Economia

análise

PEC da Transição não melhora contas públicas, diz instituição

A avaliação é da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI), publicada nesta quarta-feira

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, aprovada pelo Senado na semana passada, não cumpriu a missão de dar uma perspectiva de melhora das contas públicas a médio prazo. Essa é a avaliação da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI), publicada ontem no Relatório de Acompanhamento Fiscal de dezembro.

O texto da PEC ainda precisa ser votado na Câmara dos Deputados. Segundo a proposta, o governo federal terá R$ 145 milhões por fora do teto de gastos nos orçamentos dos próximos dois anos. Outras despesas também ganham exceção. Ao mesmo tempo, a PEC exige a criação de uma nova regra fiscal, que substituirá o teto.

A IFI havia feito projeções para os efeitos da PEC sobre as contas públicas com base nas versões preliminares do texto, que propunham remover do teto de gastos de forma definitiva programas como o Auxílio Brasil.

O texto aprovado limitou o tempo e o valor da exceção, o que a instituição considerou positivo, mas ainda ficam dúvidas quanto aos efeitos da PEC para além da sua duração.

“A PEC mantém a maior parte das despesas primárias sob o teto, mas pouco altera o cenário fiscal da IFI. O espaço para ampliação de gastos continua elevado, a maior parte dele deve ser destinada a gastos que não se limitarão a 2023, e a medida viabiliza a implementação de compromissos de campanha, mas não mostra como isso se relaciona com a sustentabilidade das contas no médio prazo”, explica a IFI.

INDICADORES

A IFI atualizou a previsão de crescimento do PIB deste ano de 2,6% para 3%, resultado de um ajuste nos dados da série histórica do indicador e de verificação de uma atividade econômica mais dinâmica durante o ano. Porém, a previsão para 2023 se mantém em 0,9%.

“Os efeitos restritivos da política monetária doméstica sobre a demanda interna e da moderação do crescimento da economia global contribuem para a desaceleração esperada da economia doméstica em 2023”, diz o relatório.

O governo central registrou deficit primário no mês de novembro (R$ 13,7 bilhões), ao contrário do que havia acontecido no mesmo mês do ano passado. Dessa forma, a IFI reduziu a sua previsão do resultado primário deste ano, que cai de R$ 74,1 bilhões para R$ 68,6 bilhões.

A projeção para 2023 é de deficit, porém, em valor menor do que a expectativa anterior (R$ 88,6 bilhões, contra R$ 96,6 bilhões). No entanto, há riscos para a concretização desse cenário. Novamente a instituição alerta para os caminhos abertos pela PEC da Transição.

“A desaceleração esperada na atividade econômica nos próximos meses constitui um risco para a trajetória das receitas. Pelo lado da despesa, a prorrogação do benefício adicional do Auxílio Brasil e outras despesas pretendidas com o espaço fiscal a ser aberto com a PEC da Transição representa igualmente um risco, tendo em vista a ausência de espaço no teto de gastos da União para a execução dessas despesas”. 

“A forma como esses gastos serão acomodados pode influenciar a credibilidade do regime fiscal do País”, observa a IFI. (Com informações da Agência Senado)

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Agro

Milho puxa queda na safra de MS em 2026

O IBGE estima que a produção total de grãos no Estado será 1,9 milhão de toneladas menor neste ano, apesar do avanço na colheita de soja

12/02/2026 17h37

Produção de soja em Mato Grosso do Sul

Produção de soja em Mato Grosso do Sul Gerson Oliveira

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A produção de grãos em Mato Grosso do Sul neste ano deve ser levemente menor do que no ano passado, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas atinja 26,2 milhões de toneladas, 1,9 milhão a menos que as 28,1 milhões de toneladas registradas em 2025.

A redução na previsão da safra de milho é a principal responsável pela queda na produção de grãos, uma vez que há expectativa de uma safra de soja superior à do ano anterior.

O IBGE indica que a produção de milho terá queda e deve somar 10,4 milhões de toneladas neste ano, sendo 10,3 milhões concentradas na segunda safra. A área a ser colhida, contudo, tem previsão de redução menor, de 2,5%.

Os números do milho são os que puxam as expectativas de produção para baixo. Isso porque a previsão para a soja é de 15 milhões de toneladas, 14% a mais que as 13,1 milhões colhidas em 2025.

O aumento na produção de soja coincide com a ampliação da área plantada e a ser colhida. Em 2025, foram 4,26 milhões de hectares, contra 4,4 milhões previstos para este ano.

O Estado, segundo o IBGE, deve continuar como o quinto maior produtor da oleaginosa no Brasil, atrás de Goiás. No ranking nacional, Mato Grosso segue na liderança.

A produção de outras culturas também chama atenção. A cana-de-açúcar deve registrar queda de 8,2%, passando de 55,3 milhões de toneladas para 50,7 milhões neste ano. O motivo é a redução da área plantada, que recuou 6,9%, de 723,3 mil hectares em 2025 para 672,8 mil hectares neste ano.

Também há perspectiva de uma safra 22,3% menor de sorgo. Em 2025, foram 534,7 mil toneladas, e em 2026 a estimativa é de 415,6 mil toneladas.

A produção de mandioca deve ser 1,3% menor, caindo de 1,51 milhão de toneladas para 1,48 milhão.

O aumento na produção, segundo o IBGE, será registrado nas culturas de algodão e feijão.

No caso do algodão, a produção será 1% maior neste ano, enquanto o feijão deve ter aumento de 2,43% na produção.
 

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Governo Federal

Governo paga mais de R$ 128 milhões pelo Bolsa Família a MS em fevereiro

No total, 181,6 mil famílias recebem o benefício no Estado

12/02/2026 16h30

Os pagamentos de fevereiro começam nesta quinta (12)

Os pagamentos de fevereiro começam nesta quinta (12) Divulgação: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social

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O governo federal investe um montante superior a R$ 128,3 milhões em Mato Grosso do Sul com o pagamento do Bolsa Família no mês de fevereiro. Ao todo, são 181.621 famílias em todos os municípios do Estado contempladas com o benefício. 

Em média, o valor médio recebido pelas famílias é de R$ 706,64. Os pagamentos do mês começam nesta quinta-feira (12) e seguem até o dia 27, de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS). 
 

Os pagamentos de fevereiro começam nesta quinta (12)

Além disso, o programa também garante benefícios adicionais desde sua retomada em 2023, como o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso do Sul, que atende 109,6 mil crianças de zero a seis anos. 

Com isso, cada integrante de famílias nessa faixa etária recebem um adicional de R$ 150, o que significa um investimento de R$ 15,5 milhões a mais no Estado. 

Para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o Bolsa Família assegura um valor adicional de R$ 50, repassados a 161,3 mil indivíduos dessa idade, além de 7 mil gestantes e 4,4 mil mulheres que amamentam no Estado. Para estes pagamentos, o repasse ao Estado supera os R$ 8 milhões. 

Entre os municípios, a capital Campo Grande é onde estão a maior parte dos beneficiários do Estado no mês de janeiro, com 46,3 mil famílias atendidas. Na sequência, estão as cidades de Dourados (12.661), Corumbá (9.035), Ponta Porã (8.585) e Três Lagoas (7.029). 

O valor médio do benefício pago no Estado supera o valor médio nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos é o município sul-mato-grossense com maior valor médio do repasse, de R$ 803,38 neste mês. Em seguida, aparecem Maracaju (R$ 764,74), Ladário (R$ 746,20), Corumbá (R$ 745,22) e Jardim (R$ 733,94). 

Ao todo, durante todo o ano, 216.417 famílias de Mato Grosso do Sul devem ser contempladas pelo Bolsa Família. 

Nacional

Na região Centro-Oeste, 991,6 mil famílias são atendidas pelo Bolsa Família, tendo um repasse do Governo Federal de R$ 609,5 milhões. É a região brasileira com menor número de atendidos. O valor médio pago é de R$ 696,40. 

A região Nordeste tem o maior número de contemplados em janeiro, com 8,79 milhões de beneficiários e um investimento de R$ 6 bilhões. Em seguida, aparece a região Sudeste, com 5,33 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões em repasses. Na sequência, a região Norte (2,43 milhões de famílias e R$ 1,75 bilhão) e Sul (1,27 milhão de beneficiários e repasse de R$ 864,1 milhões). 

Sobre os valores, Roraima é o estado com o maior valor médio de repasse aos contemplados em janeiro, de R$ 746,97, seguido pelo Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89) 

No total, em todo o Brasil, são mais de 18,84 milhões de famílias atendidas em fevereiro, com um repasse total de R$ 13 bilhões pelo Governo do Brasil. 

Neste mês, o Programa alcança 258,4 mil famílias em situação de rua, 247,6 mil com pessoas indígenas, 291,2 mil com quilombolas, 401,7 mil com catadores de material reciclável, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 56,5 mil com crianças em situação de trabalho infantil, que fazem parte de um grupo prioritário e específico do programa. 

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