Economia

CONTRA

Sindicato dos trabalhadores da Sanesul tenta barrar leilão da estatal

O leilão que firmará a PPP será realizada nesta sexta (23), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo

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Representante dos trabalhadores da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), o Sindagua-MS apresentou cinco denúncias nos Ministérios Públicos Estadual (MPMS) e Federal (MPF) e protocolou ação popular no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (TJMS) para impedir o leilão da empresa, marcado para amanhã (23), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.  

O modelo escolhido é o de Parceria Público-Privada (PPP), e a meta é elevar a cobertura de coleta e tratamento de esgoto para 94% da população em cinco anos.

Segundo reportagem do Estadão, será o terceiro certame de serviços de saneamento desde a sanção do novo marco legal do setor, que facilitou a privatização do serviço.  

A empresa que vencer o leilão vai assumir os serviços de esgotamento sanitário de 68, dos 79 municípios do Estado, hoje atendidos pela estatal, atingindo 1,7 milhão de cidadãos.

Para o presidente do Sindagua-MS, Lázaro Godoy, a PPP é uma "aberração técnica e jurídica". "A verdade sobre a PPP somente virá à tona com ações enérgicas dos defensores do patrimônio público, da sociedade civil organizada e até mesmo dos futuros gestores municipais, que podem contrapor esse absurdo", disse ele, em nota.

De acordo com o sindicato, na PPP, estão previstos investimentos de R$ 1,4 bilhão nos primeiros 10 anos, dos quais R$ 694,5 milhões serão feitos pela própria Sanesul até dezembro de 2024, mais que os R$ 688,9 milhões que ficarão a cargo da iniciativa privada.

Godoy afirma que, com investimentos próprios, a Sanesul chegará a 74,5% de universalização em 2022. Hoje, esse índice é de 65%.  

Ainda segundo o sindicato, o edital da PPP prevê que o sócio privado investirá, ao longo de 30 anos, R$ 727 milhões, com custos de R$ 2,4 bilhões na operação e manutenção dos sistemas de esgotos. Ao final dos 30 anos, a empresa que vencer a PPP terá recebido R$ 5,95 bilhões dos cofres públicos, fora os reajustes tarifários.

“Para tentar transformar essas mentiras em verdades, acrescem aos investimentos os custos e despesas operacionais que hoje já são praticados pela Sanesul e não divulgam para a população que a PPP será remunerada em sua integralidade por todos os custos”, disse Godoy, na nota. “A quem, de fato, interessa isso?”, questionou.

O movimento do Sindagua-MS tem apoio jurídico da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas).

Marco do Saneamento

Desde a sanção do marco do saneamento, já foram realizados dois leilões: o da Casal, na Região Metropolitana de Maceió (AL), e o da empresa do município de Cariacica (ES). D

e acordo com a lei, até 2033, prestadores de serviço terão de garantir o atendimento de água potável a 99% da população, e o de coleta e tratamento de esgoto, a 90%.  

O texto obriga que os contratos no setor sejam precedidos de licitação, o que abre espaço para a iniciativa privada entrar com força no mercado.

 

REFORMA TRIBUTÁRIA

MS bate recorde na doação de imóveis antes de alta do imposto

Tributação sobre a transmissão de patrimônio sofrerá mudança a partir de 2027 com a Reforma Tributária

25/07/2026 14h00

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027 Foto: Pixabay

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Diante da mudança que deve entrar em vigor a partir do próximo ano com a Reforma Tributária, a doação de imóveis registrou aumento em Mato Grosso do Sul, chegando a um crescimento de 165% nos atos em cartório em 2025 em relação a 2020, além de recorde no número de escrituras públicas, de acordo com números do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul (CNB/MS).

Para os sul-mato-grossenses que desejam transferir imóveis para filhos e herdeiros, estes últimos meses de 2026 devem ser a última oportunidade antes das mudanças na cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Isso deve-se a Reforma Tributária, que deverá tornar mais onerosa a transmissão patrimonial em praticamente todo o país a partir de 2027.

A futura modificação nas regras atuais do ITCMD parece ter sido notada pela população, já que o movimento de doação de imóveis aumenta ano após ano no Estado desde 2020. No primeiro ano de análise, foram registrados 1.678 atos em cartório. Já em 2025, foram realizadas 4.453 escrituras públicas, maior número da série histórica e um crescimento de 165%.

“O que estamos vendo é uma antecipação das famílias diante das mudanças previstas no ITCMD. Com a possibilidade de aumento da carga tributária a partir de 2027, muita gente tem buscado organizar a sucessão ainda pelas regras atuais. Esse é um momento estratégico para planejar, e o Cartório de Notas garante segurança jurídica em todo o processo, com alternativas como a doação com reserva de usufruto, que protege o patrimônio e a família”, ressalta Elder Dutra, presidente do CNB/MS.

Embora as alterações ainda dependam da aprovação de leis estaduais específicas, qualquer mudança aprovada em 2026 deverá respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena. Por isso, a expectativa é de que os novos modelos de tributação passem a produzir efeitos a partir de janeiro de 2027.

Outros estados

As mudanças não terão o mesmo impacto em todo o território nacional. Nos estados que ainda adotam alíquotas fixas — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Amazonas, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima — a principal mudança será a obrigatoriedade da adoção de alíquotas progressivas, permitindo que a tributação aumente conforme o valor do patrimônio transmitido e alcance o teto nacional de 8%.

Já nos estados que já utilizam sistemas progressivos, como Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins, o impacto tende a ocorrer principalmente por meio da nova base de cálculo. A regulamentação da Reforma Tributária estabelece diretrizes para que os estados passem a utilizar o valor de mercado dos bens como referência para cobrança do imposto, o que pode elevar significativamente o valor final a ser recolhido mesmo sem alteração das alíquotas.

Há ainda um terceiro grupo de estados — como Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Rondônia e Piauí — que poderá ser afetado pelos dois fatores simultaneamente: eventual elevação das alíquotas máximas atualmente praticadas e adoção de critérios mais rigorosos para avaliação patrimonial.

O que é ITCMD?

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz/MS), o ITCMD é um imposto estadual que deve ser pago por aqueles que recebem bens de forma gratuita, como os donatários (nome que se dá à pessoa que recebe uma doação) e os herdeiros/legatários (na transmissão da herança de pessoa falecida).

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Combustível

Preço médio do etanol cai mais uma vez e fecha o mês valendo R$ 3,80

Entre março e julho de 2026, o combustível registrou queda de 11,83%

25/07/2026 12h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol em Mato Grosso do Sul, vem registrando quedas em seu valor semanalmente.

Em julho o combustível iniciou o mês com um preço médio de R$ 3,92 e encerrou o mês com R$ 3,80, mostrando uma queda de R$ 0,12. 

Ainda de acordo com a pesquisa realizada pela ANP, o valor médio do litro do etanol, que era comercializado a R$ 4,31 na última semana de março, encerrou o mês de julho custando R$ 3,80, registrando uma queda de 11,83%. 

A análise realizada pela ANP mostra também a variação de entre o preço mínimo e máximo praticado nos postos de combustíveis da Capital. 

Na última semana pesquisada, de 19 a 25 de julho, entre os 16 postos pesquisados o menor valor encontrado nas bombas foi de R$ 3,69, enquanto o valor máximo encontrado não ultrapassou os R$ 3,99. 

Com a queda do valor, o etanol hidratado pode passar a ser uma alternativa bem mais em conta no bolso do consumidor, uma vez que, registra uma diferença de R$ 2,47 com relação à gasolina comum, que soma um preço médio de R$ 6,27. 
 

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