Esportes

CALENDÁRIO ESPORTIVO

Em ano de Copa do Mundo, Brasileirão vai começar mais cedo

Copa do Mundo de EUA, México e Canadá começa em 11 de junho; confira o calendário completo

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O calendário esportivo de 2026 tem como maior destaque a disputa da Copa do Mundo, organizada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Sob novo formato a partir desta edição, a competição contará com 48 equipes na disputa, 16 a mais do que em 2022, no Catar, com o número total de partidas passando de 64 para 104.

As seleções serão divididas em 12 grupos, com quatro times em cada um. Os dois primeiros de cada chave avançarão, mais os 8 melhores terceiros colocados, com 32 seleções passando a se enfrentar em jogos de mata-mata.

A seleção brasileira de Carlo Ancelotti está no Grupo C, com Marrocos, Escócia e Haiti.

A fase de grupos vai até o dia 27 de junho, com o início no dia seguinte dos jogos eliminatórios. As oitavas de final serão realizadas de 4 a 7 de julho, com as quartas de final de 9 a 11 de julho e as semifinais nos dias 14 e 15 do mesmo mês.

O ano de 2026 também será marcado pela implementação do novo calendário do futebol brasileiro, que, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), visa reduzir a carga de jogos dos times da elite, e, ao mesmo tempo, ampliar a oportunidade em competições nacionais para equipes que passavam meses inativas.

Os campeonatos estaduais serão reduzidos, passando de 16 datas em 2025 para 11 a partir desta temporada, com a manutenção do período de duração de 11 de janeiro a 8 de março.

O Campeonato Brasileiro passará a ser disputado ao longo de todo o ano, de 28 de janeiro a 2 de dezembro, com pausa para a Copa do Mundo, seguindo o formato de disputa por pontos corridos.

A Copa do Brasil, por sua vez, terá final em jogo único, em vez de jogos de ida e volta, com um aumento de 92 para 126 clubes.

A Copa São Paulo de Futebol Júnior se mantém – como o torneio que abre os trabalhos no futebol brasileiro, com início previsto para 2 de janeiro. A final, como de praxe, será no dia 25 de janeiro, no aniversário da capital paulista.

Serão 128 equipes de todo o Brasil na disputa pela taça, conquistada na edição passada pelo São Paulo.

No tênis, as atenções da torcida brasileira seguirão voltadas para o desempenho de João Fonseca em quadra, com o Australian Open – primeiro Grand Slam do ano – programado para começar em 18 de janeiro.

Algumas semanas depois, o tenista carioca, atual número 24 do mundo, deve voltar a defender as cores do Brasil na primeira rodada da Copa Davis, contra o Canadá, na casa do adversário, entre os dias 6 e 8 de fevereiro. Quem passar encara o vencedor do confronto entre França – algoz do Brasil em 2025 – e Eslováquia.

Na sequência, João volta a jogar em casa, no Rio Open, a partir de 14 de fevereiro.

Também em fevereiro, entre os dias 6 e 22, acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno, nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, com o norueguês naturalizado brasileiro Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, podendo trazer a primeira medalha do País na história do evento.

O ano reserva ainda o Ultimate Championship, nova competição bianual da World Athletics (a federação internacional de atletismo) que reunirá a elite do atletismo mundial, de 11 a 13 de setembro, em Budapeste, e o Mundial de Judô, em Baku, de 4 a 11 de outubro.

Haverá também no segundo semestre o Mundial de Natação disputado em piscina curta, de 1º a 6 de dezembro, em Pequim.

O calendário esportivo brasileiro termina mais uma vez com a Corrida de São Silvestre, com os atletas percorrendo 15 km pelas ruas da capital paulista.

*Saiba

Principais eventos:

Janeiro – início da Série A do Brasileiro e de estaduais de futebol.
Fevereiro – início da Copa do Brasil , da Libertadores e da Fórmula 1.
Março – Copa Sul-Americana.
Junho – Copa do Mundo.

 

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COPA DO MUNDO

CBF banca viagem de presidentes das federações estaduais para "imersão" em Copa do Mundo

Estevão Petrallás presidente da FFMS embarcou nesta quarta-feira para assistir aos três jogos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos

10/06/2026 12h45

Reprodução redes sociais

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) irá levar para a Copa do Mundo 2026 os 40 representantes de cada time da Série A e B do Campeonato Brasileiro, além de todos os 27 presidentes das federações estaduais do Brasil.

A viagem bancada pela Confederação dará ingressos para o primeiro jogo da Seleção Brasileira aos presidentes e representantes. A estreia será contra a Seleção Marroquina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no próximo sábado (13).

Porém, para os dirigentes estaduais, a CBF planejou uma estadia maior. Com direito a passagem, hospedagem e um acompanhante, os presidentes estaduais terão ingressos com assentos próximos ao campo para os três jogos do Brasil que acontecem durante a fase de grupos, nos dias 13, 19 e 24 de junho.

Conforme informações, a viagem tem objetivo de levar os representantes a uma "imersão" dentro das grandes ligas esportivas globais e a Copa do Mundo seria a segunda etapa, visto que os mesmos dirigentes estiveram na Europa em janeiro deste ano.

Para isso, a agenda prevê encontros com representantes da Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol masculino dos Estados Unidos, e da National Football League (NFL), liga de futebol americano profissional do país.

Os dirigentes estaduais ficarão em um hotel localizado em Orlando, na Flórida. A cidade não é sede dos jogos então será necessário a locomoção entre os estados de Nova York, Filadélfia e Miami, onde acontecerão a fase inicial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com todos as despesas custeadas integralmente pela CBF.

Já os cartolas estarão hospedados em um hotel localizado na Quinta Avenida, região central de Nova York durante apenas a estreia.

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás foi para Brasília ainda na tarde de ontem (09) e embarcou rumo aos Estados Unidos às 12h. Em entrevista ao Correio do Estado, Petrallás explica sobre a expectativa de participar do momento.

O presidente conta à reportagem que o convite veio ainda no ano passado em reunião com a CBF e para ele é um momento importante que demonstra reconhecimento das federações estaduais e desenvolvimento do futebol brasileiro, registrando a aproximação da CBF e FFMS.

"É uma oportunidade única e motivo de muito orgulho representar o futebol sul-mato-grossense em um evento da grandeza da Copa do Mundo [...] estar próximo ao campo, acompanhando os jogos da Seleção Brasileira, permitirá vivenciar de perto a organização, a atmosfera e a excelência do maior evento do futebol mundial, algo que certamente ficará marcado para toda a vida", destaca o presidente da FFMS ao Correio do Estado.

Da equipe da Federação de Futebol de Mato Grosso Sul apenas o presidente embarcou na viagem. Ele reforça que viver este momento pode contribuir no fortalecimento do futebol no Estado, principalmente com a construção de parcerias.

"A Copa do Mundo é um ambiente que proporciona uma rica troca de experiências com dirigentes, gestores e profissionais do futebol de diversas partes do país e do mundo, ampliando relacionamentos e fortalecendo o networking institucional".

Petrallás ressalta que os contatos são importantes para criar oportunidades, compartilhar boas práticas e pretende observar de perto "a organização da competição, relacionamento com torcedores e tudo o que envolve o desenvolvimento do futebol". O objetivo é buscar referências que inspirem projetos e ações que fortaleçam o esporte em Mato Grosso do Sul.

O Estado ainda vive um momento especial com a convocação do volante Éderson, jogador do time europeu Atalanta BC. Convocado na última segunda-feira (08) às pressas pelo técnico Carlo Ancelotti, o campo-grandense é o primeiro sul-mato-grossense a defender a camisa amarela em Copa do Mundo após 32 anos.

Descrito por Petrallás como motivo de orgulho para o Estado, Éderson deu seus primeiros passos no futebol por meio do Instituto Bola de Ouro, projeto que contribui para a descoberta e desenvolvimento de atletas talentos de MS.

O presidente da FFMS disse em entrevista à reportagem que Éderson mostra o talento do Estado em alcançar maiores palcos do futebol mundial e ressalta a importância de trabalhos realizados na base para conseguir resultados concretos.

"Tenho plena confiança que a revolução que iniciamos a dois anos, envolvendo a FFMS, através de cursos de capacitação promovidos pela nossa Academia, envolvendo os clubes e as comissões técnicas, além de um aumento significante na minutagem de nossos atletas, nos trarão muito mais frutos no futuro".

Petrallás ainda reforça a importância do investimento nas categorias de base, que para ele desmonstram-se fundamentais na formação não apenas de atletas, mas também de cidadãos. Ainda sobre Éderson, o presidente da FFMS diz que sua convocação representa muito para jovens atletas do MS.

"Mais do que uma conquista individual, a presença do Éderson na Copa serve de inspiração para milhares de crianças e jovens sul-mato-grossenses que sonham em seguir carreira no futebol. É a demonstração de que, com dedicação, oportunidades e um trabalho sério de formação, é possível alcançar o mais alto nível do esporte mundial" ressaltou Petrallás ao Correio do Estado.

A previsão é que o presidente da FFMS e toda a delegação chegue ainda na madrugada do dia 11, mas segundo informações o presidente da FFMS não irá participar da abertura, que acontece na Cidade do México às 14h30 horário de Brasília, e desembarcará em Nova York.

Toda a experiência será custeada pela CBF, que atualmente é presidida por Samir Xaud, eleito para o cargo em maio do ano passado, com apoio de 25 dos 27 presidentes das federações estaduais, incluindo Estevão Petrallás, da federação de Mato Grosso do Sul.

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Caminhos distintos

Da Itália aos EUA: coincidência histórica liga Muller e Éderson em Copas

Muller foi tetracampeão mundial em 1994, torneio disputado nos Estados Unidos, sede deste ano

09/06/2026 18h30

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Chamado às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a convocação de Éderson marca não somente o retorno de um campo-grandense ao mundial após 32 anos, mas estrelaça a carreira do jovem de 26 anos a Muller, último sul-mato-grossense a vestir a amarelinha em um torneio deste calibre. 

Após início distinto tanto por clubes quanto na seleção, a carreira de ambos é marcada pelo futebol italiano e passagens por gigantes do futebol Brasileiro. 

Caminhos distintos 

Nascido em 31 de janeiro de 1966, em Campo Grande [no então estado de Mato Grosso], Muller, ao contrário de Éderson, ascendeu de forma "meteórica" na carreira. 

Após breve início no Operário, se transferiu ao São Paulo ainda nas categorias de base. Por lá, venceu o estadual de 1985 e o Campeonato Brasileiro de 1986, ano de sua primeira Copa do Mundo. 

Com apenas 20 anos, disputou cinco partidas e deu três assistências na competição, vencida pela Argentina, atual campeã. O belo início no Tricolor o levou ao Torino, clube da Itália, sede do mundial de 1990. 

Com certa bagagem internacional naquele momento, foi titular na Copa seguinte e figura central na campanha do Brasil. Protagonista, foi responsável pelos gols nas vitórias magras diante da Costa Rica e Escócia, adversária também neste ano. Na ocasião, a campanha foi interrompida pelos "hermanos". 

Caminho difícil

Diferentemente do conterrâneo, o jovem de origem terena chega à seleção sem participar de grande parte do ciclo de Ancelotti para o torneio que se inicia já no próximo dia 13. Éderson conquistou a vaga só após baixa de Wesley, cortado por lesão.

Antes de atender "o chamado" de Ancelotti, meio-campista havia sido lembrado na seleção apenas para um amistoso em 2024, além de comparecer apenas na primeira lista de Ancelotti. 

Titular inconstestável da Atalanta, também joga na "terra da bota" e chega à Copa após trilhar um caminho mais árduo na carreira. 

Aos 13, começou em uma escolinha do bairro Tiradentes, região leste da Capital. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir carreira profissional.

Do interior paulista, em 2019 chegou ao Cruzeiro após transferência de cerca de R$ 1,6 milhão. Após sete meses no clube mineiro, se transferiu para o Corinthians a custo zero. 

No clube alvinegro, obteve altos e baixos, disputou 25 jogos e marcou 3 gols, sendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Contestado e sem sequência, foi emprestado ao Fortaleza, onde finalmente obteve destaque em 2021. 

Após um de empréstimo ao clube nordestino, foi vendido a Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo volante. 

Glória nos Estados Unidos

Após pouco destaque na Europa e o fracasso na copa de 1990, Muller voltou ao Brasil diretamente para São Paulo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1991 e foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1992 e 1993. 

A retomada na carreira foi coroada com a convocação para sua terceira Copa do Mundo, torneio disputado nos Estados Unidos, um dos países sede deste ano e palco do tetra do Brasil em 1994.

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