Economia

MAPA

Mercado interno de orgânicos cresce 40%

Mercado interno de orgânicos cresce 40%

DA REDAÇÃO

03/02/2011 - 16h17
Continue lendo...

As vendas de produtos orgânicos no Brasil alcançaram R$ 350 milhões em 2010. O valor é 40% superior ao registrado em 2009, conforme os números divulgados pelo Projeto Organics Brasil, organização não-governamental (ONG) que reúne empresas exportadoras de produtos e insumos orgânicos. “Esse crescimento representa a difusão do setor. Cada vez mais pessoas buscam informações sobre produtos orgânicos e, consequentemente, consomem mais esse tipo de alimento”, destaca o coordenador do Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias. “As novas regras para a cadeia produtiva de orgânicos, que passaram a ser obrigatórias a partir de 1º de janeiro deste ano, fomentam ainda mais o crescimento do setor”, diz.

O mercado externo de orgânicos também cresceu em 2010. As 72 empresas associadas ao Organics Brasil, que representam mais de 60% do setor, exportaram cerca de U$ 108 milhões no ano passado, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esse valor é 30% superior às receitas geradas em 2009. Os produtos mais exportados são os do complexo soja (grão, farelo e óleo), açúcar, café, cacau e frutas (abacaxi, mamão e manga). Os principais países consumidores são Holanda, Suécia, Estados Unidos, França, Reino Unido, Bélgica e Canadá.

Rogério Dias destaca também que o número de feiras de produtos orgânicos tem crescido bastante no país, o que também favorece e incentiva a comercialização. Segundo o coordenador, hoje, os produtos orgânicos mais procurados pelos brasileiros são as hortaliças, legumes, frutas e produtos processados como sucos, arroz, açúcar e café. “O consumidor busca esses produtos nas feiras agroecológicas, onde há uma relação de confiança com o agricultor, que garante a origem dos alimentos oferecidos”, ressalta Dias.

Regulamentação do setor

De acordo com o Ministério da Agricultura, cerca de 5,5 mil produtores já estão de acordo com as novas regras de produção orgânica. Desde o dia primeiro de janeiro, o produto comercializado na rede varejista como orgânico deve conter o selo do Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica. Durante alguns meses, os consumidores ainda poderão encontrar produtos sem o selo em função da comercialização de parte dos estoques produzidos em 2010. Os agricultores que vendem em feiras livres não recebem o selo, mas também devem estar cadastrados no Ministério da Agricultura.

Quem ainda não se cadastrou no sistema deve se adequar às novas regras e vincular-se a alguma entidade certificadora. Produtores que fazem venda direta devem se cadastrar no hosite do Ministério da Agricultura. Os interessados também podem procurar as superintendências federais do Ministério da Agricultura para as orientações sobre o processo de regularização.

A legislação brasileira estabelece três instrumentos para garantir a qualidade dos alimentos: a certificação, os sistemas participativos de garantia e o controle social para a venda direta sem certificação. Os agricultores que buscarem a certificação e estiverem de acordo com as normas poderão usar o selo oficial nos seus produtos. O selo é fornecido por certificadoras cadastradas no Ministério da Agricultura que são responsáveis pela fiscalização dos produtos.

Produtos orgânicos

Verduras, legumes, frutas, castanhas, carnes, pães, café, laticínios, sucos e outros produtos, tanto in natura, quanto processados, são considerados orgânicos quando cultivados sem agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias sintéticas. A prioridade é empregar matéria orgânica e adotar boas práticas que harmonizem os processos biológicos.

Os produtos orgânicos também são provenientes de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida biológica do solo ativa. As técnicas para obter o produto orgânico incluem manejo especial do solo e diversidade (rotação) de culturas, que garantem a qualidade dos alimentos. Também são características fundamentais na produção orgânica a responsabilidade social e ambiental, como o uso adequado do solo, água, ar e dos recursos naturais.

O coordenador de Agroecologia Rogério Dias acredita que o grande desafio para ampliar o sistema orgânico de produção é aumentar o número de profissionais formados nas escolas técnicas e universidades. O ministério pretende reforçar a assistência aos produtores interessados em converter o sistema convencional em orgânico. Desenvolvimento tecnológico específico, mecanismos que ampliem o acesso da população aos produtos orgânicos e à utilização dos instrumentos de controle para garantia da qualidade são também considerados importantes pelo coordenador.


 

Em Um Ano

MS tem 132 empresas negativadas por dia e inadimplência é recorde

Estado chegou a 130,9 mil empresas inadimplentes em março deste ano, alta de 38% em relação ao mesmo período de 2025

11/05/2026 08h00

Foto: Magnific

Continue Lendo...

A inadimplência das empresas em Mato Grosso do Sul disparou nos últimos 12 meses e atingiu o maior patamar da série recente da Serasa Experian. Entre março de 2025 e março deste ano, o Estado registrou, em média, 132 novas empresas negativadas por dia útil. Segundo levantamento obtido pelo Correio do Estado, o número de empresas inadimplentes saltou de 94.860, em março do ano passado, para 130.912, no mesmo período deste ano.

Foram 36.052 CNPJs negativados, ou 38% a mais, no período de um ano. Considerando os 272 dias úteis entre os dois períodos, a média foi de 132 novos registros por dia útil.

O avanço coloca Mato Grosso do Sul entre os estados que seguem pressionados pelo encarecimento do crédito e pela desaceleração econômica nacional.

Em março deste ano, o Estado acumulava quase 1 milhão de dívidas negativadas, que somavam mais de R$ 3,3 bilhões. O valor representa crescimento expressivo em relação a março do ano passado, quando o estoque de débitos das empresas sul-mato-grossenses era de R$ 2,47 bilhões.

Em média, cada empresa inadimplente em MS tem 7,6 contas em atraso e dívida média de cerca de R$ 25,9 mil. O ticket médio das pendências ficou em torno de R$ 3,3 mil.

O levantamento da Serasa Experian aponta ainda que Mato Grosso do Sul encerrou março na 16ª posição nacional em número absoluto de empresas inadimplentes, atrás de estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Inadimplência em MS

Número de empresas negativadas é recorde 
 

Fonte: Serasa Experian

NACIONAL

No cenário nacional, a inadimplência empresarial atingiu 8,9 milhões de CNPJs em março, mantendo-se próxima do recorde registrado em dezembro do ano passado. Ao todo, as empresas brasileiras acumulavam 62 milhões de dívidas negativadas, equivalentes a R$ 212,8 bilhões.

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirma que o quadro reflete um ambiente financeiro ainda restritivo, apesar do início do ciclo de redução dos juros.

“O contingente de empresas com restrições de crédito segue elevado, refletindo a persistência de um ambiente financeiro ainda significativamente apertado. Apesar do início do ciclo de flexibilização monetária, o patamar ainda restritivo dos juros, aliado a spreads elevados e critérios de concessão mais cautelosos, limita a recomposição da capacidade financeira das empresas”, explica.

Conforme a economista, a inadimplência empresarial é um indicador de estoque, o que significa que o problema incorpora pressões acumuladas ao longo do tempo e tende a apresentar recuperação lenta.

“Em paralelo, o processo de desaceleração da atividade econômica tende a impactar o faturamento das empresas e dificultar a recomposição de caixa. Nesse contexto, ainda não há sinais consistentes de inflexão na trajetória da inadimplência”, completa.

MICRO E PEQUENAS

As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais afetadas pela deterioração do crédito no País. Em março, elas representaram 8,4 milhões dos 8,9 milhões de CNPJs negativados no Brasil.

Esse grupo acumulou R$ 185,3 bilhões em dívidas e média de 6,7 contas inadimplidas por empresa.

Para Camila, os pequenos negócios sofrem mais intensamente os efeitos do crédito caro e da seletividade bancária.

“As micro e pequenas empresas são mais sensíveis a um ambiente de crédito restritivo, pois dependem majoritariamente de linhas de curto prazo e têm menor poder de negociação. Com os juros ainda em patamar elevado e a concessão de crédito mais seletiva, essas empresas enfrentam maior dificuldade para recompor o capital de giro”, analisa.

Ela acrescenta que problemas estruturais de gestão financeira também dificultam a recuperação das empresas menores.

“Esse quadro é agravado por desafios estruturais de gestão financeira, como menor capacidade de planejamento, controle de fluxo de caixa e alongamento de passivos, o que contribui para a persistência da inadimplência”, afirma.

SERVIÇOS

O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas inadimplentes no País em março, respondendo por 55,5% do total. Na sequência aparecem comércio, com 32,4%, indústria, com 8,1%, e setor primário, com 0,9%.

Já em relação à origem das dívidas a maior parte está ligada ao chamado crédito comercial – débitos com fornecedores, utilities, telefonia, varejo e prestadores de serviço –, e não diretamente ao sistema financeiro.

Segundo a Serasa Experian, o uso desse tipo de crédito aumentou porque muitas empresas passaram a recorrer a negociações com fornecedores para financiar capital de giro, diante dos juros elevados e da dificuldade de acesso ao crédito bancário.

“Ao mesmo tempo em que esse mecanismo ajuda a manter a operação funcionando, ele também se torna mais difícil de administrar quando há acúmulo de pendências, prolongando o processo de regularização financeira das empresas”, destaca Camila Abdelmalack.
 

* Saiba 

Em média, cada empresa inadimplente em MS tem 7,6 contas em atraso e dívida média de cerca de R$ 25,9 mil. O ticket médio das pendências ficou em torno de R$ 3,3 mil.

Assine o Correio do Estado

Economia

IR 2026: chance de inclusão no primeiro lote acaba neste domingo

Envio antecipado aumenta possibilidade de restituição em maio

10/05/2026 19h00

Arquivo/Agência Brasil

Continue Lendo...

Contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm até este domingo (10) para garantir a chance de entrar no primeiro lote de restituição. O pagamento está previsto para o dia 29 de maio, mesma data final para entrega do documento à Receita Federal.

A regra principal é simples. Quem declara primeiro, recebe primeiro, desde que não haja pendências. Erros ou inconsistências podem levar à chamada malha fina, o que adia o pagamento até a regularização.

Além da ordem de envio, alguns critérios aumentam a prioridade na fila de restituição. Entre eles estão o uso da declaração pré-preenchida e a opção por receber o valor via Pix.

Quanto mais requisitos o contribuinte atender, maiores são as chances de receber já no primeiro lote.

Calendário de restituições

A Receita Federal ainda não divulgou a data de consulta ao primeiro lote, mas a lista de quem receberá restituição costuma ser publicada uma semana antes do pagamento. Caso não haja imprevistos, a consulta deve ser aberta em 22 de maio.

A partir deste ano, a Receita reduziu o número de lotes de restituição e fará quatro pagamentos em vez de cinco.

Confira o cronograma de restituições previsto:

  • 1º lote: 29 de maio;
  • 2º lote: 30 de junho;
  • 3º lote: 31 de julho;
  • 4º lote: 28 de agosto.

Quem tem prioridade

A legislação estabelece uma ordem de preferência no pagamento das restituições, independentemente da data de envio. A fila segue este critério:

  • Idosos com mais de 80 anos;
  • Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • Contribuintes cuja principal renda seja o magistério;
  • Quem usa declaração pré-preenchida e opta por Pix;
  • Demais contribuintes.

Prazo final e multa

O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 termina em 29 de maio, às 23h59min59s. Quem é obrigado a declarar e perde o prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.

A data limite para quem deseja pagar o imposto via débito automático na primeira parcela ou em cota única também vai até 10 de maio.

Evite erros

Apesar da vantagem de enviar cedo, especialistas recomendam atenção no preenchimento. Informações incorretas aumentam o risco de retenção na malha fina, o que pode atrasar ou até suspender a restituição.

O Fisco orienta revisar todos os dados antes do envio e evitar deixar a declaração para os últimos dias, quando o sistema pode apresentar instabilidade devido ao alto volume de acessos.

Divergência de informações

No entanto, por causa de problemas no novo sistema de cruzamento de dados da Receita, o número de declarações na malha fina está maior este ano.

O Fisco deixou de considerar a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e passou a considerar as informações prestadas pelas empresas por meio do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).

Como diversas empresas, inclusive órgãos públicos, erraram a prestação de informações ao eSocial e à EFD-Reinf, mais contribuintes estão tendo a declaração retida em 2026. Em caso de divergência de informações, o contribuinte deve pedir a correção dos dados à empresa ou à fonte pagadora.

Balanço

A 19 dias para o fim do prazo de entrega, pouco mais da metade dos contribuintes ainda não acertou as contas com o Leão. Segundo o balanço mais recente da Receita, até as 10h57 deste domingo (10), 21.618.532 contribuintes enviaram o documento. Isso equivale a 49,13% do total de 44 milhões de declarações esperadas para este ano.

Segundo a Receita Federal, 67,9% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 18,3% terão que pagar Imposto de Renda e 13,8% não têm imposto a pagar nem a receber.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).