Economia

MEIO AMBIENTE

Governo isenta ICMS de agricultores que devolverem embalagens de agrotóxicos

Objetivo do governador Reinaldo Azambuja é agilizar o cumprimento da legislação ambiental e estimular a economia do agronegócio

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Por meio do decreto nº 16.012/22, o governador Reinaldo Azambuja decidiu conceder isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que passarem a praticar a logística reversa.

Na prática, o que o governador fez foi conceder isenção de ICMS para os agricultores que devolverem as embalagens usadas e lavadas dos defensivos agrícolas – os populares agrotóxicos. 

Para Azambuja, a prioridade é incentivar e de facilitar o cumprimento das legislações ambientais, em especial a questão da devolução impositiva de embalagens vazias de agrotóxicos, assim como as respectivas tampas dos produtos, para que haja um descarte para o local correto.

Os agricultores que passarem a devolver esse lixo de alto risco ambiental, terão acesso ao benefício e não mais precisarão fazer a emissão do documento fiscal na operação e na prestação de serviço de transporte, relativas à devolução, recebimento, armazenagem e remessa de resíduos sólidos coletados por intermédio de entidades gestoras do sistema de logística reversa.

O que o governo do Estado fez foi dispensar a nota fiscal da compra do produto. Em troca, os agricultores vão entregar o número de rastreabilidade da solicitação de coleta; os dados do remetente, destinatário e da transportadora; a descrição do material.

Pelo decreto nº 16.012/22, a entidade gestora de logística reversa deve manter - à disposição da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) - a relação de controle e de movimentação de materiais recebidos em conformidade com este artigo, de forma que fique demonstrada a quantidade recebida e encaminhada aos destinatários.

Desta forma, o governo do Estado poderá rastrear – com mais eficiência – o trabalho da entidade gestora com destino à indústria de reciclagem. 

Pela nova regra, a indústria deve emitir a nota fiscal eletrônica (NFe) de entrada, para fins de acompanhamento da remessa.

Na prestação de serviço de transporte com destino à indústria de reciclagem, a empresa de transporte deverá emitir Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), que acompanhará o trânsito dos produtos. 

O benefício é válido para as operações internas e interestaduais. O decreto começou a valer na última sexta-feira, 19.

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LOTERIAS

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3035, quinta-feira (23/07): veja o rateio

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

24/07/2026 08h06

Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3035 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 62 milhões.

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 49 apostas ganhadoras, (R$ 41.401,04)
  • 4 acertos - 4.056 apostas ganhadoras, (R$ 824,44)

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3035 são:

  •    07 - 56 - 17 - 59 - 51 - 05

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3036

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no domingo, 26 de julho, a partir das 20 horas, pelo concurso 3036. O valor da premiação está estimado em R$ 70 milhões. 

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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SUSPENSÃO

Decisão do TCU deve atrasar a licitação da ferrovia Malha Oeste

Suspensão da análise ocorreu após o envio de documentação incompleta e pode adiar ainda mais o leilão da ferrovia, previsto para o último trimestre

24/07/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Tribunal de Contas da União (TCU) interrompeu na segunda-feira a análise do processo de licitação da ferrovia Malha Oeste porque o Ministério dos Transportes aproveitou estudos desatualizados relacionados ainda com a relicitação descartada no ano passado, deixou de enviar documentos e mandou o Caderno Socioambiental errado.

A suspensão ocorre pouco mais de um mês após a Corte receber a proposta da Pasta.

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, o governo federal pretende realizar o certame no último trimestre deste ano, com três objetos a serem oferecidos à iniciativa privada. A atualização dos estudos pode impactar em mais atraso na licitação.

O primeiro (Objeto A) a ser leiloado será a extensão completa da Malha Oeste (1.644 quilômetros), entre Corumbá e Mairinque (SP).

Caso não haja interessados, será o Objeto B, com extensão parcial da Malha Oeste, entre Corumbá e Bauru (SP), em bitola larga, com 1.325,5 km; e por último o Objeto C, com extensão parcial da Malha Oeste, entre Corumbá e Três Lagoas, com extensão de 906,98 km

Nestas opções estão incluídos trechos entre Corumbá e Ladário.

Esta proposta final foi aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 21 de maio, no início do mês seguinte o Ministério dos Transportes a referendou e encaminhou, em 12 de junho, para o TCU.

Esta agilidade foi para compensar o atraso nos estudos e levantamentos necessários à licitação, já que muitos pareceres internos foram apresentados em maio, faltando pouco mais de um mês para o prazo do certame, divulgado no fim do ano passado.

O governo anunciou que pretendia licitar a Malha Oeste este mês, porém já transferiu a data para o último trimestre.

Após receber os documentos, o TCU, no dia 15 de junho, abriu o processo para analisar o certame, etapa obrigatória para certificar que a licitação está de acordo com as normas legais e seguindo os trâmites necessários. A Corte tem pelo menos 90 dias para verificar os documentos.

A concessionária que administra a ferrovia acumula multas milionárias por abandono da linha - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

ANÁLISE

Entretanto, na segunda-feira, o TCU interrompeu a análise do processo.

O ministro-relator Odair Cunha, destacou que “a ANTT aprovou os estudos técnicos para a concessão, por meio de deliberação da Diretoria Colegiada, com encaminhamento do projeto ao Ministério dos Transportes. Ademais, o Plano de Outorga foi aprovado pelo Ministério por meio da Portaria 380, de 8/6/2026”.

Porém, afirmou que o exame realizado pela Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária (AudPortoFerrovia) da Corte, constatou que “os documentos técnicos e jurídicos entregues a esta Corte não atendem todas as exigências estabelecidas no art. 3º da IN 81/2018, com vistas a subsidiar a análise da desestatização”.

O ministro, em seu despacho, enfatiza que o Ministério não encaminhou no mês passado a minuta final do Plano de Outorga dos 1.644 km da linha férrea, especificações sobre áreas de exploração e prazo do contrato, assim como o Relatório da Modelagem Econômico-Financeira (MEF). Também enviou o Caderno Socioambiental errado.

“Está ausente, por exemplo, o plano de outorga, relativamente à definição do objeto, áreas de exploração e prazo do contrato, assim como o Relatório da Modelagem Econômico-Financeira. Quanto aos requisitos referentes ao meio ambiente, a unidade instrutora informa ausentes do caderno socioambiental a respectiva licença ou diretrizes para o licenciamento e as medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos”, detalhou Cunha.

IRREGULARIDADES

Com estas irregularidades, o TCU comunicou “incompletude da documentação encaminhada”, e exigiu a apresentação de todas as licenças já emitidas para a Malha Oeste (prévia, de instalação e de operação).

Em resposta, a ANTT informou que, “por equívoco”, encaminhou ao TCU um documento intitulado Caderno Socioambiental e que os documentos da Modelagem Econômico-Financeira estão desatualizados. “A peça correspondente se encontra em processo de revisão”, explicou.

Após analisar as justificativas, a AudPortoFerrovia esclareceu que o relatório da MEF enviado “não dizia respeito ao empreendimento atual, mas à proposta de relicitação anterior da Malha Oeste, considerada até 2025, posteriormente descartada e substituída pela opção de concessão comum do serviço de transporte ferroviário com exploração de infraestrutura”.

Com estes pareceres da área técnica, Cunha determinou “o sobrestamento dos autos até o encaminhamento dos estudos atualizados (relativos à desestatização da Malha Oeste) completos, oportunidade em que haverá a definição do termo inicial de contagem do prazo de análise da desestatização estabelecido na IN nº 81/2018”.

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