Economia

audiência pública

Campo Grande: Impasse na taxa do lixo continua, Câmara tende a derrubar veto

Audiência pública discutiu os impactos do aumento na taxa à população, mas presidente da Casa acredita que veto será derrubado na terça-feira, com posterior judicialização

Continue lendo...

A audiência pública realizada nesta quinta-feira (5) na Câmara Municipal de Campo Grande teve divergências entre as entidades da sociedade civil organizada e representantes do Executivo Municipal com relação ao aumento da taxa do lixo na Capital. O debate teve objetivo discutir os impactos do aumento, mas a expectativa do é a derrubada do veto da prefeita à Adriane Lopes (PP), ao projeto de Lei aprovado pelos vereadores no mês passado, que anula a regulamentação da taxa do lixo, cobrada de forma casada no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano. 

A sessão que irá apreciar o veto de Adriane Lopes ao Projeto de Lei Complementar aprovado pelos vereadores está marcada para a próxima a terça-feira (10).

O presidente da Câmara Municipal, vereador Papy, disse ao Correio do Estado que a principal finalidade da audiência foi esclarecer para a população as alegações do município para o aumento e também os questionamentos das instituições a respeito de ilegalidades observadas no aumento.

"Os desdobramentos disso, eu acho que pode ter efeito na votação de terça-feira, apesar de achar que os colegas já estejam com seus votos todos consolidados. Eu particularmente acredito que a Câmara tenha os votos para a derrubada, mas o Executivo tem feito uma força-tarefa com um certo desespero para tentar explicar os efeitos da não arrecadação, ou o problema que seria para devolução de dinheiro, ou reemissão de carnês e talvez isso possa, de certa forma, comover algum vereador, sensibilizar, puxando os vereadores para a responsabilidade fiscal do município", disse Papy.

O presidente da Casa de Leis acrescenta que, apesar do pouco tempo, já que a votação ocorrerá na próxima semana, espera que o Município possa recuar em alguns pontos e levar a questão para uma mesa de conciliação, de forma que fosse possível manter o veto, mas com alguma entrega para a população.

"Se nós derrubarmos o veto, possivelmente isso vai se tornar uma judicialização e o contribuinte, na prática, não vai ter o desconto que nós gostaríamos de dar. Então eu gostaria que antes de uma judicialização, que para mim é o pior dos cenários, que a gente tivesse uma entrega para população de Campo Grande proveniente de um acordo da Casa", ressaltou o parlamentar.

No entanto, Papy disse que tudo se encaminha para uma votação sem acordo e para a derrubada do veto, com posterior judicialização. Ele ressalta ainda que a recomendação é que o contribuinte pague o tributo dentro dos prazos, enquanto há divergências.

Município alega possível caos financeiro

Na audiência, a procuradora-geral de Campo Grande, Cecília Saad Cruz Rizkallah , falou brevemente sobre a legalidade do reajuste na taxa do lixo e citou as leis que dão diretrizes para a cobrança.

A procuradora de Campo Grande, Adriane Lobo, apresentou dados afirmando que, em 2025, o Município gastou, em média, R$ 15 milhões por mês e cerca de R$ 180 milhões por ano com o serviço de coleta de lixo, o que representa, segundo ela, um aporte entre 50% e 60% do município.

"Também é importante destacar o Marco Legal Sanitário, que obriga os municípios a cobrar taxa da coleta que visa custear coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos, com os municípios definindo forma e valor da cobrança", disse.

Adriane Lobo afirmou ainda que há riscos na revogação da taxa, pois o município não teria condições do custeio integral e comprometeria, entre outros pontos, a saúde da população.

"Não podemos deixar de levar em consideração que a taxa não sofreu aumento, houve apenas readequação levando em conta o perfil socioeconômico da população que melhorou em muitas localidades, mas o município paga quase 70% do serviço que deveria ser custeado pela população, segundo o Marco Legal Sanitário", concluiu a procuradora.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, também apresentou novamente planilhas demonstrando que, no ano passado, o serviço de coleta de lixo custou R$ 137 milhões aos cofres públicos, enquanto a taxa do lixo arrecadou R$ 41 milhões.

"Campo Grande precisa não consegue sobreviver mais sem um equilíbrio econômico-financeiro e para você fazer o equilíbrio econômico-financeiro do município, para que você possa começar a equilibrar as despesas com as receitas, você tem que atacar os pontos que você está com defasagem, e, no nosso entendimento, a questão do lixo é um item realmente que precisa de uma atualização, que foi feita pela Prefeitura de Campo Grande", disse Miglioli ao Correio do Estado.

Entidades se manifestam contra aumento da taxa

 

Do outro lado do debate, os representantes da sociedade civil organizada se manifestaram contra o aumento da taxa de lixo, alegando possíveis ilegalidades no reajuste.

Luiz Brito Filho, vice-presidente da Comissão de assuntos tributários da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) afirmou que a OAB mantém o posicionamento da ilegalidade da cobrança.

"É legitima a cobrança da taxa, mas forma como ela é aumentada, sem o principio da legalidade, ela não pode ser mantida da forma como pretendida. A OAB se mantém firme no posicionamento, assim como se manifestou no mandado de segurança impetrado no início do ano", disse.

O diretor financeiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis 14ª Região (Creci-MS), Luiz Gomes, afirmou que a discussão ultrapassa a taxa do lixo e abrange o desenvolvimento da cidade, pedindo ainda para que os vereadores tomem a melhor decisão, pensando na população de Campo Grande.

"Quando o custo aumenta, toda a sociedade sente, negócios deixam de ser feitos, imóveis deixam de ser vendidos e locados, a prefeitura deixa de ter receita, porque quando a taxa sobe a valores absurdos, o cidadão não tem outra opção a não ser deixar de pagar e contar com o famigerado Refis no fim do ano. É a municipalidade incentivando o não pagamento das taxas no prazo correto", defendeu.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Adelaido Vila, também afirmou que o posicionamento da entidade é contra o aumento, citando que 76,7% da população campo-grandense está endividada e 48% em inadimplência.

"A forma que está sendo conduzida esse ajuste da taxa do lixo vai impactar duramente na cidade, no bolso de cada pessoa, mas o que mais entristece é a falta de entender que tudo faz parte do todo, quando impacta no bolso do consumidor ele deixa de consumir e quando ele deixa de consumir o poder público deixa de arrecadar", disse.

Também se manifestaram contra o aumento a Defensoria-Pública de Mato Grosso do Sul, Associação dos Advogados Independentes (ADVI), Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande (FCDL), três moradores de diferentes bairros que utilizaram a palavra representando a população e os vereadores Luiz Ribeiro e Maicon Nogueira.

HOSPEDAGEM

Campo Grande tem 75 hotéis e 10,5 mil quartos

Expectativa é que dois hotéis e 662 novos quartos sejam inaugurados nos próximos anos

15/02/2026 14h30

Hotel na capital de MS, Campo Grande

Hotel na capital de MS, Campo Grande Alvaro Rezende

Continue Lendo...

Mapeamento divulgado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) aponta que existem 75 hotéis e 10.508 leitos, no ano de 2026, em Campo Grande (MS).

Em 2024, foram contabilizados 71 hotéis e 9.218 leitos. Portanto, o aumento é de 5% no número de hotéis e 13,99% no número de quartos.

Expectativa é que dois hotéis e 662 novos quartos sejam inaugurados nos próximos anos. 

Os números mostram que a ampliação da rede hoteleira fortalece o turismo na Capital de Mato Grosso do Sul, o que impulsiona a economia, agita bares e restaurantes; aquece o comércio; estimula o turismo; gera empregos e impulsiona lojas e serviços.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirmou que a expansão de hotéis traz impactos positivos para a economia campo-grandense.

“O crescimento da rede hoteleira demonstra a confiança do setor privado na cidade e nos dá base técnica para planejar novas ações, atrair investimentos e gerar mais oportunidades de emprego e renda. O mapeamento permite decisões mais assertivas e alinhadas ao crescimento da Capital. Estamos trabalhando com dados concretos para fortalecer o turismo de eventos e negócios em Campo Grande”, pontuou o secretário.

De acordo com o levantamento, a média de valores das diárias são:

  • Quarto para uma pessoa: R$ 198,35
  • Quarto para duas pessoas: R$ 257,66
  • Quarto para três pessoas: R$ 328,40
  • Quarto para quatro pessoas: R$ 389,20

Vale ressaltar que casas de aluguel por temporada (Airbnbs) em Campo Grande não estão inclusos nesses dados. 

CHECKIN E CHECKOUT 

Novas regras para entrada e saída (check-in e check-out) de hóspedes em hotéis brasileiros começaram a valer em 16 de dezembro de 2026.

A mudança, promovida pelo Ministério do Turismo (MTur), define que a diária cobre 24 horas, dentro das quais os hotéis têm três horas para a arrumação dos quartos.

A regra permite que os hotéis definam seus próprios horários de check-in e check-out dentro desses critérios, e essas informações devem ser comunicadas ao hóspede de forma clara e prévia, tanto pelos hotéis como pelas agências de turismo e as plataformas digitais intermediárias de reservas.

Além das três horas de intervalo para limpeza da hospedagem, a regulamentação também flexibiliza a cobrança de tarifas diferenciadas para entrada antecipada ou saída postergada e detalha a comunicação sobre horários e frequência dos serviços de arrumação, higiene e limpeza da unidade habitacional.

Loterias

Resultado da Loteria Federal 6042-9 de ontem, sábado (14/02): veja o rateio

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

15/02/2026 07h33

Loteria Federal

Loteria Federal Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6041-0 da Loteria Federal na noite desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

  • 5º Prêmio: PORTO VELHO/RO - R$ 20.503,00
  • 4º prêmio: PIRAPORA/MG - R$ 25.000,00
  • 3º prêmio: JANDIRA/SP - R$ 30.000,00
  • 2º prêmio: ARACRUZ/ES - R$ 35.000,00
  • 1º prêmio: CAMPINAS/SP - R$ 500.000,00

Resultado da extração 6041-0:

  • 5º prêmio: 25659
  • 4º prêmio: 38353
  • 3º prêmio: 52233
  • 2º prêmio: 49658
  • 1º prêmio: 94095

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).