Cidades

FORAGIDO CAPTURADO

No interior, Polícia prende um dos criminosos mais procurados de MS

O homem foi condenado a uma pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de cumprimento final só em 2041

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Osmar Pereira da Silva, conhecido como "Branco", foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (26).  Os policiais cumpriram mandados judiciais nos bairros Centro e Alta Floresta II, no município de Ladário, durante operação decorrente de investigações desenvolvidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG).

A operação contou com o apoio da da Delegacia de Polícia de Ladário e da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá.

Durante a investigação, os policiais identificaram que Osmar Pereira da Silva, de 49 anos, foragido da Justiça, estava escondido em uma serralheria localizada na região central da cidade.

As investigações apontaram que o imóvel possivelmente era utilizado para armazenamento de armas de fogo e drogas, além de indicar o envolvimento de um outro homem, de 43 anos, com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

No local, os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão em desfavor de Osmar Pereira, que possui antecedentes pelos crimes de roubo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Durante as buscas, foram localizadas três armas de fogo escondidas, munições de diversos calibres, uma porção de entorpecente, petrechos utilizados para preparo e fracionamento de drogas, além de roupas semelhantes às utilizadas por forças de segurança pública.

Todo o material foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Ladário para os procedimentos legais cabíveis.

As investigações prosseguem para apurar a origem dos armamentos, a destinação do entorpecente e a eventual participação de outros envolvidos nos crimes.

Pena

Investigado em várias situações de crime, Osmar foi condenado a uma pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de cumprimento final só em 2041.

O indivíduo responde por roubo qualificado, furto, receptação e participação em organização criminosa. O grupo é especializado em grandes roubos, incluindo assaltos a residências, cargas e instituições financeiras, além da encomenda de fuzis para cometer os crimes.

Osmar Pereira estava na lista dos procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A lista indica oito criminosos procurados que atendam a uma matriz de risco definida pelo MJSP, considerando principalmente o grau de periculosidade, de cada Estado.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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