Correio B

ANO NOVO 2.0

Veja dicas para retomar o ritmo sem cair na armadilha da sobrecarga, da culpa e da ansiedade

Se o ano só começa quando acaba o Carnaval, chegou a hora de dar início às metas traçadas no Réveillon; veja dicas para retomar o ritmo sem cair na armadilha da sobrecarga, da culpa e da ansiedade

Continue lendo...

Se você está lendo esta matéria, provavelmente a fantasia já foi guardada, o glitter aos poucos vai deixando o chão do banheiro e a caixa de e-mails transborda de notificações. Passado o Carnaval, para milhões de brasileiros, a sensação é de que, agora sim, o ano vai começar.

Não se trata de preguiça ou má vontade. No Brasil, a máxima de que “o ano só começa depois do Carnaval” é um fenômeno cultural e, para muitos especialistas, até um paradigma que precisa ser ressignificado.

Janeiro é mês de férias, ressaca de Ano-Novo e planejamento. Fevereiro chega e, antes que o mês acabe, já estamos imersos na folia. O resultado é que, instintivamente, entramos em um “modo de espera” coletivo.

Mas, agora que a festa acabou, a realidade bate à porta. E a pergunta que não quer calar é: como retomar o ritmo sem cair na armadilha da sobrecarga, da culpa e da ansiedade? A resposta está em enxergar o pós-Carnaval não como um atraso, mas como um segundo Réveillon – uma oportunidade para reorganizar a vida com estratégia e leveza.

Proximidade do Ano-Novo com o Carnaval coloca o brasileiro em Proximidade do Ano-Novo com o Carnaval coloca o brasileiro em “modo de espera” - Foto: Arquivo

NÃO TENTE COMPENSAR

O primeiro passo para um recomeço saudável é entender o que não fazer. A principal armadilha do pós-feriado é achar que você precisa compensar os dias de descanso com uma produtividade sobre-humana.

“Até o Carnaval passar, é como se o tempo ficasse suspenso. Isso cria um atraso simbólico que afeta metas, produtividade e até a motivação”, explica Maria de Lurdes Zamora Damião, psicóloga e especialista em Desenvolvimento Gerencial.

O problema surge quando, na volta, as pessoas tentam correr atrás de tudo o que não foi feito, sobrecarregando agendas e estabelecendo metas irreais. “Esse movimento gera estresse, ansiedade, exaustão e frustração”, alerta a especialista.

Para lhe ajudar nessa virada de chave, o Correio B preparou um guia com pilares essenciais para organizar a rotina, as finanças, a saúde e a mente no pós- folia.

CORPO

O Carnaval é, por definição, a desregulação total dos horários. Noites maldormidas, alimentação pesada, álcool e excesso de estímulos deixam o corpo em estado de exaustão. Por isso, a primeira tarefa dessa “virada de ano” é puramente fisiológica.

Reequilíbrio do sono: o corpo precisa se reacostumar ao ciclo circadiano. Tente dormir e acordar no mesmo horário, mesmo que isso signifique ir para a cama 30 minutos mais cedo a cada noite. Evite telas de celular e TV ao menos 40 minutos antes de deitar e reduza a cafeína no período da noite.

Detox pós-folia: abuse da água, dos sucos naturais e dos chás diuréticos, como hibisco e cavalinha. Inclua frutas, vegetais e fibras no cardápio para ajudar o organismo a se recuperar dos excessos. O objetivo não é uma dieta radical, mas sim uma limpeza inteligente para recuperar a disposição.

Movimento consciente: pode parecer contraditório, mas movimentar o corpo é uma das melhores formas de recuperar a energia. Caminhadas ao ar livre, alongamentos e ioga ajudam a aliviar tensões e regular os hormônios.

Deixe os treinos de alta intensidade para a próxima semana, agora, o foco tem de estar na revitalização.

PRODUTIVIDADE

Com o corpo em processo de recuperação, a mente também precisa de uma abordagem gradual. A volta ao trabalho não precisa (e não deve) ser resolvida em um único dia.

A “faxina” nos e-mails: abrir a caixa de entrada e se deparar com centenas de e-mails é uma das experiências mais paralisantes do retorno. Utilize a “técnica dos dois minutos”: se a resposta leva menos de dois minutos, responda na hora.

Se não, arquive, sinalize ou programe um horário específico para lidar com aquilo mais tarde. O objetivo é eliminar o ruído para enxergar o que realmente importa.

A “regra do 1, 2, 3”: em vez de uma lista interminável de tarefas, defina para o primeiro dia de volta:

> 1 – tarefa grande (um projeto estratégico); 2 – tarefas médias (entregas importantes); e 3 – tarefas pequenas (ajustes ou burocracias). Essa divisão evita a sobrecarga e gera pequenas vitórias que motivam a continuidade.

organizaçãoFoto: Freepik

Matriz de prioridades: utilize ferramentas como a matriz de Eisenhower para separar o urgente do importante. Foque o que mais importa e não deixe que o urgente (que muitas vezes é coisa banal) domine a sua agenda.

Ferramentas aliadas: aplicativos como Trello, Asana ou mesmo um bloco de notas físico podem ser grandes aliados. O segredo não é a ferramenta em si, mas a clareza de ter um cronograma realista, sem sobrecarregar a agenda.

FINANÇAS

Assim como as metas de Ano-Novo, os gastos de janeiro e Carnaval podem ter deixado o bolso dolorido. Fevereiro é um mês curto, e o salário muitas vezes não dá conta de tudo. Por isso, a organização financeira pós-Carnaval é crucial para não passar aperto nos meses seguintes.

Mapeie a situação: o primeiro passo é encarar a realidade. Liste todas as receitas, despesas fixas e, principalmente, as dívidas do cartão de crédito que vieram da folia. Dados da Serasa mostram que milhões de brasileiros estão endividados sem saber ao certo o valor ou as condições. Ter clareza é meio caminho andado para a solução.

Eleja prioridades: dívidas com juros altos (como cartão de crédito e cheque especial) devem ser liquidadas primeiro para evitar o temido “efeito bola de neve”. Se necessário, busque a renegociação ou a portabilidade para condições mais justas.

Constância nos investimentos: mais importante que o valor investido é a regularidade. Trate o investimento como uma conta a pagar. Destinar um pequeno porcentual da renda todo mês, mesmo que pareça insignificante, cria a disciplina necessária para fazer o dinheiro trabalhar a seu favor no longo prazo.

ATIVIDADE FÍSICA

A promessa de “entrar em forma” é uma das mais repetidas no Réveillon e, consequentemente, no pós-Carnaval. Mas é também com a qual ocorrem as maiores sabotagens.

Metas pequenas e de curto prazo: esqueça a meta de treinar 250 vezes no ano. Isso é muito distante. Foque “treinar hoje” e “treinar amanhã”. Se você não faz nada, começar com dois dias na semana já é uma vitória. A celebração das metas semanais é um combustível poderoso.

Progressão gradual: respeite o princípio da progressão. Comece com intensidade leve ou moderada para se sentir competente durante o exercício. A sensação de domínio sobre a atividade é o que fará você voltar no dia seguinte.

Trabalhe a base (força e mobilidade): antes de se aventurar em modalidades complexas, foque construir uma base sólida com treinos de força (musculação, funcional) e mobilidade (ioga, pilates). Isso prepara o corpo para atividades mais intensas e previne lesões.

Conheça seu perfil: você é sociável? Então, busque aulas em grupo ou grupos de corrida. Precisa de segurança e orientação? Considere um personal trainer, ainda que por algumas sessões, para lhe ajudar a dar o pontapé inicial.

E, acima de tudo, pratique um exercício que você realmente goste. Não adianta seguir a moda se aquilo não lhe dá prazer.

MENTE

Por fim, mas mais importante, está a saúde mental. O retorno pode vir acompanhado de uma “ressaca emocional”, um vazio depois do pico de euforia da festa.

Acolhimento: é normal sentir resistência para voltar ao trabalho. É normal sentir o corpo mais lento. Em vez de se punir com a culpa por ter descansado, acolha esse ritmo. Acolha o seu ritmo sem culpa. A pressa para recuperar o tempo perdido pode acabar sendo prejudicial.

Revise as metas: o início do ano é cheio de promessas. Agora, com a cabeça mais fria e a rotina voltando, é o momento perfeito para revisar aqueles objetivos de janeiro. Eles ainda fazem sentido? Precisam ser ajustados? Metas muito ambiciosas ou que não ressoam mais com você são a principal causa de abandono.

Conexão interior: separe um tempo para se reconectar consigo mesmo. Pode ser por meio da meditação, de um diário, ou simplesmente de uma caminhada sem celular. Entender o que você quer sentir nos próximos meses é mais importante que listar o que você quer conquistar.

Felpuda

Enquanto alguns pré-candidatos folgam nas redes sociais, acreditando...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (11)

11/05/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

SILVANA DUBOC - ESCRITORA BRASILEIRA

"A vida cobra cedo ou tarde as dívidas acumuladas e pessoas que se julgam vencedoras acabam encurraladas. A vida não perdoa quem usa da vida de terceiros para se tornar o primeiro”.

 

FELPUDA

Enquanto alguns pré-candidatos folgam nas redes sociais, acreditando que existe só essa raia para se posicionar e conquistar lugar no pódio dos eleitos, os, digamos, mais antigos estão “correndo o trecho” na tentativa de sensibilizar o eleitor. Um deles conta que pegou carona em uma aeronave e, como chegou adiantado, descendo em pista de terra, não havia ninguém a esperá-lo. Ao avistar uma pessoa passando num trator, não teve dúvida em pegar carona e entrar triunfalmente na cidade “a bordo da máquina”, sob olhares de surpresa de todos. “Causar” foi pouco...

Diálogo

Curiosidade

Realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e publicada pelo Correio do Estado, pesquisa mostra uma curiosidade na espontânea: enquanto Riedel aparece com 10,33% na preferência popular, o deputado Henrique Catan tem índice de 0,13%.

Mais

O parlamentar empata com Carlos Roberto Massa, o apresentador Ratinho, que tem propriedade em Mato Grosso do Sul e nem sonha em disputar qualquer cadeira aqui por essas bandas. Já o petista Fábio Trad pontua com 1,40%.

DiálogoVanessa Juliana Rosendo Correia da Silva e Marisa Serrano

 

DiálogoCássia Giacon Vian

Projeto

A movimentação das peças no tabuleiro eleitoral neste ano não estão sendo feita de maneira aleatória, explica político enfronhado com as discussões. A jogada está sendo pensada já para 2030, que terá eleições. Na ótica de certo grupo político, o importante é fazer com que os principais postos estejam nas mãos, para que, assim, possam dar continuidade ao projeto de poder que começou a ser construído em 2014 e que não deverá sofrer interrupção.

“Atropelando”

Quem anda causando mal estar entre os seus colegas de Legislativo é o deputado José Orcírio, por não cumprir o rito de uma sessão. Ele interrompe os pronunciamentos, bate-boca com os deputados que estão defendendo suas propostas, ironiza e ataca a base aliada do governo de Riedel, enfim, seria o “quinta série fora de hora”, como vem sendo chamado. Dia desses, usou o mesmo sistema com o presidente da Casa e levou “puxão de orelha”. A continuar assim, poderá ser enquadrado pelo regimento que ele atropela.

Golpe

A Justiça de Campo Grande condenou um homem por “estelionato sentimental” contra uma aposentada de 73 anos. A decisão determinou o pagamento de R$ 150,9 mil por danos materiais e R$ 15 mil por danos morais. Segundo o processo, a vítima transferiu dinheiro, vendeu o único imóvel e contraiu dívidas durante o relacionamento, sob promessa de devolução. O juiz apontou abuso de confiança e exploração da vulnerabilidade emocional.

Aniversariantes

Maria Olga Solari Mandetta,
Ana Luiza Barros Buainain,
Luiz Alberto Maksoud Rahe (Tetê),
Adriana Vasconcellos Almeidinha,
Patrice Koester dos Santos Pereira,
Dr. Edenir Leite Silva,
Flavio Aparecido da Silva,
Tacachi Iquejiri,
Zilda Adelaide Macedo da Costa,
Thamara Jeleilate Rezek,
Dra. Suely Sugui Fujii,
Marcelo Zauith,
Juliana Zampieri Geraldo,
Tereza Maria da Conceição da Silva,
Adilson Dias,
Maria Helena Suyama,
Flávio Cesar de Souza Freitas,
Arlei Sawaris Neto,
Silvana Amorim,
Sueli Sayuri Higashi,
Thiago Augusto Rocha Lemos,
Maximo Ballatore Holland,
Rafael Nunes Gratão,
Adriano Hany Reis Isoud,
Roberto Ferreira de Carvalho,
Amadeu Dias Figueiredo Júnior,
Vera Regina Drago Fernandes,
Nozemar Marques Machado,
Heliomar Klabunde,
José Geraldo Rodrigues Neto,
Vanessa Quinhones Oliveira,
Patrícia Marques Magalhães,
Neri Benevides Olarte,
Tânia Mara Cândia,
Lairton Saltiva,
Airthon Barbosa Ferreira,
Vera Lúcia Marques da Costa,
Ellen Machado dos Santos,
Lorna Nantes d’Avila,
Anabela Martins de Jonas,
Marlucia Mesquita Chaia,
Antônio de Araújo Chaves,
Ivan Bruno Szochaleyicz,
Angelo Dela Bianca Segundo,
Euza Lima Santana,
José Batista de Pontes,
Dra. Veridiana Lia Nicolatti,
Edmea Thaines Moreira,
Rubens Amaral de Mello,
Carlos Haguiuda,
Leandro Thomé Gomez,
Neusa Siena Balardi,
Luis Fernando Ennes de Miranda,
Oriovaldo Lino Leite,
Ivan Neri dos Reis,
Antonio Ferreira de Vasconcelos,
Marcelo Bonfim Azambuja,
Luciana Modesto Nonato,
Paulo Moreira de Oliveira,
Marcel Chacha de Melo,
Mario Márcio Ferreira Vida,
Jandir Trindade Soares,
Antonio Alderete,
Mário César dos Pires,
Joilce Silveira Campos,
Ayrthon Barbosa Ferreira,
Robson Marçal,
Tereza Alessandra Aquino de Medeiros,
Dr. Roberto Almeida de Figueiredo,
Matilde Diogo Chama,
Fabio Rodrigo Antonieto,
João Bosco Ferreira Satolani,
Andrea Costa Silva,
Otair de Paula e Souza,
Tânia Marli Viecili,
Willian Madalosso,
Farao Vieira de Matos,
Marcelo Souza Medeiros,
Guilherme Fontoura Joaquim,
Thiago Soares Fernandes,
Antonio Della Senta,
Andréia Martins Teixeira,
Fernanda de Paula Bento Olartechea,
Flavia da Silva Machado,
Marlene Bezerra da Silva,
Neide Mendes dos Santos,
Walmir Oliveira de Souza,
Maria Cecília Arantes,
Luiza Amélia do Nascimento,
Cláudio João Hahn,
Luciane D’Agosto Freitas Larranhaga,
Derlene Mendonça de Araújo,
Rinaldo José Figueiredo Dantas,
Marcelo Riquelme Ferreira de Castro Barros,
Renan da Cunha Soares,
Elcilande Serafim de Souza,
Orlando Silveira Martins Junior,
Thiago Mendonça Paulino,
Izabela Hermosilha de Paula,
Marcos Pereira Araújo,
Ismael Fernandes Urunaga,
Luciano Montalli,
Sérgio Antonio Rodrigues Novo,
Modesto Luiz Rojas Soto,
Doralice Marcuzo de Souza,
Paulo Sérgio Rocha Gimenes,
Shirlei Silva de Sousa,
Ervaldo Meira. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

10/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das Mães Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesCamilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo - Especial Dia das MãesA atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).