Economia

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Dólar volta a fechar abaixo de R$ 5,00 pelo segundo dia consecutivo

Moeda americana terminou o dia em baixa de 0,06%, a R$ 4,9938 - e no menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024

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O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo nesta terça-feira, 14, e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5,00, embora tenha reduzido bastante o ritmo de queda à tarde em aparente movimento de ajuste técnico. Uma vez mais, os negócios no mercado de câmbio local foram ditados pelo ambiente externo, marcado por diminuição de prêmios de risco geopolítico e enfraquecimento da moeda americana.

Relatos positivos do vice-presidente dos EUA, JD Vance, na segunda-feira à noite, sobre negociações com o Irã no fim de semana sustentaram o otimismo dos investidores. À tarde, Donald Trump disse ao The New York Post que as tratativas com Teerã "podem ocorrer nos próximos dias" no Paquistão. As cotações do petróleo tombaram, com o contrato do Brent para junho - referência de preços para a Petrobras - encerrando o pregão em baixa de 4,6%, a US$ 94,79 o barril.

Após mínima de R$ 4,9727 pela manhã, o dólar operou entre R$ 4,98 e R$ 4,99 durante a segunda etapa de negócios. Com máxima de R$ 4,9953, a moeda americana terminou o dia em baixa de 0,06%, a R$ 4,9938 - novamente no menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024. O dólar já acumula desvalorização de 3,57% em abril, após alta de 0,87% em março. No ano, as perdas são de 9,02%.

"Após uma queda tão expressiva, é natural que o mercado passe por um ajuste, com alguma recomposição de posições em dólar e demanda maior de importadores para aproveitar cotações menores. De outro lado, temos continuidade do fluxo externo", afirma o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, acrescentando que o mercado segue muito "sensível" a declarações de Trump sobre o conflito no Oriente Médio.

Referência do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY rondava os 98,100 pontos no fim da tarde, em queda de 0,25%, após ter furado o piso dos 98,000 pontos pela manhã, quando tocou mínima aos 97,969 pontos. Entre divisas emergentes pares do real, destaque para o peso chileno, com ganhos superiores a 0,80 frente ao dólar.

Embora as atenções estejam voltadas ao conflito no Oriente Médio, a leitura bem abaixo das expectativas do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos EUA em março contribuiu para a desvalorização global da moeda americana, ao reduzir temores de escalada inflacionária.

O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, disse à tarde que vê espaço para o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) retomar o corte de juros, uma vez que vê impacto temporário do choque de energia sobre os preços.

O economista Paulo Gala avalia que o resultado do PPI "contribui para reduzir parte das preocupações inflacionárias, mas não altera substancialmente a percepção de que o Federal Reserve deve adotar uma postura cautelosa", postergando eventual retomada de corte de juros.

Gala lista três fatores, além da fraqueza global da moeda americana, que amparam as expectativas de continuidade do movimento de apreciação do real no curto prazo: a perspectiva de corte gradual da taxa Selic, que mantém um diferencial de juros elevado, o aumento do superávit comercial com a alta do petróleo e o fluxo de capital estrangeiro para ativos domésticos.

Em nota, a diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management, a economista Solange Srour, atribui a apreciação do real ao movimento de diversificação global de portfólios e aos preços mais elevados de petróleo, que favorece economias exportadoras de commodities.

"Minha preocupação central não é o nível do câmbio em si, mas o ambiente político que ele tende a produzir. A apreciação cambial reduz a percepção de risco, acalma os mercados e, com isso, diminui a pressão por disciplina fiscal", afirma a economista.

Srour cita como exemplo a aprovação em primeiro turno da Câmara dos Deputados na Proposta de Emenda à Constituição 383/2017, conhecida como PEC do SUAS, que vincula constitucionalmente 1% da Receita Corrente Líquida da União, estados e municípios ao Sistema Único de Assistência Social.

"O real abaixo de R$ 5,00 pode transmitir uma sensação de conforto que não corresponde à nossa realidade. O câmbio apreciado não resolve o desequilíbrio estrutural", afirma a economista. "O risco é que esse alívio momentâneo abra espaço para decisões permanentes que tornem o ajuste futuro ainda mais difícil."

MAIO

Dia das Mães deve movimentar mais de R$ 452 milhões na economia de MS

Gastos com compras de presentes e comemorações devem ser menores neste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado

14/04/2026 16h00

Dia das Mães deve movimentar mais de R$ 450 milhões em MS

Dia das Mães deve movimentar mais de R$ 450 milhões em MS Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio, que neste ano cairá no dia 10, deve movimentar carca de R$ 452,6 milhões na economia de Mato Grosso do Sul. Dados são Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae, divulgada nesta terça-feira (14).

Os gastos com presentes e comemorações serão ligeiramente menores do que o registrado no mesmo período do ano passado, com retração de 3,3%.

“O comportamento do consumidor neste ano evidencia um perfil mais cauteloso, porém engajado com a data. Mesmo diante de um cenário econômico que exige maior controle financeiro, os consumidores não deixam de participar das celebrações, mas adotam decisões de compra mais planejadas, priorizando o uso consciente do orçamento”, explica a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira.

Presentes

Apenas com presentes, a movimentação financeira deve ser de R$ 234,73 milhões. A pesquisa aponta que 64,17% dos consumidores pretendem presentear, com gasto médio de R$ 242,94.

Entre os presentes mais procurados para presentear estão roupas (27,3%), perfumes e cosméticos (26%). Itens como flores, cestas e acessórios também aparecem entre as principais escolhas.

A qualidade do produto aparece como principal fator de decisão, citada por 48,39% dos consumidores, seguida pela preferência da pessoa presenteada (43,87%). O preço, embora relevante, aparece em segundo plano.

O levantamento aponta como relevante a predominância das compras presenciais, apontada por 73,98% dos que vão às compras, com destaque para as lojas localizadas no centro e de bairros.

“Esse cenário é uma oportunidade de ouro para o comércio, valorizando o comércio de bairro e o atendimento nas lojas físicas”, avalia Paulo Maciel, analista-técnico do Sebrae/MS.

Além disso, a maioria dos consumidores prioriza descontos à vista, enquanto o parcelamento no cartão aparece como alternativa relevante para parte do público.

“É importante notar que o cliente está mais atento e informado. 28% dos consumidores vão pesquisar preços em várias lojas, e 21% farão a comparação entre o físico e o online. O público busca o melhor custo-benefício, isso reforça a necessidade de o lojista ter estratégias claras de captação para converter interesses em compra real, focando na qualidade, que é a prioridade para 48% dos compradores", acrescenta Maciel.

Comemorações

As comemorações na data devem injetar R$ 217,85 milhões na economia. A pesquisa aponta que 66,08% devem celebrar a data, com gasto médio de R$ 218,95.

Para 52% das pessoas, a celebração será passar o dia reunido com a família e comprar ingredientes para fazer uma refeição em casa, enquanto uma parcela menor escolhe sair para restaurantes ou realizar passeios.

Segundo a Fecomércio, o comportamento reforça uma tendência de celebrações mais intimistas, sem perder o significado da data.

“Estratégias como kits prontos e serviços personalizados são diferenciais para aumentar o faturamento. O segredo é organizar o estoque e preparar a equipe para aproveitar o afeto da data e transformar isso em ótimos resultados para o seu negócio”, orienta Paulo Maciel.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 31 de março de 2026, nos municípios de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Bonito, Corumbá/Ladário, Três Lagoas, Nova Andradina e Naviraí.

Benefício

Governo federal adianta pagamento do 13º de beneficiários do INSS

Em Mato Grosso do Sul, são mais de 400 mil beneficiários e o pagamento deve injetar mais de R$ 800 milhões na economia do Estado

14/04/2026 14h28

INSS adianta 13º de beneficiários

INSS adianta 13º de beneficiários Foto: Gerson Oliveira / Arquivo

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o valor do 13º salário antecipado nos meses de abril e maio deste ano. 

O Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve beneficiar cerca de 400 mil beneficiários em Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de março. A antecipação vai transferir R$ 811,7 milhões aos donatários do Estado. 

Segundo o calendário, a primeira parcela do pagamento, cerca de 50% do valor total, vai de 24 de abril até o dia 8 de maio. 

Já a segunda metade será paga de 25 de maio a 8 de junho. Essa parcela corresponde à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela antecipada, sendo paga juntamente com os benefícios da competência de maio. 

Terão direito à antecipação do valor aqueles que tiverem recebido, em 2026, algum benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão. 

Não recebem o 13º salário as pessoas que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), valor pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência com baixa renda comprovada e beneficiários de Renda Mensal Vitalícia. 

A data de pagamento leva em conta o número final do cartão do INSS, sem considerar o último dígito verificador, que fica após o traço. 

Segundo o Decreto, o pagamento do abono é feito em agosto e novembro e a antecipação do benefício contempla todos os estados, injetando um montante significativo de recursos na economia dos municípios. 

Veja as datas dos pagamentos de acordo com o número final do cartão:

INSS adianta 13º de beneficiários
INSS adianta 13º de beneficiários

 Na espera

Em Mato Grosso do Sul a fila de espera pela análise por algum benefício mais que dobrou em um ano, conforme o recorte mais recente divulgado. Enquanto em novembro de 2024 o número era de 16.749 pessoas esperando por algum tipo de auxílio, o volume alcançou 41.775 pessoas na fila em novembro do ano passado, um salto de 150%.

Nesse contexto de crescimento, entra em vigor a unificação das filas regionais em uma fila única nacional. A mudança, implementada no dia 13 de janeiro, permite que processos de Mato Grosso do Sul sejam analisados por servidores de qualquer parte do País, independentemente da agência de origem do pedido. A expectativa é de reduzir desigualdades regionais e acelerar a concessão de benefícios, sobretudo nos estados onde o tempo de espera é maior.

Em todo o Brasil, são mais de 2,9 milhões de beneficiários aguardando a análise por algum benefício entre aposentadorias, benefício por incapacidade temporária, pensões, entre outros. 

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