O Corinthians fez hoje (10) um evento teste para a Copa 2014 no estádio Itaquerão, que vai sediar o jogo de abertura do Campeonato Mundial. Uma partida festiva entre ex-jogadores do clube reuniu 20 mil pessoas no Estádio da zona leste da capital paulista.
A primeira partida oficial será dia 18, com Corinthians e Figueirense, válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. A arena deve ser entregue à Federação Internacional de Futebol (Fifa) no dia 25 deste mês. As arquibancadas provisórias, sob responsabilidade do clube, ainda não foram concluídas.
Pelo menos 100 corinthianos permaneceram durante todo o evento do lado de fora do estádio, porque não conseguiram comprar os ingressos, oferecidos apenas para os sócios da categoria Fiel Torcedor.
O encarregado operacional Vilson Santana, 48 anos, reclamou da destinação de ingressos só para os sócios. “A compra de ingressos é quase por milagre. Muito difícil conseguir. Sai de casa na convicção de que não conseguiria entrar, para ser Fiel Torcedor tem que ser de elite”, criticou.
A dona de casa Adriana Burgugi, 37 anos, mora a dez minutos a pé do estádio e trouxe toda a família, o marido e os três filhos, para passear no entorno do Itaquerão, pois não conseguiu comprar ingressos. “Só soubemos ontem à tarde e não tinha mais, disse.
Apesar de morar pertinho da arena, eles não conseguirão ingressos para assistir aos jogos da Copa. “Muito caro. Vamos vir aqui, ficar rondando. Tirar foto, pelo menos para dizer que estivemos aqui”, brincou Adriana.
Antes do início do primeiro jogo, quando muitas pessoas esperavam na porta, alguns torcedores sem ingresso conseguiram entrar, mas não ficaram nas arquibancadas. Foi o caso do representante comercial Hélio Brito, 53 anos, que entrou com os dois sobrinhos.
“Cheguei bem cedo, estava uma muvuca e eles liberaram sem apresentar o bilhete de entrada. Conseguimos entrar por falta de organização”, avaliou. Após tirar algumas fotos, os corinthianos deixaram o estádio.
Quem conseguiu entrar ficou orgulhoso do que viu. “Achei tudo muito organizado. O acesso foi simples. Os banheiros são amplos, achei muito bom. Só a parte de alimentação que achei confusa, porque os próprios funcionários não sabiam direito o que fazer”, disse o montador de automóvel Ricardo Petruci, 37 anos.

