um grupo que funciona menos como um conjunto de protagonistas e mais como uma família improvisada, construída a partir da amizade e da vulnerabilidade compartilhada.

É justamente nessa dinâmica que aparece a assinatura mais característica de Mindy Kaling. Como em The Mindy Project, Eu Nunca... e A Vida Sexual das Universitárias, suas personagens vivem permanentemente divididas entre quem acreditam ser, quem desejam ser e quem o mundo espera que elas sejam.

Seus romances são desastrosos, suas carreiras frequentemente decepcionantes e suas decisões, muitas vezes, profundamente questionáveis. Mas Kaling sempre compreendeu que a comédia nasce menos do sucesso do que da tentativa desesperada de parecer bem-sucedido.

Inapropriados para o Trabalho encontra a fórmula de Friends para a geração ZInapropriados para o Trabalho encontra a fórmula de Friends para a geração Z - Divulgação

A recepção da crítica americana foi curiosa. Muitos críticos consideraram a série excessivamente familiar, apontando semelhanças com outras comédias de grupo ambientadas em Nova York.

Os elogios, no entanto, foram praticamente unânimes quando o assunto era a química do elenco e a habilidade de Kaling para criar personagens instantaneamente reconhecíveis e humanos.

O público, entretanto, respondeu de forma completamente diferente. Inapropriados para o Trabalho rapidamente se transformou em um dos maiores sucessos recentes da Disney, impulsionada principalmente pelas redes sociais e pela identificação de espectadores que talvez nunca tenham assistido a um episódio de Friends, mas reconhecem perfeitamente a ansiedade de viver em uma geração que exige sucesso profissional, realização amorosa e estabilidade emocional — tudo ao mesmo tempo.

Talvez seja cedo para afirmar que Inapropriados para o Trabalho será a Friends desta geração. Pouquíssimas séries conseguem sobreviver ao teste do tempo. Mas existe algo revelador no fato de que milhões de espectadores tenham escolhido acompanhar justamente uma história sobre jovens adultos que não fazem ideia do que estão fazendo.

No fim das contas, talvez essa sempre tenha sido a verdadeira fórmula de Friends. Nunca foi apenas sobre seis amigos vivendo em Nova York. Era sobre a reconfortante descoberta de que ninguém sabe realmente como se tornar adulto. E Inapropriados para o Trabalho entendeu isso perfeitamente.

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