Economia

etanol de milho

Grupo americano deve instalar fábrica de US$ 100 milhões

Grupo americano deve instalar fábrica de US$ 100 milhões

DA REDAÇÃO

21/04/2014 - 15h30
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Além dos US$ 300 milhões de investimento em unidade no município de Chapadão do Sul, o grupo americano formado pelas empresas POET e BioUrja Trading LLC sinalizou já ter escolhido a segunda cidade do Estado para instalação. O município alvo é Naviraí, com previsão de aporte financeiro de US$ 100 milhões para o projeto. Nos dois locais a intenção é construir fábrica de processamento de milho para produção de etanol e subprodutos utilizados como ração, conforme matéria de hoje (21) no jornal Correio do Estado.

Mais três unidades ainda podem ser implantadas em municípios de Mato Grosso do Sul, conforme anunciou o governador André Puccinelli após reunião com empresários do grupo, em Nova Iorque, no mês de março. A empresa é responsável por 10% do mercado americano de produção de etanol e exporta o combustível para o Japão, Austrália e África. A sondagem em Naviraí começou há cerca de um mês e o projeto ainda está na fase de estudos, mas o prefeito, Léo Matos, é otimista. “Fizemos uma reunião com eles no fim de março, agora estamos aguardando a confirmação para saber se realmente virão. Mas pelo resultado da primeira conversa, eles saíram contentes e acreditamos que o negócio vai sair”, espera.

A empresa está fazendo o levantamento técnico para estudar a viabilidade de implantação da indústria, mas no primeiro momento, segundo o prefeito, a conclusão é de que Naviraí atende à necessidade do empreendimento. A previsão é de gerar cerca de 100 a 150 empregos diretos, sendo que vários voltados para profissionais com ensino superior. “Será a concretização de um trabalho nosso: buscar a industrialização do município. Temos muitos estudantes nas universidades daqui, que poderão ser empregados. Além disso, acreditamos que atrás dela virão outras empresas”, aposta. Como contrapartida, a prefeitura deve doar uma área de 50 hectares para a construção da fábrica. O local ainda não foi escolhido. A reportagem é de Paula Vitorino.
 

Crédito

Agronegócio concentra R$ 1,5 bilhão dos financiamentos do FCO em MS

Setor rural reúne R$ 1,53 bilhão em projetos aprovados em 2026, enquanto linha empresarial soma R$ 324,4 milhões; Estado ainda tem R$ 1,82 bilhão disponível

22/10/2026 17h57

Álvaro Rezende/Secom

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Mato Grosso do Sul já teve aproximadamente R$ 1,86 bilhão em projetos aprovados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) em 2026. A maior parte está na linha rural, que acumula R$ 1,53 bilhão, enquanto a empresarial soma R$ 324,4 milhões. Segundo dados divulgados pelo governo estadual, ainda há mais de R$ 1,82 bilhão disponível para novos financiamentos.

Na reunião extraordinária realizada na quarta-feira (21), o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF/FCO) aprovou 52 projetos, com previsão de R$ 100,1 milhões em investimentos em 33 municípios.

Do total, 47 projetos são da linha rural, que somam R$ 76,3 milhões. A aquisição de máquinas agrícolas liderou as propostas, com 26 aprovações. Também foram contempladas iniciativas de reforma de pastagens, compra de bovinos, correção do solo, avicultura, armazenagem, irrigação e florestas.

Os outros cinco projetos são da linha empresarial e totalizam R$ 23,7 milhões. Três são destinados ao comércio e serviços, um à ciência e tecnologia e outro à indústria.

Linhas

A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) destinou R$ 3,68 bilhões a Mato Grosso do Sul em 2026, com previsão de divisão igualitária entre as linhas Rural e Empresarial. No acumulado do ano, porém, o volume aprovado para o setor rural supera o empresarial em cerca de R$ 1,21 bilhão.

Em setembro, a demanda por financiamentos rurais levou ao remanejamento de R$ 600 milhões da linha empresarial para a rural, conforme informações divulgadas anteriormente. A procura incluía recursos para máquinas e equipamentos, correção do solo, avicultura, suinocultura e reforma de pastagens.

O FCO oferece crédito a empreendedores rurais e empresariais, com condições de juros e prazos voltadas ao desenvolvimento regional. Em Mato Grosso do Sul, os pedidos são analisados pelo CEIF/FCO, conselho vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Os valores aprovados correspondem a projetos autorizados pelo conselho e não significam, necessariamente, que os recursos já tenham sido contratados ou liberados aos beneficiários.

Operação Sem Desconto

INSS devolve R$ 51 milhões em descontos indevidos a 73 mil aposentados de MS

 Em todo o Brasil, 5,1 milhões de pessoas já receberam o ressarcimento

22/10/2026 17h07

INSS está ressarcindo aposentados que tiveram descontos indevidos

INSS está ressarcindo aposentados que tiveram descontos indevidos Gerson Oliveira

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Em Mato Grosso do Sul, 73.069 aposentados e pensionistas foram ressarcidos por descontos indevidos, realizados sem autorização por associações, segundo balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor devolvido no Estado soma R$ 51.072.743,02.

Segundo informações do INSS, o valor é depositado diretamente na conta do beneficiário lesado, em parcela única. Em todo o Brasil, 5,1 milhões de pessoas já receberam o ressarcimento, que totaliza R$ 3.593.771.078,11.

O balanço foi divulgado na quarta-feira (21) pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

O ressarcimento está sendo disponibilizado aos beneficiários que contestaram os descontos considerados indevidos, mas não receberam retorno das entidades responsáveis.

Relembre o caso

Os descontos das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 de abril de 2025, quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS de todo o Brasil.

Na operação, foram identificados R$ 6,3 bilhões descontados de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024. Durante as investigações, a Justiça bloqueou bens e valores de pessoas, sindicatos e associações investigadas.

Depois da descoberta da fraude, o Congresso aprovou uma lei que proíbe expressamente descontos associativos nos benefícios. A norma está em vigor desde janeiro de 2026.

 

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