Economia

INDUSTRIALIZAÇÃO

BNDES libera R$ 800 milhões para nova esmagadora de soja em MS

Presente em 38 municípios do Estado, a Copasul vai instalar sua primeira fábrica em Naviraí, cidade onde a cooperativa surgiu há 45 anos

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 800 milhões para a Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul), com sede em Naviraí, construir sua primeira indústria de processamento de soja. Com o investimento, a capacidade de processamento no Estado vai saltar das atuais 14,5 mil toneladas para 17,5 mil toneladas diárias,um incremento de 20% 

A unidade terá capacidade para processar 3 mil toneladas do grão por dia e deverá produzir 730 mil toneladas de farelo, 185 mil toneladas de óleo degomado e 33 mil toneladas de casca peletizada por ano. A expectativa é que as obras comecem em março  e que a fábrica comece a operar em 2026.

O investimento total na planta será de R$ 1 bilhão, já que a Copasul vai aplicar R$ 200 milhões de seu caixa no projeto. O financiamento foi feito diretamente com o BNDES, sem a participação de outra instituição financeira como intermediária. O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, José Luis Gordon, disse que esse tipo de operação reduz as despesas dos clientes e tem sido incentivada pela cúpula.

“Quem tem faturamento de mais de R$ 80 milhões pode vir diretamente ao BNDES pegar seu apoio. Isso diminui o custo de expansão do agro e da industrialização com a agregação de valor”, afirmou Gordon.

Maior investimento da história da Copasul, que completou 45 anos recentemente, o processamento de soja deverá gerar faturamento adicional de R$ 3 bilhões ao ano. Esse aumento equivale a quase 50% das receitas da cooperativa, que foram de R$ 5,8 bilhões no ano passado, quando a central movimentou 1,2 milhão de toneladas de soja, de acordo com o presidente-executivo, Adroaldo Taguti.

A Copasul também vai investir outros R$ 400 milhões para aumentar sua capacidade de armazenagem estática. O financiamento do projeto será com recursos de Banco do Brasil, Caixa e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). 

A central vai ampliar oito unidades armazenadoras no Estado, além de investir na construção de outra estrutura do gênero no complexo industrial da nova fábrica, em Naviraí. A partir destes investimentos, a cooperativa vai ampliar sua capacidade de armazenagem das atuais 14,3 para 15,2 milhões de sacas.

Em âmbito estadual, o projeto entra em consonância com a visão do Governo de MS de incentivar a agroindustrialização e agregar valor às commodities locais. Conforme destacou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS, Jaime Verruckm, “o projeto da Copasul se alinha à estratégia do governo do estado de agregar valor e também da expansão da base de cooperativismo de Mato Grosso do Sul, que nós consideramos um fator primordial para o desenvolvimento do estado”.

Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, “o mais importante é a agregação de valor que teremos na soja, que fortalecerá ainda mais o nosso cooperado e vai beneficiar toda a comunidade. Acredito que a Copasul e a comunidade de Naviraí presenciarão um ciclo de prosperidade a partir da implantação da indústria”, projetou.

NÚMEROS E HISTÓRIA

A fábrica vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 1.900 indiretos quando estiver em pleno funcionamento. Com isso, a folha de pagamento vai injetar cerca de R$ 4,2 milhões por ano na economia local. O empreendimento vai adicionar cerca de R$ 3 bilhões ao PIB de Mato Grosso do Sul e recolher R$ 230 milhões em impostos anuais para os cofres públicos.

Fundada em 16 de dezembro de 1978, a Copasul, primeira cooperativa de Mato Grosso do Sul, completou 45 anos e tem hoje 24 unidades em 11 municípios, entre silos, centros de distribuição de insumos, escritórios administrativos, revenda de pivôs para irrigação, revenda de combustíveis e lubrificantes para frotas a diesel (TRR), posto de combustíveis, fecularia de mandioca e fiação de algodão. 

Por meio da assistência técnica agronômica, a cooperativa atua em uma área superior a 430 mil hectares, que estão distribuídos em 38 municípios de MS.
 

(COM ASSESSORIA)

LOTERIAS

Resultado da Lotomania de ontem, concurso 2933, sexta-feira (05/06): veja o rateio

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/06/2026 08h03

Confira o rateio da Lotomania

Confira o rateio da Lotomania

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2933 da Lotomania na noite desta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Confira o resultado da Lotomania de ontem!

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - 5 apostas ganhadoras, (R$ 36.583,09)
  • 18 acertos - 54 apostas ganhadoras, (R$ 2.117,08)
  • 17 acertos - 410 apostas ganhadoras, (R$ 278,83)
  • 16 acertos - 2700 apostas ganhadoras, (R$ 42,34)
  • 15 acertos - 11320 apostas ganhadoras, (R$ 10,09)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Os números da Lotomania 2933 são:

  •   04 - 33 - 65 - 27 - 81 - 19 - 49 - 36 - 25 - 00 - 96 - 61 - 10 - 23 - 88 - 76 - 37 - 41 - 09 - 12

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2934

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 8 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 2934. O valor da premiação está estimado em R$ 1,7 milhões. 

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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MALHA OESTE

Concessionária sucateia ferrovia e dá calote na União

ANTT aponta falta de pagamento de outorga e arrendamento, além de multas por abandono da Malha Oeste; valor devido pela Rumo é estimado em R$ 8,1 bilhões

06/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Rumo Malha Oeste (RMO) deverá indenizar a União em R$ 8,1 bilhões, com o fim da concessão da linha férrea de 1.973 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), previsto para 30 de junho.

O valor calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) coloca a Malha Oeste no centro de uma das maiores disputas regulatórias do setor ferroviário brasileiro e representa um passivo bilionário para a concessionária controlada pelo empresário Rubens Ometto.

Além de evidenciar a dimensão dos problemas acumulados ao longo de quase 30 anos de concessão, a cifra chama atenção por sua magnitude. Os R$ 8,1 bilhões correspondem a um valor expressivo, mesmo para um dos maiores grupos empresariais do País, com atuação nos setores de ferrovias, energia e logística, sob o comando de Ometto.

O montante corresponde a débitos relacionados ao uso da infraestrutura, outorga e arrendamento em atraso, receitas acessórias não recolhidas e multas aplicadas desde o início da concessão, em 1996.

A cifra consta em nota técnica elaborada por três áreas da ANTT. No documento, a agência afirma que, segundo o Relatório Consolidado de Fiscalização Ordinária do 2º Ciclo de 2023, “a concessionária RMO foi considerada irregular quanto à regularidade fiscal”, além de acumular parcelas de outorga e arrendamento em atraso.

Segundo o levantamento, até novembro de 2024, os valores em aberto somavam R$ 31,2 milhões em parcelas de concessão e R$ 637,9 milhões em parcelas de arrendamento.

ABANDONO

A ANTT também destaca o estado de abandono da ferrovia, tema já abordado anteriormente pelo Correio do Estado.

“Conforme detalhado nos relatórios de inspeção expedidos pela Cofer-SP, a situação da Malha Oeste é de completo abandono por parte da concessionária. Foram desmobilizadas as equipes de manutenção e de vigilância patrimonial. Não há mais prestação de serviço na Malha, com exceção de um pequeno segmento de 10 km, na fronteira com a Bolívia. Há segmentos da Malha sem trilhos, com construções irregulares sobre a via permanente, e há segmentos de via permanente em aterros rompidos”, aponta o relatório.

O documento acrescenta que “parte significativa do material rodante foi deslocada para a Malha Sul, ao passo que outra parte se encontra em estado de sucata. Os bens imóveis também se encontram, em sua grande parte, em estado de completo abandono”.

A agência também registra que a Rumo desativou o Centro de Controle Operacional (CCO) da Malha Oeste e transferiu a gestão para outras unidades da companhia.

“Como estratégia da holding Rumo S.A., os Centro de Controle Operacionais – CCOs – das cinco concessões foram unificados em Curitiba-PR, e recentemente houve a transferência da gestão operacional, incluindo o CCO unificado, para Indaiatuba-SP”, informa o processo.

O abandono da ferrovia também resultou em sucessivas autuações. Conforme a ANTT, as multas atualizadas já somam R$ 105,363 milhões.

Em nota técnica da Superintendência de Transporte Ferroviário (Sufer) consta que “os processos administrativos sancionadores instaurados pela Sufer com vistas a apurar irregularidades da Rumo Malha Oeste S.A. somavam, em valores nominais, em novembro de 2024, o montante de multa da ordem de R$ 80 milhões”.

SUCATEAMENTO

Em relação ao patrimônio da concessão – locomotivas, vagões, trilhos, estações, prédios e demais ativos –, levantamento da Houer Consultoria e Concessões Ltda., contratada pela Infra S.A., estimou em R$ 6,954 bilhões o valor dos passivos a serem indenizados pela concessionária.

“Tem-se que a magnitude do valor a ser indenizado pela RMO à União em virtude dos passivos da concessão é da ordem de R$ 6,9 bilhões, na data-base de setembro de 2021”, aponta o parecer.

O estudo ressalta que o valor está sendo revisado, mas deve permanecer na mesma ordem de grandeza em razão do estado de conservação da malha e da atualização monetária.

Também está em andamento o Levantamento da Base de Ativos e Passivos (LBAP), previsto em aditivo contratual, para avaliar ativos, passivos patrimoniais e ambientais, além do cumprimento das obrigações da concessionária.

Na avaliação dos técnicos da ANTT, ainda existem pendências regulatórias, econômico-financeiras e administrativas a serem apuradas, incluindo metas contratuais, receitas acessórias, processos sancionadores e questões relacionadas à regularidade fiscal.

O parecer destaca que “é importante que a ANTT tenha uma avaliação final da concessão da Malha Oeste, de modo a consolidar um diagnóstico abrangente sobre o cumprimento das obrigações contratuais, a qualidade dos serviços prestados e o estado de conservação dos bens da concessão”.

Os técnicos alertam ainda que, após o encerramento do contrato, podem surgir novos passivos decorrentes de invasões, furtos de trilhos, rompimentos de aterros e depredações, o que poderá gerar discussões sobre a responsabilidade pelos danos ao fim da concessão.

CENÁRIO DIFERENTE

Em sentido oposto ao da avaliação da ANTT, relatório do BTG Pactual Equity Research divulgado em julho do ano passado estimou um impacto financeiro muito menor para a Rumo.

Segundo o banco, “a devolução deve ser gratuita, pois a Rumo deve ser ressarcida pelos trechos não utilizados”. O relatório também menciona um pleito de reequilíbrio contratual relacionado ao transporte de gás boliviano e conclui que “um desembolso financeiro modesto é o cenário mais provável”.

O BTG informou ainda que seu modelo já considerava uma provisão de R$ 2,5 bilhões relacionada à Malha Oeste no cálculo da dívida líquida da companhia.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária informou “que não tem ciência do valor mencionado” de R$ 8,1 bilhões. A empresa acrescentou que realizou levantamento sobre os bens vinculados à concessão para apurar a base de ativos e passivos, diante da proximidade do encerramento do contrato.

A Rumo destacou ainda que, “além dos valores ainda pendentes de apuração, deverá ser considerado o ressarcimento à concessionária pelas perdas e lucros cessantes decorrentes do desequilíbrio do contrato, situação já reconhecida por decisão judicial”.

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