Economia

SERVIDORES PÚBLICOS

Com aporte maior do governo, deficit da previdência de MS cai pela metade

Rombo do regime próprio recuou 48% em 2025, mas Mato Grosso do Sul ainda tem o segundo maior deficit do Brasil

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O deficit da previdência dos servidores públicos de Mato Grosso do Sul caiu pela metade, indicam números do governo do Estado e do Tesouro Nacional referentes à execução orçamentária de 2025.

O deficit, que em 2024 foi de R$ 1,84 bilhão, ficou em R$ 958 milhões no ano passado, uma queda de 48%.

O número, contudo, pode não significar menos aportes do governo no Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS), uma vez que 2025 foi o primeiro ano do plano para amortizar e equacionar o deficit da previdência estadual, aprovado no fim de 2024.

A lei que prevê zerar o deficit da previdência até 2046 determinava que o governo aportasse, no ano passado, R$ 14,4 milhões por mês no sistema previdenciário, totalizando R$ 172,9 milhões ao ano.

Esses aportes, contudo, não interferem em outras obrigações legais, como as contribuições patronais. Essas contribuições, inclusive, também são responsáveis pela redução do deficit.

O ano de 2025 foi o primeiro em que o estado de Mato Grosso do Sul passou a contribuir com 28% sobre o valor do salário ou benefício do servidor. Até 2024, essa contribuição era de até 25%.

A lei, que começou a produzir efeitos no ano passado, manteve a contribuição de 14% dos servidores da ativa e também dos inativos. À época, apenas os servidores que recebiam benefício de um salário mínimo ou que tinham doenças graves ficaram livres do desconto de 14%.

No ano passado, a contribuição dos servidores, em atividade ou não, representou aproximadamente um terço das despesas. As contribuições dos segurados atingiram R$ 1,04 bilhão, já as contribuições patronais somaram R$ 2,26 bilhões ao longo do ano.

O RPPS ainda contou com outras receitas menores, como R$ 24 milhões em receitas patrimoniais e mais R$ 188 milhões em “outras receitas”, rubrica na qual aparecem os R$ 158,5 milhões aportados pelo governo para amortização do deficit atuarial, apesar de a lei prever que o valor atingisse R$ 172,9 milhões.

Enquanto as receitas somaram R$ 3,36 bilhões, as despesas alcançaram R$ 4,32 bilhões até dezembro, resultando no deficit de R$ 958,1 milhões. O valor foi inferior, inclusive, à previsão orçamentária para 2025, que estimava rombo de R$ 1,1 bilhão no período.

As aposentadorias representaram a maior parte das despesas: R$ 3,97 bilhões. As pensões somaram outros R$ 748 milhões. Na rubrica “outras despesas”, houve ainda gastos de R$ 28 milhões.

Ranking

O deficit da previdência de Mato Grosso do Sul é o segundo maior do Brasil, inferior apenas ao do Rio Grande do Norte, cujo rombo nas contas, no ano passado, foi de R$ 2 bilhões.

O critério considera que Mato Grosso do Sul não tem a previdência segregada, como tinha até 2017. Naquele ano, o governo estadual, na gestão de Reinaldo Azambuja, sacou os R$ 377 milhões que estavam na conta segregada – valores recolhidos dos servidores que ingressaram no início da década até a data do saque.

Estados como o Paraná, por exemplo, têm rombo de R$ 6,6 bilhões no fundo em repartição, mas contam com R$ 1,1 bilhão em um fundo de capitalização. Outras unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, também mantêm dois fundos.

Mais prazo

O governo de Mato Grosso do Sul, atualmente, tem um plano para zerar o deficit da previdência em 2046, conforme lei aprovada em novembro de 2024 e que passou a produzir efeitos em 2025.

Para zerar o deficit, o governo vai precisar fazer aportes suplementares na previdência que vão além de suas obrigações patronais. Para este ano, está prevista a realização de um aporte de R$ 265,2 milhões. No próximo ano, a expectativa é de que o aporte seja de R$ 408 milhões.

Os aportes só seriam concluídos em 2046. Até lá, a partir de 2028, o governo colocaria o mesmo valor de R$ 645 milhões todos os anos.

A Brasilis Consultoria, porém, empresa contratada pela Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev) para auditar a previdência do Estado, passou a sugerir um prazo mais elástico para zerar o deficit.

A nova proposta faria a previdência zerar o rombo 19 anos mais tarde, em 2065. Basicamente, ela prevê a redução dos aportes anuais, começando já neste ano, em que o aporte do governo de Mato Grosso do Sul na previdência cairia de R$ 265 milhões para R$ 206 milhões, medida que daria alívio ao caixa do governo.

No próximo ano, o aporte anual cairia de R$ 408 milhões para R$ 318 milhões, em 2028, R$ 460 milhões, em 2029, e, a partir de 2030, R$ 490,3 milhões por ano até 2065.

Para passar esse novo calendário mais elástico, o governo precisa mandar um projeto de lei para Assembleia Legislativa. 

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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